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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Metáforas Organizacionais

 Metáfora

"Um equilíbrio sutil entre, por um lado, a especificidade dos elementos nela incluídos, a fim de persuadir o interlocutor ou leitor da semelhança entre a história e a sua própria situação e, por outro lado, uma certa imprecisão, lacunas no conteúdo, "jogo" (no sentido mecânico da palavra), para que ele aceite a metáfora e receba dentro do seu próprio modelo de mundo. (LONGIN, Pierre)
  •  “Emprego de palavra ou expressão em sentido figurado – em que a significação natural duma palavra é substituída por outra com que tem relação de semelhança” (Mini Aurélio)
  • “Transferência de sentido de um termo para outro, numa comparação implícita” (Mini Houaiss)
  • “Figura de linguagem comparativa freqüentemente usada para dar um toque criativo à nossa maneira de falar. (...) força primária através da qual os seres humanos criam significados usando um elemento da sua experiência para entender outro” (Gareth Morgan, Imagens da Organização).

 Morgan (1986) usa o conceito de metáfora para dar conta dos aspectos da vida organizacional que se tornam visíveis a partir de cada uma das escolas de teoria das organizações mais conhecidas, mostrando a utilidade geral desse “algoritmo”.
As principais metáforas das organizações são vistas como:
1- Máquinas
2- Organismos
3- Cérebros
4- Culturas
5- Sistemas Políticos
   1-  As organizações vistas como máquinas
As empresas configuradas como máquinas têm características:
  • Processos de trabalho rotineiro, simples, repetitivo e padronizado; 
  • Definição de responsabilidades, qualificações e de canais de comunicação;
  • Regulamentos e hierarquia de autoridade claramente definida; 
  • Produção especializada e rotinizadas, geralmente de grande porte
  • Poder relativamente centralizado na tomada de decisão;
  • Administração distinta da linha intermediária e assessoria; 
  • Fluxo de trabalho racionalizado
  • Produção em escala; 
  • Estrutura administrativa altamente elaborada; 
  • Obsessão para o controle; 
  • Ambiente é estável e previsível; 
  • Dificuldade de adaptação às mudanças.

     2-  As organizações vistas como organismos
  • Empresas com alta necessidade de inovação, flexibilidade; 
  • De operação não seriada nem massificada, com o foco em projetos e atendimento não repetitivo ou produção de produtos únicos;
  • Constituída por grupos, equipes ou projetos ad hoc (autoridade para execução específica) de indivíduos qualificados em áreas diversificadas para uma melhor resposta, pouca formalização e padronização do comportamento; 
  • Separação entre o planejamento e a execução do trabalho é difusa; 
  • Ambientes complexos, dinâmicos e orgânicos; 
  • Pouca autoridade formal mas com alto grau de planejamento e controle. 
São exemplos as empresas de desenvolvimento de projetos, de consultoria ou assessoria.
3 - As organizações vistas como cérebros
A aplicação da metáfora apresenta empresas com alta capacidade de aprendizagem organizacional e alto grau de distribuição da inteligência corporativa, que fazem uso intensivo da tecnologia da informação como meio de tornarem-se simultaneamente globais e locais. 
As vantagens da aplicação da metáfora são percebidas no fornecimento de diretrizes claras para o desenvolvimento de organizações capazes de aprender, no aprendizado da utilização da tecnologia da informação para a evolução da inteligência organizacional, em uma nova teoria da administração, baseada na auto-organização e no reconhecimento da importância de lidarmos com paradoxos. 
Porém suas limitações da aplicação da metáfora são percebidas no potencial de conflito entre os requisitos do aprendizado organizacional e as realidades de poder e controle, como na possibilidade de a visão tornar-se uma ideologia – aprender tornar-se um fim em si mesmo.
4 - As organizações vistas como culturas
  • A metáfora representa empresas como mini-sociedades, com valores, rituais, ideologias e crenças próprias: 
  • Organizações individuais também podem ter a sua cultura própria; 
  • Acontecimentos internos às organizações são reflexos do que está nas mentes das pessoas; 
  • Algumas culturas corporativas podem ser uniformes e outras fragmentadas, pela incorporação de sub-culturas; 
  • As organizações baseiam-se em significados compartilhados, que permitem que os seus integrantes se comportem organizadamente. 
As vantagens da aplicação da metáfora são percebidas na ênfase obtida para o significado simbólico de quase tudo que fazemos, no aprendizado de que organização e significado compartilhado são a mesma coisa, na visão de que o sucesso depende da criação de significado compartilhado, no alcance de um novo entendimento para o papel dos líderes, na constatação de que a administração estratégica é um processo de representação. 
As limitações da aplicação da metáfora são percebidas: na possibilidade da sua utilização como apoio à manipulação e ao controle ideológico, na constatação de que a cultura organizacional não pode ser, realmente, gerenciada, na constatação de que importantes dimensões da cultura são invisíveis e o que é observável é de pouca relevância, no entendimento de que a cultura tem uma dimensão política profunda no ambiente organizacional.
5 - As organizações vistas como sistemas políticos
A aplicação da metáfora possibilita visualizar os interesses concorrentes, os conflitos e os jogos de poder presentes nas organizações: a organização e a administração apresentam-se como processos políticos, são visualizados diferentes estilos de governo, os interesses divergentes de indivíduos e grupos tornam a organização politizada, o conflito passa a ser visto como inerente a toda organização, são visualizadas diferentes fontes de poder. 
As vantagens da aplicação da metáfora são percebidas na visualização de que toda a atividade organizacional é baseada em interesses, na possibilidade de utilização do entendimento da política organizacional de uma forma positiva, na transformação da administração do conflito em uma atividade-chave, no reconhecimento de que a integração organizacional é um mito, no entendimento de que a política é um aspecto natural nos ambientes organizacionais, na possibilidade de discussão de questões fundamentais sobre poder e controle na sociedade. 
As limitações da aplicação da metáfora são percebidas na constatação de que política pode gerar mais política, na subestimação das desigualdades de poder e de influência.
Copiado: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

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