QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Obrigado por seguirem meu BLOG: http://www.jorgenca.blogspot.com/

Obrigado por seguirem meu BLOG: http://www.jorgenca.blogspot.com/
 

Como se proteger dos ataques cibernéticos

As redes sociais já assumiram um papel de quase onipresença em nossas vidas e isso não há como negar. No entanto, nem todo mundo está preparado para mergulhar nelas de forma segura. Nesse sentido, com o objetivo de informar e conscientizar sobre como utilizar de modo seguro estas plataformas, a ESET América Latina lançou o seu Guia de Segurança para Redes Sociais.

"Segundo o último estudo da InSite Consulting, a América Latina é a região com o maior percentual de uso de redes sociais no mundo, atingindo 95%. Com a crescente tendência dos ciber hackers de usarem as redes sociais como um meio para as suas ações maliciosas, torna-se vital para o usuário estar protegido e contar com um ambiente seguro ao utilizar as redes sociais", disse Federico Pacheco, Gerente de Educação e Pesquisa da ESET América Latina.

Confira abaixo as 10 principais recomendações oferecidas pelos especialistas da ESET para você se proteger dos ataques cibernéticos:

1 – Não entrar em links suspeitos: evite clicar em hiperlinks ou links a partir de fontes duvidosas para prevenir o acesso a sites que contenham as ameaças cibernéticas. Lembre-se que esses links podem estar presentes em um e-mail, um bate-papo ou uma mensagem em uma rede social.

2 – Não acessar sites de reputação duvidosa: através de técnicas de Engenharia Social, muitos sites promovem-se com informações que podem chamar a atenção do usuário - como descontos em compras de produtos (ou até mesmo oferecê-los gratuitamente) ou materiais exclusivos de notícias da atualidade, material multimídia, etc. Recomenda-se estar ciente destas mensagens e evitar acessar sites com estas características.

3 – Atualizar o sistema operacional e aplicativos: é sempre recomendável manter atualizadas as últimas correções de segurança e software de sistema operacional para evitar a propagação de ameaças através das vulnerabilidades que o sistema possa ter.

4 – Aceitar somente contatos conhecidos: tanto os clientes de mensagens instantâneas, como os de redes sociais, a recomendação é aceitar e interagir apenas com os contatos conhecidos. Desta maneira, o acesso aos perfis criados por hackers para se comunicar com as vítimas e expô-las a diversas ameaças será impedido.

5 – Download de aplicativos a partir de sites oficiais: é recomendável sempre fazer download de aplicativos via sites oficiais. Isto é porque muitos sites simulam oferecer programas populares que são alterados, modificados ou substituídos por versões que contêm algum tipo de malware e descarregam o código malicioso no momento em que o usuário instala o sistema.

6 – Evitar a execução de arquivos suspeitos: a propagação de malware geralmente é realizada através de arquivos executáveis. É aconselhável evitar a execução de quaisquer arquivos a menos que você conheça a procedência de sua segurança e sua fonte seja confiável.

7 – Utilizar tecnologia de segurança: as soluções antivírus, firewall e antispam representam as aplicações mais importantes para a proteção do computador contra as principais ameaças que se propagam via internet. O uso dessas tecnologias reduz o risco e a exposição diante as ameaças.

8 – Evitar inserir informações pessoais em formulários questionáveis: quando o usuário se depara com um formulário web que contém campos com informações sensíveis (por exemplo, nome de usuário e senha), o ideal é verificar a legitimidade do site. Uma boa estratégia é verificar o domínio e o uso do protocolo HTTPS para garantir a confidencialidade das informações.

9 – Tomar cuidado com os resultados demonstrados pelos sites de busca: através de técnicas Black Hat SEO, os hackers costumam classificar seus sites entre os primeiros lugares nos resultados de pesquisas, especialmente em casos de pesquisas de palavras-chaves muito utilizadas pelo público. Diante de qualquer uma dessas buscas, o usuário deve estar ciente dos resultados e verificar em qual site está sendo vinculado.

10 – Utilizar senhas fortes: é recomendável o uso de senhas fortes, com diferentes tipos de caracteres e não inferior a oito caracteres.

"Sem dúvida as redes sociais são um recurso valioso para os internautas. Para usá-las com segurança, é recomendável não subestimar aos hackers e aprender a usar corretamente as ferramentas tecnológicas, configurá-las de modo adequado e fazer uma navegação pela internet de maneira responsável", concluiu Sebastian Bortnik, Coordenador de Awareness & Research da ESET América Latina.

