quinta-feira, 25 de novembro de 2010

REFLEXÕES SOBRE A FUSÃO DA SEAPS e SEPLAN no MARANHÃO

REFLEXÕES SOBRE A FUSÃO DAS SECRETARIAS DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO EPREVIDÊNCIA SOCIAL (SEAPS) E SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO (SEPLAN) ESTADO DO MARANHÃO.
Como representante dos interesses e dos direitos dos Administradores do Estado do Maranhão, acompanhamos todo o processo eleitoral referente à nova gestão do Governo do Estado com expectativa em relação à nossa situação a partir da consolidação daquele momento. Aguardar um novo governo com ideias e planos completamente novos é algo que gera muitas surpresas, porém a continuidade do Governo em exercício nos possibilita estreitar e fortalecer a capacidade profissional dos técnicos do Estado, como, também, o nosso compromisso com este Governo.

No entanto, a classe administradora e o Conselho que regulamenta a profissão no Maranhão receberam com perplexidade a proposta de fusão entre a Secretaria de Estado da Administração e Previdência Social e a Secretaria de Estado do Planejamento. Por considerarmos que ambas as Secretarias possuem especificidades que tão bem as caracterizam, com obrigações, competências e deveres completamente distintos, consideramos que a união entre elas seria uma atitude um tanto precipitada na conjuntura atual.

Propomos, inclusive, uma reflexão. Queremos, realmente, a fusão entre a SEAPS e a SEPLAN? Quais os benefícios que tal medida traria ao Estado? Essa reflexão nos remete ao quanto é fundamental a existência de uma Secretaria de Administração para a gestão de um Estado, assim como nos lembra de Governos que mantiveram suas respectivas Secretarias de Administração e, hoje, são considerados modelos de excelência em gestão. Os estados brasileiros, por intermédio das Secretarias de Administração dispõem de mecanismo poderoso de avanço nas políticas de gestão pública, ou seja a troca de experiências, tendo como catalisador o Consad e seus veículos institucionais: Fórum, Revista e Jornal.

Portanto, Governantes, torna-se necessário e urgente reavaliar suas estratégias e táticas na condução da administração pública considerando que é pertinente uma profunda reflexão sobre esse tema, pois tal atitude pode fragilizar a condução do processo administrativo do Estado. Este Conselho manifesta-se contrário a essa decisão uma vez que se trata de Secretarias de igual importância com competências distintas. Ressaltamos, porém que mantemos a nossa postura de atuação em defesa da excelência em gestão pública e, consequentemente, do fortalecimento do Governo do Estado.

Adm. Jorge Henrique Mariano Cavalcante
Pres. Conselho Regional de Administração do Maranhão
CRA-MA  215


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem são os atores da sua empresa?

Você certamente já assistiu muitos filmes na televisão ou no cinema, certo? E deve se lembrar de muitos personagens destes filmes também. Música, Dança, Pintura, Escultura, Literatura, Teatro e Cinema compõem as chamadas artes sendo o cinema considerado a Sétima Arte e o filme uma expressão do pensamento do diretor transcrito em atos e palavras para contar uma história de ficção científica ou até baseada em fatos reais. O cinema foi criado em 1895 e tudo isso tem pouco mais de 100 anos de existência... E na sua empresa? Será que estes personagens também existem mesmo sem que haja alguém para criá-los? Será que alguns destes personagens podem ser encontrados facilmente lá?

Não vá ficar olhando para todo mundo com cara de quem está analisando o perfil da pessoal mas que dá para comparar, isso dá. A intenção aqui não é tornar tangível algo que muitas vezes não percebemos no nosso comportamento em casa ou no trabalho e através da observação e comparação talvez consigamos de maneira mais fácil.
Vamos então identificar os "colaboradores-atores" no set de filmagens que é a sua empresa através das principais características deles. Silêncio no set...

Então vamos lá. Luz, câmera, ação!



















