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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GoPro: prós em todos os sentidos

Quando em 2002 Nick Woodman pensou em fundar a GoPro estaria longe de imaginar que as pequenas câmaras de (agora) alta definição se tornariam nas câmaras HD mais vendidas do mundo. 
A ideia era simples, Nick queria que as pessoas pudessem documentar as suas aventuras, criando essa necessidade quer no público, quer nos comerciantes. 
Muitas experiências e acessórios depois, hoje é possível montar a câmara em praticamente qualquer lugar. Desde pranchas de surf, skates ou asas delta, até motos-quatro, esquis ou mesmo… nós próprios.
Sucesso
É óbvio que a GoPro tirou partido da crescente procura de câmaras de filmar e da cultura que se gerou em volta dos vídeos pessoais. O seu principal objetivo é fazer com que os seus clientes produzam conteúdo. 
Seja qual for a utilização dada à câmara – há até quem a prenda ao cão, para ver a perspetiva do mundo do animal – a GoPro quer que os seus clientes filmem livremente e partilhem o seu conteúdo em canais como o YouTube. Portanto, a estratégia de comunicação e marketing assenta num produto inovador de qualidade suprema e numa relação próxima, livre e forte entre cliente e empresa.
Além disso, a GoPro identificou os seus principais clientes, i.e. os principais influenciadores, e permitiu-lhes passar a palavra, o word of mouth. A empresa começou a patrocinar eventos desportivos, oferecendo câmaras aos melhores atletas (os grandes influenciadores e embaixadores da marca) para que pudessem filmar e partilhar as suas manobras, e a palavra rapidamente se espalhou. 
Esta postura tão próxima dos atletas de desportos radicais fez com que a GoPro fosse vista como uma True Brand na sua categoria, a escolha natural. De facto, o Brand Equity da GoPro é um dos seus pontos mais fortes. As parcerias estratégicas desenvolvidas com, por exemplo, a Walt Disney Corporation, a Sage View Capital ou a Walden International, as várias certificações obtidas, o apelativo programa de afiliados, a relação saudável com os seus fornecedores e a excelente cadeia de distribuição só auguram um bom futuro à companhia. Além disso, a comunidade que se criou – a tribo, o consumo “sagrado”, os excelentes resultados obtidos com os produtos e a evangelização natural de que tem sido alvo – tornam-na numa lovebrand por excelência. Mas mais do que o produto, a GoPro visa a experiência da utilização e o sentimento de pertença subjacente. Esse é o seu grande segredo.
Viral
A empresa cresceu exponencialmente, tem clientes fiéis e o caminho a seguir era o viral. Neste momento, o canal do YouTube da GoPro tem quase 3,5 milhões de subscritores. No Twitter, os seguidores são quase 1,5 milhões, no Facebook mais de 9 milhões e no Instagram mais de 6,5 milhões. Tendo os influenciadores do seu lado no lançamento de um novo produto, o sucesso está garantido. Mas o segredo não passa só por aí. 
Por exemplo, é normal que com o lançamento de novos modelos, a marca gere buzz com alguns tweets dias antes do lançamento, utilizando sempre o hashtag #gopro. Semanas após o lançamento, os seguidores da marca continuam a partilhar e a agregar conteúdo nos vários canais de Social Media com hashtags específicos.
Próximo passo?
Embora tenha acontecido de forma sustentada, a empresa não conseguirá continuar a crescer ao ritmo a que tem crescido nos últimos anos, com aumentos de faturação na ordem dos 125%. O objetivo passa por evoluir para a área de produção de conteúdos, passando a GoPro a ser uma empresa de media. 
O canal GoPro na Xbox Live foi o primeiro passo nesse sentido. Assim, o produto passará a ser apenas um meio para a produção de conteúdo. Uma estratégia inteligente num mercado cada vez mais dominado pelos smartphones. Mas o cliente e a tribo estão constantemente ávidos de envolvimento. A cada dia que passa querem ser maravilhados pelas marcas que amam e ir mais longe com a produção própria de conteúdos em formato transmedia storytelling
O próximo par de anos será decisivo para uma marca de referência que com poucos anos de existência começou já a reinventar-se. E, para sobreviver num mercado tão dinâmico e competitivo como o atual, é preciso mesmo ser-se um herói |GoPro – Be a Hero|.
Por: Ângelo Valente - Diretor de Marketing no Grupo Impresa

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