sábado, 6 de março de 2010

SUA MAJESTADE, O PROFESSOR

Marta Avancini

Num tempo em que a concorrência entre as instituições de ensino superior se acirra, a questão da sobrevivência das organizações coloca-se como preocupação central para muitos gestores. O que faz a diferença nesse contexto? A infra-estrutura, a gestão ou o relacionamento entre alunos, professores e funcionários?

Uma pesquisa realizada pelo sociólogo Gilson Borda, que resultou na sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Brasília, contém algumas idéias que podem ajudar as instituições a se posicionarem nesse contexto. A partir de questionários e entrevistas aplicadas a 351 alunos de duas instituições de ensino superior particulares do Distrito Federal, Borda concluiu que um bom professor vale mais do que instalações luxuosas. O resultado é válido para 80% dos estudantes que participaram do estudo e está relacionado, segundo o autor do trabalho, a uma mudança das relações que estão em curso no mundo contemporâneo.

Além de alunos, que responderam a um questionário com questões semi-abertas, foram entrevistados 14 gestores e profissionais das duas instituições. Uma delas existe há mais de 40 anos e localiza-se no Plano Piloto (área central de Brasília); a outra é pequena, nova e fica numa cidade-satélite (periferia). O autor conta que optou por investigar instituições com perfis diferentes para obter mais abrangência de resultados.

"Na segunda metade do século passado prevaleciam o capital econômico e o capital intelectual como valores das organizações. No cenário atual, o capital social está ganhando cada vez mais espaço como fundamento da relação de confiança que uma organização estabelece com as pessoas", diz Borda, explicando que capital social diz respeito às relações das instituições com clientes, prestadores de serviço, funcionários ou a comunidade em geral. Na opinião dele, a importância do capital social só tende a aumentar.

E, nesse processo, os professores desempenham um papel fundamental, afinal, são eles que convivem com os estudantes no dia a dia, constituindo-se na face mais visível da instituição. "O professor consolida ou não a confiança que o aluno mantém com a instituição de ensino", sintetiza o pesquisador. Ele considera que a sobrevivência das instituições está relacionada ao estabelecimento de relações de confiança, sobre as quais se constrói a credibilidade.

Para Borda, esse resultado implica o rompimento de algumas idéias preconcebidas, como a de que a imagem se constrói apenas por meio de uma comunicação eficiente. "A espiral de confiança é construída à medida que são reforçados os valores fundamentais", explica o pesquisador. Ele constatou um grau de satisfação maior dos alunos da instituição mais nova e menor, onde os resultados indicam a existência de maior engajamento dos professores. Por isso, ele reitera que o capital econômico e tudo que se associa a ele (investimento em infraestrutura, por exemplo) está vinculado ao capital social (o bom ou mau relacionamento com alunos, por exemplo).

Novamente, os docentes são fundamentais nesse processo: o estudo aponta que a qualificação dos professores é o principal fator de atração de uma instituição.

Para Fábio José Garcia dos Reis, diretor de operações do Centro Unisal, em Lorena, no interior de São Paulo, o reconhecimento da importância do professor numa instituição educacional é algo que se constata ao longo da história e continua valendo até hoje. "Os professores tornam-se referência pelas suas publicações, pelo relacionamento com o mercado, pela sua capacidade de elaborar novos projetos e serviços e pelas diversas conversas com os alunos na orientação para o estudo, pesquisa ou trabalho", afirma.

Para Roberto Lobo Leal e Silva Filho, diretor da consultoria Lobo & Associados, o professor é o "DNA da instituição". "Não adianta ter um salão de mármore se os professores forem omissos", sintetiza. Entretanto, ele considera que o professor tem peso maior ou menor dependendo do perfil da instituição. "Nas instituições de massa, o valor da mensalidade pode ser um forte fator de atração", analisa. Mas mesmo nessas instituições, ressalva o consultor, não se pode esperar a oferta de um ensino de qualidade somente com professores horistas.

Reis se contrapõe, enfatizando que a credibilidade não está relacionada, necessariamente, ao tempo de dedicação do professor, embora reconheçam que é importante ter muitos docentes vinculados a fim de se levar adiante projetos de pesquisa, ensino e extensão. "É ideal, mas o alto custo torna isso inviável para muitas instituições privadas."