E aí, identificou alguém na sua empresa? Era um Predador ou Uma Dama de Vermelho? O Todo Poderoso? Você se identificou também? Não precisa falar nada para ninguém apenas reflita sobre estas características e busque ser alguém melhor a cada dia. Engraçado como somos facilmente levados a pensar em alguém que conhecemos mas dificilmente pensamos em nós mesmos.
Corta!
Credito: Natanael Gomes Filho - Graduado em Proc. de Dados pelo Mackenzie/SP, Pós em Administração Industrial e MBA pelo INPG. Palestrante e Diretor do Palestra Cênica. http://ngfconsultoria.blogspot.com




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um Conselho Importante para a Presidente Dilma ROUSSEFF- Favor Repassar

Nas próximas duas semanas V.Exma terá de tomar a decisão mais importante do seu governo.
A escolha do seu Ministério e auxiliares diretos. Desta escolha depende o sucesso do seu governo.
Infelizmente, tudo que lhe ensinaram de Teoria de Gestão é equivocado.
Por isto, a primeira decepção de todo governo é o anúncio do Ministério.
Gostaria de dar um conselho, este vindo da Teoria da Administração, aquela que usamos em empresas de capital democrático, inclusive multinacionais.
Todo cargo, seja público, seja privado, é de total e irrestrita desconfiança.
Não existem estes tais Cargos de Confiança, tão comum na Gestão Pública e na Gestão Familiar.
Eu sei que é necessário colocar pessoas que você sabe que são honestas, que não irão roubar, que irão te obedecer, em quem você pode confiar, daí o termo.
Mas este é o grande problema da Gestão Pública e Familiar. Infelizmente, todo colaborador, por mais amigo que seja, precisa ser tratado com certa dose de desconfiança.
Os maiores desfalques em empresas familiares são cometidos por parentes, onde não escapam nem filhos, muito menos genros.
Bons amigos então, nem se fala. De onde surgiu este mito de que amigo do peito e parente não roubam?
A saída para esse dilema é outra.
Em vez de contratar um amigo do peito, selecione o melhor e mais qualificado profissional possível para o cargo, independente de conhecê-lo ou não.
Em seguida, cerque o contratado de controles gerenciais, fiscalização interna, auditoria externa, o que for necessário para manter o pessoal na linha.
É o que fazemos na Teoria da Administração.
As multinacionais não trazem mais um "presidente de confiança do exterior", como faziam antigamente. Contratam brasileiros, isso mesmo, brasileiros.
Dois brasileiros, Alain Belda Fernandez e Henrique de Campos Meirelles, foram presidentes da matriz americana das multinacionais em que trabalhavam, o equivalente a contratar um americano para cuidar da Petrobras.
Alíás, Henrique Meirelles foi tratado com a maior desconfiança pelos seus colegas do PT e foi sem dúvida o que mais contribuiu para o sucesso do Governo Lula.
Porque era simplesmente um dos mais competentes do mundo, para o cargo. Sabemos infelizmente que V.Exma vai trocá-lo por alguém de sua confiança, será a primeira decepção minha com seu governo.
No Brasil, o melhor administrador financeiro do país tem poucas chances de ser Ministro da Fazenda, se já não for amigo do presidente bem antes de sua eleição.
"Cargos de confiança" é simplesmente um conceito anacrônico, algo do passado pré-gerencial que só sobrevive na Teoria de Gestão.
Só na Gestão Pública é que ainda existem estes 20.000 "Cargos de Confiança", onde se pode contratar sem concurso público, companheiros e amigos sem as devidas qualificações técnicas.
A rigor, num mundo globalizado, onde temos de dominar alguns segmentos da economia mundial deveríamos estar contratando os melhores do mundo, não os melhores do Brasil.
Posso lhe indicar centenas de executivos brasileiros, já aposentados, ricos suficientes para não sair roubando por aí, que já fizeram o seu pé de meia, competentes por definição, que adorariam trabalhar no governo.
Se a V.Exma, convidar somente pessoas de sua confiança, pessoas do seu passado, companheiros de luta e de tempos anteriores, a senhora terá novas decepções, como teve com Erenice.
Espero que alguém lhe envie este conselho.
Convide pessoas profissionais, socialmente responsáveis e já bem sucedidas. Eles/elas têm uma reputação a zelar, e serão de irrestrita confiança, e V.Exma poderá ficar tranquila.

