terça-feira, 4 de maio de 2021

O Que São Competências Socioemocionais?

 


Relacionar-se com o mundo e com os outros: essa é uma condição primordial da vida em sociedade e, cada vez mais, esse relacionamento exige muito de todos nós. Cada pessoa possui seus valores, sua carga emocional e suas habilidades para lidar com os desafios cotidianos e é nesse contexto que o desenvolvimento das competências socioemocionais se apresenta como necessidade essencial. 

Com base nessa premissa, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada em 2017, que norteia as propostas pedagógicas e os currículos das escolas públicas e particulares do Brasil, incluiu as competências socioemocionais como parte dos conteúdos a serem trabalhados em salas de aula, a fim de garantir não apenas o direito à aprendizagem, mas, também ao desenvolvimento humano. 


Isso significa que, além do crescimento intelectual, o crescimento pessoal e emocional deverá estar no foco dos trabalhos em sala de aula, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O que se pretende é estabelecer uma visão integrada da Educação e, a partir de um método inclusivo, que considere as emoções também como parte do processo de desenvolvimento, chegue-se a uma melhora nos índices de aprendizagem. Pensando a longo prazo, essa melhora irá se refletir em pessoas aptas a enfrentar os dilemas da vida adulta e mais preparadas para o os desafios do mercado de trabalho.

Conhecimento, atitude e habilidade


O que é uma competência? De acordo com a definição utilizada pela BNCC, trata-se de uma “mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana”. Somos seres formados a partir de nossas experiências, com valores múltiplos e moldados a partir de contextos únicos. É essa construção que direciona nossas atitudes, nossas tomadas de decisões e nossas escolhas ao longo da vida.


Para tudo isso, costumamos acionar as competências que temos em nosso repertório… e sempre buscamos o nosso melhor, no sentido mais prático e direto. Porém, nessa jornada, nem sempre estamos preparados para lidar com nossas emoções. Nesse contexto, o desenvolvimento das competências socioemocionais pode contribuir com os melhores resultados em todos os aspectos e vai muito além de adquirir conhecimentos.

Trata-se de uma integração entre o saber e o ser.

Quais são as competências socioemocionais?

As competências socioemocionais se encaixam no conjunto de habilidades que desenvolvemos para lidar com nossas emoções durante os desafios cotidianos e estão ligadas à nossa capacidade de conhecer, conviver, trabalhar e ser. Ao se dedicar ao desenvolvimento dessas habilidades, o que se procura, através do gerenciamento de emoções, é proporcionar relações sociais saudáveis e investir na busca de soluções sadias para os problemas do dia a dia.


Elas estão ligadas à nossa capacidade de pensar, sentir, decidir e agir, portanto, variam de indivíduo para indivíduo – sempre considerando a realidade e o contexto de cada um. Isso justifica a preocupação e a necessidade de incluir o desenvolvimento das competências socioemocionais na grade curricular de todas as escolas, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Na prática, pretende-se formar alunos com uma boa capacidade de resolver problemas, que consigam se comunicar bem e que estejam abertos a viver novas realidades e experiências. 


O que deve se desdobrar para a vida pessoal desses indivíduos e, futuramente, para sua vida profissional. 

O tema é amplamente estudado nas áreas da Psicologia e da Pedagogia, por isso, a lista de competências socioemocionais é extensa e varia de acordo com a instituição de ensino ou a corrente de estudos a que está submetida. Por isso, separamos as competências que mais se apresentam como essenciais e quais impactos podem ser sentidos com seus desenvolvimentos.


São elas:

Empatia:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro. Essa competência socioemocional permite o entendimento das ações e emoções dos outros indivíduos e estimula a abertura ao diálogo e à cooperação. 

Responsabilidade:

Desenvolver a noção de que há consequências em cada atitude tomada é de extrema importância para a vida em sociedade. Por isso, a necessidade de aprender a guiar as decisões com princípios éticos e democráticos.  

Autoestima:

Essa competência socioemocional está ligada ao autoconhecimento e à capacidade de entender seus pontos fortes e suas limitações, sem que isso cause um prejuízo à sua confiança. 

Criatividade:

A partir do uso da imaginação e da capacidade de criar algo novo, essa competência tem como foco o estímulo do pensamento crítico e da pesquisa, a fim de encontrar soluções inéditas para questões que se apresentem no dia a dia.  

