sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Não existe o impossível !


Voce já imaginou se Cristovão Colombo não tivesse coragem, não fosse aventureiro e, acima de tudo, visionário ? Se Santos Dumont pensasse que apenas os pássaros podiam voar ? ou Grand Bell pensasse que comunicação podia ser feito apenas com sinais de fumaça ? E o que dizer do inventor do fax ? do Computador ? da Internet ? do Celular ?
Ainda bem que eles existiram, bem como milhares de outros homens e mulheres corajosas que fizeram e ainda fazem alguma coisa pelo nosso mundo, com inovações, com invenções, com criatividade.
Se voce pensa que transformar tudo isso e podermos usufruir nos dias de hoje foi fácil.... bem, voce está muito enganado... houve dedicação, pesquisa, estudo, trabalho, trabalho e trabalho..
Há uma frase que diz: 1% de inspiração e 99% de transpiração.
Na sua vida tudo depende disso: muita transpiração e apenas um pouco de inspiração...
Seja o que for que voce pretende ser ou fazer daqui a alguns anos, comece o planejamento agora... se voce quer ter um milhão de dolares daqui a 10 anos... basta planejar... faça as contas... veja o quanto pode guardar por mês... faça um excelente investimento... e comece AGORA a fazer do seu projeto uma realidade.
Na sua vida pessoal e profissional é a mesma coisa... muitas vezes nos acomodamos no mesmo emprego... na mesma empresa... com a mesma situação... veja se tudo isso vale a pena... veja se é isso que voce quer da sua vida...
Pergunte-se: o que eu tenho hoje vai ser o suficiente para os meus sonhos transformem-se em realidade ? Isso é possível ou não ? O que posso fazer para mudar isso ? Quais as atitudes que devo tomar para que os meus objetivos, meus sonhos, se transformem em realidade ?
Qualquer que seja o seu caminho não esqueça: nada vai cair do céu, voce terá que batalhar muito, mas muito mesmo, para que consiga realizar o que deseja.
Só precisa de uma coisa: SONHAR um sonho possível, afinal impossível não existe !
Wilson Giglio
Consultor em Gestão Empresarial

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eficiência e eficácia

1) EFICIÊNCIA é: fazer certo; o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.
2) EFICÁCIA é: a coisa certa; o resultado; o objetivo: aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão!

Estes são dois conceitos muitos antigos, mas implacavelmente atuais.

Principalmente nos dias de hoje não compreendê-los ou, o que é muito pior, confundi-los provoca, sem dúvida, grandes danos à performance e aos resultados.

As diferenças entre esses dois conceitos podem até parecer sutis, mas realmente são extremamente importantes. Peter Drucker, que dispensa apresentações, é enfático em afirmar: eficiência é fazer certo as coisas, eficácia são as coisas certas. E complementa: o resultado depende de “fazer certo as coisas certas”.

Permita-me apresentar cada um desses conceitos com alguns detalhes a mais:

EFICIÊNCIA é: fazer certo; é o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.

EFICÁCIA é: a coisa certa; é o resultado; o objetivo: é aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão.

Considerando-se o exposto vamos checar algumas percepções organizacionais muito naturais e... erradas!

Iniciando: qual a Missão da área de Treinamento? A resposta natural poderia ser: treinar pessoas; reciclar; desenvolver ou algo parecido. Certo? Não, errado! Percebam que as respostas estão representadas por verbos e dirige-se à ação, portanto refere-se a aquilo que se faz, ou à atividade ou o MEIO para se atingir o resultado. Este resultado, ou a chamada Missão poderia ser consignado como: PESSOAS APTAS às necessidades da organização! Este é o objetivo. A área de treinamento treina, ou desenvolve suas atividades para alcançar este resultado.
Porém, na prática utiliza-se, com freqüência o indicador de “homens/horas/treinamento” para medir o resultado de treinamento quando se está medindo, apenas, o seu esforço, ou seja, a sua eficiência no desenvolvimento da ação, mas não a sua eficácia. Afinal, qual foi o resultado desse esforço em treinamento?
Para ficar mais claro vamos a outro exemplo: Qual a Missão da área de manutenção de ar condicionado? Mais uma vez a resposta natural seria: consertar ar condicionado, que é uma resposta também errada. Consertar ar condicionado é o que a área de manutenção faz para alcançar a sua Missão que é: AR CONDICIONADO FUNCIONANDO!
O que isto quer dizer? Isto quer dizer que se provoca um grande desvio na qualidade da contribuição das pessoas fortalecendo-se a atividade muitas vezes distanciada do objetivo. Freqüentemente a área de manutenção de ar condicionado é medida pelo tempo que gasta consertando ar condicionado quando deveria ser medida pelo tempo que não gasta consertando, ou seja, pelo tempo de funcionamento do equipamento. Esta é a medida da sua eficácia.
Percebam então o enorme dano que esta situação causa nos resultado individuais e globais das organizações.
Ao se privilegiar as medidas que acompanham o esforço da realização pode-se perder a relação com o resultado desse esforço. Em nome disso muitas realizações dentro das organizações são, o que costumamos chamar de olhar o próprio umbigo, perdendo-se a avaliação do nível de agregação de valor aos objetivos da organização. E o que conta, cada vez mais, é exatamente o nível de agregação de valor de cada profissional, de cada departamento, de cada organização. Para isso é fundamental trabalhar-se com indicadores!
E este viés, infelizmente, ocorre em diversas áreas das empresas provocando um enorme desvio nos resultados e na agregação de valor dessas áreas e, das pessoas que se esforçam para atender as expectativas para o desenvolvimento dos negócios. Preciso reforçar que esta preocupação é função indelegável dos níveis de chefia das empresas!
Apenas como lembrete: novos conceitos são importantes para a modernização e desenvolvimento dos negócios, mas de nada adianta se não praticamos (ou entendemos) sequer os antigos.

