quarta-feira, 13 de julho de 2022

O Que Causa a Procrastinação no Ambiente de Trabalho?


 A procrastinação é um dos grandes vilões da produtividade no ambiente de trabalho. Uma distração aqui, outra ali e, de repente, já se passou uma hora e a pessoa não concluiu nenhuma tarefa. Muito se fala sobre isso hoje em dia, mas você sabe o que causa a procrastinação?

Neste artigo, compilamos as principais informações sobre o assunto e ajudamos a sua empresa a entender o que pode ser feito no dia a dia para evitar ou reduzir a procrastinação dos colaboradores.

Afinal, é um problema ruim para todos os envolvidos. O funcionário, que se sente improdutivo e a empresa, que pode acabar tendo prejuízos até mesmo financeiros também. Para conferir tudo sobre o assunto, continue a leitura e anote todas as dicas!

O que é a procrastinação?

Vamos começar pelo básico, afinal, o que é procrastinação? Muita gente acha que este conceito está relacionado à preguiça ou ao não cumprimento de uma tarefa, mas não é exatamente isso.

A procrastinação significa postergar a execução de algo que precisa ser feito ou resolvido. Vale ressaltar que, em alguns momentos da vida, é normal procrastinar. O problema é quando se torna um comportamento exagerado no ambiente de trabalho, de tal forma que interfere na produtividade e na entrega de resultados.

Por que procrastinar é ruim?

A procrastinação é ruim porque tem efeitos colaterais, principalmente na esfera profissional, que é o foco deste artigo. Quando uma pessoa procrastina em excesso, pode acabar desencadeando quadros emocionais negativos, como:

  • frustração;
  • culpa;
  • sensação de incapacidade;
  • preocupação;
  • desmotivação;
  • autocondenação;
  • estresse;
  • ansiedade;
  • irritabilidade.

Já as consequências da procrastinação que afetam diretamente o trabalho também são sérias. Entre elas, podemos citar:

  • queda no desempenho das equipes;
  • acúmulo de tarefas;
  • perda de prazos;
  • queda na produtividade;
  • dificuldade para bater metas;
  • danos ao próprio desenvolvimento na carreira.

Ao procrastinar, muitas vezes a pessoa entra em um ciclo constante do qual não consegue se livrar. Assim, o dia a dia de trabalho e até mesmo a vida pessoal do profissional acabam sendo afetadas negativamente.

Lembre-se: tudo na vida é questão de equilíbrio. Não tem problema postergar uma ou outra tarefa de vez em quando, mas é importante ficar atento aos excessos e à perda de controle.

O que causa a procrastinação no trabalho?

Uma das principais perguntas é o que causa a procrastinação no trabalho e existem várias respostas para este questionamento. Muitos fatores no dia a dia podem estar interferindo na produtividade e organização das tarefas que precisam ser executadas.

As causas podem ser internas ou externas aos indivíduos. Por isso, é importante entender a causa raiz do problema e atacar o que está causando de fato a procrastinação. Entre os motivos mais comuns, estão:

  • problemas pessoais;
  • falta de direcionamentos;
  • falta de motivação;
  • tarefas complexas demais;
  • distrações com redes sociais e mensagens;
  • desinteresse devido á insatisfação com o trabalho;
  • baixa autoestima e autoconfiança;
  • ambiente de trabalho desorganizado.

Como a empresa pode evitar a procrastinação dos colaboradores?

Agora que você já entendeu o que causa a procrastinação, é importante ter clareza de que existem várias formas de prevenir ou reduzir a este problema. E é claro que boa parte depende da força de vontade e iniciativa dos próprios colaboradores, mas por outro lado a própria empresa pode contribuir positivamente para um ambiente com pessoas menos procrastinadoras.

Quer entender como? Separamos várias ações que podem ser implementadas na sua organização. Confira!

Lideranças organizadas e com foco

As lideranças não são responsáveis por organizar minuciosamente o dia a dia de trabalho de suas equipes, mas têm um papel essencial no direcionamento e foco. Um líder é capaz de contribuir positiva ou negativamente para a procrastinação.

