segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Linguagem Neutra ou Não Binária - Nem ele, nem ela: por que a linguagem neutra é importante

 

A internet é um lugar que propõe debates e dissemina temas importantes para a sociedade, um deles é sobre gênero — um conjunto de representações e comportamentos construídos a partir da diferença entre os corpos, que servem como indicadores culturais da identidade pessoal e social de alguém.

Em maio de 2021, Demi Lovato, estrela da música e da televisão, declarou publicamente que é uma pessoa não binária. “Eu passei por um trabalho de cura e reflexão e, com isso, tive a revelação de que me identifico como pessoa não binária”, disse em vídeo publicado no Twitter. Assim como elu, Bárbara Paz também se sente assim: em uma entrevista para o podcast Almasculina, a personalidade se descreveu como uma pessoa inquieta. “Uma mulher, um homem, não binária. Descobri que sou não binária há pouco tempo”, disse no episódio que foi ao ar em maio.

Mas o que significa isso? Segundo o manual de consultoria de diversidade da Diversity Bbox, o termo não binário é usado para descrever pessoas cuja identidade de gênero não é de homem ou de mulher. Também representa quem transita entre os gêneros, é uma combinação de gêneros ou está além. Segundo uma pesquisa publicada na revista científica Nature em janeiro deste ano, 1,19% dos adultos brasileiros se identificam dessa forma.

A comunicação entra em pauta com a necessidade de pensar em uma linguagem inclusiva para além dos pronomes ele e ela. É a chamada linguagem neutra ou não binária. “Assegurar isso como prática é viabilizar que se torne real a existência de todos os corpos”, diz o psicólogo Carú de Paula, ao Bitniks. “Se há uma vida fora da norma existente, precisamos garantir que ela seja respeitada em todos os sentidos. Quando isso é reconhecido na fala, gera saúde mental.” Isso porque é a partir desse reconhecimento que se pensa em políticas públicas, desenvolvimento de saúde e garantias para essas pessoas.

A linguagem neutra também permite um novo leque de possibilidades para os pequenos. “Se, em uma aula de português na escola, por exemplo, uma criança se separa com uma realidade não binária, ela sabe que pode viver a vida em sua plenitude de formas diferentes para além do masculino e feminino”, completa Carú.

Um português sexista

O português usa pronomes e artigos para definir o gênero das pessoas a quem estamos nos referindo. Mas na história da língua, isso nem sempre foi assim. “No latim, de onde deriva o português, não era necessário o uso de pronomes e nem de identificação de gênero nas palavras”, explica o linguista Danniel Carvalho. “Mas na mudança dele para as outras línguas românicas, como o italiano, o francês, o espanhol e a nossa, houve a necessidade de inclusão de novos elementos.”

Segundo o especialista, fatores sociais e políticos provavelmente interferiram nesse processo. Um deles pode ter sido o fato da dominação da escrita pela Igreja Católica na Idade média, que transmitiu seus aspectos conservadores para a linguagem.

Mas hoje, a busca pela igualdade de gênero possibilitou novas discussões sobre o assunto. “Se levarmos em conta as identidades travestis e as não binárias, a língua acaba não os contemplando. Então passamos a pensar sobre como remediar esse problema.” Primeiro, se discutiu algumas terminações neutras como o @ ou o X. No entanto, isso não é acessível para pessoas com deficiência visual, já que alguns leitores tecnológicos não entendem as palavras escritas dessa forma. Além disso, surgiu a necessidade de vocalizar essas terminações. Foi aí que houve a sugestão de inserir o artigo “e” no final das palavras — amigo, por exemplo, vira amigue — e a criação de pronomes como ile e elu.

Para Carvalho, a maior dificuldade da linguagem não binária, assim como outras linguagens não preconceituosas, é que ela desafia o poder dominante. E Carú concorda com isso: “A língua faz parte de um sistema que existe para manter uma estrutura patriarcal da nossa sociedade.” Isso quer dizer que ainda há um tabu muito grande em se difundir algo que fuja da dicotomia do Adão e da Eva. Isso gera um desconforto na maior parte da população e, principalmente, naqueles que ditam as regras.