Por Bernardo Leite Moreira  http://www.administradores.com.br/

Administração Estratégica

Enquanto ciência, a administração estuda as necessidades sócio-técnicas da organização, seu conjunto de diretrizes, cultura, processos, recursos e capital, possibilitando a realização de seu negócio de forma estruturada, integrada e consolidada.
Na concepção sistêmica, a administração é entendida como um mecanismo estruturador e articulador de processos e recursos empresariais para a consecução dos resultados almejados: geração de bens, lucro e promoção do bem-estar social.
A administração convencional enfoca o presente pela análise dos indicadores de desempenho e resultados dos processos responsáveis pela atual vantagem competitiva, enfim pela sustentação da organização, enquanto que a estratégica visa a vantagem competitiva futura para melhor posicionamente frente à concorrência, pelo desenvolvimento de competências de vanguarda.
Esses conceitos foram registrados no artigo “Administração – Evolução e Conceitos” neste sítio. Hoje daremos mais um passo no sentido de conceituarmos uma disciplina, um ramo do extenso corpo do conhecimento da Administração – A Administração Estratégica.

Definições:
“Administração estratégica é um conjunto de orientações, decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho superior de uma empresa longo prazo”, a saber:
• Análise profunda dos ambientes internos e externos.
• Formulação da estratégia (planej. estrateg. a longo prazo)
• Implementação da estratégia.
• Avaliação e controle.

Também é uma administração que, de forma estruturada, sistêmica ou intuitiva, consolida um conjunto de princípios normas e funções para alavancar harmonicamente o processo de planejamento da situação futura desejada da empresa como um todo e seu posterior controle dos fatores ambientais, bem como a organização e direção dos recursos empresariais de forma otimizada com a realidade ambiental e com a maximização das relações pessoais.
Resumidamente poderíamos conceituá-la com sendo a administração voltada a fortalecer as competências da organização com vistas a obtenção da vantagem competitiva ante à concorrência. Mas isto é muito pouco para vislumbrarmos todo o escopo nela contida. Então, começamos por fatorar o ambiente empresarial em suas duas grandes dimensões: a externa e a interna à empresa. No cenário externo estão os atores com os quais a organização se relaciona e outros, ainda, que a influenciam indiretamente: clientes, concorrentes, fornecedores, os agentes de governança (stakeholders), a sociedade, tecnologias, elementos conjunturais (economia, politica, meio-ambiente...), etc., enfim, eventos e processos sobre os quais a empresa não tem governança, mas que necessita conhecer o como, o por que e o quando dos acontecimentos que provocam ameaças ou possibilitam oportunidades para organização. Para maior compreensão, vide artigo “Inteligência Competitiva” neste sitio.
Neste ambiente, a organização só pode valer-se da inteligência nas inúmeras perspectivas: a inteligência do cliente, a inteligência do concorrente e a inteligência de mercado, pois como num jogo de xadrez, vence que consegue perceber antecipadamente os movimentos do oponente e aplica táticas eficazes de ataque.
Na dimensão interna temos a inteligência organizacional – o conhecimento que a organização tem de si mesmo - suas forças e fraquezas e neste sentido consegue implementar programas de aprendizagem e desenvolvimento de seu capital humano, posto que se traduz, nesta era do conhecimento, como o ativo de maior relevância (embora seja um passivo!).

A administração estratégica se ocupa com o futuro da organização, assumindo uma filosofia da adaptação, buscando como resultado a efetividade por meio da inovação ou diversificação visando o desenvolvimento sustentado com atitudes pró-ativas (auto-estimulação...) com posturas de crescimento (conjuntura de oportunidades x fraquezas) ou de desenvolvimento (conjuntura de oportunidades x forças).