É essencial que estes profissionais saibam orientar tecnicamente e emocionalmente seus times para que, assim, ninguém se sinta perdido. Quando um líder não é organizado, não tem foco e não sabe extrair o melhor de cada um, toda a equipe pode acabar caindo na desmotivação. A falta de clareza sobre o que precisam fazer, junto da ausência de motivação e incentivo são os ingredientes perfeitos para uma receita de procrastinação.

Por isso, é importante que a empresa olhe para as lideranças com cuidado e atenção para que sejam treinadas e preparadas da melhor maneira possível.

Definição clara de objetivos e metas

Uma das causas de procrastinação é a falta de direcionamento claro, ou seja, de objetivos e metas. Sem saber pelo o que está trabalhando, o profissional pode se sentir desmotivado e, assim, começar a procrastinar.

Isso significa que é essencial que seja realizado um planejamento estratégico contemplando as metas e objetivos de cada time e de cada colaborador também. Assim, o senso de pertencimento é fortalecido e todos sentem que estão trabalhando em prol de algo maior.

Senso de responsabilidade

Uma pessoa com baixo senso de responsabilidade no trabalho talvez não sinta que o fato de procrastinar possa ter um efeito negativo tão importante no dia a dia de trabalho de vários colegas de trabalho e da empresa como um todo.

Por outro lado, quando cada colaborador tem alto senso de responsabilidade ele sente que cada uma das suas atitudes de decisões pode ter um alto poder de impacto nas pessoas ao seu redor. Dessa forma, ele entende que procrastinar é ruim e que deve ser evitado.

Pensando por esse lado, é muito importante que a empresa crie uma cultura que vise fomentar este senso de responsabilidade em todos os colaboradores, do estagiário ao CEO. Ninguém deve se sentir inferiorizado apenas devido ao seu cargo hierárquico e todos precisam ter consciência de que toda atitude importa e tem um impacto positivo ou negativo no todo.

Ciclos de feedback

Quando se pensa em o que causa procrastinação no trabalho, nem todo mundo pensa que a ausência de ciclos de feedback pode ser uma causa, né? Bom, na verdade, o fato é que uma empresa sem cultura de feedback pode acabar gerando consequências negativas que levam à procrastinação.

Como isso acontece? Bom, os feedbacks são importantes para contextualizar um profissional em relação aos seus pontos fortes e fracos, além de ser essencial para o reconhecimento de um trabalho entregue com excelência. Quando esses feedbacks não acontecem, o colaborador pode se sentir sem perspectivas de crescimento, meio deixado de lado.

Dessa forma, a motivação para fazer um bom trabalho cai e, consequentemente, a procrastinação pode crescer. Não é uma regra, mas algo em que é preciso ficar de olho. O ponto aqui é: toda ferramenta de desenvolvimento e reconhecimento deve ser utilizada para o bem da empresa.

Plano de carreira

E falando em ferramentas como o feedback, não podemos deixar de citar o plano de carreira. Trata-se de um programa bem estruturado que tem como objetivo estipular o caminho que cada profissional pode percorrer para crescer dentro da empresa.

Nada mais é do que mais uma forma de direcionar, orientar e motivar os colaboradores da organização. Quando um profissional sente que não tem possibilidades de evolução e crescimento em um trabalho, começa a se sentir desmotivado e, consequentemente, pode ficar mais propenso à procrastinação.

Suporte para o gerenciamento de tempo

A falta de organização e clareza sobre como gerenciar o próprio tempo também entre na lista de causas da procrastinação. Pensando nisso, a área de recursos humanos pode pensar em ações voltadas para este problema que tanta gente enfrenta diariamente.

É claro que ninguém pode organizar o dia a dia do outro, mas é possível ensinar e dar suporte para que os colaboradores tenham acesso a ferramentas e melhores formas de gerenciamento de tempo.

Podem, por exemplo, ser realizadas palestras ou workshops relacionados ao tema que visem ensinar e descomplicar o assunto para as pessoas. Uma das dicas que podem ser repassadas é a técnica Pomodoro.

A ideia desta técnica é que ao dividir o seu fluxo de trabalho em blocos de concentração mais intensa, você consegue aprimorar sua produtividade e foco. É bem simples colocar em prática, basta fazer uma lista de tarefas a serem desempenhadas ao longo do dia e dividir o seu tempo em períodos de 25 minutos, nos quais você vai trabalhar sem interrupções.