Isso se reflete no Projeto de Lei 5248/20, que proíbe o uso da linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas ou privadas no ensino da língua portuguesa no ensino básico e superior. A proposta, escrita pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), inclui a vedação em documentos oficiais dos entes federados, em editais de concursos públicos, assim como em ações culturais, esportivas, sociais ou publicitárias que percebam verba pública de qualquer natureza. Segundo Derrite, seu intuito é “determinar que o aprendizado da língua portuguesa seja feito de acordo com a norma culta, com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e com a grafia fixada no tratado internacional vinculativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa”.

No mundo afora

Assim como no Brasil, outros países do mundo estão tendo esse debate — porém, de forma mais aberta e avançada. Em Portugal, expressões neutras e inclusivas já podem ser usadas em certidões e registros civis por recomendação do governo.

Já na Argentina, a Faculdade de Ciências Sociais de Buenos Aires aprovou o uso da linguagem neutra institucionalmente em 2019. O documento, publicado no site oficial da instituição diz que “para que a igualdade jurídica se traduza em igualdade efetiva, é necessária uma profunda transformação nas práticas sociais”.

Em inglês, tanto o britânico Oxford Dictionary quanto a editora norte-americana Merriam-Webster reconhecem o pronome “they”, no singular, como a maneira de fazer referência a pessoas não binárias. A palavra foi escolhida como a palavra do ano, em 2019, por esse último. “Embora as pesquisas geralmente sejam motivadas por eventos no noticiário, o dicionário também é um recurso primário para obter informações sobre o próprio idioma, e a mudança no uso do ‘they’ tem sido objeto de crescentes estudos e comentários nos últimos anos. As buscas por seu significado aumentaram 313% em 2019 em relação ao ano anterior”, afirmou a publicação inglesa.

Afinal, como ser inclusivo através da fala?

Carvalho reflete que não é necessário mudar toda a língua para ser inclusivo. “A gente não precisa criar expressões ou adotar uma forma que dificultariam a acessibilidade. O que podemos fazer é evitar determinadas expressões”, afirma. Ou seja, ao invés de falar “alunos e alunas”, é possível usar palavras que neutralizam as marcas de gênero, como “estudantes”.

Evitar classificar os membros da comunidade de acordo com gênero também é possível. Que tal usar “corpo docente” ao invés de “professores”? “É um exercício difícil e que exige atenção, mas precisamos sair da zona de conforto para fazer qualquer tipo de mudança. A própria língua oferece essas alternativas. É só pensar quais palavras você conhece que não dividem as pessoas em masculino e feminino”, conclui.

Perguntar como uma pessoa prefere ser chamada pode ser outra saída, no entanto, ouvir o outro com atenção é a melhor forma de identificar. “No encontro com uma pessoa, o mais importante é a escuta. Sair do piloto automático é essencial. É preciso de uma vigilância de si porque nós somos os reprodutores da norma. Evitar disso é ideal para fazer mudanças efetivas”, diz Carú.

 Copiado: https://bitniks.com.br/

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

12 Passos para Pedir Aumento de Salário

 


Um roteiro completo para você seguir quando for conversar com o chefe

Pedir aumento de salário nem sempre é fácil, mesmo para os profissionais mais experientes. É preciso se preparar com antecedência, reunir argumentos e encontrar o melhor momento. Se você já suou muito a camisa e acha que esta é a hora de batalhar por esse reconhecimento, confira nossas recomendações para ter sucesso na hora de conversar com o chefe.

Como pedir aumento de salário

1. Prepare seus argumentos

A primeira dica do coach Silvio Celestino para pedir aumento de salário é de pensar muito antes de falar com o chefe. “Ninguém deve acordar achando que está ganhando pouco e imediatamente pedir um aumento”, diz. A argumentação para essa conversa deve ser preparada com antecedência, respondendo principalmente que benefício isso traria para a empresa. Pode acreditar que é nisso que seu chefe vai pensar.

