terça-feira, 30 de agosto de 2011

Porque a Ética é Importante - Stephen Kanitz

Antigamente, moral e ética eram transmitidas às novas gerações pelas classes dominantes, pela aristocracia, pelos intelectuais, escritores e artistas.
Era uma época em que os nobres eram nobres, exemplos a ser seguidos por todos.
Hoje, isso mudou.
Nossas lideranças políticas, acadêmicas e empresariais não são mais "nobres", nem se preocupam em transmitir valores morais às futuras gerações.
Nossa televisão só pensa em lucro, seus donos não têm nenhuma preocupação em ser respeitados pelos seus pares. 
Não existe mais o noblesse oblige, a obrigação dos nobres, como antigamente.
Poetas brasileiros até enaltecem os nossos "heróis sem caráter". 

Hoje, quem quiser adquirir valores morais e éticos neste mundo "moderno" terá de aprender as regras sozinho.
Portanto, para não perder mais tempo, vamos começar com a primeira lição.
Vou mostrar a importância de criar um código de ética com um exemplo real. Um estudo de caso.
Vou romancear os personagens para os proteger, mas a história é verdadeira.
Um amigo de infância, o Zeca, casou-se com a garota mais linda de nossa turma. 
Que para piorar a situação tinha uma irmã mais nova e ainda mais bonita de 16 anos.
Nosso comentário na época era que ele estava casando com a irmã errada, mas no fundo estávamos todos morrendo de inveja.
Após dois anos de casado, o Zeca acabou transando com a linda cunhada. 
E óbvio foi prontamente descoberto pela esposa.
Foi o escândalo da cidade. Só falamos disso por seis meses.
Ele se desculpou todo envergonhado dizendo: "Não sei o que passou pela minha cabeça, ela simplesmente se entregou".
Fato mais comum do que se imagina, fruto de uma rivalidade não resolvida entre belas irmãs.
Muitos anos depois, cada vez que encontrávamos o Zeca tentávamos disfarçar nosso sorriso malicioso.
Mesmo vinte anos se passando, toda vez que eu o encontro, a primeira imagem que me vem à mente é:
"Lá vem o Zeca, aquele que transou com a cunhada".
Eu sei que Isso é totalmente injusto de minha parte, afinal seu crime não durou mais que meia hora, e ele nunca voltou a repeti-lo.
Já sofreu e pagou seu pecado, se separou, perdeu metade do seu patrimônio e mesmo assim, vinte anos depois, nós ainda o estávamos condenando.
Pelas leis brasileiras, ele já teria cumprido uma pena, seria perdoado e ponto final.
Esta é a diferença entre leis e ética. Ética não tem ponto final. Ética não tem perdão, nem cumprimento de pena. Transgredir a ética é uma mancha para sempre. Um horror! 
Por isso as gerações mais velhas criam uma moral e uma ética, uma religião, uma filosofia de vida.
Para ser transmitida às novas gerações para que elas não façam besteiras que possam marcá-las para o resto da vida.
Transgredir a moral e a ética de sua comunidade traz penas bem mais severas que transgredir as leis de seu país.
Agora, ter uma religião e não seguir os preceitos que ela advoga, algo que ocorre com frequência, é o pior dos dois mundos: aí você não procura uma ética melhor que o satisfaça nem segue a ética determinada por sua religião.
Só o caso termina ainda pior. Na semana passada ligou um amigo de meu filho e anotei o recado:
–O Alfredo, filho do Zeca, te ligou. 
– O Zeca, aquele que papou a cunhada? – disse meu filho com um sorriso malicioso.
Acho que ninguém de nossa turma tem hoje inveja do Zeca.
Ele não somente pagou o preço, mas esse preço vai ser pago agora por seus filhos, netos e talvez bisnetos.
Posso até imaginar daqui a trinta anos um comentário desses:
Aquele não é o neto do Zeca, aquele que foi pego na cama com a cunhada?
Os filhos, netos e bisnetos de nossos políticos, homens públicos, líderes e artistas que romperam com a ética terão de conviver com o eterno tititi sobre seus pais e nunca saberão dos comentários ditos pelas costas.
Se você tem uma religião e não a pratica, se você odeia as pregações de moralidade que seus pais lhe impõem, isso não o exime de procurar um sistema de referência melhor para sua vida, seja uma outra religião, seja uma conduta filosófica, seja um simples livro de auto ajuda.
As consequências podem ser muito mais severas que as leis impostas pelo Estado, como descobriu meu querido amigo Zeca, aquele que transou com a cunhada.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1733, ano 35, nº1, 9 de Janeiro de 2002.