Comunicação:

Ao conseguir se expressar de maneira assertiva e segura, conseguimos comunicar nossas opiniões e nossos sentimentos de maneira clara e direta.  

Autonomia:

Ao nos conhecermos e sabermos qual a melhor maneira de nos cuidar e cuidar dos outros, no convívio social, a capacidade tomar decisões por contra própria (e que impactem positivamente na coletividade) é estimulada. 

Felicidade:

Embora as definições para o termo sejam as mais variadas possíveis, a partir das áreas do conhecimento que a estudam, a felicidade entra como uma competência socioemocional na medida em que representa o ato de se sentir bem de uma maneira ampla (considerando fatores emocionais, sociais e psíquicos como elementos de formação de cada um). 

Paciência:

Em tempos de alta ansiedade e estimulação acentuada através dos meios digitais, a paciência soa para além de uma competência e ganha ares de virtude. Mas, está totalmente ligada à capacidade de se controlar diante de situações complexas e buscar soluções com calma e tranquilidade. 


Sociabilidade:

A capacidade de se relacionar com os demais também precisa considerar que a harmonia se estabeleça e, dessa maneira, o convívio em sociedade se guie através do diálogo e do respeito. 

Ética:

Poder avaliar de que maneira as situações são conduzidas por você mesmo e pelos outros, a partir dos valores sociais e de condutas que não causem prejuízo moral à sociedade. 

Organização:

Essa competência socioemocional permite que se entenda a importância do planejamento para o atingimento dos objetivos, bem como a importância dos trabalhos desenvolvidos em grupos ou do gerenciamento de tarefas para se chegar a resultados propostos. 

Copiado: https://zoom.education/ 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

DISRUPTIVO: O que é, Importância e Por que Inovar nas Empresas


Você sabe o que é disruptivo e por que esse termo é decisivo para os negócios?

Cada vez mais, nos deparamos com tecnologias disruptivas, inovações disruptivas e empresas que fazem da disrupção seu diferencial competitivo.

Mas, para além das inovações de alto nível e últimas tecnologias, o termo diz respeito a um processo específico que impacta mercados e transforma hábitos de consumo.

Agora mesmo, você está usando várias tecnologias que já foram consideradas disruptivas, e a qualquer momento tudo pode mudar com mais uma novidade avassaladora.

Qual será a próxima?

Que produtos e serviços serão substituídos em breve?

Como seu negócio se posiciona nesses tempos de ruptura constante?

Então, se você quer dominar as tendências disruptivas e inovar com propriedade, siga a leitura.

  • O que é disruptivo?

Disruptivo é aquilo que causa disrupção, ou seja, que causa um rompimento na ordem usual ou andamento normal de um processo.

As startups foram as responsáveis por popularizar a palavra, que se tornou obrigatória para os jovens empreendedores do século 21.

Para que algo seja considerado disruptivo, deve provocar uma ruptura nos padrões e modelos estabelecidos no mercado.

Logo, não basta ser inovador para causar disrupção: é preciso quebrar paradigmas e impactar hábitos e comportamentos dos consumidores.

Por exemplo, lançar um novo modelo de automóvel de luxo com tecnologias inéditas não é necessariamente disruptivo, pois a maior parte das pessoas não terá acesso à inovação e o mercado continuará o mesmo.

Agora, lançar um veículo autônomo de produção em massa seria algo realmente transformador, muito mais próximo do que chamamos de disrupção.

  • Significado

Em seu significado original, disruptivo indica uma alteração brusca e, muitas vezes, incômoda, mas hoje já é praticamente um sinônimo de inovação.

Na tradução literal do conceito inglês “disrupt”, encontramos termos como interromper e desmoronar, indicando a derrubada de um padrão anterior para dar início a algo totalmente novo.

Com a apropriação do termo pelas estratégias de marketing e publicidade, disruptivo passou a ter conotação positiva, caracterizando aquilo que é de fato pioneiro e decisivo para o futuro.

  • História e uso do termo

O primeiro a usar o termo disruptivo para se referir às novas tecnologias que substituem as anteriores foi o professor de Administração Clayton M. Christensen, em artigo escrito para a Harvard Business Review, junto com Joseph Bower, em 1995.