2. Reavalie seu desempenho

Para que tudo corra bem, Maíra Habimorad, especialista do Grupo DMRH, lembra que é importante que a empresa esteja em um bom momento e também que os seus últimos feedbacks tenham sido positivos. “Também vale considerar se a empresa tem um plano de carreira para você porque, em alguns casos, pode ser mais produtivo pleitear uma mudança de cargo, que sempre é acompanhada por aumento salarial”, diz. “É o erro mais comum ficar negociando entre propostas e contrapropostas ou se ater somente a pesquisas salariais, sem avaliar seu próprio feedback ou se tem cumprido as metas.” 

Não caia nessa, ok?

3. Assuma outras atividades

Uma boa forma de convencer o chefe é se propondo a assumir outras tarefas e responsabilidades que possam aumentar a receita da empresa ou reduzir custos. Desta forma, a conta já vai parecer mais interessante. Você ganha o aumento e, em troca, traz mais resultados para empresa. Ou vice-versa. Lembre-se de que a conversa não pode ser vaga – você tem de enumerar essas outras atividades que está disposto a trazer para si e demonstrar por que tem capacidade para tanto.

4. Mantenha o foco na empresa

Mesmo que você esteja precisando de dinheiro para pagar dívidas, cuidar de um familiar doente ou fazer um curso de idiomas, jamais apresente esses argumentos na hora de pedir aumento de salário. O foco deve sempre estar na empresa – no que você pode fazer para melhorar seus resultados – e jamais na sua vida pessoal. Ou você acha que alguém pagaria mais para você fazer a mesma coisa só porque precisa de um apartamento maior?

5. Descubra o momento certo

Os salários fazem parte do orçamento da empresa, que normalmente é definido anualmente. Por isso, se a sua empresa for organizada e trabalhar no planejamento orçamentário do próximo ano sempre em outubro, por exemplo, essa pode ser a melhor época para a conversa. “Se você tiver essa reunião em setembro, possivelmente seu chefe tenha tempo de brigar para que você receba o aumento no próximo ano”, afirma Silvio.

6. Pense para a frente

Silvio afirma também que ninguém deve pedir aumento de salário por algo que já tenha concluído. “Se você realizou um grande feito no passado, a empresa entende que você já foi pago por ele”, explica. Por isso é que, antes de iniciar um projeto, você deve pensar para onde ele pode levar sua carreira. “Se você fez uma venda especial e trouxe 1 milhão de reais para a empresa e descobriu que consegue vender o dobro no ano que vem, esse pode ser um argumento fortíssimo para defender o seu aumento”, diz Silvio.

7. Participe de projetos de grande visibilidade

Uma forma de semear seu aumento é participar de projetos que envolvam toda a empresa. Eles são excelentes oportunidades para entrar em contato com gestores de outras áreas e de níveis mais elevados, que podem perceber o seu valor para a companhia. “Os de governança corporativa e responsabilidade social podem gerar grandes oportunidades”, alerta Silvio.

8. Saiba diferenças entre pleno e sênior

Se você já está acumulando funções e até agora não viu um centavo a mais na sua conta, pode, sim, utilizar esse argumento para pedir aumento de salário. “Diga, se for o caso, que você ganha como analista pleno mas faz trabalho de sênior ou gerente. A empresa sabe que dar um aumento vai ser mais barato do que contratar outra pessoa para a função que você já está ocupando”, diz o especialista.

9. Enfrente o constrangimento

Pedir aumento de salário no Brasil é sempre meio constrangedor, então possivelmente seu chefe não se sinta confortável durante a conversa. Não é por isso que você deve abrir mão dela eternamente, mas precisa, sim, escolher um momento e uma forma adequada de falar, demonstrando que está interessado na empresa e que quer dialogar sobre o assunto. Evite qualquer tom de ameaça ou desmotivação.

10. Respeite os limites

Outra dica preciosa — que pode valer não só o seu aumento, mas o seu emprego – é a de interromper a conversa caso seu chefe esteja com algum problema particular ou seja chamado pelo chefe dele para uma reunião. Tenha bom senso e procure sair já com a conversa remarcada.

11. Não espere uma resposta imediata

“Tenha em mente a porcentagem de aumento mínima que você está disposto a aceitar e saiba que dificilmente você vai sair desta conversa com a resposta”, diz Maíra. “Seu chefe certamente tem que consultar outros gestores ou o RH.”