Sebastian Bortnik -Coordenador de Awareness &

Paciência - Arnaldo Jabour

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

Arnaldo Jabor

Porque a Ética é Importante - Stephen Kanitz

Antigamente, moral e ética eram transmitidas às novas gerações pelas classes dominantes, pela aristocracia, pelos intelectuais, escritores e artistas.
Era uma época em que os nobres eram nobres, exemplos a ser seguidos por todos.
Hoje, isso mudou.
Nossas lideranças políticas, acadêmicas e empresariais não são mais "nobres", nem se preocupam em transmitir valores morais às futuras gerações.
Nossa televisão só pensa em lucro, seus donos não têm nenhuma preocupação em ser respeitados pelos seus pares. 
Não existe mais o noblesse oblige, a obrigação dos nobres, como antigamente.
Poetas brasileiros até enaltecem os nossos "heróis sem caráter". 

Hoje, quem quiser adquirir valores morais e éticos neste mundo "moderno" terá de aprender as regras sozinho.
Portanto, para não perder mais tempo, vamos começar com a primeira lição.
Vou mostrar a importância de criar um código de ética com um exemplo real. Um estudo de caso.
Vou romancear os personagens para os proteger, mas a história é verdadeira.
Um amigo de infância, o Zeca, casou-se com a garota mais linda de nossa turma. 
Que para piorar a situação tinha uma irmã mais nova e ainda mais bonita de 16 anos.
Nosso comentário na época era que ele estava casando com a irmã errada, mas no fundo estávamos todos morrendo de inveja.
Após dois anos de casado, o Zeca acabou transando com a linda cunhada. 
E óbvio foi prontamente descoberto pela esposa.
Foi o escândalo da cidade. Só falamos disso por seis meses.
Ele se desculpou todo envergonhado dizendo: "Não sei o que passou pela minha cabeça, ela simplesmente se entregou".
Fato mais comum do que se imagina, fruto de uma rivalidade não resolvida entre belas irmãs.
Muitos anos depois, cada vez que encontrávamos o Zeca tentávamos disfarçar nosso sorriso malicioso.
Mesmo vinte anos se passando, toda vez que eu o encontro, a primeira imagem que me vem à mente é:
"Lá vem o Zeca, aquele que transou com a cunhada".
Eu sei que Isso é totalmente injusto de minha parte, afinal seu crime não durou mais que meia hora, e ele nunca voltou a repeti-lo.
Já sofreu e pagou seu pecado, se separou, perdeu metade do seu patrimônio e mesmo assim, vinte anos depois, nós ainda o estávamos condenando.
Pelas leis brasileiras, ele já teria cumprido uma pena, seria perdoado e ponto final.
Esta é a diferença entre leis e ética. Ética não tem ponto final. Ética não tem perdão, nem cumprimento de pena. Transgredir a ética é uma mancha para sempre. Um horror! 
Por isso as gerações mais velhas criam uma moral e uma ética, uma religião, uma filosofia de vida.
Para ser transmitida às novas gerações para que elas não façam besteiras que possam marcá-las para o resto da vida.
Transgredir a moral e a ética de sua comunidade traz penas bem mais severas que transgredir as leis de seu país.
Agora, ter uma religião e não seguir os preceitos que ela advoga, algo que ocorre com frequência, é o pior dos dois mundos: aí você não procura uma ética melhor que o satisfaça nem segue a ética determinada por sua religião.
Só o caso termina ainda pior. Na semana passada ligou um amigo de meu filho e anotei o recado:
O Alfredo, filho do Zeca, te ligou. 
– O Zeca, aquele que papou a cunhada? – disse meu filho com um sorriso malicioso.
Acho que ninguém de nossa turma tem hoje inveja do Zeca.
Ele não somente pagou o preço, mas esse preço vai ser pago agora por seus filhos, netos e talvez bisnetos.
Posso até imaginar daqui a trinta anos um comentário desses:
Aquele não é o neto do Zeca, aquele que foi pego na cama com a cunhada?
Os filhos, netos e bisnetos de nossos políticos, homens públicos, líderes e artistas que romperam com a ética terão de conviver com o eterno tititi sobre seus pais e nunca saberão dos comentários ditos pelas costas.
Se você tem uma religião e não a pratica, se você odeia as pregações de moralidade que seus pais lhe impõem, isso não o exime de procurar um sistema de referência melhor para sua vida, seja uma outra religião, seja uma conduta filosófica, seja um simples livro de auto ajuda.
As consequências podem ser muito mais severas que as leis impostas pelo Estado, como descobriu meu querido amigo Zeca, aquele que transou com a cunhada.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1733, ano 35, nº1, 9 de Janeiro de 2002.