Ao dar esses 25 minutos, a pessoa analisa quais tarefas foram concluídas e faz um intervalo rápido de 5 minutos. A pausa deve ser utilizada para fazer qualquer outra coisa não relacionada à tarefa que está sendo executada. A cada quatro ciclos, a pausa deve aumentar, lembrando que estes momentos são importantes para elevar a agilidade mental e oxigenar o cérebro.

Este é só um exemplo para entender como técnicas de gerenciamento de tempo podem ser simples e fáceis de executar. Às vezes, tudo o que é necessário é orientar os colaboradores e muni-los de informações valiosas.

Apoio psicológico

Por fim, como citado anteriormente, quando falamos sobre o que causa procrastinação você deve se lembrar de que existem alguns fatores internos que podem gerar este problema, como problemas pessoais. Este tipo de causa pode acabar desencadeando na falta de atenção, questões emocionais e, consequentemente, na procrastinação.

Por isso, em alguns casos não adianta simplesmente oferecer uma ferramenta de gerenciamento de tempo para a pessoa. Ela pode precisar trabalhar questões mais internas que estão levando-a a procrastinar.

psicoterapia pode ser uma grande aliada nesses momentos, pois o auxílio especializado de um psicólogo ajuda os indivíduos a acessarem camadas mais profundas e trabalharem para que questões internas não cresçam e interfiram no dia a dia de trabalho.

A boa notícia é que o mercado de saúde mental está aquecido e já existem muitas empresas, como o Vittude Corporate, que levam a psicoterapia como um benefício corporativo para os colaboradores da sua empresa.

Cuide do seu ativo mais valioso: o colaborador

Muitos empresários e profissionais ainda têm a ideia equivocada de que a procrastinação é um problema do colaborador, não da empresa. É claro que cada um precisa assumir a responsabilidade de cuidar de si, mas nesse caso vimos que procrastinar pode estar associado a muitas causas externas relacionadas à empresa em si.

Por isso, é muito importante que o RH e os líderes tenham um olhar mais atento em relação a esta questão. Afinal, quando um colaborador procrastina, toda a empresa sai perdendo. E ninguém quer isso, não é mesmo?

Copiado: https://www.vittude.com/

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Brasil: Uma Rica Nação, Porém Com Muitos Miseráveis


 No primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil chegou a US$ 1,83 trilhão. O levantamento feito pela Austin Rating mostrou que o país superou potências como a Rússia, a Coreia do Sul e a Austrália e, consequentemente, voltou a integrar o top 10 das maiores economias do mundo.

Apesar do bom resultado, o Brasil ocupa o 84º lugar no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O índice mede a saúde, a educação e o padrão de vida dos países, mas na sua última edição não levou em consideração o impacto causado pela pandemia do coronavírus. O relatório foi feito com 189 países pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Organização das Nações Unidas.

Os números mostram um fato curioso: o Brasil é um país paradoxal. Apesar do potencial em riqueza estratégica, somos um dos líderes em pobreza social. De quem é a culpa? Não é tão simples achar a raíz do problema. Quando olhamos para o retrovisor da nossa história, vamos encontrar uma série de acontecimentos e decisões infelizes que culminaram no atual cenário desastroso e desesperador.

Hoje somos uma fábrica de miseráveis e, com a pandemia, isso piorou drasticamente. Em 2021, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que 27 milhões de pessoas – 12,8% da população brasileira – viviam, até então, abaixo da linha da pobreza. O desemprego e a falta de políticas públicas foram apontados pelos pesquisadores como as razões que levaram o país ao pior cenário da pobreza dos últimos dez anos.

É alarmante, ainda, saber que mais de 60 milhões de brasileiros enfrentaram algum tipo de insegurança alimentar. O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) analisou dados do Brasil do período de 2019 a 2021 e revelam uma triste situação: cada vez mais aumenta o número de famílias que precisam lutar contra a fome no país que é considerado o celeiro do mundo.

Sim, o Brasil é rico na produção de grãos e responsável por exportar alimento para muitos países mas, internamente, os brasileiros estão padecendo por falta de comida no prato. Sem dúvidas, a pandemia piorou esse cenário. Segundo o IBGE, no ano passado 106 milhões de brasileiros sobreviveram com R$ 13,83 por dia. O empobrecimento da população afetou, sobretudo, aqueles que já sofriam com a queda de renda. 