Ao realizar a pesquisa para a sua tese de doutorado pela Universidade de Brasília, o sociólogo Gilson Borda pediu, em questionário distribuído aos alunos, que eles enumerassem, de forma classificatória (1º, 2º, 3º lugar), o que mais os atraiu no momento de escolha de uma instituição de ensino superior.

Para 86,6% dos participantes, a qualificação e a titulação dos professores foram marcadas como um dos cinco atrativos mais importantes para a escolha da instituição, distribuídos da seguinte forma: 32,5% dos alunos consideram a qualificação dos professores como o item mais importante; 20,7% como o segundo item; 13,6% como terceiro; 9,3% indicaram como quarto item e 10,5% marcaram como quinto fator. Apenas 1,9% dos participantes enumeraram a qualificação e a titulação dos professores como item menos importante entre os expostos.

Em sua tese, Borda observa que a marca da instituição também é um fator de referência para a credibilidade. "Em um momento inicial, caso o aluno não conheça o professor, ou não tenha informação suficiente sobre ele, é [a instituição educacional] quem pode validar o docente e sua formação", escreve. Em outros casos, especialmente se a instituição está em fase de desenvolvimento de sua imagem institucional, é o professor, pelo seu bom currículo, que gera valor e atratividade para a marca.

Contribuição: Adm. Fernando Viana - Consultor Empresarial / fernando.viana@ola.org.br

quinta-feira, 4 de março de 2010

RELACIONAMENTO - Por Arnaldo Jabor


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro...'
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... acabou'
- ?É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa. Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós.
Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta.
É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Arnaldo Jabor

O inferno da demissão: dificuldades de chefes e funcionários na hora da má notícia

Sinceridade e respeito são fundamentais para minimizar os impactos

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

Quando o delicado momento da demissão pega o profissional de surpresa, os impactos podem ser imensos. A queda na auto-estima, a crise financeira pessoal e a dificuldade para se recolocar no mercado são grandes vilãs. Entretanto, o embaraço nessa hora não é só do demitido. Superiores responsáveis por dar a má notícia também têm dificuldade para lidar com a situação. "Ainda que um profissional experiente possa ter realizado várias ao longo da sua vida, cada demissão continua sendo um momento extremamente estressante", afirma Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, no artigo "O céu turbulento da demissão".

O que dizer? Como dizer? Trevisan explica que é preciso ter muita cautela, por parte do superior, na hora de fazer a demissão. "O momento é extremamente delicado, e por isso deve ser tratado com o máximo de cuidado e respeito", afirma Fernando. Norberto Chadad, CEO da Catho Consultoria em RH, lembra ainda que "a pessoa responsável pela demissão nunca deve esquecer que o demitido estará fragilizado no momento imediatamente seguinte à notícia e deve usar todas as ferramentas disponíveis para minimizar o impacto".

Na hora de demitir é fundamental o olho no olho, ter uma conversa franca, mostrando as falhas do profissional que ocasionaram a demissão e deixando claro que a saída pode abrir espaço para novos projetos. "A conversa deve ser pessoal, nunca por telefone, muito menos por email ou telegrama. Esses pequenos detalhes fazem grande diferença para que o profissional que está sendo demitido não sinta sua auto-estima rebaixada", lembra Trevisan. Norberto Chadad complementa: "uma boa solução para minimizar os impactos é oferece um processo de recolocação (outplacement)".

Fui demitido. E agora?!

O profissional também precisa fazer sua parte. Não se deixar abater é o primeiro passo depois da notícia. "Uma demissão pode servir para tirá-lo da zona de conforto e se arejar profissionalmente", afirma o diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios. "Não adianta se lamentar. O importante é absorver com sinceridade os motivos que o levaram à demissão, analisar os erros e olhar adiante com uma nova postura", complementa.