Profissionais específicos


Quanto tempo levaria para o trânsito parar na Av. Paulista, se um caminhão quebrasse na Marginal do Rio Tietê?
O que aconteceria como tráfego aéreo de São Paulo, se chovesse em Brasília?
E com a produção de soja no Brasil, no caso de a temperatura do Polo Norte subir dois graus? 
Qual seria o efeito disso na Bolsa de Nova York? Será que esses eventos estão interrelacionados?
Existem outras variáveis a serem consideradas?
Estamos falando da utilização de informações de forma inteligente para melhorara vida das pessoas.
Será que isso é possível?
A resposta é sim.
O Centro de Operações do Rio de Janeiro já é um exemplo real de como usar a tecnologia voltada para Business nalisys and optmization ou análise e otimização de negócios. A importância da informação nas nossas vidas vem aumentando na medida em que ela fica cada vez mais disponível na ponta de nossos dedos.
Nos anos 1990, a informação se tornou recurso estratégico, fonte de vantagem  competitiva,como nos ensinou Peter Drucker. Hoje, o uso adequado da informação é fundamental para a sobrevivência de uma empresa, qualquer que seja o seu ramo de negócios. O agricultor, o executivo de um grande conglomerado de empresas e o governante contam com grandes massas de dados que, se bem organizadas e analisadas, contém informações preciosas que podem ser usadas não apenas para planejar, controlar e decidir, mas para desenhar um novo produto, aumentar a produtividade, entender as novas necessidades do cliente, identificar uma forma de reduzir o desperdício na produção, criar novas estradas e até prever o futuro. Por exemplo: informar o que vai acontecer como clima ou com o trânsito daqui a horas. E, melhor, poder desenvolver soluções, modificar o curso de um processo e se antecipar a um acontecimento.
Mas como saber o que é importante? 
Como garimpar esses dados sem se perder nas redes e seus atalhos? 
Como organizá- los de forma que sejam úteis a seus propósitos? 
Como conectá-los a dispositivos que possam transformar a informação em benefício para as pessoas? 
Você já contabilizou quanto tempo gasta por dia procurando informações? 
Já percebeu que nem todo o resultado de uma pesquisa na internet é útil ou relevante ao assunto em questão e, pior, nem sempre é correto?! 
Quem pode fazer isso com qualidade? Quais são os profissionais que existem atrás dessas “bruxarias” tecnológicas? 
Existem novas oportunidades diretamente relacionadas à análise inteligente de dados.
Para especialistas que, além de saber em usar os bancos de dados relacionais, conheçam matemática, estatística ou economia e consigam manusear grandes massas de dados em um determinado algoritmo e fazer previsões como as citadas nos exemplos acima e muitas outras, que já estão sendo colocadas em prática para melhorar as condições das cidades, os resultados das empresas e a qualidade de vida das pessoas. Análises. Esses profissionais geralmente trabalham diretamente ligados aos executivos chaves das organizações.
Com mais disponibilidade de produtos relacionados a business inteligence e a demanda por análise de conjuntos de dados cada vez maior e se mais operacionais, essas atividades também são executadas nos níveis intermediários e, consequentemente, aumentam a oportunidade para profissionais com conhecimentos específicos. Outros especialistas relacionados a infraestrutura(instalação e configuração desses softwares) e bancos de dados relacionais(desenvolvimento e administração de bancos de dados) também são importantes para o suporte de um ambiente como este. A demanda por esses profissionais é crescente e a oferta muito pequena, pois requer conhecimento técnico aliado a conhecimento de negócios.

Como ingressar nessa carreira? 
É uma oportunidade muito interessante para profissionais graduados em matemática, estatística, física,química,economia, finanças, engenharia da produção, dentre outras, que podem buscar uma complementação em tecnologia da informação e se especializarem bancos de dados e no uso de ferramentas de análise de dados. Outro caminho é o do profissional de TI que já tenha experiência em bancos de dados. Para este, vale buscar especialização nas ferramentas de business analysis ou business inteligence e mais conhecimento em determinados ramos de negócios com o bancos, seguradoras, hospitais, departamentos governamentais, logística etc. Esse cenário nos dá a ideia clara das melhorias que a tecnologia está proporcionando ao mundo e da mudança das competências requeridas aos profissionais do futuro que, a propósito, já é presente.