STEPHEN KANITZ, consultor de empresas e conferencista. Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO PARA PROFISSIONAIS, EM VENDAS

Nos últimos anos temos identificado um interesse cada vez maior de nossos clientes em treinar seu corpo de vendas para melhor Administração do Tempo.
Este artigo retrata nossa preocupação em oferecer ao profissional de vendas (não ao Executivo/Gerente) uma série de sugestões para aumento de sua eficiência, através da melhor utilização do seu tempo.
Antes de enumerarmos as soluções queremos dar-lhe uma maior consciência do problema tempo e de sua extensão.
Procure fazer a si mesmo as seguintes perguntas:
  • Vivo envolvido numa montanha de tarefas burocráticas?
  • Passo mais tempo no escritório do que com o cliente?
  • Os critérios que uso para determinar os clientes a serem visitados tem mais relação com amizade pessoal, proximidade geográfica etc do que com o retorno real e potencial que esse cliente pode trazer?
Durante as visitas a clientes estou unicamente preocupado com atividade de manutenção do cliente, em vez de também me preocupar com a abertura de novas frentes, novos produtos com aquele cliente etc?
A resposta afirmativa a qualquer uma das questões anteriores é um seguro indicador que você tem problemas na Administração do seu Tempo.
Vamos agora enumerar algumas sugestões para resolver esse problema:
ELIMINE A "VISITA INESPERADA" PARA SEMPRE
O visitante inesperado é um dos maiores transtornos para um executivo ou empresário. Você pode gerar má vontade do cliente se desejar vender-lhe alguma coisa! Uma alternativa para o cliente que se recusa em recebê-lo: marque a entrevista com 3, 4 meses de antecedência; não há como ele recusar essa entrevista, pois ninguém no Brasil se programa com tanta antecedência.
CONFIRME AS VISITAS POR TELEFONE
Uma ligação telefônica pode economizar uma viagem infrutífera, quando um motivo inesperado forçar a mudança de planos do seu cliente. Ao chegar, se não puder ser atendido de imediato, dê à secretária uma idéia de quanto tempo poderá esperar em função de seus futuros compromissos. Este tempo de espera deve ser fixado por você, previamente, em função da prioridade do cliente e do assunto.
DÊ AO SEU CLIENTE UMA ESTIMATIVA DA DURAÇÃO DA ENTREVISTA
Mantenha-se atento à sua estimativa (início e término). Planeje sua apresentação cuidadosamente para Ter certeza de que usará eficientemente seu limitado tempo.
APROVEITE BEM SEU TEMPO DE VIAGEM/DESLOCAMENTO
Os profissionais de venda gastam muito tempo se deslocando de um lugar para outro; esse tempo não deve ser desperdiçado. Existe uma série de atividades que podem ser desenvolvidas enquanto você viaja de carro, trem ou avião. Enquanto espera, planeje seu dia seguinte, leia um bom livro técnico, procure pensar nas possíveis contra-argumentações de seu próximo cliente, reveja o planejamento da próxima semana etc.
PLANEJE O SEU TEMPO PARA QUANDO O CLIENTE DESPERDIÇAR O DELE
Nada é mais frustrante do que você "estar tocando o seu bonde" enquanto o cliente está preocupado com um chamada, visita ou emergência. Você poderá evitar essa situação se colocar em prática as idéias anteriores ou tentar encontrar-se com seu cliente fora do local de trabalho dele – onde as interrupções sejam as menores possíveis. Se essas ocorrerem, procure dispor de atividades que possam ser desenvolvidas durante essas interrupções, usando o tempo produtivamente. Rever apontamentos é uma atividade a ser desenvolvida enquanto espera; rascunhar pequenas cartas; planejar a entrevista com o próximo cliente etc. Se Você notar que a interrupção será muito longa talvez seja o caso de voltar numa outra ocasião, ou procurar falar com o substituto.
RESPEITE O TEMPO DO SEU CLIENTE
O cliente o respeitará mais e, portanto, prestará mais atenção à suas propostas, se você preparar convenientemente e não demorar demais em sua visita. Para seus clientes prioritários procure determinar agendas prévias para reunião, datas e prazos para cumprimento de obrigações de ambas as partes.
FALE COM QUEM TOMA DECISÃO
Se possível, procure entrevistar-se com a pessoa que toma as decisões em cada empresa. Se você assim o fizer, não perderá tempo esperando que uma terceira parte entre no circuito decisório.