Mais tarde, Christensen lançou o livro The Innovator’s Dilemma: When New Technologies Cause Great Firms to Fail (Harvard Business School Press, 1997), no qual se aprofunda na descrição do termo.

Mas foi somente com a obra The Innovator’s Solution: Creating and Sustaining Successful Growth (Harvard Business School Press, 2003) que ele passou a difundir o termo “inovação disruptiva”.

Desde então, o Vale do Silício adotou as expressões inovação disruptiva e tecnologia disruptiva, que se referem a produtos, serviços e soluções com características revolucionárias.

  • O disruptivo no campo da inovação e das empresas

No campo da inovação e das empresas, é considerada disruptiva toda solução, ideia ou tecnologia capaz de reconfigurar as dinâmicas do mercado.

É importante diferenciar o disruptivo de aprimoramentos tecnológicos e invenções que não afetam significativamente a economia, pois o conceito tem dimensões mais amplas.

Em outras palavras, a disrupção deve mudar nossa forma de pensar, nos comportar e fazer negócios, além de atingir diretamente as atividades do dia a dia.

Além disso, é comum que as inovações disruptivas eliminem um mercado existente, trazendo soluções mais eficientes e vantajosas.

  • O que é inovação disruptiva?

Inovação disruptiva é aquela capaz de criar um novo mercado ao mesmo tempo em que abala o mercado existente, segundo a definição clássica.

A expressão foi considerada a mais influente nos negócios do nosso século, tamanha sua importância.

De acordo com o professor Christensen, as inovações podem ser “sustentadoras” ou “disruptivas”.

No primeiro caso, a novidade não afeta os mercados existentes e pode ser do tipo “evolutiva”, que aprimora um produto já consolidado a partir das expectativas do consumidor.

Já o segundo caso aponta para inovações muito mais marcantes, que costumam acontecer de forma inesperada e instituir um novo conjunto de valores e comportamentos.

Assim, a inovação disruptiva se caracteriza pela capacidade de deslocar os produtos e empresas líderes de mercado, mirando em públicos que não eram atendidos pelas ofertas vigentes ou que possuíam outras necessidades.

De modo geral, esse tipo de inovação vem de empresas pequenas e startups, pois as grandes corporações estão mais interessadas em aprimorar seus produtos e atingir clientes mais rentáveis.

Enquanto isso, as empresas que se dedicam à inovação disruptiva começam com soluções de custo menor para novos nichos, que vão evoluindo aos poucos até conquistarem também o mercado tradicional.

Um bom exemplo é a Netflix, que iniciou o negócio de streaming por assinatura de forma discreta e logo dominou o mercado de entretenimento na TV.

  • Principais diferenças entre a inovação disruptiva e a inovação tradicional

A principal diferença entre a inovação disruptiva e a tradicional é a capacidade de transformar mercados e redefinir soluções.

Outro ponto essencial é a trajetória única das inovações disruptivas, que começam atendendo nichos mais restritos do mercado e vão elevando a qualidade até atingir os clientes mais exigentes, mantendo o diferencial do início.

Quando chegam ao topo de sua evolução, essas inovações superam as empresas dominantes, pois apresentam uma mudança radical no conceito original do produto – somada à alta qualidade esperada pelos clientes.

Isso não significa que as empresas líderes de mercado não inovem, mas seus esforços estão focados em aprimorar soluções para atender aos clientes mais lucrativos.

É por isso que a inovação tradicional não ultrapassa os limites da oferta existente, pois qualquer ruptura representa uma ameaça às soluções consolidadas.  

  • Para que serve a inovação disruptiva?

A inovação disruptiva serve para introduzir mais simplicidade, conveniência e um custo-benefício superior no mercado.

Seu impacto é especialmente importante em segmentos que mantêm altos preços e soluções complicadas como padrão.

Um exemplo clássico é o computador pessoal, que surgiu para desafiar a indústria de computadores corporativos da década de 1970.

Na época, a pioneira Apple começou a vender seus computadores para usuários que eram apaixonados por tecnologia, mas que jamais poderiam pagar US$ 200 mil pelas máquinas.

A ideia de levar os computadores para dentro de casa pareceu inusitada para muita gente no início, porém logo se mostrou acertada.