Seu grande foco é a estruturação da organização com o objetivo de instalar as condições exigidas no esforço de um planejamento estratégico que promoverá a organização à níveis de maior competitividade e conseqüente vantagem no mercado de inserção. Começando com as premissas básicas (negócio, missão, visão, objetivos permanentes), diretrizes, políticas, análise do ambiente externo (oportunidades, fraquezas, concorrência...), do ambiente interno (forças, fraquezas), enfim todas as variáveis relevantes para a formulação do plano estratégico.
A elaboração do projeto reveste-se importância capital, pois uma parcela significativa na realização de planos estratégicos redunda em fracasso por projetos desestruturados. Atualmente, a metodologia do PMI (Project Management Institute) é tida como a de maior eficácia no desenvolvimento de projetos e o BSC (Balanced Scorecard) se apresenta como a ferramenta mais utilizada na orientação e implementação do planejamento.
O administrador estratégico é o responsável por criar um clima organizacional propício para a implementação do plano a partir do envolvimento da alta-administração e lideranças intermediárias, criando sincronia, sintonia e sinergia em todos os envolvidos no processo, o que somente ocorrerá com a clara comunicação dos benefícios almejados, uma vez que empreitadas de longo prazo tendem a perder foco e força com o passar do tempo.
A escalada dos objetivos ensejados exige monitoramento constante e conseqüente correção e reorientação do plano (orientações emergentes), esta etapa de controle – o PDCA (plan-do-check-act) é parte integrante e importante em qualquer esforço de planejamento.

Wagner Herrera é Pós-graduação em Administração Estratégica no IESC- Instituto de Ensino Superior Camões (Ctba-PR) -http://www.portaldomarketing.com.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

História e Evolução da Administração

Vamos falar um pouco sobre a história da Administração. Seu surgimento, evolução e idéias durante o passar dos anos. Como era e como se entende hoje a Profissão de Administrador de Empresas.
A história da Administração surgiu a muitos séculos atrás, mais precisamente no ano 5.000 A.C., na Suméria, quando seus antigos habitantes procuravam uma maneira para melhorara resolução de seus problemas práticos, então surgi a arte e o exercício de administrar.
Depois no Egito, Ptolomeu planejou e dimensionou um sistema econômico que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração publica sistêmica e organizada. Em seguida, na China de 500.A.C., a necessidade de se ter um sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com 8 (oito) Regras de Administração Publica de Confúcio, exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração, (1-O Alimento, 2- O mercado, 3- Os Ritos, 4- O Ministério do Emprego, 5- O Ministério da Educação, 6- A administração da Justiça. 7- A Recepção dos Hospedes, 8- O Exército).
Apontam-se ainda outras raízes históricas. As instituições otomanas, pela forma como eram administrados seus grandes feudos. Os prelados católicos, (Prelado é a autoridade eclesiástica que, na Igreja Católica, tem o encargo de governar ou dirigir uma Prelatura ou Prelazia. É o ordinário da Prelatura,designam-se, além do Romano Pontífice, os Bispos diocesanos e os outros),já na Idade Média, destacando-se como administradores natos.
Na Alemanha e na Áustria, de 1550 a 1700, através do aparecimento de um grupo de professores e administradores públicos chamados de Fiscalistas ou Cameralistas. Os mercantilistas ou fisiocratas franceses,valorizavam a riqueza física e o Estado, pois ao lado das reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática, especialmente no setor público.
Na evolução histórica da administração, duas instituições de destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares.
A Igreja pode ser considerada uma organização mais formal, mais eficiente da civilização Ocidental. Através dos séculos vem mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre o comportamento pessoal de seus fiéis.
As Organizações Militares, evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas as empresas da atualidade.
O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração ocorreu no final do séculos XVIII e se estendeu o longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se REVOLUÇÃOINDUSTRIAL.
A revolução Industrial teve inicio na Inglaterra, com a invenção da maquina a vapor por James Watt, em 1776. A aplicação da maquina a vapor no processo de produção provocou um enorme surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda Europa e Estados Unidos. A revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas: a primeira fase de 1780 a 1860. É a revolução do carvão, como principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A segunda fase de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade e derivados de petróleo, como as novas fontes de energia, e do aço, como a nova matéria prima.
E a moderna administração surgiu em resposta as duas conseqüências provocadas pela Revolução Industrial:
a-) Crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração cientifica capaz de substituir o empirismo e a improvisação;
b-) necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.