12. Sorria, você está sendo filmado

Por fim, se você ouvir um sonoro “não” como resposta, não demonstre aborrecimento ou negativismo. Siga o conselho do coach e aguarde as cenas do próximo capítulo. “Continue entregando mais do que o esperado”, diz ele. “As empresas valorizam pessoas que resolvem problemas – e não aquelas que os criam.”

COPIADO: https://www.vagas.com.br/

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O QUE É A METANOIA?

 

A palavra metanoia é composta pela junção de meta (o que está acima) e noia (da mente, que vem da raiz “nous”), logo, seu significado está relacionado a uma mudança da mente. Precisamos mencionar que essa é uma palavra com muita história, tendo sido de grande relevância para os gregos que a entendiam como uma alteração essencial.

Para os cristãos, metanoia possui um significado bastante especial referente ao despertar de uma intuição que leva a um conhecimento mais direto de Deus. Curiosamente, essa palavra encontrou como tradução na religião cristã o termo arrependimento. 

Algo que reflete o caráter de entendimento de que algo está errado e precisa ser mudado. Que tal entender um pouco melhor o que significa metanoia e como aplicar em sua vida?

Entenda o que é metanoia

De forma sucinta, metanoia é uma mudança realizada no modelo mental do indivíduo. Se parece um pouco abstrato para você, considere que tudo acontece por meio de um processo de aprendizado através do qual decodificamos informações, transformando-as em conhecimento. Ao tocar em uma superfície que nos dá choque, aprendemos a ser mais cuidadosos em um segundo contato, certo?

Quem deseja realizar uma mudança de modelo mental deve compreender, porém, que o conhecimento intelectual e racional é apenas um verniz. A mente humana é muito complexa e apresenta muitos níveis não alcançados pelo intelecto ou racionalidade 

O aprendizado, sozinho, não é capaz de realizar uma transformação do modelo mental. Para tal conversão, é necessário um processo de aprendizagem, deve ficar claro que aprendizagem e aprendizado não são o mesmo.

Aprendizagem para mudar o modelo mental

O aprendizado é um processo intelectual e racional, em contrapartida, a aprendizagem é um processo que demanda emoção e envolvimento espiritual. Trata-se de uma mudança de níveis mais profundos da mente. A aprendizagem requer mais do que muita leitura e escuta, precisa de experiências. Ao viver uma experiência, o indivíduo passa por transformações emocionais.

Metanoia é uma transformação mais profunda

A partir da apresentação da diferença entre aprendizado e aprendizagem, você certamente já consegue entender por que a metanboia é uma transformação mais profunda. Mudar seu modelo mental significa expandir a sua consciência, chegar ao lugar onde está a sua fonte de imaginação, confiança, verdade. Basicamente, trata-se de fazer uma grande mudança em coisas que dão significado para a vida.

Quem vive esse processo de expansão da mente só tem a ganhar, pois passa a contar com um nível muito mais elevado de consciência. 

A metanoia permite que o indivíduo passe a enxergar abundância onde só era capaz de ver a escassez. Essa transcendência faz com que se tenha uma visão muito mais ampla, ou seja, se veja o macro.


Metanoia e a liderança corporativa

Anteriormente explicamos como a metanoia permite que o indivíduo estabeleça uma conexão direta com a sua consciência, algo de grande valor para líderes corporativos. O líder que passa pela mudança de mente deixa de ver a sua posição como um mero acesso a privilégios, tornando-se mais assertivo na gestão da sua equipe.

Ter passado pela metanoia permite que o líder visualize o caminho para o crescimento da companhia, assim como a transformação de todos os envolvidos nesse processo. A inteligência e o conhecimento que passam pela consciência do indivíduo tornam-se integridade.

 A metanoia corrobora para que o indivíduo se entregue mais profundamente para as suas atividades e trace planos mais consistentes para todos os que o cercam.