Profissionais específicos


Quanto tempo levaria para o trânsito parar na Av. Paulista, se um caminhão quebrasse na Marginal do Rio Tietê?
O que aconteceria como tráfego aéreo de São Paulo, se chovesse em Brasília?
E com a produção de soja no Brasil, no caso de a temperatura do Polo Norte subir dois graus? 
Qual seria o efeito disso na Bolsa de Nova York? Será que esses eventos estão interrelacionados?
Existem outras variáveis a serem consideradas?
Estamos falando da utilização de informações de forma inteligente para melhorara vida das pessoas.
Será que isso é possível?
A resposta é sim.
O Centro de Operações do Rio de Janeiro já é um exemplo real de como usar a tecnologia voltada para Business nalisys and optmization ou análise e otimização de negócios. A importância da informação nas nossas vidas vem aumentando na medida em que ela fica cada vez mais disponível na ponta de nossos dedos.
Nos anos 1990, a informação se tornou recurso estratégico, fonte de vantagem  competitiva,como nos ensinou Peter Drucker. Hoje, o uso adequado da informação é fundamental para a sobrevivência de uma empresa, qualquer que seja o seu ramo de negócios. O agricultor, o executivo de um grande conglomerado de empresas e o governante contam com grandes massas de dados que, se bem organizadas e analisadas, contém informações preciosas que podem ser usadas não apenas para planejar, controlar e decidir, mas para desenhar um novo produto, aumentar a produtividade, entender as novas necessidades do cliente, identificar uma forma de reduzir o desperdício na produção, criar novas estradas e até prever o futuro. Por exemplo: informar o que vai acontecer como clima ou com o trânsito daqui a horas. E, melhor, poder desenvolver soluções, modificar o curso de um processo e se antecipar a um acontecimento.
Mas como saber o que é importante? 
Como garimpar esses dados sem se perder nas redes e seus atalhos? 
Como organizá- los de forma que sejam úteis a seus propósitos? 
Como conectá-los a dispositivos que possam transformar a informação em benefício para as pessoas? 
Você já contabilizou quanto tempo gasta por dia procurando informações? 
Já percebeu que nem todo o resultado de uma pesquisa na internet é útil ou relevante ao assunto em questão e, pior, nem sempre é correto?! 
Quem pode fazer isso com qualidade? Quais são os profissionais que existem atrás dessas “bruxarias” tecnológicas? 
Existem novas oportunidades diretamente relacionadas à análise inteligente de dados.
Para especialistas que, além de saber em usar os bancos de dados relacionais, conheçam matemática, estatística ou economia e consigam manusear grandes massas de dados em um determinado algoritmo e fazer previsões como as citadas nos exemplos acima e muitas outras, que já estão sendo colocadas em prática para melhorar as condições das cidades, os resultados das empresas e a qualidade de vida das pessoas. Análises. Esses profissionais geralmente trabalham diretamente ligados aos executivos chaves das organizações.
Com mais disponibilidade de produtos relacionados a business inteligence e a demanda por análise de conjuntos de dados cada vez maior e se mais operacionais, essas atividades também são executadas nos níveis intermediários e, consequentemente, aumentam a oportunidade para profissionais com conhecimentos específicos. Outros especialistas relacionados a infraestrutura(instalação e configuração desses softwares) e bancos de dados relacionais(desenvolvimento e administração de bancos de dados) também são importantes para o suporte de um ambiente como este. A demanda por esses profissionais é crescente e a oferta muito pequena, pois requer conhecimento técnico aliado a conhecimento de negócios.