O difícil é precisar até que pontos os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do inicio da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.
No inicio do século XX, surge FREDERICK W. TAYLOR, engenheiro americano, que apresentou os princípios da ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA e o estudo da ADMINISTRAÇÃO como CIÊNCIA.
Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos, a máxima produção com o mínimo de custo seguindo os princípios da seleção cientifica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da supervisão e da ênfase na eficiência. Talvez, surge aí, isso segundo o meu entendimento, também as relações humanas, onde o bem estar dos trabalhadores era um dos fatores para o bom funcionamento da organização e o alcance dos objetivos traçados por ela.
Nas considerações da ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA de Taylor, a organização é comparada a uma máquina, que segue um projeto pré-definido; o salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários; a organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado; a qualificação do funcionário passa a ser supérflua em conseqüência da divisão de tarefas que são executadas de maneira monótona e repetitiva e finalmente, a administração cientifica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas.
Em 1911, Taylor publicou um livro considerado como a bíblia dos organizadores do trabalho: PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA, que tornou-se um Best Seler no mundo inteiro.
Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagraram uma febre de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL, ocorrido ao longo do pós- guerra.
Propostas básicas de TAYLOR, as 5 funções essenciais da GERENCIA ADMINISTRATIVA:
1-Planejar - Estabelece os objetivos da empresa, especificando a forma como estes vão ser alcançados. Parte de uma sondagem do futuro, desenvolvendo um plano de ações para atingir as metas traçadas. É a primeira das funções, já que servirá de base diretora à operacionalização das outras funções.
2-Comandar - Faz com que os subordinados executem o que deve ser feito. Pressupõe-se que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, ou seja, que a forma como administradores e subordinados se influenciam esteja explícita, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objetivos definidos.
3-Organizar - É a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam humanos, financeiros ou materiais, alocando-os da melhor forma segundo o planejamento estabelecido.
4-Controlar-Estabelecer padrões e medidas de desempenho que permitam assegurar que as atitudes empregadas são as mais compatíveis com o que a empresa espera. O controle das atividades desenvolvidas permite maximizar a probabilidade de que tudo ocorra conforme as regras estabelecidas e ditadas.
5-Coordenar - A implantação de qualquer planejamento seria inviável sem a coordenação das atitudes e esforços de toda a empresa, almejando as metas traçadas.
Apesar das decorrências negativas para a classe trabalhadora, que as propostas de TAYLOR acarretaram não se pode deixar de admitir que, elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.
Paralelo aos estudos de TAYLOR, HENRI FAYOL que era francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto altos executivos europeus estudavam os métodos de TAYLOR, os seguidores da, ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA, só deixaram de ignorar a obra de FAYOL quando ela foi publicada nos USA. O atraso na difusão generalizada das idéias de FAYOL fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios. FAYOL relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de TAYLOR, são eles:
1-Divisão do trabalho - Especialização dos funcionários desde o topo da hierarquia até os operários da fábrica, assim, favorecendo a eficiência da produção aumentando a produtividade.
2-Autoridade e responsabilidade - Autoridade é o direito dos superiores darem ordens que teoricamente serão obedecidas. Responsabilidade é a contrapartida da autoridade.
3-Unidade de comando - Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe, evitando contra-ordens.
4-Unidade de direção - O controle único é possibilitado com a aplicação de um plano para grupo de atividades com os mesmos objetivos.
5-Disciplina - Necessidade de estabelecer regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. A ausência de disciplina gera o caos na organização.
6-Prevalência dos interesses gerais - Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais.
7-Remuneração - Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.
8-Centralização - As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.
9-Hierarquia - Defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.
10-Ordem - Deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.
11-Eqüidade - A justiça deve prevalecer em toda organização, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.
12-Estabilidade dos funcionários - Uma rotatividade alta tem consequências negativas sobre desempenho da empresa e o moral dos funcionários.
13-Iniciativa - Deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.
14-Espírito de corpo - O trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para que defendam seus propósitos.
As cinco funções essenciais da gerencia administrativa defendida por TAYLOR, já conhecidas e estudadas nas escolas de administração, são os fundamentos da TEORIA CLASSICA defendida por FAYOL. Essa teoria considera: a obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a manipulação dos trabalhadores, que semelhante a ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA, desenvolvia princípios que buscavam explorar os trabalhadores.
Traçando um paralelo entre a ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA ,de TAYLOR e a ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA de FAYOL conclui-se que:
-Enquanto Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol estudava a empresa privilegiando as tarefas da organização.
A ênfase dada por TAYLOR era sobre a adoção de métodos racionais e padronizados e máxima divisão de tarefas, enquanto FAYOL enfatizava a estrutura formal da empresa e a adoção de princípios administrativos pelos altos escalões.
Na história da evolução da ADMINISTRAÇÃO não podemos esquecer uma contribuição muito importante que foi a de ELTON GEROGE MAYO, criador da TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940 nos USA e mais recentemente com novas idéias com o nome de TEORIA DO COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL. Foi basicamente o movimento de reação e oposição a TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA, com ênfase concentrada nas PESSOAS.
Teve como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a administração, o desenvolvimento das ciências humanas (psicologia e sociologia), as idéias da filosofia pragmática de JOHN DEWEY e da psicologia DINAMICA DE KURT LEWIN e as conclusões do Experimento de HAWTHORNE, já estudado e discutido nas escolas de administração.
Em 1932, quando essa experiência foi suspensa j[a estavam definidos os princípios básicos da Escola de RELAÇÕES HUMANAS, como: nível de produção como resultado da integração social, o comportamento social do empregado, a formação de grupos informais, as relações interpessoais, a importância do conteúdo do cargo e a ênfase nos aspectos emocionais.
A partir de 1950 foi desenvolvida a TEORIA ESTRUTURALISTA, preocupando-se em integrar todas as Teorias das escolas acima, que teve inicio com a TEORIA DA BUROCRACIA DE MAX WEBER, que se baseia na racionalidade, na adequação dos meios aos objetivos, para que se tenha o máximo de eficiência.
Convém ainda mencionar a TEORIA DE SISTEMAS, desenvolvida a partir de 1970, que passou a abordar a empresa com um sistema aberto em continua interação com o meio ambiente que o envolve, e a TEORIA DA CONTINGENCIA, desenvolvida no final da década de 1970. Para essa teoria a empresa e sua administração são variáveis dependentes do que ocorre no ambiente externo, a medida que o meio ambiente muda, também ocorre mudanças da empresa e na sua administração. O chamado Fator externo.
Assim sendo para encerrar os princípios fundamentais das teorias de TAYLOR, FAYOL, MAYO e WEBER foram e serão sempre os pilares da evolução e desenvolvimento da ciência da ADMINISTRAÇÃO, que vem motivando e impulsionando os estudos, pesquisas, trabalhos e obras de seus seguidores até nossos dias.
Neste relato, tentei ser o mais claro possível tentando transmitir e comparar algumas das mais conhecidas teorias sobre a ciência da administração. Espero que dissipem as duvidas de jovens profissionais, que estão inseguros sobre a carreira a seguir. Administração envolve, não só as empresas como também as pessoas que fazem parte delas, as relações internas entre funcionários, as relações externas e as influências que o ambiente e a globalização exercem sobre elas.