Edson Luiz Pereira
É EXECUTIVO DE PARCERIAS EDUCACIONAIS DA IBM BRASIL

sábado, 27 de agosto de 2011

Administração Pública: Relembrando Definições e Propondo Algumas Considerações


Considera-se Administração Pública como todo o aparelho do Estado, predisposto à concretização de seus serviços, objetivando à satisfação das necessidades da sociedade.
Administrar numa concepção mais ampla, também é gerir os serviços públicos de forma a planejar, organizar, dirigir e governar, exercendo a vontade do Estado, mas com a finalidade maior de beneficiar a sociedade oferecendo uma qualidade excelente.
Há de se entender que é notório a vinculação entre o serviço público e a Administração Pública, de tal forma que nessa associação prevalece a execução privativa desta última fazendo com que o primeiro funcione eficazmente.
Os serviços públicos são indispensáveis à população e privativos a esse tipo de Administração. Quando nos reportamos a outros serviços que não sejam os governamentais percebemos que organismos não-governamentais até praticam boas ações para com a sociedade, entretanto, não têm a obrigatoriedade da execução e do cumprimento dessas ações como se observa no papel do Estado.
É como ressalta Bandeira de Melo, em sua obra Elementos do Direito Administrativo (1981): “a administração pública é obrigada a desenvolver atividade contínua, compelida a perseguir suas finalidades públicas”. Extraí-se daí a exigência de forma a cumprir a lei para bom usufruto do interesse público.
A partir da exposição acima, nota-se a diferença entre a Administração Pública e a Particular. Enquanto na primeira não existe a liberdade pessoal, na segunda percebe-se que em se tratando de ações é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, ainda com a vantagem de utilização da pessoalidade.
O Estado, então, pratica a gestão de atividades às quais lhes são próprias e por consequência exclusividade correlata ao interesse público. Curiosamente, em relação ao desenvolvimento de vida das empresas nessa Administração Particular já citada, observa-se as etapas do ciclo de vida das empresas bem posto: Introdução,  Crescimento, Maturidade e Declínio ou Morte. Já na Administração Pública por ter o Estado uma natureza perpétua, quaisquer acordos, contratos assinados em seu nome perduram, ainda que se altere a forma de governo, isto nos traduz a demonstração de que o Estado até pode mudar de governantes, todavia passa por um ciclo de vida em que as etapas diferem em desenvolvimento principalmente nas últimas. É como nos comprova Paul Beaulieu, em L'Etat Moderne et ses Fonctions(1900): “o Estado é o representante da perpetuidade social: ele deve velar para que as condições gerais da existência da nação não de deteriorem jamais”
É satisfatório e concluível que: o Estado não é o fim dos homens, mas um fim entre os homens; um meio que proporcione o bem-estar destes nas suas relações sociais, apoiado numa organização, profícua ao regime de liberdade, justiça e prosperidade.
Para finalizar, demonstra-se a definição de Paul Derez em Lês actes de Governement, que nos diz: “a Administração é a atividade funcional concreta do Estado que satisfaz as necessidades coletivas em forma direta, contínua e permanente, e com sujeição ao ordenamento jurídico vigente”.
Autor - Flávio Andrade é graduado em Administração pela Universidade Estadual do Maranhão, pós-graduado em Administração pública e é mestrando profissional em Gestão Estratégica de Pessoas (MBA).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

É PROIBIDO - Pablo Neruda

É Proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.



É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,


Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.


É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.


É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.


É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.


É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.


É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


(Pablo Neruda)

O gerente-geral está com dias contados?

Você consegue imaginar a sua empresa sem a presença do gerente-geral? Pois é, esta é uma das provocações (e previsões) feitas por Lynda Gratton, respeitada professora de gestão empresarial da London Business School, em seu livro The Shift (A mudança), que ainda não chegou traduzido nas prateleiras brasileiras. Lançada no Reino Unido há pelo menos dois meses, a publicação de Gratton ainda provoca algumas calorosas discussões entre os especialistas da área de gestão aqui na terra da Rainha.
No cerne das discussões, a conclusão da autora, em um dos capítulos, de que as mudanças no mundo dos negócios devem levar à inevitável “morte da gerência média”. Ou melhor, do gestor que está no meio da pirâmide empresarial, à frente de pequenas e médias equipes - o conhecido gerente-geral.
O tema gera polêmica pois surge em um momento em que as empresas começam a compreender a importância da formação de novos líderes dentro da própria organização e da boa gestão de pessoas como fator determinante para um bom clima organizacional e uma produtividade eficaz e de qualidade.
“MORTE PROFISSIONAL”
1. Lynda Gratton prevê “a morte profissional” daquele gerente-geral que sabe um pouquinho de tudo (nada específico) e que está no posto para apenas assistir a produção dos colaboradores de sua equipe e dar feedbacks (retornos).
Para ela, eles são geralmente entes burocráticos que podem ser facilmente substituídos pela tecnologia, que por sua vez, pode cumprir o papel de monitorar a equipe, dar feedbacks (retornos) instantâneos e até gerar relatórios e apresentações. Além disso, segundo Lynda Gratton, os membros mais qualificados das equipes são cada vez mais “autogeridos” - em especial, os caçulas do mundo corporativo, a geração Y.
Em tempos de crise econômica, esse pensamento começa a ganhar força aqui na Europa. Para ter uma ideia, a publicação britânica The Economist trouxe a informação que a gigante do setor financeiro Lloyds Banking Group anunciou o corte de 115 mil gestores médios com a intenção de poupar 1,5 bilhão de libras ao ano.

