QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

DICAS PARA ESTABELECER A GESTÃO DE RISCO NA SUA ORGANIZAÇÃO

Qualquer organização já́ estabelecida tem uma cultura de risco instalada. Então, a primeira coisa a fazer antes de mudá-la é saber como ela anda. 

Defina os elementos culturais desejáveis e identifique os potencialmente adversos junto à alta administração. 

A seguir, verifique como os colaboradores percebem esses elementos. 
Por exemplo: 
  • Elas acham que há liberdade para relatar situações de risco sem sofrer retaliações? 
  • Elas conhecem os riscos inerentes ao negócio? 
  • Elas sabem qual é o grau de autonomia que se espera delas? 
  • Elas acham que os lideres estão preparados para lidar com riscos?

Diversas metodologias estão à disposição para medir os elementos culturais de risco e avaliar como anda a cultura de risco da organização, tais como:

  • Pesquisa especifica de cultura de risco (pode ser na forma de survey ou por meio de entrevistas);
  • Incorporação de questões sobre percepção da gestão de risco na pesquisa de clima ou na pesquisa de valores;
  • Criação de grupos focais interfuncionais;
  • Estudo do comportamento das pessoas, com base na analise do histórico de desvios, incidentes e outras manifestações reais de risco que a organização experimentou.
Como segundo passo, deve-se diagnosticar se a organização possui bolsões de cultura inconsistente e identificar as causas dessa discrepância, tais como: 
  • estrutura local excessivamente autocrática, 
  • acomodação em zona de conforto, 
  • ausência de sistemas locais para sensibilização e estimulo etc.


Por fim, e sempre com o aval da alta administração, na terceira fase, você̂ deve tentar interferir nos elementos culturais que descolaram do que se pretende como cultura de risco da organização. 

Essa açãé importante, contudo, não é trivial. O remédio tem de ter dose certa, não pode ser pior do que a “doença. Mudanças culturais devem ser feitas com a devida cautela, com a compreensão da dinâmica e do equilíbrio dos sistemas envolvidos.

A linha de ação geralmente passa por:

  • Revisar os valores da organização e o método para sua disseminação;
  • Reposicionar a tolerância do sistema de liderança a determinados tipos de risco e deixar claro o novo posicionamento;
  • Efetuar mudanças cirúrgicas na estrutura organizacional;
  • Revisar a espinha dorsal da trilha educacional, que vai desde a integração de novos colaboradores até o aprimoramento dos lideres, para fortalecer o tal estado de alerta, ou seja, para desenvolver a sensibilidade ao risco mesmo em ambiente de rotina.
Seja qual for a etapa da gestão de risco em que a sua organização esteja colocando foco no momento, é altamente recomendável a realização de benchmarking

Gestão de risco é um processo gerencial bem praticado em vários setores empresariais no Brasil e há fartura de bons exemplos de iniciativas de ajuste da cultura de risco. 

Dica importante: Não há necessidade de buscar organizações do setor em que atua. O processo gerencial de gestão de risco tem a vantagem de ser comparável ao de qualquer tipo de organização. Por exemplo, os grandes bancos brasileiros são muito competentes nessa área e têm processos já́ refinados de fortalecimento da cultura de risco. 

É sempre bom lembrar que benchmarking exige planejamento e preparação: defina previamente quais são os postos-chave da visita à outra organização e envie, com antecedência, suas expectativas.

Copiado: http://profamarins.blogspot.com.br/

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