E não paramos por aí: do ponto de vista cultural e intelectual, também deixamos muito a desejar. Nossa educação patina há anos nos piores índices de qualidade. No último levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil teve um péssimo desempenho: ficou em 54ª posição.

O exame, feito com estudantes de 15 anos, mostra que o país fabrica analfabetos funcionais em larga escala. Esses jovens saem do ensino básico obrigatório sem capacidade para interpretar e redigir um texto argumentativo e sem dominar as operações básicas de matemática.

Pior ainda é constatar que essas deficiências não são fáceis de serem corrigidas ao longo do tempo. A maioria, quando alcança o ensino superior, enfrenta profundas dificuldades. Para se ter ideia do gargalo, 38% dos alunos não dominam a leitura e a escrita. Os dados fazem parte do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf).

Na hora de tentar uma vaga de estágio, 80% dos candidatos são eliminados nos processos seletivos por notas baixas nas provas de Português. Entre os universitários, os mais reprovados foram os dos cursos de Direito, Letras e Administração.

Talvez isso explique o fato de que a qualidade dos cursos de Administração esteja, ainda, aquém do que desejamos. Somos, historicamente, o curso mais procurado pelos estudantes que acessam o ensino superior. Todavia, a qualidade ainda é baixa. Existem ilhas de excelência, que servem de exemplo, mas são poucas. Na média, a qualidade formativa dos egressos é preocupante e isso reflete, diretamente, no mercado de trabalho.

Resultado: sem educação de qualidade, sem mão de obra qualificada. De cada dez demandas no mercado de trabalho por profissionais, sete são na área da Administração. Curiosamente, essas vagas não são preenchidas e não é por falta de candidato, é porque eles não reúnem as competências profissionais para ocupar esses espaços.

Essa é apenas uma das consequências das péssimas gestões pelas quais o Brasil tem passado. Somos, infelizmente, um belo exemplo mundial de não administração. Nossa profissão, mesmo após a regulamentação, em 9 de setembro de 1965, é negligenciada o tempo todo.

A ingerência está presente não só na área da educação, mas também na saúde, segurança, logística, economia, entre outros. É por isso que defendo, há tanto tempo, a urgência de o país ter um projeto estratégico de nação. Por que não fazer isso por meio da Ciência da Administração? Nossa profissão tem condições de romper com essa inércia e ajudar o país a crescer e a ocupar seu lugar na geopolítica.

Melhor ainda: não tenho a menor dúvida de que a Ciência da Administração, aliada à boa governança, tem a capacidade de impedir que interesses partidários e de poder sejam colocados acima dos interesses públicos que, além de promoverem a descontinuidade de projetos, são prato cheio para a corrupção.

Comecemos, portanto, pela educação básica, área que está em extrema vulnerabilidade há anos. Gosto de citar o caso de Sobral, município cearense que tem uma história incrível de superação e que tornou-se case de sucesso divulgado internacionalmente pelo Banco Mundial.

Sobral sempre esteve, até 2005, nos piores lugares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Dez anos depois, teve um salto qualitativo surpreendente e passou a ocupar o primeiro lugar entre os 5.570 municípios brasileiros. De acordo com o relatório do Banco Mundial, “os resultados alcançados por Sobral derivam de sua capacidade de convergir todo o sistema educacional para a aprendizagem e da decisão de manter a política partidária longe das escolas. O sucesso não deriva de uma solução milagrosa, mas sim de um conjunto de ações estruturadas que se reforçam mutuamente, com o objetivo de garantir que todos os alunos da rede municipal concluam a educação básica na idade certa e com aprendizado adequado”.

A transformação de Sobral alcançou todo o estado do Ceará, mas eu acredito que é possível aplicar esse case em todos os municípios brasileiros. “Sobralizar” a educação básica pode ser o primeiro passo rumo ao futuro que desejamos.

No ensino superior, nossa esperança é de que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Administração sejam, de fato, aplicadas pelas IES e, assim, inaugurar um novo tempo no ensino da Administração. É tudo uma questão de gestão, decisão, vontade e determinação para mudar o mindset, assim como aconteceu em Sobral.