Como ingressar nessa carreira? 
É uma oportunidade muito interessante para profissionais graduados em matemática, estatística, física,química,economia, finanças, engenharia da produção, dentre outras, que podem buscar uma complementação em tecnologia da informação e se especializarem bancos de dados e no uso de ferramentas de análise de dados. Outro caminho é o do profissional de TI que já tenha experiência em bancos de dados. Para este, vale buscar especialização nas ferramentas de business analysis ou business inteligence e mais conhecimento em determinados ramos de negócios com o bancos, seguradoras, hospitais, departamentos governamentais, logística etc. Esse cenário nos dá a ideia clara das melhorias que a tecnologia está proporcionando ao mundo e da mudança das competências requeridas aos profissionais do futuro que, a propósito, já é presente.

Edson Luiz Pereira
É EXECUTIVO DE PARCERIAS EDUCACIONAIS DA IBM BRASIL

sábado, 27 de agosto de 2011

Administração Pública: Relembrando Definições e Propondo Algumas Considerações


Considera-se Administração Pública como todo o aparelho do Estado, predisposto à concretização de seus serviços, objetivando à satisfação das necessidades da sociedade.
Administrar numa concepção mais ampla, também é gerir os serviços públicos de forma a planejar, organizar, dirigir e governar, exercendo a vontade do Estado, mas com a finalidade maior de beneficiar a sociedade oferecendo uma qualidade excelente.
Há de se entender que é notório a vinculação entre o serviço público e a Administração Pública, de tal forma que nessa associação prevalece a execução privativa desta última fazendo com que o primeiro funcione eficazmente.
Os serviços públicos são indispensáveis à população e privativos a esse tipo de Administração. Quando nos reportamos a outros serviços que não sejam os governamentais percebemos que organismos não-governamentais até praticam boas ações para com a sociedade, entretanto, não têm a obrigatoriedade da execução e do cumprimento dessas ações como se observa no papel do Estado.
É como ressalta Bandeira de Melo, em sua obra Elementos do Direito Administrativo (1981): “a administração pública é obrigada a desenvolver atividade contínua, compelida a perseguir suas finalidades públicas”. Extraí-se daí a exigência de forma a cumprir a lei para bom usufruto do interesse público.
A partir da exposição acima, nota-se a diferença entre a Administração Pública e a Particular. Enquanto na primeira não existe a liberdade pessoal, na segunda percebe-se que em se tratando de ações é lícito fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, ainda com a vantagem de utilização da pessoalidade.
O Estado, então, pratica a gestão de atividades às quais lhes são próprias e por consequência exclusividade correlata ao interesse público. Curiosamente, em relação ao desenvolvimento de vida das empresas nessa Administração Particular já citada, observa-se as etapas do ciclo de vida das empresas bem posto: Introdução,  Crescimento, Maturidade e Declínio ou Morte. Já na Administração Pública por ter o Estado uma natureza perpétua, quaisquer acordos, contratos assinados em seu nome perduram, ainda que se altere a forma de governo, isto nos traduz a demonstração de que o Estado até pode mudar de governantes, todavia passa por um ciclo de vida em que as etapas diferem em desenvolvimento principalmente nas últimas. É como nos comprova Paul Beaulieu, em L'Etat Moderne et ses Fonctions(1900): “o Estado é o representante da perpetuidade social: ele deve velar para que as condições gerais da existência da nação não de deteriorem jamais”
É satisfatório e concluível que: o Estado não é o fim dos homens, mas um fim entre os homens; um meio que proporcione o bem-estar destes nas suas relações sociais, apoiado numa organização, profícua ao regime de liberdade, justiça e prosperidade.
Para finalizar, demonstra-se a definição de Paul Derez em Lês actes de Governement, que nos diz: “a Administração é a atividade funcional concreta do Estado que satisfaz as necessidades coletivas em forma direta, contínua e permanente, e com sujeição ao ordenamento jurídico vigente”.
Autor - Flávio Andrade é graduado em Administração pela Universidade Estadual do Maranhão, pós-graduado em Administração pública e é mestrando profissional em Gestão Estratégica de Pessoas (MBA).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

É PROIBIDO - Pablo Neruda

É Proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.



É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,


Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.


É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.


É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.


É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.


É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.