Manter-se sempre preparado para o pior também é fundamental. Aliar planejamento financeiro com iniciativas preventivas voltadas para o mercado de trabalho deve ser a regra. "Sem dúvida, reservar uma parte da renda para emergências é uma atitude sempre prudente. Mas existem outras iniciativas importantes que podem ajudar o profissional demitido a se recolocar rapidamente", afirma Fernando Trevisan. E ele complementa: "manter uma rede de relacionamentos ampla e diversificada é essencial, já que grande parte das contratações se faz por indicação. Mas não adianta buscar essa network só quando precisa. O ideal é aparecer sempre, contribuir de alguma forma e ajudar quando é solicitado". Como lembra Norberto Chadad, "o networking é responsável por 50% das recolocações".

A formação continuada também pode ajudar o profissional na hora de buscar um novo espaço no mercado. Além de desenvolver competências, a sala de aula é uma vitrine importantíssima, pois os colegas serão recrutadores altamente confiáveis para as empresas onde trabalham. "São eles que vão dar boas ou más referências sobre seu caráter e desempenho profissional. É importante estar atento para deixar uma boa impressão, já que ao fechar uma porta talvez você esteja fechando três", diz Trevisan.

Especialista ou generalista?

Estar aberto a exercer novas funções pode ser um caminho para se realocar profissionalmente. Francisca Ribeiro, 53, que tem no currículo três demissões, afirma: "me tornei uma profissional a cada dia mais polivalente, podendo exercer inúmeras atividades em diversas funções e áreas". Ela diz que foi tradutora, intérprete, professora, comunicadora social, relações publicas, agente de pessoal, gerente de RH, assessora internacional, recepcionista, baby sitter, promotora de eventos, diretora de sociedade de amigos de bairro e relações institucionais.Segundo Fernando Trevisan, o segredo está em o profissional ter flexibilidade. "É claro que um profissional especialista que seja flexível e também consiga tratar de outros assuntos, e um profissional generalista que consiga se aprofundar quando for necessário, vai se destacar em relação aos outros". Já Chadad incentiva o foco em uma área. "A especialização é o melhor caminho. Participar de seminários, muita leitura e pesquisa constante farão toda a diferença em um processo de seleção de profissionais", afirma Chadad.

terça-feira, 2 de março de 2010

Educar é prevenir o futuro.

Faculdade Atenas Maranhense - FAMA completa 10 anos de muito sucesso e realizações, e para homenagear esta significativa data, descrevo abaixo com muito orgulho, a crônica do meu Eterno Mestre, Prof. Ribamar Fiquene - "A FAMA É DO MARANHÃO".
PARABENS FAMA...

A FAMA É DO MARANHÃO
José de Ribamar Fiquene
Membro da Academia Impratrizense de Letras

Abri a janela do tempo e passei a acreditar na Faculdade Atenas Maranhense, mais conhecida pela sigla FAMA.
Deslumbrantes, felizes, altaneiros e timoneiros, os estudantes, professores, funcionários, coordenadores e diretores carregam o peso do compromisso, soprando a alma lampejada de glória. Sensatos, responsáveis, competentes e dedicados, vencem a batalha principal de sua época, usando a crença infinda. Respeitados, conscientes, invulneráveis e heróis, firmam-se nos mandamentos da educação, concitando a responsabilidade para o aperfeiçoamento dos cursos de graduação superior.
A amplitude é o espaço da significação no campo do ensino. Todos se mostram preparados para envidar a iniciativa do percurso. A adequação dos objetivos estará sempre na qualidade. Ninguém se afastará do verdadeiro ideal: vencer com dedicação e competência. O céu deu luz às estrelas para amplificar o universo. As aulas abriram os horizontes para identificar os conhecimentos.
Céu do saber! Aulas da inteligência! Céu do Maranhão! Aulas do triunfo!
De todas as formas encontradas para prestar serviço à pátria, uma se destaca: a de educar.
Educar é prevenir o futuro.
Educar é o impulso do sentimento.
Educar é o cântico amável do valor humano.
Educar é a inspiração sadia do sopro vivificante.
Educar é o rio caudaloso da imaginação.
Educar é o apanágio do desenvolvimento.
O reino das habilidades intelectuais nasceu no cenáculo da inteligência acurada e do talento professo.
Os arbustos se transformaram na floresta, como exemplo das causas grandiosas, onde os olhos abertos do sol penetram para colorir a folhagem cristalina e prosperar o infinito da seiva dadivosa.
As águas lustrais fizeram a cobertura do destino, com os reflexos do sonho cristalizado. A apoteose da alegria se abriga na competência e na solidariedade!
É o belo significando as flores da natureza!
É a luz promovendo o brilho universitário!
É a cantiga traduzindo o amor de professar as letras, as artes e as ciências!
Algo de novo aparece na constelação do sorriso!
Algo de reconhecimento reflete nos corações com presteza, solicitude e empenho!
Os livros são os tijolos da edificação intelectual. E a cultura é a riqueza mais vantajosa e eficaz.
A FAMA é do Maranhão! E o Maranhão é do povo!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Solidariedade aos irmãos do CHILE

