Uma história que comove e permanece: o storytelling nada mais é do que a apropriação pelo mercado de consagradas técnicas narrativas.
Conheça mais aqui.
De quando em quando, a sociedade – e, em consequência, o mercado – adota certos termos para colocá-los no mais alto e reluzente dos pedestais.
E estes termos invariavelmente se tornam vedetes – ou melhor, verdadeiras manias, buzzwords que, quando analisadas com cuidado, têm muito a dizer sobre a própria sociedade que as cultua.
É o caso de storytelling.
Comumente associado ao
marketing, o termo é, sem sombra de dúvida, uma das mais cobiçadas
vedetes dos tempos atuais. E isso nas áreas mais
distintas, como o próprio marketing, o cinema e a
indústria de games.
Pode fazer uma pesquisa informal: você vai descobrir que o termo storytelling foi definitivamente incorporado ao vernáculo atual.
- É storytelling na embalagem de iogurte,
- é storytelling na apresentação mensal de resultados da empresa,
- é storytelling no cardápio da padaria do bairro,
- é storytelling nos posts dos seus amigos nas redes sociais,
- é storytelling na homilia do padre na missa…
Mas será mesmo recente? Ou apenas inventamos uma nova forma de chamar algo que sempre fizemos, desde quando o mundo é mundo?
A discussão é riquíssima; talvez nem seja o caso de tomar parte nela.
De toda forma, vale aqui uma reflexão sobre storytelling – sobretudo para você avaliar como a prática pode beneficiar a sua gestão.
Afinal, é para isso que estamos aqui.
O que é exatamente storytelling?
A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história.
E este “boa”, na imensa maioria das vezes, quer dizer relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, marque-o, fique em sua memória.
Uma
narrativa bem articulada, com começo, desenvolvimento e final específicos, e
que de alguma forma capture o público – seja por meio do drama, da tragédia, da
comédia ou da ação, não importa.
Afinal de contas, tudo se resume a esta questão: relevância.
No caso do mercado da comunicação, com a dispersão dos públicos das mídias de massa, foi ficando mais e mais difícil que anunciantes se mantivessem significativos.
O latifúndio que tinham na mente dos consumidores foi se transformando em uma fazenda, depois em sítio, depois em chácara, casebre, e por aí vai.
Até que se descobriu que uma possível solução para isso estava muito mais perto do que qualquer pessoa imaginasse: nas cabeceiras, nas estantes, nas prateleiras…
O livros, claro. Os clássicos universais, que se
mantêm relevantes há muito tempo.
É compreensível, então, que o mercado de comunicação se aproprie de consagrados recursos de narrativa para combater a dispersão.
E não apenas o mercado de comunicação: no fundo, a prática de storytelling pode trazer proveitos nas mais diversas áreas da sua vida.
Afinal, quase toda comunicação
envolve contar uma história – do cafezinho no trabalho ao discurso de
formatura.
Por que storytelling é tão
importante para os meus negócios?
Pois é. Não daria para explicar a importância do storytelling sem uma reflexão como essa aí de cima.
Mas o conceito é importante justamente por conta do momento em que vivemos, de comunicação frenética e relações superficiais.
Para se tornar significativa, a sua marca precisa
ampliar a presença na memória do consumidor.
E não só; o storytelling pode fazer um imenso bem a questões do seu cotidiano.
Afinal, se você pensar bem, faz parte do seu dia de empreendedor convencer as pessoas. E aprimorar as suas narrativas pode ser extremamente útil para conquistar a atenção e conseguir o engajamento de seus interlocutores.
Encontre a mensagem a ser transmitida: é o
momento de definir a mensagem principal da sua apresentação. Para isso, faça-se
a seguinte pergunta: “se a minha audiência precisasse se lembrar de uma única
coisa, o que seria?” Você encontrará a resposta ao refletir profundamente sobre
seus objetivos – e, claro, sobre o interesse do público nele.
Encontrou a mensagem? Transforme-a em slogan: ou seja, uma frase concisa, forte e significativa, que resuma todo o teor da mensagem a ser passada.
Abuse da criatividade; e, caso
não seja seu forte, peça ajuda para aquele amigo que conhece do assunto. Assim,
ficará muito mais fácil para sua audiência se lembrar da sua mensagem.
Elabore o começo, o meio e a conclusão: sua mensagem só será passada com eficiência caso seja construída aos poucos, de forma consistente.
Utilize outras mensagens para levar àquela aonde você quer chegar, como exemplos e metáforas.
E busque um desfecho retumbante,
uma conclusão poderosa, que ajude a manter a mensagem nas memórias de quem
assistir à apresentação.
Copiado: https://endeavor.org.br
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