É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


(Pablo Neruda)

O gerente-geral está com dias contados?

Você consegue imaginar a sua empresa sem a presença do gerente-geral? Pois é, esta é uma das provocações (e previsões) feitas por Lynda Gratton, respeitada professora de gestão empresarial da London Business School, em seu livro The Shift (A mudança), que ainda não chegou traduzido nas prateleiras brasileiras. Lançada no Reino Unido há pelo menos dois meses, a publicação de Gratton ainda provoca algumas calorosas discussões entre os especialistas da área de gestão aqui na terra da Rainha.
No cerne das discussões, a conclusão da autora, em um dos capítulos, de que as mudanças no mundo dos negócios devem levar à inevitável “morte da gerência média”. Ou melhor, do gestor que está no meio da pirâmide empresarial, à frente de pequenas e médias equipes - o conhecido gerente-geral.
O tema gera polêmica pois surge em um momento em que as empresas começam a compreender a importância da formação de novos líderes dentro da própria organização e da boa gestão de pessoas como fator determinante para um bom clima organizacional e uma produtividade eficaz e de qualidade.
“MORTE PROFISSIONAL”
1. Lynda Gratton prevê “a morte profissional” daquele gerente-geral que sabe um pouquinho de tudo (nada específico) e que está no posto para apenas assistir a produção dos colaboradores de sua equipe e dar feedbacks (retornos).
Para ela, eles são geralmente entes burocráticos que podem ser facilmente substituídos pela tecnologia, que por sua vez, pode cumprir o papel de monitorar a equipe, dar feedbacks (retornos) instantâneos e até gerar relatórios e apresentações. Além disso, segundo Lynda Gratton, os membros mais qualificados das equipes são cada vez mais “autogeridos” - em especial, os caçulas do mundo corporativo, a geração Y.
Em tempos de crise econômica, esse pensamento começa a ganhar força aqui na Europa. Para ter uma ideia, a publicação britânica The Economist trouxe a informação que a gigante do setor financeiro Lloyds Banking Group anunciou o corte de 115 mil gestores médios com a intenção de poupar 1,5 bilhão de libras ao ano.

AINDA NÃO
2. Para mim, as organizações ainda têm espaço para esses profissionais. Especialmente para aqueles com boa qualificação. É bom destacar que são eles que lidam diretamente com os colaboradores, um dos ativos mais importantes das empresas. Sem eles (motivados, claro) não há produção. Segundo o instituto de pesquisas britânico Economist Intelligence Unit (EIU), são as ações desses gerentes que determinam, em boa parte, o nível de satisfação e motivação dos colaboradores dentro das companhias do Reino Unido. E o Brasil, neste sentido, segue a mesma tendência.
Portanto, eliminá-los simplesmente da pirâmide empresarial, tal como deve ser feito pela Lloyds Banking Group, não me parece boa ideia. Mas devo concordar com a professora Lynda Gratton de que os gerentes de perfil burocrata serão eliminados naturalmente da cadeia evolutiva do mundo empresarial. Mas não porque ocupam o cargo de gerente-geral, mas porque não acompanham às exigências de um mercado de trabalho cada vez mais exigente.

HORA DO CAFEZINHO...
3. O ambiente de trabalho é recheado de tipos bem particulares. Um deles é aquele funcionário que diz “saber de tudo” que passa no escritório e tem a cada dia uma teoria conspiratória. Especialmente, quando o assunto envolve as decisões da diretoria. Suas expressões favoritas são: “Estou pressentindo”, “Isso quer dizer, nas entrelinhas”, “Lá vem bomba, se prepara”, entre outras pérolas. Tem gente que de fato tem faro para “pressentir” certas situações, mas o “olfato” pode trair os mais habilidosos ou convictos. Esse tipo de comportamento tanto pode não ter efeito nenhum no ambiente de trabalho como pode parar na sala da diretoria (dependendo do nível, gravidade e dimensão da teoria conspiratória). Por isso, uma dica: não alimente um “sabe-tudo” na hora do cafezinho - digo, não nutra a sua fértil imaginação.
MINUTO SABÁTICO
4. Hoje vou indicar um livro para aqueles que não gostam ou acham desnecessários os jargões corporativos (sim, o corporativês que procuro desmistificar a cada semana). Trata-se do divertido “Por que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas” (Why business people speak like Idiots), da Editora Best Seller. A publicação mostra o quanto muita gente do ambiente corporativo gosta de abrir a boca para dizer frases prontas e expressões muitas vezes vazias (especialmente, durante aquelas palestras com PowerPoint). E o pior, acham que estão arrasando. O livro não é tão novo assim (2007), mas ainda pode ser encontrado em algumas livrarias e sites.

