QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, VIATNT e AGUASHOW), Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Capacite-se Como Se Fosse Uma Empresa.

Em meio a crise Brasileira que não escolhe profissões, níveis hierárquicos ou nichos de mercado, os programas de TV e especialistas de recursos humanos em blogs ou revistas bem intencionadas são veementes: “Capacite-se, a crise é passageira!”.
Eu possuo algumas considerações que resolvi dividir não porque eu queira estar certo, afinal não estou em revistas do segmento como um formador de opinião bonito, aparentemente feliz e ou case de sucesso.
Fui educado profissionalmente na indústria do alumínio, na fábrica que já foi benchmark no planeta para esta empresa multinacional. Nós engenheiros estávamos sujeitos às experiências mais diversas desde coaching, ferramentas de melhores práticas (Best practices) parte do sistema de negócio (Business System), até times globais de projetos capitais e gestão de ativos, uma verdadeira escola.
Entre as coisas que praticava para a empresa era o “Fazer para o Uso”, ou seja, designar a energia e o recurso certo para resultado quantificado (Degree of Implementation) onde era parte da rotina exceder a seu escopo técnico (ou liderança se fosse o caso) e administrar à porção financeira com reporte a controladoria global (mesmo sendo apenas uma formiguinha na empresa).
A pergunta que me policio para fazer e que quero despertar em você, é o Quanto você está praticando para si aquilo que praticava ou estava sujeito na empresa na qual trabalhara?
Parece um resumo bonito ser parte de um cenário como este?  Mas o fato é que a empresa só designaria capacitação para sua pessoa se estivesse mapeado no escopo da função que você tinha ou que viria a ter. Além disso, o tempo e orçamento eram respeitados, ou seja, se houvesse uma turma de 30 pessoas para aquele curso bacana e você ainda que extremamente competente fosse a 31ª pessoa da fila, sinto muito. Respeito às condições de contorno do negócio e competição!
Então antes de enveredar em um curso de dois anos para um MBA ou mestrado ou qualquer outro tópico no meio desta crise, eu sugiro que faça as perguntas que te faziam:
O curso tem a duração ideal? Você precisa realmente de um curso de um ano e meio introdutório antes que faça aquela disciplina realmente relevante que cai no último semestre?
A execução da capacitação vai agregar em conhecimento (e isto ninguém lhe tira, certo?), mas quanto efetivamente no seu holerite (ainda que futuro)? Não seria melhor aplicar este tempo numa academia de ginástica e melhorar sua saúde reduzindo despesas no presente ou futuro com tratamentos, ou ainda dedicar mais tempo à família?
Então cuidado com muito palpite da turma de RH sobre como se comportar nesta crise adquirindo habilidades que talvez não sejam reconhecidas. Pense como empresa, acionista e dono do negócio, onde lucro é direito.
Observe também se o seu desejo não é de mudança de profissão e neste caso esqueça tudo que escrevi afinal satisfação pessoal e paz consigo mesmo não tem preço, capacite-se!
Na empresa acima não viajávamos para Benchmark em outras plantas porque éramos o melhor no que fazíamos e ainda assim no final o hedge de energia acabou, o preço do alumínio caiu engolindo nossa margem (continua caindo aparentemente sem fundo) e por fim fechamos a unidade. Isso mesmo, fechamos a melhor unidade do planeta...
Faça bem pensado: para o uso, mantenha-se compacto e focado nesta crise.
Por: 

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