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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Maizena - Surgiu Assim

Caixa amarela inconfundível
A caixa amarela pouco mudou. A cena de índios norte-americanos, da tradicional tribo Sioux, sacando do milho o seu amido gravada no bico de pena está na memória e faz parte de uma longa história de sucesso.

A Maizena é mais um clássico exemplo de marca que virou sinônimo do produto. Ou você busca por amido de milho quando vai fazer compras num supermercado? O sim, neste caso, soa estranho. 

Com bom e variado uso na culinária, a Maizena teve origem nos Estados Unidos, no ano de 1854, pelas mãos de Wright Duryea. Ele fundou a Fábrica de Amido Rio Oswego e, mais tarde, recrutou a família para ampliar os negócios e criar a Companhia Produtora de Amido Duryea, que tinha como carro-chefe a fina farinha da caixa amarela.

Origem do Nome
O nome Maizena tem origem na palavra espanhola que representa o cereal que é o insumo básico do preparo da farinha: o milho, ou melhor, “maíz”. 

O termo foi utilizado pelas tribos de índios norte-americanas Sioux e Iroquês, que viviam no sul dos Estados Unidos, para designar as espigas levadas pelo navegador genovês e descobridor da América, Cristóvão Colombo. O milho também inspirou a cor da embalagem, que até hoje segue.

Da roupa à panela
Apesar de a referência mais forte ser reivindicada pela cozinha, de onde saem o saboroso e nutritivo mingau, os biscoitos, os doces e os molhos consistentes, grossos, a lavanderia também pede passagem para ser chamada de abrigo natural da Maizena.

Ocorre que, a princípio, a função do fino pó branco extraído do milho era servir
de goma para tecidos e deixá-los mais encorpados. Contudo, como ingrediente
culinário veio a consolidação. 

O uso do amido de milho em substituição à farinha de tribo recebeu estímulos. Padeiros e fabricantes de biscoitos aceitaram a dica e uma das invenções caiu na graça do povo: a Bolacha Maizena. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, a escassez e os altos preços do
trigo favoreceram o avanço do amido de milho, que passou a ser utilizado também na receita de pães.

Sucesso nacional
A Maizena desembarcou no Brasil em 1874. Na época, as mercearias dispunham seus produtos em sacos. Arroz, feijão, batatas, tomates e demais itens do cotidiano do brasileiro eram vendidos a granel. 

Diante desse cenário, as caixinhas amarelas se destacavam e as donas de casa foram “pescadas” não só pelo visual, mas também pelo fato de o amido de milho servir para o preparo de diversos pratos. 
Em 1927 chegou a São Paulo o engenheiro L. E. Miner. Ele veio analisar o mercado local para saber da viabilidade de fabricar a Maizena no país, pois, até então, o produto vinha dos Estados Unidos e era apenas embalado no Brasil. 

Passados três anos, a Refinações de Milho Brasil (RMB) abriria suas portas na capital paulista.
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