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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O princípio de Peter

O princípio é muito simples, e foi enunciado por Laurence J. Peter, professor universitário, num livro que acabou por se tornar um clássico na gestão empresarial: 


Num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência.


Esta máxima significa basicamente o seguinte: Um bom funcionário, geralmente o melhor de cada serviço ou estrutura, é normalmente escolhido para ser promovido a um grau superior, onde se torna incompetente. 


Vamos a um exemplo prático:



O melhor mecânico de uma oficina, a razão pela qual muitos clientes preferem aquela empresa em relação a todas as outras, é escolhido para suceder ao chefe de oficina, que entretanto se reformou. 
Era a sua ambição, e como tal, o mecânico fica contente e considera que naquela promoção está a sua realização pessoal. 

O problema é que ele não tem capacidades de gestão de pessoal, distribuição de tarefas, delegação de competências. 

De cada vez que aparece um carro com um problema mais complicado, demora o tempo necessário, como fazia no seu tempo de mecânico, a encontrar e solucionar a avaria. 
Entretanto, o motorista a quem havia sido distribuído aquele trabalho está parado, e o mesmo acontece a todos os outros que entretanto terminaram as suas tarefas e aguardam pacientemente que o seu chefe lhes dê trabalho. 

O mecânico muito competente tornou-se um chefe incompetente, contestado e gerador de situações problemáticas.



E assim sucessivamente: 

O melhor vendedor, detentor de capacidades ímpares de empatia com os clientes não é o melhor candidato a chefe de vendas, um lugar de escritório, de competências organizacionais. 

O melhor professor, criador de laços com os seus alunos e transmissor de conhecimentos, dará um péssimo director de escola, onde tem de gerir equipas, horários e instalações. O melhor cientista, investigador nato, capaz de descobertas extraordinárias dará um péssimo Ministro da Ciência, etc., etc….



Não se trata de inteligência, mas sim de adequar a cada lugar a pessoa com as competências mais indicadas para o lugar. 

Cada ser humano devia ser capaz de encontrar aquilo que sabe fazer melhor e dedicar a sua vida a fazê-lo, em vez de ser consecutivamente promovido ou colocado em lugares de chefia nos quais será incompetente porque não possui as aptidões necessárias. 



É óbvio que todos conhecemos pessoas que se julgam infinitamente mais inteligentes que todos os outros, e portanto, capazes de desempenhar qualquer função com a mesma qualidade. 

Estes “pavões” já atingiram o seu Princípio de Peter. 

A preocupação em demonstrar como são insubstituíveis e importantes desvia-os do seu verdadeiro trabalho, ao qual dedicam apenas o mínimo de tempo indispensável. Tornaram-se incompetentes.



Significa isto que devemos deixar de ser ambiciosos e que cada um de nós tem um limite a partir do qual não pode caminhar? Não. Apenas que as ambições devem ser redireccionadas.



Se cada um de nós se ocupar a fazer aquilo que faz realmente bem, toda a estrutura social funcionará melhor, e ser o melhor naquilo que fazemos deve ser a nossa ambição. 

É claro que toda a gente gosta de ver reconhecido o seu trabalho, e como tal, todos os funcionários devem ser valorizados e premiados pelo seu bom desempenho. 

  • A diferença de salários não deveria ter por base a categoria da função desempenhada, mas sim a qualidade do desempenho. 
  • O melhor operário deveria ter uma remuneração idêntica à do seu chefe, uma vez que é dele que depende a execução operacional das tarefas. 



Mas isto ainda é apenas teoria… E convenhamos, as elites não têm grande interesse em ver divulgado este princípio.



Por: Laurence J. Peter, professor universitário -

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