Resista à tentação de visitar clientes amigos em vez daqueles que podem aumentar suas vendas. Uns poucos minutos com um novo cliente podem lhe render mais do que um encontro descontraído e relaxado com um cliente amigo. Lembre-se do Princípio de Pareto "20% de suas ações são responsáveis por 80% dos resultados que você "produz". Concentre suas visitas nos "clientes 20%".
DESENVOLVA HÁBITOS SAUDÁVEIS DE VENDA
Escreva as frases abaixo num cartão eleve-o com você:
  • Faça sempre uma relação de objetivos e atividades;
  • Diariamente elabore um plano de ação, definindo as prioridades do dia;
  • Defina as prioridades em função dos "resultados" esperados de cada objetivo e/ou atividade;
  • Trabalhe em função dessa prioridades, iniciando o dia pelo assunto mais importante;
  • Reveja diariamente seu plano de ação (previsto x realizado) e 
  • Faça tudo isso agora, não deixe para amanhã.
QUANDO POSSÍVEL, PROCURE FAZER COM QUE O CLIENTE O VISITE. AS VANTAGENS SÃO INÚMERAS. VOCÊ POUPA TEMPO, PODE MOSTRAR AO CLIENTE COMO "FUNCIONA" SUA ORGANIZAÇÃO, FAZER DEMONSTRAÇÕES DE SEUS PRODUTOS ETC. COMO FOI VOCÊ QUEM MARCOU A ENTREVISTA SEMPRE TERÁ MAIS CONTROLE SOBRE SEU INÍCIO E TÉRMINO.
TRATE DO MESMO ASSUNTO COM VÁRIOS CLIENTES, AO MESMO TEMPO.
Se o mesmo assunto precisar ser divulgado ou analisado com vários clientes, procure promover uma reunião (em vez de visitas individual). Haverá menos problemas de comunicação no que você divulgar, sinergia entre seus clientes, intercâmbio de informações etc.
DIVULGUE O MATERIAL SOBRE ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO
Ao se encontrar com clientes, colegas, fale sobre o assunto Administração do Tempo, dê a eles cópia do material que possui, mencione as soluções que "você" encontrou, enfatize os resultados que "você" conseguiu, as dificuldades que superou.
IDENTIFIQUE OS MELHORES DIAS PARA CONTATOS COMERCIAIS
Respeitando a prioridade de cada assunto procure identificar os melhores dias e horários para seus contatos comerciais. É sabido que, em geral, as 2ª s e 6ª s feiras são dias em que as pessoas estão mais ocupadas; as pesquisas mostram também que a parte da manhã é menos congestionada que da tarde.
PROCURE AJUDAR O CLIENTE A MELHOR PROGRAMAR O TEMPO DELE (E O SEU). EIS ALGUMAS IDÉIAS:
  • Defina previamente ambas as agendas e o tempo de duração da entrevista (ambos terão mais tempo para se preparar).
  • Incentive-o a ir colocando por escrito tudo o que tem para tratar com você utilizando para isto uma agenda ou similar. Isto evitará novas idas e vindas, de sua parte.
  • Sugira a ele que a ordem de análise dos assuntos seja do mais importante para o menos importante.
  • Dê a seu cliente uma idéia dos seu próximos compromissos (embora garantindo que ele terá o máximo possível do seu tempo). Isto poderá ajudar na otimização do período de contato.
Caso tenha que desmarcar qualquer contato, faça-o com a maior antecedência possível. Isto fará com que seu cliente proceda do mesmo modo com você.
Defina com seu cliente um período em que você será mais facilmente encontrado no escritório; peça-lhe para concentrar os contatos nesse período.
Ao final de cada contato faça um resumo dos assuntos tratados e, especialmente, dos prazos combinados.
Sucesso gera sucesso. A medida que você se conscientizar dos benefícios advindos do controle do tempo. Você se tornará mais e mais convencido da necessidade de pôr em prática as técnicas de administração do tempo. Por quê? Porque elas funcionam! À medida que você começa a viver de acordo com o lema "tempo é dinheiro", nunca mais se satisfará com uma vida sem planejamento.
Cada momento tem seu valor, quer financeiro quer não financeiro.
Lembre-se que o tempo mal utilizado implica em vários tipos de custos:
  • O custo de sua hora como profissional, diretamente proporcional ao seu salário;
  • O custo do que você deixou de fazer durante aquele período e
  • O custo psicológico decorrente de não estar conseguindo desenvolver o que planejou.
L A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As 5 lições de Jim Collins, tido por muitos como o sucessor de Peter Drucker

Um dos mais respeitados pensadores do management mundial da atualidade revela lições para bons modelos de Administração...