Não custa lembrar que um país mal educado terá, certamente, índices de criminalidade elevados, gastos maiores com saúde, problemas com atos de improbidade administrativa, além de uma economia asfixiada gerando milhares de miseráveis.

No ano da festa democrática, que tenhamos propostas de um plano estratégico de nação com base na Ciência da Administração pois, sem dúvida, o custo do cuidado é sempre menor do que o custo do reparo.

Por: Adm. Mauro Kreuz - Presidente do Conselho Federal de Administração 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

A ARTE DE RESOLVER PROBLEMAS

 


Você lida bem com os problemas? 

Tem alguma técnica para evitar que eles tirem o seu sossego? 

Como você reage diante de uma grande encrenca? 

É claro que os problemas fazem parte de nossa vida. 

Estejamos onde quer que seja, sejamos ricos ou pobres, educados ou ignorantes, jovens ou idosos, casados ou solteiros, pessoas de negócios ou estudantes, teísta ou ateu os problemas estão em todas as partes e precisamos aprender a lidar com eles.

Se tivermos problemas no trabalho, pensemos que sem eles não estaríamos empregados. 

Quanto mais e maior forem os problemas, maiores serão as nossas possibilidades de triunfo. 

Naturalmente os problemas podem ser insignificantes como a fechadura que quebrou e não conseguimos abrir a gaveta ou muito importante como uma grave doença. 

O segredo está em conseguirmos encontrar soluções eficazes para todas as adversidades.

Muitas pessoas usam métodos contraproducentes para lidar com os problemas. 

Na maioria das ocasiões, isso ocorre devido a recusarem-se a reconhecê-los, negar a responsabilidade sobre eles, fingir ignorá-los e pensar que o tempo é a melhor solução.


Esteja convencido de que a melhor forma de lidar com os problemas é reconhecendo que eles existem. 

Em seguida, verifique se eles são de nossa alçada. 

Se for, devemos determinar o quanto sério e urgente ele é. 

Daí, podemos agir na dose e no tempo certo. 

Caso não tenhamos tal lucidez, corremos o risco de exagerar ou subestimar na dose e no tempo, daí a solução será ineficaz.

A nossa capacidade de solucionar problemas vai determinar a nossa maturidade e, em boa parte das ocasiões, será de vital importância para as nossas pretensões profissionais. 

Muitas vezes a capacidade das pessoas em lidar com os problemas organizacionais é preponderante para galgar um posto mais avançado.


Portanto se você for capaz de identificar com precisão os problemas, agir com habilidade no tempo e na dose certa suas chances de ser bem sucedido serão maiores. 

Aprenda a lidar com eles e o topo estará bem a sua frente. 

Ignore-os e não passará dos primeiros degraus na escada do sucesso.

Lembre-se que você não pode prever onde e nem quando os problemas irão ocorrer, mas você pode decidir como irá lidar com eles. 

Pense ainda que em boa parte das ocasiões os problemas não são os verdadeiros problemas, mas sim a forma como reagimos a eles.

Por: Evaldo Costa - https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Melhor resposta para "Por Que Saiu do Último Emprego?"


 Qual a melhor resposta para a pergunta "Por que você saiu do último emprego?".

Essa é a dúvida de muitos profissionais durante uma entrevista de trabalho. Como responder sem dizer algo que possa acabar prejudicando o andamento do processo de seleção?

Se preparar para esse momento é essencial para se destacar na hora da entrevista. Neste artigo, oferecemos algumas informações que podem ajudar você a responder de maneira adequada sobre o motivo de ter saído do último emprego.

Por que recrutadores fazem essa pergunta?

Quando os recrutadores perguntam por que você deixou seu último emprego, ou perguntam especificamente se o desligamento foi voluntário, querem saber que tipo de profissional você é. Com base na sua experiência anterior, pretendem entender se há ética por trás de suas ações, por exemplo.

Analisando sua resposta, a pessoa responsável pelo recrutamento pode avaliar se você conseguirá cumprir as funções e atender às expectativas do novo cargo, além de se relacionar bem com os novos colegas. Alguma experiência mal resolvida na empresa anterior ou um desligamento relacionado a um desempenho insuficiente pode afastar você da contratação.