Pouco a pouco, tecnologias melhores e mais baratas surgiram para atender a todos os públicos e, assim, revolucionar a indústria e a vida de milhões de pessoas.

  • O que um negócio precisa para ser disruptivo?

Para ser disruptivo, um negócio precisa explorar novas tecnologias e oferecer soluções de forma radicalmente diferente.

Não basta melhorar os produtos existentes ou introduzir tecnologias futuristas: é preciso criar soluções acessíveis e mudar para sempre o mercado-alvo.

Além disso, a estrutura mais promissora para viabilizar a disrupção está nas startups, porque as grandes corporações não podem arcar com os custos e riscos desse tipo de inovação.

Afinal, a inovação disruptiva normalmente não é lucrativa logo de início, e seu processo pode ser bastante longo em comparação com as inovações que desafiam menos os paradigmas.

  • Como é o processo de inovação disruptiva?

O processo de inovação disruptiva começa com soluções e tecnologias experimentais e em pequena escala.

Tipicamente, os disruptores focam seus primeiros esforços em públicos que foram negligenciados pelas empresas incumbentes (que detêm uma fatia considerável do mercado).

No início, toda inovação desse tipo pode parecer pouco atrativa e restrita a um pequeno nicho, pois os lucros ainda não são aparentes.

Mas é exatamente essa a estratégia das empresas disruptivas: conquistar um público limitado com uma inovação radical, para depois elevar a qualidade da oferta até atender às expectativas do mainstream e dos públicos mais seletos.

Por se tratar de um processo longo, muitas empresas consolidadas sequer percebem a ameaça da inovação disruptiva tomando o lugar de seus produtos.

Por exemplo, a Blockbuster não prestou atenção na Netflix a tempo, como relata o próprio Christensen em artigo de 2015 para a Harvard Business Review.

  • Efeitos colaterais da inovação disruptiva

Como qualquer tendência econômica, a inovação disruptiva tem seus efeitos colaterais.

Um dos principais problemas das inovações mais radicais é seu componente destrutivo, pois o impacto repentino nos mercados gera vencedores e perdedores.

Frequentemente, o lado perdedor sofre prejuízos incalculáveis, como no caso emblemático da Eastman Kodak.

A tradicional empresa de câmeras fotográficas e filmes chegou a empregar 86 mil pessoas em 1998, e acabou com meros 8 mil postos em 2014, depois de se recuperar da falência.

Para que a inovação disruptiva seja válida, teoricamente, os ganhos para a sociedade e consumidores devem ser superiores às perdas das empresas eliminadas.

Outro problema recorrente é a obsolescência programada, ou seja, a decisão de desenvolver produtos que se tornarão obsoletos propositalmente em determinado prazo, para obrigar os consumidores a comprar as novas versões.

Há ainda os impactos ambientais da saga pelas tecnologias mais avançadas, que podem custar muito caro para as futuras gerações.

  • Quem é contra a inovação disruptiva?

Há vários segmentos que resistem às mudanças trazidas pela inovação disruptiva, bem como especialistas que denunciam o lado obscuro do fenômeno.

No livro The Dark Side of Innovation (Brigantine Media, 2013), por exemplo, o especialista em negócios Dr. Ankush Chopra revela os grandes fracassos e prejuízos que as empresas enfrentaram por conta da disrupção.

Um dos exemplos mais comuns ainda é a indústria da fotografia, que viu seu produto mais lucrativo (rolos de filme) sendo engolido pelas tecnologias digitais.

Quando a inovação disruptiva atinge um setor, as empresas incumbentes se veem em um dilema: se adotarem a nova tecnologia, perdem todo o seu mercado e, se tentarem escapar das inovações, correm o risco de desaparecer.

  • 10 Tecnologias Disruptivas Que Usamos no Dia a Dia

Há várias tecnologias que são básicas para nós, mas já representaram grandes inovações disruptivas.

Confira essa seleção histórica.

1. Wikipédia

Se você consulta a Wikipédia regularmente, saiba que a nossa enciclopédia livre online teve um impacto devastador nas editoras que produziam as versões impressas.

Fruto de contribuições de milhões de usuários, a Wikipédia reúne mais de 1 milhão de artigos somente no idioma português e quase 6 milhões de artigos em inglês.