Jim Collins


Ter o reconhecimento mundial da comunidade do Management e da Administração não é tarefa das mais fáceis. Imagina, então, ser considerado por muitos o sucessor do grande maestro da Administração contemporânea. Jim Collins foi o "cara" que alcançou esse status e hoje é um dos mais respeitados pensadores do mundo management da atualidade, tido por muitos como o herdeiro de Peter Drucker.
 Suas ideias e ideais já pararam em 3,5 milhões de livros vendidos em 29 idiomas diferentes. Em palestra no HSM ExpoManagement 2010, Jim Collins revelou algumas lições de bons modelos de Administração e cases de grandes empresas duradouras que conseguiram um desempenho superior ao longo do tempo. Veja as cinco grandes lições de Collins.
 Lição 1 - Cuidado com o declínio
 Jim Collins destaca que as grandes responsáveis pelo declínio de uma organização são as próprias empresas. "Algumas empresas caem ou sobem e isso não é questão das circunstâncias, é questão da escolha consciente e disciplina", afirma.
 Collins destaca que existem cinco estágios do declínio e que é preciso ficar atento a eles:
 - Estágio 1: O excesso de confiança proveniente do sucesso
- Estágio 2: A busca indisciplinada por mais (escala, crescimento, "aplausos"...)
- Estágio 3: A negação dos riscos e perigos
- Estágio 4: A luta desesperada pela salvação
- Estágio 5: A entrega à irrelevância ou à morte

 Lição 2 – Seja um "líder nível 5"
Um dos elementos que fazem com que uma empresa deixe de ser boa para ser excelente é a liderança. Para Collins, essa liderança deve ser baseada em tomadas de decisões corajosas, buscar fazer o melhor possível e, principalmente, ter humildade. "O ingrediente mágico entre os grandes CEOs não está em sua genialidade ou competência, mas em sua humildade e boa-vontade", explica.
 Jim Collins afirma que essas pessoas são consideradas os "líderes nível 5" e possuem as qualidades dos níveis anteriores.

  • Nível 1: reúne as capacidades individuais. 
  • Nível 2: as de equipe.
  • Nível 3: as de administração
  • Nível 4: reúne habilidades de liderança: capacidade de comandar, dar direção, mobilizar e transformar um grupo.
 Lição 3 – Não fique arrogante com o sucesso
 A queda das empresas, muitas vezes, está na continuidade do modelo de gestão. Muitas empresas quando chegam ao sucesso mantêm o formato que lhes deu bons resultados e se acomodam, ou seja, não buscam inovar ou trazer algo diferente que agregue à empresa. "É preciso manter a empolgação, a auto-estima, criatividade e intensidade, mesmo quando tiver sucesso. Se as pessoas perdem isso, há possibilidade de declínio", afirma Collins.
 De acordo com Collins, foi assim que a Johnson & Johnson e a Page conseguiram se manter em mais de 100 anos de mercado.
Lição 4 – Não desmotive seus funcionários
 Jim Collins explica que é comum ouvir que é preciso motivar os funcionários da empresa. Mas, através de pesquisas em diversas organizações pelo mundo, ele constatou que as características dos funcionários contratados recentemente já indicam um grau de motivação natural nesses profissionais.
 Collins afirma, então, que a questão central não está na motivação desses funcionários, mas em não desmotivá-los. O guru diz que isso é possível quando a empresa está aberta a novas sugestões, encara outros projetos e dá as ferramentas necessárias para o andamento do trabalho.
 Lição 5 – Escolha as pessoas certas
 "A habilidade executiva número um é escolher as pessoas certas e colocá-las nas posições certas", afirma Collins. Ele destaca que ter uma equipe comprometida com a empresa e ocupando os cargos ideais aumentam drasticamente as chances de o empreendimento dar certo.
 Collins indica que existem algumas características para saber se a empresa contratou o profissional certo. Entre elas estão:
  •  pessoas certas se encaixam nos valores da corporação;
  •  pessoas certas não precisam ser gerenciadas de perto;
  •  pessoas certas compreendem que não tem emprego, mas sim responsabilidade;
  •  Elas fazem 100% do que realmente se propõe a fazer;
  •  Elas têm uma enorme paixão pela empresa e pelo trabalho que exercem.
Jim Collins = É o mais respeitado pensador do mundo de management da atualidade e considerado o sucessor de Peter Drucker. Jim Collins escreveu quatro livros – incluindo o clássico Built to Last, que registra 3,5 milhões de cópias vendidas em 29 idiomas e até hoje figura em listas de best-sellers. 


Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

Motivação: necessário para a empresa, fundamental para o profissional

Motivação está em toda parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas sendo capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso

Vivemos na era do conhecimento e da valorização humana. Independente do porte ou da área de atuação está cada vez mais claro que empresas são feitas por pessoas e que é preciso valorizá-las. De nada adianta um produto muito bem elaborado tecnicamente, com uma engenharia de ponta, se, na hora da venda ou de um contato com o consumidor, o colaborador não souber valorizar e transmitir para o consumidor final toda a inovação do produto.

Para conseguir profissionais empenhados, além de muito treinamento, é preciso estratégias direcionadas para o incentivo e o reconhecimento da capacidade individual e da integração entre em equipes. Com profissionais motivados, todos ganham: o próprio colaborador, o ambiente de trabalho e os resultados da companhia.

Ao contrário do muitos podem imaginar, as campanhas de motivação não são ações isoladas. Elas estão em toda a parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas. Trata-se de um mundo silencioso capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso. Porém, para ser de fato eficaz e atingir o resultado alcançado, é necessário o engajamento das duas partes envolvidas: empresas e profissionais.

A iniciativa deve e precisava vir do mundo corporativo. Mesmo em pequenas empresas, é simples e fácil organizar ações direcionadas à motivação. Vale ressaltar que, mais importante do que uma grande recompensa final, esta a necessidade de criação de uma cultura de reconhecimento dentro da corporação. As campanhas refletem os valores da companhia e ajudam a reforçar junto a todos os colaboradores o comprometimento da empresa com o reconhecimento profissional.

A primeira etapa para uma campanha de motivação bem sucedida é a definição de metas que sejam factíveis, porém não tão fáceis que possam ser consideradas banais. As metas servem para guiar o colaborador. Cada profissional precisa e deve saber para onde caminha a empresa e qual a sua importância para ajudá-la nesta trajetória. As metas sinalizam a direção para onde todos devem olhar.

Com metas claras e bem definidas, é possível direcionar a campanha e canalizar todos os esforços para alcançá-las. Claro que o salário mensal já é o grande motivador dos colaboradores. Porém, se há uma campanha ou uma meta específica que se deseja atingir, nada mais válido que haver uma recompensa pelo empenho extra e pelo engajamento do profissional. Em todas as companhias e nas mais diferentes atividades, os profissionais querem e precisam se sentir parte do processo. As ações de reconhecimento exercem esta função e ajudam a criar no colaborador a sensação de que se trata de uma prática da companhia.

Por outro lado, de nada adianta a iniciativa da empresa se o colaborador não estiver disposto a participar. O engajamento e o interesse são individuais. O que a companhia precisa fazer é descobrir o que, de fato, ajuda a motivar a sua equipe. Mesmo para profissionais de vendas, onde os maiores interesses estão nas comissões financeiras, é possível criar campanhas lúdicas que envolvam os profissionais em uma nova atmosfera. O necessário é identificar estas oportunidades e demonstrar que a companhia, independente do porte e do setor, está atenta às necessidades e ao bom desempenho dos seus profissionais e sempre irá criar maneiras diferentes e criativas de reconhecer o trabalho desempenhado.

É como se, a cada momento, as empresas buscassem maneiras diferentes de dizer três expressões mágicas: "Você consegue"; "Parabéns" e "Muito Obrigado". Na era do reconhecimento humano, buscar formas criativas de se expressar e conquistar o próprio colaborador deve fazer parte de toda a companhia que busca a excelência em sua área de negócio.