O terremoto, de cerca de um minuto de duração, ocorreu às 3h34 (horário local de verão, o mesmo de Brasília) e estremeceu prédios na capital, Santiago, a 325 km de distância. Várias regiões da cidade ficaram sem energia e muitos chilenos, com medo, saíram às ruas. O número de mortos pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu a região central do Chile na madrugada deste sábado (27) chega a 122 até agora, segundo informacoes vinda do Chile.

"Quero compartilhar da dor dos familiares das mais de 122 pessoas que perderam a vida neste terremoto. E espero que os irmãos Chilenos, saia dessa o mais rápido possível, sob a Protecao da sua  Padroeira, Nossa Senhora do Carmo (Virgem del Carmen)  Padroeira do Chile."

Jorge Henrique Cavalcante 






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Twitter: desperdício de tempo ou troca de informações úteis?

O Twitter virou febre. Quem está fora não pode deixar de entrar, quem está dentro sabe que não deve sair. Poderosa ferramenta de troca de informações e de “networking”, o Twitter ganhou espaço por permitir que o conhecimento fosse compartilhado, ultrapassando fronteiras.

Criado há quatro anos, tem no Brasil, diz pesquisa, o segundo maior número de usuários no mundo, e celebridades como o apresentador Luciano Huck – primeiro brasileiro a conquistar um milhão de seguidores no país - e o presidente dos EUA, Barack Obama. Não só mudou os hábitos de comunicação, como impôs inúmeros desafios, um deles é o grau de retenção da informação transmitida.

Quanto a esse aspecto é preciso considerar que dado à característica do Twitter - 140 caracteres e uma avalanche de mensagens que a pessoa envia e recebe por dia -, o grau de retenção da informação é baixíssimo, é efêmero.

Sabem por quê? Pensem um pouco, quanto tempo dura a informação que você acaba de receber pelo Twitter? Certamente, dura até o próximo Twitter que você receberá em instantes. Simples assim. Então, é preciso olhar o Twitter sob essa perspectiva, de que ele é um transmissor de informação etérea, que tem prazo de validade curtíssimo.

Se as informações que circulam entre seus seguidores são descartáveis, restam as seguintes perguntas: (i) como absorver todo esse mar de conhecimento que logo será jogado no lixo ou deletado de nossas mentes? (ii) vale a pena o tempo que se dedica a ler e responder as mensagens?

Talvez a resposta esteja na brilhante sacada da colunista do jornal Financial Times, Lucy Kellaway, que admiro e tem seus artigos reproduzidos no Valor Econômico: “Cheguei à conclusão libertadora de que a maioria de nós não precisa lembrar-se de quase nada para fazer nossos trabalhos de forma competente, porque quase todas as informações podem ser encontradas com um clique de mouse na internet”.

Será que caminhamos para era da memória descartável? Apesar de me considerar um twitteiro de carteirinha, não posso deixar de questionar o tempo por vezes desperdiçado com a rápida troca de informações que circulam entre nós como um cometa que mal conseguimos enxergar.

É inegável o poder que as redes sociais têm sobre nós, mas ouso duvidar se realmente estamos preparados para aproveitar essa avalanche de informações que recebemos a cada segundo, muitas das quais acabam se perdendo no limbo em meio à enxurrada irresistível de twitters onde há de tudo: informação útil, bobagens, futilidades, desabafos, coisas de gosto duvidoso.

