QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Equipes de Alto Nível

Há muito tempo desejava escrever um artigo sobre equipes de alto nível ou de alta performance, como se diz no ambiente corporativo, carregado de estrangeirismos e outras denominações que mais dificultam o entendimento do que simplificam. O fato é que as equipes, quando bem construídas, bem gerenciadas e monitoradas são fundamentais para o sucesso das empresas.

Antes, porém, quero lembrar que as pessoas são determinantes para se atingir objetivos em qualquer organização do mundo. Obviamente, as empresas precisam de estratégias, ótimos produtos e, principalmente, resultados positivos, entretanto, são as pessoas que continuam fazendo as coisas acontecerem em todas as áreas da nossa sociedade.
De acordo com o Professor Dante Quadros, especialista em liderança e comportamento organizacional, existem quatro tipos de agrupamento no mundo corporativo:
  1. Bando: cada um por si, Deus por todos; ninguém se entende, cada qual faz o que pensa e as coisas simplesmente vão acontecendo da pior maneira possível. Consequências: falta de sinergia, confusão total, desalinhamento estratégico, desordem, falta de consciência em relação à visão, à missão e aos valores da empresa.
  2. Grupos: diz respeito aos grupos de coalização, mais conhecidos como panelinhas, conchavos, organização informal etc. Exemplo: o grupo do RH, o grupo do Financeiro, o grupo de MKT, o grupo da Produção e assim por diante.
  3. Equipes: um grupo de pessoas relativamente organizadas, de forma a trabalhar em conjunto, que executa tarefas semelhantes e se reporta a uma mesma pessoa; em algumas situações, pode ser uma equipe autogerenciável;
  4. Times: equipes de desempenho elevado, formada por pessoas com habilidades complementares que trabalham de maneira sinérgica e se responsabilizam coletivamente para atingir objetivos comuns como, por exemplo, a equipe da seleção brasileira, dirigida pelo técnico Felipão em 2002, na Coréia do Sul.
Apesar de conhecer a fundo os quatro tipos de agrupamento, vamos nos concentrar no principal: times ou equipes de desempenho elevado, cuja formação deveria ser o sonho de consumo de todo profissional que aspira manter o cargo de liderança e obter sucesso no mundo dos negócios.

  • Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que o comportamento da equipe é o retrato do líder, ou seja, se o líder for eficaz, a equipe, seguramente, será eficaz e os resultados acontecerão de forma natural. Por outro lado, se o líder for mediano ou medíocre, os resultados serão alcançados na mesma proporção.
  • Times são relativamente difíceis de serem formados; mais difícil ainda é mantê-los no mesmo ritmo, coesos, sem que, dentro deles, aflorem a inveja e uma vontade incontrolável de se destacar dentre os demais. Quando times de verdade se destacam, entra em cena o eterno espírito de competição do ser humano e se a liderança não atuar com firmeza, os objetivos comuns tomam o lugar dos objetivos pessoais, o que, certamente, destruirá o espírito de equipe.
Quer se tornar um líder eficaz e montar uma equipe de alto nível? Não é necessário reinventar a roda. O sistema VOICE, que em português significa “voz”, desenvolvido por David Ulrich e outros pesquisadores de Harvard, quando aplicado na íntegra, facilita o caminho e estimula maior envolvimento dos funcionários na organização. Veja os fatores:
  1. Visão: as pessoas querem encontrar um sentido ou um objetivo no trabalho que executam; portanto, compartilhe a visão, a missão e os valores da empresa.
  2. Oportunidade: todos querem uma chance para aprender, crescer, avançar e melhorar naquilo que fazem; portanto, delegue atribuições e cobre responsabilidades.
  3. Incentivos: o dinheiro pode ser um bom fator de motivação se vier em quantidade significativa e se seu ganho estiver associado a objetivos específicos; desse simples fato nasceram organizações como a Apple, Microsoft e outras se tornaram maiores ainda, como a GE, a Sony e a Honda.
  4. Impacto: as pessoas querem fazer seu trabalho quando visualizam o impacto dos seus esforços; sentir-se importante, ser reconhecido e ser valorizado são os três princípios da natureza humana.
  5. Comunidade: os funcionários se envolvem mais quando se sentem parte de uma equipe; além do mais, não basta fazer parte da equipe, é preciso ter espírito de equipe.
  6. Comunicação: as pessoas têm mais motivação quando sabem o que está acontecendo; nesse sentido, a transparência, em todos os níveis da organização, tem um valor considerável.
  7. Empreendedorismo: cresce o envolvimento das pessoas quando elas têm a oportunidade de controlar como e onde o trabalho será feito; elas devem participar do sonho e não apenas da burocracia.
Acima de tudo, a formação de equipes ou times de alto nível requer sabedoria, determinação e comprometimento com a liderança. 
 De acordo com Franklin Delano Roosevelt, ex-presidente norte-americano, “agindo em conjunto, com um grupo, as pessoas conseguem realizar coisas que nenhum indivíduo sozinho jamais poderia esperar realizar.” 
Pense nisso e seja feliz! 

Por: Jerônimo Mendes - Administrador, Escritor e Palestrante Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional,

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