Autor: NBDESOUSA - DM. de Empresas. Cursos de Atualização Pela: F.G.V - EM: ÉTICA - RECURSOS HUMANOS -ADM ESTRATÉGAICA - http://www.artigonal.com/administracao

HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL.

(*) O símbolo da Administração

  É importante conhecermos um pouco a história da Administração no Brasil e os precursores da luta de torná-la reconhecida.

A história da ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL iniciou-se em 1931, com a fundação do INSTITUTO DA ORGANIZAÇÃO RECIONAL DO TRABALHO - IDORT, que contava com o Prof. Roberto Mange, suíço naturalizado, na sua direção técnica.

Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo do Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP, foi fundado pelo Dr. Luiz Simões Lopes. Por este órgão foi criada a Escola de Serviço Público que enviava técnicos de administração aos USA para a realização de cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese.
Os conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes especialistas, no seu retorno ao país, fez deles pioneiros da Administração no Brasil, como profissão. Novamente sob orientação do Dr. Luiz S Lopes, em 1944, foi criada a FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, mantenedora da EASP- Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Junto com o DASP, foi criado o cargo exclusivo de Técnico em Administração, hoje Administrador.

Sentia-se a necessidade de institucionalizar com urgência a profissão do Administrador, como forma de preservar o mercado de trabalho para os que já atuavam na Administração Pública e para os egressos daquelas escolas, bem como defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na maioria das vezes despreparadas.

Mas, institucionalizar uma profissão não era tarefa fácil e a estratégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA – Associação Brasileira de Técnicos de Administração, em 19-11-1960, que tinha como símbolo o hexágono.

A entidade recém criada começou a desenvolver esforços com vistas à preparação de um projeto de lei que institucionalizasse a profissão de Administração. É justo salientar que houve inestimável colaboração do Prof. Alberto Guerreiro Ramos, Técnico em Administração das DASP, na época DEPUTADO FEDERAL, na aprovação do projeto, ele foi apoiado pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que, à reação de poderosas forças contrarias, pediam pelo veto.


  • Com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a lei n º 4769, que foi sancionada em 09-09-1965, pelo presidente da República na época, Humberto de Alencar Castelo Branco.


Para sua implantação dessa Lei, o Ministério do Trabalho nomeou uma Junta Federal presidida por Ibany da Cunha Ribeiro, aliada à ABTA, presidida por A Nogueira de Faria, que forneceu sua estrutura e seus recursos materiais e humanos, implantando assim os Conselhos Regionais de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Entre aqueles que exerceram o cargo de Técnico de Administração no DASP, além dos acima citados podemos ainda mencionar, Celso Furtado e Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários cargos naquela repartição pública, dentre eles o de Diretor Geral em 1967 e1968.