Sueli Brusco - Diretora da SimGroup  www.administradores.com.br

sábado, 13 de novembro de 2010

Comprometimento, inovação e criatividade

Palavras que isoladas são apenas jargões do mundo dos negócios, mas que se associadas e interpretadas na realidade das organizações podem fazer a diferença. 
Vamos falar de três coisas muito importantes. Começando de trás para frente, o que é criatividade?
Em meio a várias definições, inclusive quocientes de inteligência e aspectos de habilidades múltiplas, resumo criatividade em liberdade ou liberdade de pensamento.
Porém, não basta você ser livre de amarras externas. Tem que se livrar dos bloqueios internos e isso nos leva ao segundo tópico essencial: inovação.
Quando pensamos em inovação, em geral, vêm à cabeça iPhones e outras tecnologias ‘ultramodernas’. Mas inovar é modificar, re-arranjar e, principalmente, melhorar. Isto é, podemos inovar em produtos, processos e até ideias. Certo, mas e o comprometimento? O que tem a ver? Tudo. Comprometimento é a base. E isso só se consegue com Liderança.
Na verdade, escrevo este artigo para tentar responder ao “diabinho” que fica martelando em nossas cabeças, como:

“minha equipe não tem comprometimento”;

“as pessoas não têm responsabilidade”;
“eu não consigo obter os resultados desejados”.
Recentemente, ouvi uma discussão em que as pessoas apresentavam as dificuldades de seus ambientes de trabalho. Variantes dos pensamentos acima eram o auge da conversa. Havíamos começado de trás para frente. Agora vamos recapitular, no sentido correto.
As organizações precisam de comprometimento das pessoas, colaboradores ou o como quiserem chamar. Porém, não são recursos humanos, são pessoas. E pessoa é indivíduo, ou seja, individual. Sem que todos “vistam a camisa”, o sucesso será muito mais difícil.
Afinal, já temos tantos problemas para lidar: mercado, concorrência, consumidores, tecnologias, processos, etc. Imagine ainda ter que lutar contra o atrito ou arrasto das pessoas que fazem parte do nosso time, mas que não estão comprometidas com os objetivos.
Só faltou um ponto crucial: por que eu me comprometeria com algum objetivo que não é meu? A resposta é que, no geral, eu não me comprometeria. É aqui que entra o “pulo do gato”. Se você quer pessoas comprometidas trabalhando com você, elas precisam conhecer os objetivos, concordar com eles e se sentirem parte do todo.
A primeira dificuldade é escolher os objetivos corretos. Muitas organizações estão perseguindo objetivos “estratégicos” errados e que as levarão para onde elas não querem ir. O segundo obstáculo é redigir objetivos simples, diretos e claros. Feito isso, ainda falta comunicá-los de maneira eficiente. Neste ponto, lembre-se: as pessoas são únicas. Portanto, obviamente, possuem necessidades diferentes.
Já ouviu falar em “gerenciar as expectativas das partes interessadas”? Conhecidas também como stakeholders. É um processo de gerenciamento de projetos, mas que tem aplicação geral em administração de pessoas. Você primeiro identifica os stakeholders, seus desejos, necessidades e expectativas; depois traça estratégias para persuadir e influenciar essas pessoas; e, por fim, coloca em prática. Um detalhe: são partes interessadas. Não são “juntos”, não é “todo” e não é grupo.
São partes diferentes e assim devem ser tratadas. Por falta de tempo, de conhecimento ou de “paciência”, temos uma tendência de categorizar tudo. Separamos em grupos e tratamos coisas ou pessoas diferentes como se fossem iguais.
O meu conselho é que você pense mais no que o outro quer. Se você deseja que ele se comprometa, mostre o que ele irá ganhar com isso. Não basta conhecer apenas a pirâmide de Maslow, você precisa ler pelo menos o Dale Carnegie.
O outro pode ser seu amigo, mas só irá se comprometer se você mostrar a ele o que ele tem a ganhar. E por falar em comprometimento, dê uma olhada na figura abaixo para ter uma idéia melhor.
E a inovação? Ficou pelo caminho, perdeu-se neste artigo? Não. A inovação é um processo que depende muito de pessoas comprometidas, compromissadas e engajadas. Se você quer produtos novos, serviços melhores, reestruturação, melhoria de processos e aumento de eficiência, invista nas pessoas. Elas serão criativas se sentirem liberdade (externa e interna) para ousar, elas precisam de apoio e elas querem ser ouvidas.
“No momento em que você se compromete, o Universo se reúne para ajudá-lo.” (Goethe)
E eu acrescentaria: no momento em que você compromete ou conseguem que se comprometam as outras pessoas, o céu é o limite. Esqueça as desculpas. O recado está dado.
Mário Henrique Trentim (Diretor da iPM Consult – Consultoria Inteligente. O Executivo também é membro voluntário do PMI Chapter Pernambuco)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Maioria dos jovens brasileiros divulga dados pessoais na rede