Seu formato colaborativo disponibilizou um volume de conteúdo inimaginável de forma totalmente gratuita, o que vale a menção como inovação disruptiva.


2. Redes sociais

Para as gerações mais recentes, já é difícil se lembrar de um mundo sem Facebook, Instagram e Twitter.

Como inovações disruptivas, as redes sociais mudaram a forma de comunicação entre as pessoas e transformaram milhares de anônimos em celebridades.

3. MP3

O MP3 foi um dos primeiros formatos de compressão de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano, reduzindo os arquivos em até dez vezes.

A disrupção na indústria musical é óbvia, pois os arquivos digitais passaram a dominar o mercado, impulsionando os dispositivos de reprodução e plataformas de compartilhamento online.

4. Touchscreen

 O primeiro touchscreen foi criado em 1965, mas a tecnologia só se tornou comercialmente viável em meados de 2007, quando a Apple lançou seu primeiro iPhone.

Apesar de já ser amplamente difundida, a tecnologia continua a se espalhar, chegando até painéis em locais públicos e tablets para fazer pedidos em restaurantes.

5. Bateria de íon-lítio

Toda a revolução digital que vivemos só ocorreu graças às baterias de íon-lítio, que permitiram o armazenamento da energia necessária para alimentar nossos dispositivos.

Mas o efeito disruptivo não se limita aos smartphones: a tecnologia das baterias está sendo empregada em veículos elétricos e sistemas de energia solar.

6. Computação em nuvem

Antes da computação em nuvem, as empresas viviam o drama de servidores insuficientes para suas ambições.

Hoje, a nuvem oferece todo o espaço de armazenamento necessário para o desenvolvimento dos negócios e também para guardar nossos arquivos no Google Drive e Dropbox.

7. Wi-fi

O Wi-Fi é uma das tecnologias que foi de “inexistente” a “indispensável” com mais rapidez na história.

Criada na década de 1990, levou menos de dez anos para que todo dispositivo eletrônico passasse a ser fabricado com Wi-Fi incluso.

8. Impressão 3D

A impressão 3D começou na década de 1980 como uma tecnologia futurista, e se tornou uma inovação disruptiva para designers do mundo todo.

Hoje, é muito mais fácil criar protótipos e modelos rapidamente, e a tecnologia já está chegando à bioimpressão e produção de órgãos humanos.

9. Motores de busca

Antes do Google, encontrar algo na internet era realmente desafiador, e nenhum usuário imaginava como um motor de busca poderia revolucionar sua vida.

Com essa inovação disruptiva, podemos contar com um ranqueamento automático dos melhores sites e conteúdos relevantes em poucos cliques.

10. Sensores de baixo custo

Inovações recentes como a Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas se tornaram possíveis graças à ascensão dos sensores de baixo custo, capazes de conectar dispositivos que vão de eletrodomésticos a veículos.

Esses sensores estão sendo utilizados para construir a próxima geração de casas, veículos, dispositivos e objetos inteligentes.

  • Inovação sustentável x Inovação disruptiva

Enquanto a inovação sustentável está mais próxima do modelo tradicional, incrementando produtos e serviços de acordo com as necessidades dos clientes, a inovação disruptiva está focada em oportunidades inéditas.

Embora o tipo sustentável possa prever futuras preferências e impulsos dos clientes, somente a inovação disruptiva é capaz de criar mercados alternativos, para além da imaginação dos clientes comuns.

De qualquer forma, ambas são essenciais para a evolução da tecnologia e da sociedade.

Copiado: https://www.sbcoaching.com.br/

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Obesidade Mental: o que é e como prevenir.


Quando comecei a divulgar o canal do telegram, pensando em ajudar na distribuição dos conteúdos que posto aqui, me senti culpada.

Será que estou contribuindo para a sobrecarga de informações das pessoas?

Esse pensamento não me veio à toa. Com a quarentena e a migração para o online de praticamente tudo o que cerca a nossa vida diária (trabalho, relações sociais, lazer, etc), além da sobrecarga intrínseca a essa mudança houve também uma corrida dos conteúdos por parte dos criadores, empresas e afins.