AINDA NÃO
2. Para mim, as organizações ainda têm espaço para esses profissionais. Especialmente para aqueles com boa qualificação. É bom destacar que são eles que lidam diretamente com os colaboradores, um dos ativos mais importantes das empresas. Sem eles (motivados, claro) não há produção. Segundo o instituto de pesquisas britânico Economist Intelligence Unit (EIU), são as ações desses gerentes que determinam, em boa parte, o nível de satisfação e motivação dos colaboradores dentro das companhias do Reino Unido. E o Brasil, neste sentido, segue a mesma tendência.
Portanto, eliminá-los simplesmente da pirâmide empresarial, tal como deve ser feito pela Lloyds Banking Group, não me parece boa ideia. Mas devo concordar com a professora Lynda Gratton de que os gerentes de perfil burocrata serão eliminados naturalmente da cadeia evolutiva do mundo empresarial. Mas não porque ocupam o cargo de gerente-geral, mas porque não acompanham às exigências de um mercado de trabalho cada vez mais exigente.

HORA DO CAFEZINHO...
3. O ambiente de trabalho é recheado de tipos bem particulares. Um deles é aquele funcionário que diz “saber de tudo” que passa no escritório e tem a cada dia uma teoria conspiratória. Especialmente, quando o assunto envolve as decisões da diretoria. Suas expressões favoritas são: “Estou pressentindo”, “Isso quer dizer, nas entrelinhas”, “Lá vem bomba, se prepara”, entre outras pérolas. Tem gente que de fato tem faro para “pressentir” certas situações, mas o “olfato” pode trair os mais habilidosos ou convictos. Esse tipo de comportamento tanto pode não ter efeito nenhum no ambiente de trabalho como pode parar na sala da diretoria (dependendo do nível, gravidade e dimensão da teoria conspiratória). Por isso, uma dica: não alimente um “sabe-tudo” na hora do cafezinho - digo, não nutra a sua fértil imaginação.
MINUTO SABÁTICO
4. Hoje vou indicar um livro para aqueles que não gostam ou acham desnecessários os jargões corporativos (sim, o corporativês que procuro desmistificar a cada semana). Trata-se do divertido “Por que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas” (Why business people speak like Idiots), da Editora Best Seller. A publicação mostra o quanto muita gente do ambiente corporativo gosta de abrir a boca para dizer frases prontas e expressões muitas vezes vazias (especialmente, durante aquelas palestras com PowerPoint). E o pior, acham que estão arrasando. O livro não é tão novo assim (2007), mas ainda pode ser encontrado em algumas livrarias e sites.

CORPORATIVÊS
5. Numa reunião com a diretoria, você é encarregado de “brifar o capital de conhecimento” do seu setor para o novo projeto da empresa. Em síntese: você deverá relatar o quanto a sua equipe está preparada, em termos de experiência e conhecimento, para dar andamento ao projeto.

Sandra Nagano
Jornalista da área econômica
Fonte: O Povo online




Informatvo ANGRAD - XXII ENANGRAD de 23 a 26 deOutubro de 2011 em São Paulo

Informativo

XXII ENANGRAD

Resultado dos artigos selecionados para o XXII ENANGRAD
Confira se o seu artigo foi selecionado e envie um e-mail para angrad@angrad.org.br confirmando sua apresentação no evento até segunda-feira (29/08).

Não perca a chance de participar do XXII ENANGRAD. Vagas limitadas. Faça sua inscrição através do site.
Garanta sua vaga no maior evento da graduação em administração da América Latina.