Comportamento: Pesquisa confirma que adolescentes compartilham até número de CPF.

A geração que dava seus primeiros passos quando a internet nascia, 15 anos atrás, ainda engatinha quando o assunto é privacidade no ambiente virtual. Uma pesquisa de mercado encomendada pela McAfee à TNS confirma o que já vem sendo alertado na imprensa: grande parte dos adolescentes brasileiros compartilha dados pessoais na rede com desconhecidos.
O estudo envolveu 400 internautas de 13 a 17 anos de todo o país e mostra que entre as informações divulgadas na rede por essa faixa etária estão dados como e-mail (48%), foto pessoal (33%), número do celular (22%), sobrenome (18%), endereço de casa (7%) e até CPF (4%).
As redes sociais são o principal veículo de divulgação desses dados. Segundo o levantamento, oito em cada dez adolescentes participam ativamente dessas mídias, sendo que 71% atualizam seus perfis frequentemente e 46% chegam a informar sua localização através desses sites.
José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee, alerta que esse comportamento amplia o risco da incidência de práticas como roubo de identidade e de senhas, infecções de PCs por arquivos criminosos e até mesmo falsos sequestros. "Com tantos dados disponíveis, os criminosos podem muitas vezes estabelecer todo o perfil e os hábitos de uma futura vítima", opina.
Apesar de os números apontarem o contrário, 79% dos adolescentes afirmam saber como manter a segurança ao navegar na internet. Em contrapartida, a pesquisa revela que 50% já tiveram seus computadores infectados; 25% tiveram informações pejorativas publicadas on-line e 20% tiveram senhas roubadas.
Para Alexandre Momma, diretor de atendimento da TNS, a familiaridade dos chamados nativos digitais com a tecnologia é responsável por essa falsa sensação de segurança: "Eles nasceram com a internet e entendem que podem resolver qualquer questão nesse ambiente, mas desconhecem muitas das ameaças."
Momma cita outro dado para reforçar a falta de conscientização do jovem brasileiro em sua relação com a rede. Segundo a pesquisa, 86% dos adolescentes baixam arquivos de música e vídeo a partir de sites gratuitos. Na maioria dos casos, esses endereços não têm qualquer tipo de controle sobre o conteúdo disponível, diz o diretor.
Como agravante desse contexto, a pesquisa mostra a dificuldade dos pais em controlar o que seus filhos acessam. Enquanto 88% dos jovens afirmaram que seus pais confiam no seu comportamento na rede, 39% dos adolescentes não contam o que fazem na internet e 53% disseram saber como esconder suas atividades on-line de seus responsáveis.
Para Sérgio Oliveira, gerente da área de Consumidor da McAfee Brasil, proibir os filhos de acessar a rede não é a melhor alternativa para os pais. "Hoje, há várias formas para se conectar à rede, e não apenas em casa", lembra ele.
O estudo indica a crescente variedade dos dispositivos de acesso à internet usados pelos jovens. O computador ainda é o meio preferido (89%), mas os laptops e celulares apresentaram um crescimento significativo, com 49% e 25%, respectivamente.
José Matias, da McAfee, acrescenta que a mobilidade tende a ampliar o desafio de conscientização dos adolescentes, já que os dispositivos móveis são vendidos apenas sob a ótica do entretenimento, sem que se crie uma cultura dos riscos associados ao seu uso, conclui o executivo.

Fonte: Valor Econômico - Moacir Drska