Essa pergunta ainda ajuda a entender a respeito de sua lealdade e comprometimento com a empresa, qualidades que podem estar intrinsecamente ligadas às circunstâncias que levaram à demissão. 

Por exemplo, se você saiu do último emprego de maneira abrupta, sem uma notificação, isso talvez dê a impressão de que você não se importa com os impactos que sua saída causaria à organização. É diferente de ter dado um aviso prévio de pelo menos um mês de antecedência. 

Esse tipo de atitude demonstra que você tem um planejamento de carreira e que não toma decisões precipitadas, além de se importar com a empresa na qual trabalha.

Quais estratégias usar para dar a melhor resposta?

A melhor estratégia para responder a essa pergunta, seja em caso de demissão ou pedido de desligamento, é não citar situações nas quais houve conflitos com a antiga empresa. Na hora de falar, o discurso deve ser direto. Fale objetivamente, sem se alongar em detalhes. Lembre-se de explicar a situação com honestidade, pois os recrutadores podem perceber quando alguém está mentindo.

É muito importante também já estar com essa resposta engatilhada, para impedir que o nervosismo e a ansiedade prejudiquem você. Ensaie antes e prepare bem a sua resposta. Isso não quer dizer que deva mentir, até porque essas informações podem ser confirmadas pela outra empresa.

Se um dos motivos que incentivou a sua saída da última organização foi a estagnação do cargo, conte isso aos recrutadores. Dizer que você saiu em busca de novos desafios é uma boa resposta, pois demonstra preocupação com sua carreira profissional.

Nos casos em que a decisão tenha ocorrido por parte da empresa, é preciso saber fazer uma avaliação do que foi dito a você no momento do desligamento, buscando entender seus pontos fracos e fortes. Quando estiver de frente com a pessoa que fará a entrevista nessa nova seleção, fale sobre o que você aprendeu com a demissão. Demonstre que você amadureceu, afinal, erros ocorrem o tempo todo no ambiente de trabalho. O importante é que se possa aprender com eles.

Como formular sua resposta

Para formular essa resposta com exatidão e segurança, busque seguir uma linha de pensamento coerente. Listamos abaixo quatro passos que ajudarão a responder por que você saiu do último emprego:

 1. Escolha um argumento

Pense num argumento que justifique por que você deixou seu último trabalho, que pode ser uma combinação de motivos pessoais e profissionais. Por exemplo, você pode dizer que saiu porque estava buscando um trabalho que proporcionasse mais segurança financeira ou que trouxessem um melhor equilíbrio entre a carreira e a vida pessoal.

Ao fazer isso, é possível conectar sua resposta com seus interesses na nova vaga. Se disser que está buscando um maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal, diga que nesse novo emprego seu deslocamento até o trabalho seria reduzido, por exemplo. O que faria com que você chegasse mais cedo em casa, podendo assim dar mais atenção à sua família.

Caso tenha saído por decisão da empresa, também é necessário ter um argumento. Se a demissão foi resultado de um erro que você cometeu, mencione o aprendizado obtido a partir daquilo. Diga que de alguma forma você buscou melhorar e que agora tem mais experiência. Cite alguma medida que você tomou, por exemplo, uma formação que ajudou você a aprimorar suas práticas.

2. Escolha quais detalhes compartilhar

De forma geral, responda de maneira honesta e direta a razão de ter deixado seu último emprego, mas entenda que nem todas as informações precisam ser compartilhadas. Um dado sem contexto pode provocar um mal-entendido, comprometer você ou até criar uma imagem negativa de seus antigos empregadores. Mesmo que você não trabalhe mais naquela empresa, ainda é importante demonstrar respeito. Aquilo que você compartilhará deve estar ligado apenas ao seu desligamento.

Se você saiu de maneira involuntária, por exemplo, faça questão de enfatizar que os fatos não estavam sob o seu controle, dando nomes de pessoas que poderiam confirmar isso. Esse tipo de situação é comum em casos de corte de pessoal por causa de orçamento ou crise na empresa. Lembre-se de explicar a situação sem expor a antiga contratante.