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Depoimento do XXI ENANGRAD

"Particularmente, aguardo o ENANGRAD com altíssimas expectativas e acredito que todos os envolvidos direta ou indiretamente na área da Administração fazem o mesmo. O ENANGRAD é, hoje, um dos eventos mais produtivos e interessantes realizado em território nacional, cresce continuamente e cada vez mais se consolida como um palco perfeito e obrigatório para as discussões que versam sobre o tema da Administração. Todos os anos me surpreendo um pouco mais com a capacidade de inovação, versatilidade e qualidade que o ENANGRAD apresenta. Como professor, percebo que o evento permite aos seus participantes a possibilidade de crescimento e aprofundamento dos conhecimentos. Como membro do corpo diretivo da ANGRAD, sinto orgulho por fazer parte de uma organização que não se acomoda e é capaz de discutir todos os aspectos da Administração, sem cair no convencional. Na próxima edição do evento, espero carregar ainda mais a minha bagagem de conhecimentos e aprimorar o que eu sei sobre esta área tão versátil e dinâmica chamada Administração"


Prof. Ms. Jorge Henrique Mariano Cavalcante Prof. Ms. Jorge Henrique Mariano Cavalcante
Conselheiro Fiscal Efetivo da ANGRAD
Faculdades Atenas Maranhenses (FAMA/MA)
São Luís/MA - Brasil

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A executiva no céu

Foi tudo muito rápido.
A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou.
Deu um gemido e apagou.Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal.
Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.
Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas.
Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?…
- É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.
- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.
Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? (…)
- Pois não?
A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…
- Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo ‘executiva’?
- Já ouví falar. Mas não é do meu tempo.
Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo
tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
- Hã?
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante. ..
- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: ‘O melhor céu da América Latina’.
- Fantástico!
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico por exemplo, me parece
extremamente atrativo.
- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e
mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que você terá um futuro brilhante … se for trabalhar com o nosso concorrente.
Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno.    

MAX GEHRINGER:  Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-executiva-no-ceu-max-gehringer/44606/ .

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estudante de Direito

   A todos que estudam, estudaram ou conhecem alguém que estuda direito. ........

1. Estudante de Direito não copia: Compila.
2. Estudante de Direito não fala: Defende idéias.
3. Estudante de Direito não tem professor: Tem colega que aplica a matéria.
4. Estudante de Direito não dorme: Se concentra.
5. Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.
6. Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiótica dos insetos a sua volta.
7. Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.
8. Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.
9. Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.
10. Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.
11. Estudante de Direito não fica lendo e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.
12. Estudante de Direito não lê revistas na sala de aula: Se informa sobre os acontecimentos da sociedade.
13. Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Se socializa com a comunidade.
14. Estudante de Direito não mente: Faz alegações desprovidas de provas!!!

http://oveneta.blogspot.com/2009_01_25_archive.html

Estresse já afeta 70% dos brasileiros economicamente ativos

Dados da Previdência revelam que o número de licenças concedidas a pessoas com estresse cresceu 28% no primeiro semestre deste ano

Um dado preocupante chama atenção para a qualidade de vida dos profissionais brasileiros. Segundo a Previdência Social, apenas nos primeiros seis meses deste ano, 109 mil pessoas receberam auxílio-doença por conta de efeitos gerados pelo estresse, contra 85 mil casos registrados mesmo período de 2010. E não é só isso: estudo realizado pela unidade brasileira da International Stress Management Association (Isma-BR), associação especializada na prevenção e estudo do estresse, aponta que 70% da população economicamente ativa do país já sofre com o problema.
"Jornadas permanentes que ultrapassam 10 horas por dia e acúmulo de tarefas são fatores cada vez mais presentes no cotidiano das empresas e a pergunta que fica é: está valendo à pena? Ao que tudo indica, a resposta é não", afirma Anderson Cavalcante, administrador de empresas e especialista em desenvolvimento das competências humanas.
"Em vez de verem seus resultados melhorando, as organizações estão fazendo com que seus colaboradores fiquem desmotivados, sem energia e incapacitados de buscarem as metas estabelecidas", complementa Cavalcante.
Entre as recomendações para diminuir os níveis de estresse, o especialista dá dicas que podem ser aplicadas ao dia a dia. "O trabalho deve ser uma atividade prazerosa, não uma tortura. Além de cuidados com pontos básicos, como alimentação e realização de atividades físicas, o profissional deve refletir sobre pontos como produtividade e a importância atribuída ao que se faz", afirma Cavalcante.
"Questões como 'trabalho com foco no resultado ou acabo desviando das minhas metas e acumulando tarefas com as quais não preciso me preocupar?' e 'meus valores e objetivos estão alinhados às exigências da empresa em que estou atualmente?' podem ajudar", aconselha.
Barbara Reddoch/iStockPhoto
Dados da Previdência revelam que o número de licenças concedidas a pessoas com
estresse cresceu 28% no primeiro semestre deste ano 

Compreenda as mensagens do seu corpo
Ficar atento aos sinais do estresse pode ajudá-lo a tomar medidas preventivas antes de a situação fugir do controle e exigir tratamentos complexos. De acordo com a Isma-BR, ao se falar em sintomas físicos, 38% das pessoas passam por distúrbios do sono e 86% são afetadas por tensão muscular e dor de cabeça. Ansiedade e angústia atingem, respectivamente, 81% e 78%. "Nosso corpo está sempre emitindo recados importantes e precisamos levá-los a sério. Quando perceber que algo está errado, não demore para tomar uma decisão e mude a sua realidade", finaliza Cavalcante.