  • BELMIRO SIQUEIRA é o Patrono dos Administradores de Empresas, titulo que lhe foi outorgado "pós- mortem" e dá nome ao concurso nacional anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: Premio BELMIRO SIQUEIRA DE ADMINSITRAÇÃO.


Administrador, professor, consultor assessor governamental, colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação.
Autor de vários trabalhos sobre Administração, ele foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e Vice-Presidente do CFA, até 28-11-1987, data de seu falecimento. Ocasião em que se encontrava no exercício da Presidência do CFA. Mineiro de Ubá, nascido em 22-10-1921.

TornA-se imperativo, exaltar a valiosa e decisiva contribuição do Administrador Belmiro Siqueira, cujo talento, profissionalismo e dedicação à categoria, ficarão para sempre marcados nos anais da história da ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL.

Os profissionais de administração de empresas eram denominados, na época, Técnicos de Administração, o que transmitia uma conotação de formação escolar de nível médio.
Mais de 2 anos após a publicação dessa Lei, ela foi regulamentada através do Decreto 61.934 de 22-09-1967.

Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional: CFTA, com a missão de trabalhar pela afirmação da existência e fixação da profissão de Administrador de Empresas no macro sistema sócio, jurídico econômico nacional.

Começaram a ser criados Conselhos Regionais nas diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema CFA/CRAs, com a finalidade de difundir e consolidar a missão do órgão maior CFTA da categoria, com abrangência e autonomia nas diversas regiões do país.

Por foca da lei Federal de n º 735, de 13-06-1985, foi mudada a denominação de Técnico de Administração para ADMINISTRADOR, após uma vibrante campanha em 1983, coordenada pelo CRA-SP que levou reivindicações ao Ministério do Trabalho, de todas as instituições do país ligadas ao campo administrativo, universidades, faculdades, associações profissionais, sindicatos, além de milhares de profissionais e apoio de centena de Câmaras Municipais.

Iniciou-se um novo tempo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da Administração, como Ciência e como Profissão. A tecnologia moderna aliada a cientistas, pesquisadores e professores, com seus mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é necessário, proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contesto ou situação na vida das pessoas, empresas ou entidades.

Depois da leitura desse texto, podemos concluir que houve uma larga batalha para a regulamentação da profissão de Administrador, onde se envolveram profissionais e organizações, provando que existe, e é real, a necessidade deste profissional dentro das empresas.

Texto extraído do original da autora: Adm. Lucinda Pimental Gomes - http://www.artigonal.com/

(*) O símbolo da Administração

O símbolo significa o Administrador na Organização. As setas apontando para dentro mostram que devemos olhar para a Organização e entendê-la a fim poder administrar melhor. As que apontam para fora indicam que nossa abordagem não deve ser unicamente focada na Organização, mas considerar também o ambiente em que ela está inserida e como este a afeta, positiva ou negativamente.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Zona de conforto X Proatividade

Para correr riscos, basta estar vivo. Esta frase, na verdade, trata das situações a que somos submetidos involuntariamente, como os riscos naturais do relacionamento com a sociedade e com o ambiente em que vivemos. Por outro lado, temos aqueles casos de certa forma controláveis, que permeiam nossa vida desde os primeiros anos e nos quais podemos influenciar ativamente.
A capacidade de fazer escolhas ou tomar decisões é um grande instrumento que possuímos e que pode ser usado para moldar o nosso futuro, mas a própria trajetória da vida, marcada por desilusões, frustrações e derrotas, pode inibir nossas atitudes e quando percebemos em um dado momento que alcançamos uma certa estabilidade, fechamos as janelas para novas visões do mundo, para as inovações.
No entanto, “quem não tem audácia e disciplina pode alimentar grandes sonhos, mas eles serão enterrados nos solos da sua timidez e nos destroços das suas preocupações. Estará sempre em desvantagem competitiva” (Augusto Cury, 2004).
“É necessário estarmos prontos para correr riscos, o que muita gente não quer porque isso implica na saída da zona de conforto. Infelizmente, ficar na zona de conforto é o grande mal do ser humano, pois, apesar de ser a sensação mais gostosa e aparentemente segura, contribui para a estagnação, impedindo o nosso crescimento, tornando-nos vulneráveis às adversidades do dia-a-dia” (Antonio Braga, 2007).
O que alguns chamam de conformismo, na psicologia é denominado Psicoadaptação, fenômeno que se estabelece quando o indivíduo se psicoadapta a ambientes, objetos ou situações, o que gera sentimentos de frustração e desmotivação. Na sua forma positiva, este fenômeno resulta na busca do novo, na criatividade, quebra de paradigmas, etc.
Nas empresas, as mudanças sempre provocam reações das mais variadas. Na maioria das vezes são vistas com desconfiança, insegurança e até mesmo medo, principalmente pelos subordinados. “A maioria das pessoas em um grupo sempre procura manter o status quo. Sempre tentam deixar a situação como está, mesmo que esteja ruim. Mudanças nunca são muito bem-vindas, mesmo quando é para melhor” (Conrado Vaz, 2007).
Algumas ações precipitadas podem ser prejudiciais, não se deve deixar de ponderar, em qualquer situação, analisar os prós e os contras. No entanto, é importante que tenhamos atitude para assumirmos as rédeas de nossas vidas de forma efetiva.
Os ambientes acadêmico e profissional oferecem boas oportunidades para sairmos da estagnação, seja nos trabalhos em grupo, na participação em projetos ou nos debates em sala de aula e reuniões.
Tudo à nossa volta se encontra em mutação constante. É preciso observar as mudanças, ter consciência desta necessidade para não sermos sufocados pelas novidades ou pelos concorrentes, os quais podemos observar onde quer que estejamos.
“As escolhas de hoje são fundamentais para a construção saudável da nossa vida. Percebemos isso claramente no nosso dia a dia, seja no campo pessoal, seja no campo profissional” (Fernando Viana, 2005).
Vamos sair da zona de conforto, sejamos proativos. O mundo é feito de idéias e está de braços abertos para nós, cada um com a sua parcela
Renato Lima - http://admparaleigos.blogspot.com