3. Crie uma perspectiva positiva

Quando for retratar os motivos que fizeram você deixar seu último emprego, crie uma perspectiva de positividade. Não demonstre arrependimento ou mágoa, mas transpareça que você soube aproveitar a situação para trabalhar melhor suas qualidades profissionais, além de desenvolver suas habilidades pessoais. Se os recrutadores perceberem que existe algum sentimento mal resolvido, podem deixar de cogitar você para a seleção, pois isso pode ser um sinal de falta de inteligência emocional.

4. Pratique

Praticar para a entrevista é muito importante. No entanto, tenha cuidado para que o resultado não seja algo superficial e claramente ensaiado. É preciso saber o que esperar desse momento e treinar os argumentos, mas isso não quer dizer decorar respostas prontas. Crie um roteiro do que você pode e não pode falar e simule esse momento na frente do espelho ou grave com o celular.

É fundamental saber como dizer da melhor maneira os motivos que levaram você a deixar seu último emprego. Uma boa dica é pesquisar mais sobre a empresa contratante. Dessa forma, você conhecerá os valores e a cultura da organização e poderá usar isso em sua resposta. Além do mais, essas informações também ajudarão você a responder outras perguntas feitas durante a entrevista.

Copiado: https://br.indeed.com/

terça-feira, 5 de julho de 2022

O que é Competência Emocional?

 


Você sabe o que é competência emocional

E ainda, você sabia que essa competência pode mudar a sua forma de trabalhar e lidar com as outras pessoas? Se ainda não sabe, então não deixe de acompanhar este nosso conteúdo de hoje!

Pois nele vamos dar mais detalhes sobre essa competência que vem sendo cada vez mais valorizada no ambiente profissional. 

Vamos lá?

O que é competência emocional?

Em suma, a competência emocional pode ser entendida como a capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções, e as emoções alheias.

Isto é, trata-se daquele olhar mais apurado sobre todas as sensações que você sente diante de uma situação que desperta fortes emoções, garantindo que você consiga manter o equilíbrio emocional e mental.

Porém, vale ressaltar que a competência não se restringe a esse saber: ela está atrelada à capacidade de pôr tal conhecimento em prática.

Em outras palavras, reconhecer as emoções é ter inteligência emocional, e saber agir diante dessas emoções é ter competência emocional. 

Por que a competência emocional é importante?

A competência emocional é uma poderosa chave nas relações humanas. Quando aprendemos a ouvir melhor as nossas emoções e as emoções alheias, consequentemente tomamos decisões mais equilibradas, considerando:

  • Um olhar mais empático, pois aprendemos a nos colocar no lugar dos outros.
  • Mais paciência, porque conseguimos lidar com as situações difíceis de uma forma mais calma e tranquila.
  • Melhores relações, pois conseguimos dar espaço para as expressões alheias.
  • Mais qualidade de vida ao respeitar os nossos próprios medos e limites.
  • Mais realizações ao saber lidar com as emoções na hora de enfrentar desafios.
  • Entre muitos outros fatores.

Como desenvolver essa competência?

Trata-se de um processo gradativo e muito enriquecedor. É fundamental que você pratique, dia após dia, a sua forma de escutar as suas emoções e lidar com elas.

Aprenda a dar uma atenção especial a elas; pondere de maneira racional sobre as situações e sempre tente enxergar os fatores positivos e negativos dos momentos. Tudo isso irá lhe ajudar a desenvolver uma competência emocional mais apurada e assertiva.

Da mesma maneira, você deve trabalhar as suas relações interpessoais, através de:

  • Uma escuta ativa, dando mais atenção ao que os outros têm a dizer sem se deixar levar pelos seus julgamentos pessoais.
  • Uma visão mais empática, permitindo que você saiba se colocar no lugar do outro e tome decisões mais positivas dentro dos seus relacionamentos.
  • Um respeito maior sobre os limites das outras pessoas.
  • Um conhecimento mais aprofundado sobre as melhores maneiras de se expressar em diferentes circunstâncias. Ou seja, você deve ter o cuidado de não “explodir” ou “falar de maneira impulsiva” antes de se acalmar, por exemplo.

Comece a observar as suas emoções e antes de agir quando elas estiverem falando mais alto, respire fundo, acalme-se e pense em uma maneira de lidar com a situação de um modo mais racional. Nem que para isso você tenha que se afastar do gatilho emocional por alguns instantes.