Por Redação, www.administradores.com.br

Gestão, Planejamento e Estratégia‏

   “Pare de correr porque o fim chega mais depressa." 
Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia  seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por  resultados imediatos, uma ansiedade generalizada.
Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham  num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.
E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB,  Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estarerrados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que  tenha mais cultura coletiva do que eles.
Vou contar para vocês uma breve história só para dar noção. 
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no  hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã,perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."
Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?". 
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber  devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. 
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida e que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base  para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". 
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas  Americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. 

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos,  apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já). 
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". 
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos  valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da
perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos." 
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango.
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam  quando morrem enfartados, ou algo assim.
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se  esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon:  "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos  planos para o futuro"... 

Parabéns por ter lido até o final! Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o  seu tempo neste mundo globalizado.
Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.
De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas...
Poderá ser tarde demais!

Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.
Colaboração: Sonale Cavalcante (Brasilia-DF)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Citações de marketing II


  • “Uma das realidades do novo marketing é que a massa não é mais alcançável. E ainda mais importante: A massa não é mais o foco principal.”
  • “O novo marketing não exige um marketing melhor. Ele exige melhores produtos, serviços e melhores organizações.”
  • “Eu defino o velho marketing como o ato de interromper as massas com anúncios sobre produtos medianos.”
  • “O novo marketing trata cada interação, produto, serviço e efeitos colaterais como uma forma de mídia.”
  • “O sistema operacional dos marqueteiros é agora fundamentalmente mutável. Não importa o quão grande é o seu market share hoje. Se o seu produto e o seu marketing é otimizado para o modelo antigo, você será levado pela maré perversa do novo marketing e produtos e serviços que são desenvolvidos para ele.”
  • “Muitas vezes, o melhor marketing não parece muito com marketing.”
  • Grandes visionários são importantes; Grandes administradores são fundamentais. Tom Peters
  • Acreditar que tudo corria calmamente no passado é uma atitude arrogante de todas as épocas. Tom Peters
  • Leia mais romances e menos livros sobre negócios. Os relacionamentos são tudo.
    Tom Peters
  • Se soltasse os cabelos, ganharia pelo menos cinco pontos. E trocaria a cara de Lampião pela de Maria Bonita. Neville de Almeida – Cineasta
  • Se o homem tende a procurar apoio em pessoas iguais a si mesmo, uma peça publicitária em cujo discurso se encontrar uma visão de mundo similar àquela manifestada pelo consumidor será agradável aos seus olhos e ao seu coração. Celso Figueiredo
  • Enfim, o fundo do poço da vergonha foi atingido quando a informática, o marketing, o design, a publicidade, todas as disciplinas da comunicação apoderaram-se da própria palavra conceito e disseram: é nosso negócio, somos nós os criativos, nós somos os "conceituadores"!
    Gilles Deleuze
  • ...compreende-se que o marketing se apodere do conceito, e que o publicitário se apresente como o conceituador por excelência, poeta e pensador: o deplorável não está nesta apropriação desavergonhada mas, antes de mais nada, na concepção da filosofia que a tornou possível. Gilles Deleuze - Filósofo francês
  • Nos EUA, um em cada seis dólares é gasto em marketing. [...] As pessoas são bombardeadas com propaganda e publicidade todos os dias na televisão, desde a infância. O ideal da vida social é você e seu aparelho de TV.  Noam Chomsky – Linguísta
  • Inovação é arriscada, mas não-inovação pode ser fatal. Philip Kotler
  • Há um só patrão. O cliente. E ele pode despedir todos na companhia simplesmente ao gastar seu dinheiro em outro lugar. Sam Walton
  •  Entender as necessidades humanas é metade do trabalho para satisfazê-las. Adlai Stevenson
  • O cliente compra pelas razões dele, não pelas nossas. Alexandre Bergamo
  • Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando. Henry Ford
  • O marketing é importante demais para ser entregue ao Departamento de Marketing. David Packard
  • Qualidade é lembrada muito tempo depois que o preço é esquecido. Anônimo
  • “Se você não der a devida atenção aos anseios do seu cliente, certamente algum concorrente irá fazê-lo” Fábio Azevedo
  • “Se você quer ter clientes, você está só de passagem pelo mundo das vendas, mas se você quer construir uma rede de grandes amigos, o mundo das vendas é o lugar certo para você!” Fábio Azevedo
  • “Deixe seu cliente falar, e ele lhe mostrará direta ou indiretamente, como você poderá atender a necessidade dele, quebrando assim o primeiro muro de objeções entre vendedores e compradores”. Fábio Azevedo