A meritocracia é boa para empresas e funcionários?

Vivemos, nos dias atuais, na sociedade do conhecimento e da hiperconcorrência! E um dos maiores desafios para as empresas e trabalhadores, daqui por diante, é desenvolver formas de convivência harmoniosa que possibilitem a permanência e retenção dos profissionais.
Entre os sistemas utilizados há muitos anos pelas empresas para avaliação, aperfeiçoamento e premiação dos seus funcionários, está a meritocracia: um modelo e sistema de avaliação, reconhecimento e compensação das pessoas, onde o mérito pessoal e profissional, fundamentado num conjunto de habilidades, determina a hierarquia e o grau de responsabilidade nas organizações de tal forma que os mais aptos são escolhidos e promovidos conforme o desempenho e realizações.
Atuo como headhunter há mais de 25 anos e posso afirmar: estamos migrando de modelo uma sociedade industrial, onde havia hierarquias e lideranças definidas e preestabelecidas, para um novo modelo de sociedade que se comporta e age na forma de uma enorme teia de informações, distribuída e conectada em rede. Há propósito, vale a pena conhecer o ensaio sobre Da Sociedade Industrial à Sociedade em Rede no link: http://www.slideshare.net/MaristelaMoura/da-sociedade-industrial-sociedade-em-rede-8538889

Sociedade do conhecimento cria nova geração de trabalhadores
Uma das questões que as empresas estão debatendo são os novos talentos formados pela geração denominada Y, que vêm substituindo os diversos níveis de trabalhadores, e que trazem perspectivas e expectativas totalmente diversas daquelas que até então eram comuns às empresas. Segundo o Wikipedia “A Geração Y, também chamada geração do milénio ou geração da Internet é um conceito em Sociologia que se refere aos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z. Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica”.

Geração mal acostumada e bem-sucedida
Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados "smartphones", para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores.

Empatia é vital para boa meritocracia
Segundo estudiosos, uma das premissas para a uma boa aplicação da meritocracia é a capacidade de se colocar no outro, ou seja, a empatia. Questiona-se a capacidade da geração Y de se colocar no lugar do outro, exercício fundamental não apenas no mundo corporativo. Esses novos executivos são extremamente talentosos e inquietos, têm comportamento atípico no ambiente de trabalho. Não conseguem se manter subordinados a qualquer forma de comando que lhes exija atitudes de rotina. São extremamente ávidos por novos conhecimentos (que também são descartados mais rapidamente ainda).

Grandes corporações adotam a meritocracia.
A meritocracia é um sistema usado, com maior frequência por grandes empresas, em geral multinacionais, na gestão do capital humano ou talentos. É recomendável que a empresa tenha um plano estratégico e desdobramento claro de metas com indicadores de desempenho a médio prazo, pelo menos. As competências e o alinhamento cultural são indispensáveis no tema meritocracia.

Periodicamente ou rotineiramente, isso deve ser avaliado. Um sistema de avaliação eficiente e critérios muito transparentes são a chave da meritocracia.

Fortalecimento de políticas de governança e transparência.
 
 Há quem afirme que a meritocracia é precária na sociedade brasileira e nós somos omissos em relação a ela. É como se a geração Y não gostasse de hierarquia, seria muito difícil que ela não seja adepta da meritocracia. As nossas recomendações, especialmente quando atuamos como Consultores em Capital Humano, é a de fortalecimento de políticas de governança corporativa e transparência mediante a adoção ética dos princípios. Acredita-se, pela primeira vez na história das organizações, é o talento que vai definir as novas relações com a empresa. E isso é uma revolução: daí estudiosos acreditarem que meritocracia não é um estado, mas um ideal que deve ser perseguido constantemente. 

