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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pensamento Sistêmico

Definições de sistema:
Um sistema (do grego sietemiun), é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. É uma definição que acontece em várias disciplinas, como biologia, medicina, informática, administração. 

Vindo do grego o termo "sistema" significa "combinar", "ajustar", "formar um conjunto". (Wikipédia)
Sistema: “Conjunto de elementos (concretos ou abstratos) interligados e que funciona como um todo estruturalmente constituído para um propósito”. (Dic. Aulete Digital) - Exemplos: sistema educacional, sistema bancário, etc.
O livro “A Quinta Disciplina” de P. Senge (2008) tornou público o conceito e técnicas sobre o pensamento sistêmico. O Autor é “... altamente crítico com relação á administração tradicional, desafiando a própria possibilidade de os gerentes poderem ‘controlar’ de alguma forma um sistema humano complexo, e argumentando que a maioria das intervenções piora ainda mais as coisas, em vez de melhorá-las”.
Conceituações do Autor sobre pensamento sistêmico:
“O pensamento sistêmico é um quadro de referência conceitual, um conjunto de ferramentas desenvolvidos ao longo dos últimos cinquenta anos para estabelecer os padrões como um todo e ajudar-nos a ver como modificá-los efetivamente.” 
“Chamo o pensamento sistêmico de a quinta disciplina porque ele á pedra fundamental conceitual subjacente a todas as cinco disciplinas descritas neste livro”, (p.100), quais sejam: Domínio pessoal, Modelos mentais, Visão compartilhada e Aprendizagem em equipe, que juntas estruturam as competências do corpo gerencial, pois segundo A. De Geus “... A empresa mais bem sucedida... será a organização que aprende. A capacidade de aprender mais rápido do que seus concorrentes pode ser a única vantagem competitiva sustentável”.
Os sistemas sofrem influências de dois tipos básicos de processos, que provocam interferências em seu estado: o primeiro é o Processo de Feedback de Reforço, qual seja os propulsores do crescimento ou espiral de reforço, que atua como incrementador das variáveis do sistema; o segundo é o Processo de Feedback de Equilíbrio que provoca a estabilização.
Para materializarmos melhor, suponhamos dois círculos de ações, como no símbolo do algarismo ‘8’, um acima e o outro embaixo. No círculo superior estão as ações do Processo de Reforço e no de baixo, as do Processo de Equilíbrio. O Processo de Reforço sempre promove o crescimento, enquanto o de Equilíbrio tenta contê-lo.


O Processo de Reforço nem sempre é benéfico, haja vista a inflação, onde seu crescimento redunda em caos, necessitando de um processo de equilíbrio para estabilizá-la. Isto é feito através da adoção da ‘alavancagem’ (“... identificação de onde as ações e mudanças nas estruturas que podem levar a melhorias significativas e duradouras”) e que geralmente apresenta uma ‘defasagem’ (tempo decorrido entre a ação e o resultado (conseqüências)).
Pensar de forma sistêmica é perceber a abrangência das ações e resultados dos vários centros de ocorrência (Processo de Feedback) onde se desenvolvem as ações que imprimem movimento e/ou interagem na manutenção do status do sistema.
O pensamento sistêmico dá o entendimento de um sistema, passando pela intelecção dos interrelacionamentos de seus mecanismos e padrões de mudança, posto que seja dinâmico, sofrendo as influências do meio no qual está inserido.  Os sistemas naturais, políticos, sociais, etc. sofrem desequilíbrios, pois geralmente as ações externas equivocadas provocadas pelo homem tendem a causar resultados piores (entropia*) em seus objetivos.
O ser humano tende a ser reducionista, simplista, cartesiano por formação, orientado para perceber eventos (cadeias de causa e efeito) e visões particionadas (fotos instantâneas) do sistema. H Simon em sua Teoria da Decisão atesta a ‘racionalidade limitada’ que vê o “... homem como um ator econômico bombardeado por escolhas e decisões, mas possuindo um número limitado de informações e capacidades de processamento”. (http://siadmoments.blogspot.com/2007/12/o-modelo-de-racionalidade-limitada-de.html.
Uma organização é um sistema construído com finalidade específica, qual seja atender objetivos sócio-econômicos, fazendo parte de sistemas maiores (social, econômico, político, ambiental, etc.) e para tanto necessita ser pensada de forma sistêmica. Cabe, principalmente aos Gestores de Pessoas implementarem a Aprendizagem Organizacional em suas empresas visando a racionalização dos processos,  obter ganhos de competitividade e conquistar a vantagem competitiva e, este livro deve fazer parte da biblioteca particular de todos aqueles que pretendam perceber como ’a roda gira’ nas organizações. 
*Entropia (conceito emprestado da termodinâmica) é a medida da desordem de um sistema, que indica o grau de perda de eficiência e eficácia, o quanto ele deixa de gerar trabalho ou falha no atingimento de seu objetivo.
Copiado: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

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