  • “Atenda, venda e não esqueça nunca! Faça o pós-venda!” Fábio Azevedo
  • “Quando vender, seja objetivo, o tempo do cliente vale dinheiro, e o seu também!” Fábio Azevedo
  • “Vender é uma seqüência de atitudes, e a conquista se faz presente em todas as etapas, por isso atenda sempre da mesma maneira que você gostaria de ser atendido” Fábio Azevedo
  • "Um time vencedor treina inúmeras vezes mais do que o tempo do jogo, e o seu time quanto treinou este ano?" Lorenzo Busato
  • O que conta é o tempo que você passa diante do seu cliente, ou preparando uma apresentação para ele .Moacir Moura
  • Cliente feliz é bom. Cliente muito feliz é posição de risco. Moacir Moura 
  •  O que não for novo, diferente e útil, não é inovação, mas a mesma coisa com nova embalagem. Moacir Moura

  • Cliente é mais importante que um rei, porque rei pode ser destituído, cliente não. Moacir Moura
  • A lógica competitiva é simples: “por que os clientes irão comprar da nossa empresa e não dos concorrentes?”.Eugen Pfister
  • "Devemos sempre deixar nítido para o cliente que nos preocupamos com ele, nossa atitude deve transparecer interesse e sinceridade, pois todos nos gostamos de ser bem cuidados" Fábio Azevedo 
  • "o cliente é a razão do negócio e sua profissão só existe por causa e em função dele" Fábio Azevedo
  • Vivemos num mundo governado pela ditadura da imagem. O triunfo da estética sobre a moral. Você é tão belo quanto seus trajes e seu último corte de cabelo possam sinalizar.Tom Coelho
  • "As chaves do fechamento estão nas palavras do cliente." Fábio Azevedo
  • É melhor que sua marca premium esteja entregando algo especial, ou não ganhará o negócio. Warren Buffet
  • Uma pesquisa de opinião pública não é substitua para o pensamento. Warren Buffet
  • Atendimentos viciosos não costumam ser produtivos, espantam os clientes, inibem, não agregam valor ao produto, não criam interesse e apenas despertam o “deixar para depois”.Wagner Campos
  • Profissionais de vendas e de atendimento precisam entender que são como motoristas: em determinados momentos estão pilotando, em outros momentos estarão atravessando a faixa de pedestres. Em qualquer um deles é desejado chegar ao destino, porém de formas diferentes. Wagner Campos

SER BOTAFOGO

Marco Moraes Rêgo 23 de agosto de 2011 04:41
Ser Botafogo

Ser Botafogo é possuir uma espada de fogo e luz para enfrentar, iluminar e desbravar. É apreciar claras definições e alternativas extremas: a do branco e do negro. É ser súbito, safo, seguro de si. É saber o que quer e querer o que sabe.

É ser estrela, solitária ou solidária, é tomar partido, ousar e desbravar. Ser Botafogo mistura nobreza sem aristocracia com popularidade sem demagogia. É furar, varar, ultrapassar, chegar, enfrentar pedradas, tormentas e adversidades e sempre conhecer a melhor matéria do próprio sonho.

É insistir e crer onde os fracos desistem. É sobranceira, guerra, gorro, rasgo, Biriba, Carlito Rocha, Macaé e superstição. É adorar o embate para torrar e moer a emoção.

Ser Botafogo é clarão do alto da montanha, é esquina carioca, atrito, vontade de "saldanhar" a opressão, é águia, água-forte, firmeza, mais ciência e fúria que pausa ou vacilação.

Ser Botafogo é "garrinchar" a vida com a elegância de um Nilton Santos e as peraltices de Quarentinha. É gostar de peleja, vitalidade, capacidade de decidir, autenticidade, batida de limão, filé com fritas, passear na chuva, sanduíche de mortadela, filme de heroísmo, goleiro valente, contrastes intensos; é curar gripe com alho, mel e agrião.

Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança. É deprimir-se e recolher-se até voltar a labareda. Aí é bater de frente, olhar firme, detestar receio, medo, pântano, mentira e derrisão. É conhecer o risco e ousá-lo e tudo fazer com categoria e vontade de viver. É vencer.

Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura.

Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior. É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização.

(Texto de Artur da Távola)