Fonte: Bem Paraná - Curitiba/PR- Portal www.cmconsultoria.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

10 dicas para você se proteger de criminosos nas redes sociais

Nem todo mundo está preparado para mergulhar nesses espaços de forma segura

As redes sociais já assumiram um papel de quase onipresença em nossas vidas e isso não há como negar. No entanto, nem todo mundo está preparado para mergulhar nelas de forma segura. Nesse sentido, com o objetivo de informar e conscientizar sobre como utilizar de modo seguro estas plataformas, a ESET América Latina lançou o seu Guia de Segurança para Redes Sociais.
"Segundo o último estudo da InSite Consulting, a América Latina é a região com o maior percentual de uso de redes sociais no mundo, atingindo 95%. Com a crescente tendência dos ciber hackers de usarem as redes sociais como um meio para as suas ações maliciosas, torna-se vital para o usuário estar protegido e contar com um ambiente seguro ao utilizar as redes sociais", disse Federico Pacheco, Gerente de Educação e Pesquisa da ESET América Latina.

Confira abaixo as 10 principais recomendações oferecidas pelos especialistas da ESET para você se proteger dos ataques cibernéticos:

1 – Não entrar em links suspeitos: evite clicar em hiperlinks ou links a partir de fontes duvidosas para prevenir o acesso a sites que contenham as ameaças cibernéticas. Lembre-se que esses links podem estar presentes em um e-mail, um bate-papo ou uma mensagem em uma rede social.

2 – Não acessar sites de reputação duvidosa: através de técnicas de Engenharia Social, muitos sites promovem-se com informações que podem chamar a atenção do usuário - como descontos em compras de produtos (ou até mesmo oferecê-los gratuitamente) ou materiais exclusivos de notícias da atualidade, material multimídia, etc. Recomenda-se estar ciente destas mensagens e evitar acessar sites com estas características.

3 – Atualizar o sistema operacional e aplicativos: é sempre recomendável manter atualizadas as últimas correções de segurança e software de sistema operacional para evitar a propagação de ameaças através das vulnerabilidades que o sistema possa ter.

4 – Aceitar somente contatos conhecidos: tanto os clientes de mensagens instantâneas, como os de redes sociais, a recomendação é aceitar e interagir apenas com os contatos conhecidos. Desta maneira, o acesso aos perfis criados por hackers para se comunicar com as vítimas e expô-las a diversas ameaças será impedido.

5 – Download de aplicativos a partir de sites oficiais: é recomendável sempre fazer download de aplicativos via sites oficiais. Isto é porque muitos sites simulam oferecer programas populares que são alterados, modificados ou substituídos por versões que contêm algum tipo de malware e descarregam o código malicioso no momento em que o usuário instala o sistema.

6 – Evitar a execução de arquivos suspeitos: a propagação de malware geralmente é realizada através de arquivos executáveis. É aconselhável evitar a execução de quaisquer arquivos a menos que você conheça a procedência de sua segurança e sua fonte seja confiável.
7 – Utilizar tecnologia de segurança: as soluções antivírus, firewall e antispam representam as aplicações mais importantes para a proteção do computador contra as principais ameaças que se propagam via internet. O uso dessas tecnologias reduz o risco e a exposição diante as ameaças.

8 – Evitar inserir informações pessoais em formulários questionáveis: quando o usuário se depara com um formulário web que contém campos com informações sensíveis (por exemplo, nome de usuário e senha), o ideal é verificar a legitimidade do site. Uma boa estratégia é verificar o domínio e o uso do protocolo HTTPS para garantir a confidencialidade das informações.

9 – Tomar cuidado com os resultados demonstrados pelos sites de busca: através de técnicas Black Hat SEO, os hackers costumam classificar seus sites entre os primeiros lugares nos resultados de pesquisas, especialmente em casos de pesquisas de palavras-chaves muito utilizadas pelo público. Diante de qualquer uma dessas buscas, o usuário deve estar ciente dos resultados e verificar em qual site está sendo vinculado.

10 – Utilizar senhas fortes: é recomendável o uso de senhas fortes, com diferentes tipos de caracteres e não inferior a oito caracteres.

"Sem dúvida as redes sociais são um recurso valioso para os internautas. Para usá-las com segurança, é recomendável não subestimar aos hackers e aprender a usar corretamente as ferramentas tecnológicas, configurá-las de modo adequado e fazer uma navegação pela internet de maneira responsável", concluiu Sebastian Bortnik, Coordenador de Awareness & Research da ESET América Latina.

Por Redação: www.administradores.com.br