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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Trabalho Não Tem Que Ser Sinônimo de Sofrimento

O trabalho é encarado ainda, por muitos, como uma fonte de sofrimento, de tortura; algo que é feito única e exclusivamente como uma obrigação. Encarar sua atividade desta forma traz enormes prejuízos e “rouba” um percentual significativo do seu tempo, da sua vida, da sua realização pessoal. 

Trabalho e sofrimento já estiveram intimamente relacionados. A própria origem da palavra trabalho (tripálio/tripalium) mostra isso. 

  • Tripálio (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripálio. 
É comumente aceito, na comunidade linguística, que esses termos vieram a dar origem, no português, às palavras "trabalho" e "trabalhar", embora no sentido original o "trabalhador" seria um carrasco, e não a "vítima", como hoje em dia. (Wikipedia).
Ao longo da história o conceito de trabalho foi se alterando e tendo uma diferença de percepção pela sociedade. Trabalho já foi associado à escravidão, já foi uma atividade feita somente por aqueles que não tinham posse, já foi associado à falta de liberdade. 

Talvez, depois do século XIV (na época do Renascimento) o trabalho começou a se moldar como algo mais parecido com o conceito que temos hoje. Ele passou a ser visto como uma atividade fim, que possibilitava crescimento pessoal. 

Entretanto, se analisarmos apenas algumas poucas gerações (no meu caso, vou citar da época dos meus avós para cá) algumas mudanças parecem nítidas. A sensação é de que essa associação entre trabalho, satisfação pessoal e felicidade é bem recente.

  • Para nossos avós e talvez até para nossos pais trabalho e felicidades não tinham associação. Trabalhava-se porque era necessário, a felicidade estava fora do ambiente de trabalho. 
Não é à toa que há alguns anos muitos tinham como foco “apenas” prestar um concurso público, pois isso garantiria o futuro... Afinal para que algo melhor do que a estabilidade financeira? Esse era o discurso.  
Convivo diariamente com jovens graduandos em sala de aula e hoje o discurso não é trabalhar tendo como foco apenas ganhar dinheiro; a satisfação pessoal, o fazer uma atividade que gere prazer é um dos objetivos. É muito mais comum hoje ver jovens com a ideia de que o trabalho tem que ser uma coisa que a gente gosta, que a gente tem que ser feliz fazendo.  

  • E vejo isso com bons olhos, afinal, se passamos quase um terço das nossas vidas trabalhando, isso não pode representar um sofrimento. 
Pessoas que encaram o trabalho sob um aspecto negativo e apenas como uma obrigação, deixam escapar a chance de uma realização pessoal plena.
Portanto, considerando as diferentes formas de perceber o trabalho, podemos encará-lo de modos distintos: algo que nos deixa feliz, como algo indiferente e como um fardo pesado (fonte de sofrimento). Felicidade tem uma relação direta com engajamento e isso se reflete diretamente nas empresas. Segundo um levantamento da Gallup (www.gallup.com), quase 90% dos funcionários das empresas pelo mundo não estão engajados no seu trabalho. Ou seja, num grupo de 10 pessoas, apenas 1 está engajado e motivado com o que faz. E o pior de tudo é que dos 9 que não estão engajados, aproximadamente, 2 estão literalmente sabotando a empresa onde trabalham.

  • Segundo uma definição de dicionário, o verbo "engajar" tem origem francesa e significa "empenhar-se em dada atividade ou empreendimento".
E no meio organizacional engajamento é, certamente, um dos pilares. Afinal de contas, qual empresa não quer cada vez mais seus trabalhadores empenhados nas atividades, apaixonados pelo negócio, comprometidos com a empresa e alinhados com os seus valores e princípios?

Este estudo da Gallup sobre engajamento dividiu as pessoas em três categorias distintas:

Engajados: São funcionários leais e comprometidos com a organização. Apresentam maior produtividade e tendem a ficar com a empresa durante mais tempo. Eles trabalham com paixão e sentem uma ligação profunda com suas empresas. Têm como característica a capacidade de inovação e ajudam a mover a empresa adiante. 
Não Engajados: São funcionário que podem ser produtivos, mas não têm uma ligação psicológica com a empresa. Têm maior propensão a faltar o trabalho e a se desligar da empresa. São profissionais que podem colocar algum esforço, mas não colocam energia ou paixão nas atividades. 

  • Ativamente Desengajados: Funcionários fisicamente presentes, mas com a cabeça fora da empresa. São infelizes com a sua situação no trabalho e procuram transmitir essas infelicidade para os demais colegas. Acabam, de alguma forma, minando o trabalho daqueles mais engajados.
Claro que esse engajamento não tem a ver somente com pessoas que, muitas vezes, se direcionam a fazer algo que não as deixam felizes e realizadas. Segundo levantamento da FGV as empresas têm uma parcela de culpa nesse cenário: cargas excessivas de trabalho, metas inatingíveis, ociosidade, relações superficiais entre empresa e funcionários (sob o aspecto humano), autoritarismo. 

Eu particularmente tive a chance e fiz uma escolha de poder trabalhar com aquilo que gosto. Isso é o que me dá força e motivação para exercer minha atividade. Sou grato por poder aliar trabalho e felicidade. E é isso que procuro dar como conselho para meus alunos: 

  • faça aquilo que você gosta, não deixe seu trabalho se tornar um fardo pesado na sua vida.
Tenho exemplos do meu lado de pessoas que mudaram várias vezes de atividade por que não se sentiam realizadas e felizes. E hoje, fazem o que gostam, de uma forma muito mais engajada. E engajamento e felicidade, juntos, maximizam até mesmo a chance de crescimento profissional.

Claro que não é algo simples, cada um tem sua vida e conhece a sua realidade, mas acho que essa é uma ideia que vale a pena: busque sua felicidade também no trabalho. Nunca acredite que trabalho e satisfação pessoal são conceitos que precisam conviver separados.  
Por: Patrick Pedreira - https://www.linkedin.com 

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