Assim, possivelmente a sua competência emocional será desenvolvida, dia após dia. Invista em você!

Copiado: https://noticiasconcursos.com.br/

segunda-feira, 4 de julho de 2022

O Que é Representatividade?


O que é representatividade? 

Bom, mas antes de começarmos, devemos nos questionar sobre o que é “representatividade”. 

Entende-se esse conceito como uma pessoa que reflete um coletivo na luta por direitos, de acordo com os interesses e a identidade dos representados. 

Contudo, pode também significar “empoderamento”, de modo que um grupo, por meio de representantes, tenha visibilidade nos papéis de alto valor da sociedade. 

Muitas pessoas acabam desconhecendo o impacto positivo e o efeito benéfico na construção da identidade de minorias dentro de uma sociedade quando falamos em poder. 

Se partirmos do princípio de que somos pessoas diferentes, em etnia, tipos de cabelo, cultura, religião, sexo e sexualidade, por que só uma parte da sociedade é acolhida e evidenciada, socialmente? 

 A realidade como ela é Importante frisar que minorias não têm relação direta com quantidade, mas sim, com lugares de representação nos espaços do poder. 

Não sei se você já parou para se questionar, mas quantos médicos negros já te atenderam na vida? 

Bom, esse assunto teve grande repercussão em 2018, após postagem do médico Fred Nicácio, em redes sociais. O fato ocorreu na cidade de Conceição de Macabu–RJ, após Dona Eunice, uma paciente negra, de 74 anos de idade, pedir, emocionada, para tirar uma foto após ser atendida por alguém de sua cor em uma profissão ocupada, majoritariamente, por pessoas brancas. 

A representatividade é muito importante para a criação de um sentimento de empoderamento para muitos. Como exemplo prático, temos a vereadora Maiara Felício que, na última eleição, se tornou a primeira mulher negra a se eleger vereadora na cidade de Nova Friburgo. 

Se muitas mulheres negras, antes dela, não acreditavam que poderiam ocupar cargos importantes na política municipal, visto que nunca ninguém com essas características havia sido eleita, Maiara Felício veio para quebrar paradigmas. 

A coluna, inclusive, tentou falar com a vereadora, pela importância histórica de sua vitória eleitoral no último pleito e sua representatividade na Câmara, mas infelizmente ela não respondeu. Contudo, não somente pessoas negras necessitam serem representadas na sociedade. 

A falta de representatividade é vítima de muitos outros preconceitos, como por exemplo, o machismo

O Brasil possui um número maior de mulheres em relação ao número de homens, segundo o IBGE. Em contrapartida, de acordo com um estudo feito pela rede de televisão CNN, dentre as maiores empresas brasileiras apenas 3,5% são gerenciadas por mulheres. E elas ocupam somente 16% da política nacional. 
Nesse mesmo sentido, uma pessoa LGBTQIA+ já possui dificuldades que são refletidas na vida privada e que por consequência, trazem interferência na vida pública, gerando prejuízo na sua representação na sociedade. 

Discursos de ódio segregam, afastam e ofendem a integridade, por meio de preconceitos que põem em cheque a sexualidade em face à competência. 

Nesse sentido, o jornalista Wanderson Nogueira, homossexual, ex-deputado estadual, coordenador do Parlamento Juvenil na Alerj e também colunista de A Voz da Serra, defende: “O maior desafio é combater os preconceitos. Enquanto os preconceitos minarem direitos, roubarem vidas ou felicidade há de se falar sobre eles e combatê-los. 

Ninguém quer privilégios, apenas igualdade em poder amar da forma que ama. Ser gay não faz ninguém ser melhor ou pior. 

Sexualidade, sexo, cor e religião não definem competência, tampouco caráter.” 

 Nesse sentido, representatividade não significa que minorias devam ocupar espaço por pena, mas sim que estejam proporcionalmente representadas na sociedade de acordo com sua demografia populacional. 

Questionar o motivo de negros, mulheres e homossexuais não ocuparem tantos espaços de influência é um grande passo para compreender os preconceitos e a estrutura da sociedade.

Copiado: https://avozdaserra.com.br/