Transformação para ser mais centrado e presente

Pessoas centradas e presentes são gratas pelo que os outros fazem por elas, enxergam o momento presente e conseguem ter planos mais palpáveis para atingir seus objetivos. A expansão da consciência adquirida pelo processo de metanoia contribui para que você desenvolva essas características. Uma forma de dar início ao processo de transformação da sua mente é começar a prestar mais atenção às pessoas a sua volta.

Ouça o que elas têm a dizer e pondere formas de ajudá-las a superar suas dificuldades. Lembre-se sempre de que é a intenção por trás das atitudes que define se elas são boas ou más. Mantenha-se grato pelo que recebe, deixando de lado o sentimento de que é o único capaz de realizar grandes feitos. 

Não deixar a conversa com uma pessoa que te ajudou para ir atrás de alguém mais influente já é uma grande atitude de mudança de modelo mental.

Revise seus valores

A sociedade atual é bastante focada no que diz respeito a encontrar formas de transformar cada momento em uma oportunidade de ganhar mais dinheiro. Não há nada de errado em buscar ganhos financeiros e ter ambição de crescimento profissional, porém, é fundamental repensar no quanto isso compromete a sua forma de se relacionar com os demais.

A integridade é uma grande aliada de quem deseja viver o processo de metanoia. Quando estiver pensando sobre a melhor maneira de resolver uma questão, pense em qual é a forma mais íntegra de agir, essa será a sua resposta. 


Ressaltamos que a integridade cria inúmeras oportunidades de sucesso e de êxito financeiro, oferecendo ainda a tranquilidade de manter a consciência em paz.

Mudando o seu modelo mental

Ao longo deste artigo, mencionamos algumas atitudes que ajudam nessa mudança de modelo mental, de maneira geral, é importante que você passe por experiências transformadoras e se guie sempre pela integridade para conseguir uma verdadeira expansão da sua consciência. Evite se comparar com outras pessoas ao longo da construção da sua história, afinal, cada um tem um ponto de partida e uma linha de chegada distintos.

Mantenha-se focado nas pessoas que o cercam e deixe que suas decisões passem de alguma forma por suas emoções acumuladas ao longo da vida. Todos os dias, você acorda com potencial de promover mudanças em sua mente, seja em maior ou menor grau. 

Tenha bem definido quem deseja ser e faça as mudanças necessárias para se alinhar com esse desejo. Além de acumular conhecimentos, acumule emoções para ser alguém com a consciência expandida.

Metanoia é um processo de transformação do modelo mental que você pode aplicar em sua vida. Se gostou deste conteúdo, passe-o adiante, compartilhando através das suas redes sociais!

Copiado: https://www.ibccoaching.com.br/

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Gay no Trabalho: Devo Sair do Armário no Ambiente Profissional?

 


Dizem que a fórmula da felicidade está no equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal. De fato, é mesmo dficil ser feliz quando a corda fica bamba para um dos lados.

Eu diria mais: vida profissional e pessoal não só se complementam, como andam de mãos dadas.

Uma pessoa pode até estar super realizada no trabalho, mas, se a parte amorosa vai mal, em algum momento isso poderá impactar, decisivamente, nos resultados profissionais. Da mesma forma, de nada adianta viver um relacionamento perfeito a dois sem ter aquela ocupação que dá todo o sentido de existir.

Aqui no Conquistou, nós entendemos que bons profissionais têm mais chances de se transformar em bons namorados, bons companheiros, bons amantes. E queremos ver homens gays completos, da cama ao escritório.

Por isso, a pauta hoje é Gay no Trabalho.

Você é assumido no trabalho?

Ser gay é estar constantemente saindo do armário. E engana-se quem pensa que, com o tempo, isso vai ficando mais fácil. Nem sempre.

Como se já não bastasse o difícil momento da revelação para família e amigos, junto com cada novo emprego, vem o dilema: assumir ou não a homossexualidade no ambiente de trabalho?

Para melhor ou para pior, botar a cara para fora do closet na firrrma é uma decisão que só cabe ao profissional tomar. O primeiro item a ser colocado na balança é o desejo pessoal.

Se você não é assumido e acha que ainda não está pronto, não precisa ter pressa. Tudo tem o seu tempo.