E eu me senti sobrecarregada. Estressada, Com vontade de me desconectar de tudo. Mas sem ter para onde ir (afinal, era isolamento), o que me (nos) restou era mesmo aumentar o tempo de tela.

Eu vi esse tempo de tela me consumindo e piorando minha saúde mental. Vi isso acontecer com praticamente todo mundo ao meu redor. Mas não tinha parado pra pensar que eu mesma poderia estar sendo responsável por isso!  Só me dei conta disso quando uma amiga muito querida me chamou no inbox um dia e disse: “sou mãe. Não consigo acompanhar tudo o que você posta”.

E então veio a culpa. Eu, que estou sempre aqui falando para vocês sobre saúde integral, sobre cuidar das emoções, estava sendo também uma causa de sobrecarga de informações para as pessoas… que grande epifania!

E então, decidi pesquisar um pouco mais sobre a chamada “obesidade mental”, um termo muito falado no meio dos negócios (*) mas pouco falado na área da saúde. E então, descobri o seguinte:

Da mesma forma que a obesidade física está relacionada a maus hábitos de vida, como sedentarismo e escolhas alimentares erradas (guloseimas), a obesidade mental está relacionada com o sedentarismo intelectual e o consumo de conteúdos irrelevantes.

E da mesma forma que a obesidade pode trazer riscos a saude física, a obesidade mental pode trazer riscos a saude emocional.

O que causa “obesidade mental” (ou “obesidade intelectual”)?

·         Falta de atividades intelectuais produtivas (por exemplo, mais tempo de tela e menor tempo de leitura)

·         Consumo de conteúdos “lixo” (como propagandas) ou “guloseimas” (conteúdo de entretenimento de baixa qualidade)

·         Consumo excessivo de informação de uma forma geral (não necessariamente apenas conteúdo supérfluo, mas também o conteúdo “bom” em excesso), a ponto do cérebro não conseguir reter ou processar de forma eficaz.


 

Como saber se estamos diante de um quadro de OM?

Quando notamos a presença dos seguintes sintomas:

·         Esgotamento mental,

·         Distração (dificuldade de concentração),

·         Redução da capacidade de retenção de conteúdo,

·         Falta de criatividade,

·         Dificuldade na finalização de tarefas,

·         Procrastinação

·         Sintomas como ansiedade, estresse e piora do humor

·         Piora do sono…

Uma coisa que é importante dizer é que não existe um “artigo científico” que chancele essa lista acima. Eu construí essa lista a partir da consulta e combinação de uma série de textos e referências que encontrei na internet.

Nota do autor: nesse momento do texto, me dei conta dos meus padrões de “gula” de informações e percebi o quanto eu também estou presa nessa rede. Alguns desses sintomas são os que eu tive… #tamojunto

(*) Nota do autor 2: parece que o termo “mental obesity” é atribuído ao livro publicado em 2001 pelo autor Andrew Oitke, antropólogo de Harvard. No entanto, o livro original nunca foi encontrado – eu também tentei pesquisar e não consegui. Então, se você encontrar o original, por favor me escreva compartilhando esse achado!

E afinal, como melhorar isso?

·         Selecionar melhor o conteúdo (“gestão dos inputs”)

·         Respeitar o tempo de processamento (tempo para pensar)

·         Colocar em prática um conteúdo aprendido (vale fazer resumo, ensinar para alguém, praticar)

·         Na prática, surgem dúvidas – só aí, quando as dúvidas surgirem, aprofundar o conteúdo (e repetir o ciclo)

·         Preferir livros a telas e escrever ao invés de digitar (ajuda no tempo de processamento)

·         E O MAIS IMPORTANTE: respeitar o tempo de descanso (ir para o corpo – fazer atividades corporais como yoga, lian gong, tai-chi), meditar, esvaziar a mente, viver!



E depois de tudo isso, espero que consumir meus conteúdos continue fazendo sentido pra você.

Espero que o canal do telegram seja como um grande inventário, uma biblioteca que você pode consultar sempre que quiser (e não “mais um conteúdo” pra encher você e sua cabeça de informações que não vão ser postas em prática).


Desejo do fundo do meu coração que vocês fiquem bem! 

Eu vou fazer meu dever de casa por aqui.


Por: DRAJULIANAGABRIEL -  Saúde Integral (visão holística da saúde)