O desafio está lançado e levante a mão quem tem alguma solução.

Julio Sergio Cardozo:
Conferencista, consultor de empresas e professor livre-docente de controladoria & finanças.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Logística na prática - Custo Logístico


É muito comum hoje em dia escutar falar ou ler em revistas técnicas e jornais sobre Custo Logístico, mas você sabe ao certo o que é um Custo Logístico? Se você utilizar a seção "Dicionário Log" do www.guiadelogistica.com.br  verá que é a somatória do custo de transporte, custo de armazenagem e custo de manutenção de estoque, mas será que com esta informação você sabe apurar o Custo Logístico de sua empresa?
Foi pensando nisto, que resolvi detalhar como chegar a cada um destes custos, para depois sim você ter a certeza de que a somatória irá realmente representar seu Custo Logístico.
Vamos explicar a seguir cada um dos componentes:

1) Custo de Armazenagem
Em primeiro lugar é bom esclarecer que este custo envolve a armazenagem (almoxarifado) para matérias-primas e embalagens (produtos acabados).
Terá de considerar: salários, horas extras, encargos sociais, assistência médica/dentária, cesta básica, transporte de funcionário, material de consumo (limpeza e segurança), aluguel de imóveis, depreciação de equipamentos, depreciação de imóveis, manutenção (peças de reposição/serviços), impostos/taxas/associações de classe, manutenção (limpeza), restaurante, RH, mão de obra contratada, impresso/material de escritório, despesa com seguro, energia e compra de bens duráveis.
Acho que engloba todas, mas se tiver mais alguma que não esteja acima, acrescente.

2) Manutenção de Estoque
Terá de pegar o saldo médio de estoque de cada item e multiplicar pelo custo de fabricação. Chegará a um sub-total. Somar o sub-total de todos os ítens e multiplicar pelo (x,x) % ao mês. Este (x,x) é o índice que o Financeiro de sua empresa trabalha.
Multiplicar o resultado por 12 meses. Se trabalhar em dólar, multiplicar pelo valor do dólar vigente. Desta maneira chegará ao valor de Manutenção de Estoque.

3) Custo de Transporte
Se o transporte na sua empresa for terceirizado, considere o valor total pago ao(s) terceiro(s).
Se for frota própria considere como custos: salários, encargos sociais, horas extras, administração, assistência médica/dentária, cesta básica, vale transporte, depreciação, manutenção (óleos e lubrificantes), restaurante, reformas mecânicas (peças), pneus, combustível, despachante/multas, seguro obrigatório, seguro dos veículos, seguro das cargas, licenciamento/IPVA e outros que possa ter.
Se trabalhar com meia frota própria e meia frota terceirizada, terá de somar as duas.

Depois de tudo calculado, somando-se 1 + 2 + 3 = Custo Logístico

Agora que já sabe como calcular o Custo Logístico de sua empresa, mãos à obra e depois de apurado mostre a seu superior (supervisor, gerente, diretor, etc.) e tente reduzí-lo, mostrando o seu plano de ação para tentar baixar cada componente de custo.
É importante ter conhecimento do seu Custo Logístico, pois afinal não podemos melhorar aquilo que não mensuramos. Com números, tudo fica mais claro e poderá saber ao certo onde está e para onde quer ir como meta.

Marcos Valle Verlangieri,
Diretor da Vitrine Serviços de Informações S/C Ltda.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DAR NÃO É FAZER AMOR

Luís Fernando Veríssimo

Dar é dar.

Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.

Mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...

Te chama de nomes que eu não escreveria...

Não te vira com delicadeza...

Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.

Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar....

Sem querer apresentar pra mãe...

Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...

Te amolece o gingado...

Te molha o instinto.

Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.

Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.

Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.

Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem

esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora.

Durante um mês.

Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.

Dar é não ganhar.

É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.

É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.

É não ter companhia garantida para viajar.

É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.

Dar é não querer dormir encaixadinho...

É não ter alguém para ouvir seus dengos...

Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.

Esse sim é o maior tesão.

Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...

"A vida é a arte de tirar conclusões suficientes de dados insuficientes".

Enviada por: Magna Rafaela Ribeiro