CORPORATIVÊS
5. Numa reunião com a diretoria, você é encarregado de “brifar o capital de conhecimento” do seu setor para o novo projeto da empresa. Em síntese: você deverá relatar o quanto a sua equipe está preparada, em termos de experiência e conhecimento, para dar andamento ao projeto.

Sandra Nagano
Jornalista da área econômica
Fonte: O Povo online




Informatvo ANGRAD - XXII ENANGRAD de 23 a 26 deOutubro de 2011 em São Paulo

Informativo

XXII ENANGRAD

Resultado dos artigos selecionados para o XXII ENANGRAD
Confira se o seu artigo foi selecionado e envie um e-mail para angrad@angrad.org.br confirmando sua apresentação no evento até segunda-feira (29/08).

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Depoimento do XXI ENANGRAD

"Particularmente, aguardo o ENANGRAD com altíssimas expectativas e acredito que todos os envolvidos direta ou indiretamente na área da Administração fazem o mesmo. O ENANGRAD é, hoje, um dos eventos mais produtivos e interessantes realizado em território nacional, cresce continuamente e cada vez mais se consolida como um palco perfeito e obrigatório para as discussões que versam sobre o tema da Administração. Todos os anos me surpreendo um pouco mais com a capacidade de inovação, versatilidade e qualidade que o ENANGRAD apresenta. Como professor, percebo que o evento permite aos seus participantes a possibilidade de crescimento e aprofundamento dos conhecimentos. Como membro do corpo diretivo da ANGRAD, sinto orgulho por fazer parte de uma organização que não se acomoda e é capaz de discutir todos os aspectos da Administração, sem cair no convencional. Na próxima edição do evento, espero carregar ainda mais a minha bagagem de conhecimentos e aprimorar o que eu sei sobre esta área tão versátil e dinâmica chamada Administração"


Prof. Ms. Jorge Henrique Mariano Cavalcante Prof. Ms. Jorge Henrique Mariano Cavalcante
Conselheiro Fiscal Efetivo da ANGRAD
Faculdades Atenas Maranhenses (FAMA/MA)
São Luís/MA - Brasil

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A executiva no céu

Foi tudo muito rápido.
A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou.
Deu um gemido e apagou.Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal.
Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.
Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas.
Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?…
- É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.
- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.
Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.
E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim? (…)
- Pois não?
A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…
- Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo ‘executiva’?
- Já ouví falar. Mas não é do meu tempo.
Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo
tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
- Hã?
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante. ..
- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: ‘O melhor céu da América Latina’.
- Fantástico!
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.
- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico por exemplo, me parece
extremamente atrativo.
- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e
mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?
- Não. Significa que você terá um futuro brilhante … se for trabalhar com o nosso concorrente.
Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno.    

MAX GEHRINGER:  Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-executiva-no-ceu-max-gehringer/44606/ .

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estudante de Direito

   A todos que estudam, estudaram ou conhecem alguém que estuda direito. ........

1. Estudante de Direito não copia: Compila.
2. Estudante de Direito não fala: Defende idéias.
3. Estudante de Direito não tem professor: Tem colega que aplica a matéria.
4. Estudante de Direito não dorme: Se concentra.
5. Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.
6. Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiótica dos insetos a sua volta.
7. Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.
8. Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.
9. Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.
10. Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.
11. Estudante de Direito não fica lendo e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.
12. Estudante de Direito não lê revistas na sala de aula: Se informa sobre os acontecimentos da sociedade.
13. Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Se socializa com a comunidade.
14. Estudante de Direito não mente: Faz alegações desprovidas de provas!!!

http://oveneta.blogspot.com/2009_01_25_archive.html