quarta-feira, 6 de abril de 2016

DICAS PARA ESTABELECER A GESTÃO DE RISCO NA SUA ORGANIZAÇÃO

Qualquer organização já́ estabelecida tem uma cultura de risco instalada. Então, a primeira coisa a fazer antes de mudá-la é saber como ela anda. 

Defina os elementos culturais desejáveis e identifique os potencialmente adversos junto à alta administração. 

A seguir, verifique como os colaboradores percebem esses elementos. 
Por exemplo: 
  • Elas acham que há liberdade para relatar situações de risco sem sofrer retaliações? 
  • Elas conhecem os riscos inerentes ao negócio? 
  • Elas sabem qual é o grau de autonomia que se espera delas? 
  • Elas acham que os lideres estão preparados para lidar com riscos?

Diversas metodologias estão à disposição para medir os elementos culturais de risco e avaliar como anda a cultura de risco da organização, tais como:

  • Pesquisa especifica de cultura de risco (pode ser na forma de survey ou por meio de entrevistas);
  • Incorporação de questões sobre percepção da gestão de risco na pesquisa de clima ou na pesquisa de valores;
  • Criação de grupos focais interfuncionais;
  • Estudo do comportamento das pessoas, com base na analise do histórico de desvios, incidentes e outras manifestações reais de risco que a organização experimentou.
Como segundo passo, deve-se diagnosticar se a organização possui bolsões de cultura inconsistente e identificar as causas dessa discrepância, tais como: 
  • estrutura local excessivamente autocrática, 
  • acomodação em zona de conforto, 
  • ausência de sistemas locais para sensibilização e estimulo etc.


Por fim, e sempre com o aval da alta administração, na terceira fase, você̂ deve tentar interferir nos elementos culturais que descolaram do que se pretende como cultura de risco da organização. 

Essa ação é importante, contudo, não é trivial. O remédio tem de ter dose certa, não pode ser pior do que a “doença”. Mudanças culturais devem ser feitas com a devida cautela, com a compreensão da dinâmica e do equilíbrio dos sistemas envolvidos.

A linha de ação geralmente passa por:

  • Revisar os valores da organização e o método para sua disseminação;
  • Reposicionar a tolerância do sistema de liderança a determinados tipos de risco e deixar claro o novo posicionamento;
  • Efetuar mudanças cirúrgicas na estrutura organizacional;
  • Revisar a espinha dorsal da trilha educacional, que vai desde a integração de novos colaboradores até o aprimoramento dos lideres, para fortalecer o tal “estado de alerta”, ou seja, para desenvolver a sensibilidade ao risco mesmo em ambiente de rotina.
Seja qual for a etapa da gestão de risco em que a sua organização esteja colocando foco no momento, é altamente recomendável a realização de benchmarking. 

Gestão de risco é um processo gerencial bem praticado em vários setores empresariais no Brasil e há fartura de bons exemplos de iniciativas de ajuste da cultura de risco. 

Dica importante: Não há necessidade de buscar organizações do setor em que atua. O processo gerencial de gestão de risco tem a vantagem de ser comparável ao de qualquer tipo de organização. Por exemplo, os grandes bancos brasileiros são muito competentes nessa área e têm processos já́ refinados de fortalecimento da cultura de risco. 

É sempre bom lembrar que benchmarking exige planejamento e preparação: defina previamente quais são os postos-chave da visita à outra organização e envie, com antecedência, suas expectativas.

Copiado: http://profamarins.blogspot.com.br/

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