Porém, tenha em mente que, dos sonhos ou não, o trabalho é parte muito importante da vida de qualquer pessoa. Afinal, é onde passamos a maior parte do dia. E quer queira quer não, convivemos mais com os colegas de equipe do que com o próprio parceiro.

Ou seja, estar enclausurado é o mesmo que viver se escondendo 40 horas na semana, 200 horas no mês e 2.400 horas no ano.

Ufa!

Será que vale mesmo a pena?

Do lado de dentro

Por medo de serem discriminados, demitidos ou terem sua competência colocada em dúvida, muitos profissionais optam por ficar do lado de dentro do armário – mesmo que isso represente estar constantemente em uma situação desconfortável.

O anonimato tem um preço caro a se pagar: é fonte de sofrimento que se renova de segunda a sexta-feira.

Isso porque até uma simples conversa sobre o que aconteceu no fim de semana ou o happy hour depois do batente se tornam um problema. Às vezes, questões que seriam banais, como ir ao casamento de um colega ou levar o parceiro no jantar de final de ano, podem virar um transtorno.

O stress e a energia gastos para esconder todo o tempo a verdadeira identidade têm consequências graves. Isso dificulta o engajamento da empresa com o profissional, o que influencia na sua satisfação com o ambiente do trabalho, na produtividade e, consequentemente, nos resultados.

Moral da história: além de infeliz, o funcionário acaba também com o próprio rendimento prejudicado.

Do lado de fora

Por outro lado, o gay que assume a sua real identidade com quem trabalha torna tudo mais fácil. A autoconfiança é fator determinante para a evolução pessoal e proativa dentro de qualquer contexto, e – aos olhos de uma corporação – gente com esse perfil é muito interessante.

O primeiro benefício a ser anotado é o grito de liberdade do: “sou gay e pronto. Gosto de homens e ninguém tem nada a ver com o que eu faço entre quatro paredes.”

Assumir a própria sexualidade determina, inclusive, melhor produtividade, afinal, sem a preocupação de se esconder na cabeça, o funcionário fica mais à vontade e consegue focar no que de verdade interessa.

O objetivo passa a ser provar competência, e não heterossexualidade.

Também a interação e o engajamento com a equipe mudam: se criam relações mais sólidas e com bom entrosamento. Sem falar que ninguém faz piadas abertas quando alguém é assumido – especialmente se esse alguém for o chefe.

“Bom dia, chefe! Sou gay”

Em todos os casos, para aqueles que estão na dúvida, o melhor a se fazer é sentir o ambiente antes de abrir o pote da purpurina.

Preste atenção nos funcionários:

  • Há outros empregados gays? 
  • Eles são visivelmente assumidos? 
  • Há homossexuais ocupando altos cargos? 
  • Você já escutou comentários preconceituosos de alguém da empresa?

Investigue, também, as leis contra discriminação do seu estado. Paralelamente, verifique as políticas da empresa e se há alguma norma contra discriminação, seja ela racial ou de preferência sexual.


Para quem está inseguro, a dica é abrir apenas uma fresta em vez de escancarar a porta do armário. Aborde discretamente o assunto e fique atento à opinião de quem trabalha com você. Aos poucos, é possível ouvir o que os colegas falam sobre o assunto dentro do escritório e avaliar a situação. Se o clima for favorável, a porta pode se abrir mais um pouco.

Você não precisa fazer um anuncio formal, nem circular da TI até a moça do cafezinho com uma bandeira gay na mão, mas pode, em gestos sutis, deixar escapar a verdadeira identidade sexual.

Experimente responder que saiu com o namorado quando perguntarem como foi o final de semana, ou dizer que foi naquela festa conhecida por ser supergay. Se a ideia é acabar logo com o mistério, coloque uma foto com o namorado na mesa e não minta que é seu melhor amigo.

No momento que surgir uma oportunidade para se assumir, fale primeiro para pessoas em quem você sabe que pode confiar e que pareçam mais open-minded.

Seja positivo e bem resolvido com a sua homossexualidade que os outros, naturalmente, vão valorizar a diversidade que você traz e agrega no ambiente corporativo.

E se os meus colegas de trabalho são homofóbicos?

