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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A História da ISO - Parte 2


As Normas Internacionais ISO
De acordo com a primeira revisão anual da ISO em 1972, as causas subjacentes da aceleração do ritmo de normalização internacional incluiram “o crescimento explosivo do comércio internacional” causado por uma “revolução nos meios de transporte”. 

Em meados dos anos sessenta uma demanda, não apenas um desejo, por normas internacionais tinha se desenvolvido. As fontes desta demanda incluiam empresas multinacionais, normas das instituições em países em desenvolvimento e autoridades regulamentadoras.

O que lançou os alicerces para o crescimento da produção da ISO durante os anos setenta foi a mudança de ênfase em Normas Nacionais para Normas Internacionais, que teve lugar no final dos anos 1960.

Essa mudança de ênfase foi sublinhada pela decisão em 1971 para começar a publicar os resultados do trabalho técnico da ISO como Normas Internacionais em vez de Recomendações.


O estabelecimento do Código de Normas do GATT
De 1948 a 1994, o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (sigla em inglês: GATT) criou regras para a maior parte do comércio mundial e presidiu períodos que viram algumas das maiores taxas de crescimento do comércio internacional.


Nos primeiros anos, as rodadas comerciais GATT concentraram-se na redução de tarifas. Então, a Rodada Kennedy, em meados dos anos 60, trouxe um acordo GATT Anti-Dumping e uma seção sobre desenvolvimento. 

A Rodada de Tóquio, durante os anos 70 foi a primeira grande tentativa de eliminar as barreiras comerciais não tarifárias, e para melhorar o sistema. A oitava, a Rodada Uruguai de 1986-94, foi a última e mais extensa de todos. Isso levou à OMC (Organização Mundial do Comércio) a um novo conjunto de acordos.

O Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (o chamado Código de Normas do GATT), introduzido em 1979, tem por objetivo garantir que os procedimentos de regulamentos, normas, ensaios e certificação não criem obstáculos desnecessários ao comércio. O acordo também estabelece um código de boas práticas para os governos, organismos não-governamentais e a indústria se prepararem, aprovarem e aplicarem normas voluntárias.

A ISO compreendeu imediatamente a importância do Código de Normas do GATT e promoveu ativamente o valor das suas Normas Internacionais para uso em todo o mundo como instrumentos que facilitam a eliminação de barreiras desnecessárias ao comércio, e, sempre que preciso, como uma base adequada para os regulamentos técnicos.

O Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio acabou por ser alterado na Rodada Uruguai e se transformou em um compromisso multilateral aceito por todos os membros da OMC.
Desde 1979, a ISO assumiu o compromisso de implementar todas as medidas necessárias para assegurar que as suas normas internacionais são totalmente compatíveis com os requisitos estabelecidos pelo Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio da OMC.

Concluindo essa etapa, podemos observar que os esforços que culminaram na globalização hoje evidente possuem suas raízes delineadas bem antes que essa expressão fosse adotada pela mídia e pelo vocabulário corporativo. 

E mesmo assim, a ISO procurou se manter alinhada com interesses mundiais e percebeu que normas adotadas mundialmente contribuiriam para facilitar o comércio mundial.

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