Seus colegas de trabalho são visivelmente homofóbicos e fazem constantemente comentários bem desnecessários?

Bom, nesse caso, você pode tentar trazer mais informações sobre a necessidade de igualdade e de combate ao preconceito no ambiente profissional, para que essas pessoas que trabalham com você abram a cabeça delas pouco a pouco.

Porém aqui um alerta: quem não quiser abrir a cabeça, simplesmente continuará com as mesmas ideias retrógradas. E de nada adiantará os seus esforços.

Então, você poderá ir para um outro caminho: o de constrangê-los.

Seja espontâneo e fale abertamente como aquilo te incomoda, como aquela carga de preconceito te afeta diariamente e como você acha desrespeitoso esses tipos de comentários. Mesmo que isso não mude nada, seus colegas, pelo menos, terão mais atenção antes de falar qualquer besteira.

Se nem assim eles ganharem um pouquinho de bom senso e o problema persistir, conte ao seu superior o que está acontecendo e peça providências. Faz parte do direito do trabalhador se sentir confortável e não acuado no seu ambiente de trabalho.

Lembre-se: você não precisa da aprovação das pessoas com quem trabalha. Você só precisa ser respeitado, e isso não é um favor. É uma obrigação, prevista por lei.

O que vem depois?

Já imaginou se alguém dissesse que é possível melhorar a autoestima, superar as armadilhas mentais e se tornar um homem altamente irresistível?

Pois é…

Preciso dizer para você que, sim, você pode atrair o cara que você quiser.

E não importa se você é gordo, magro, feio ou bonito…

Quer  saber como?

Descubra o IRRESISTÍVEL, primeiro programa do mercado brasileiro que ajuda você, homem gay, a desenvolver as suas habilidades sociais, ser mais carismático, autoconfiante e atraente.

São instruções diretas e fáceis de colocar em prática.

Ao aplicar essa sequência de atração irresistível em qualquer homem, você verá a rapidez com que ele ficará fascinado por por você.

Copiado: https://conquistou.com/gay-no-trabalho/

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Como Está Sua Memória?


O cérebro é um órgão altamente especializado e complexo. O treino do cérebro deve ser constante, de modo que, consigamos acumular cada vez mais informações e evitar aqueles velhos esquecimentos sem motivo aparente.

O estresse, ansiedade, insônia, má alimentação, sedentarismo podem contribuir para o surgimento desses episódios de esquecimento.

Lembro de uma vez que eu estava em uma live, respondendo uma pergunta e no meio da resposta, me deu um "branco". Eu simplesmente não lembrei do que eu estava falando.

Naquela semana eu tinha dormido muito mal, com criança doente e acúmulo de atividades para fazer e todo esse cenário de cansaço contribuiu para acontecer esse fato isolado.

Assim como acontece em entrevistas de emprego em que as pessoas ficam muito nervosas e não conseguem fazer uma boa apresentação. 

É necessário treinar, respirar fundo e se concentrar na tarefa a ser realizada.

O neurologista Christiano Tanuri do Hospital Albert Einstein, menciona que: 

“O funcionamento cerebral, no que diz respeito ao aprendizado e memória pode ser melhorado pela repetição dos atos e das tarefas a serem aprendidas, assim como técnicas que estimulem a concentração e foco para que a atenção na tarefa a ser aprendida seja retida em nossa memória de maneira mais fácil e consolidada”.

Ele cita algumas técnicas que podem ser implementadas para esse "treino" do seu cérebro:

- Tente aprender um novo jogo ou atividade que nunca tenha tentado antes;
- Ao invés de usar o relógio no pulso esquerdo use-o no pulso do braço direito;
- Troque o mouse do computador de lado;
- Escolha uma frase pronta e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;
- Tente ler uma revista de cabeça para baixo, concentrando-se
em detalhes que não costuma reparar;
- No final do dia, tente se lembrar do que você fez de maneira cronológica e o mais detalhadamente possível.

Estes são exercícios que você pode fazer para exercitar sua memória. Entretanto, em caso de esquecimentos constantes e persistentes, procure um médico especialista.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/aline-sousa-headhunter/