QUEM SOU EU

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Empresário (DEPYLMAR, VIATNT e AGUASHOW), Administrador de Empresas, Mestrado em Administração, Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eficiência e Eficácia

Estes são dois conceitos muitos antigos, mas implacavelmente atuais. Principalmente nos dias de hoje não compreendê-los ou, o que é muito pior, confundi-los provoca, sem dúvida, grandes danos à performance e aos resultados.

As diferenças entre esses dois conceitos podem até parecer sutis, mas realmente são extremamente importantes.
Peter Drucker, que dispensa apresentações, é enfático em afirmar: eficiência é fazer certo as coisas, eficácia são as coisas certas. E complementa: o resultado depende de “fazer certo as coisas certas”.

Permita-me apresentar cada um desses conceitos com alguns detalhes a mais:
EFICIÊNCIA é: fazer certo; é o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.
EFICÁCIA é: a coisa certa; é o resultado; o objetivo: é aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão. 

Considerando-se o exposto vamos checar algumas percepções organizacionais muito naturais e... erradas!

Iniciando: qual a Missão da área de Treinamento?
A resposta natural poderia ser: treinar pessoas; reciclar; desenvolver ou algo parecido. Certo? Não, errado!
Percebam que as respostas estão representadas por verbos e dirige-se à ação, portanto refere-se a aquilo que se faz, ou à atividade ou o MEIO para se atingir o resultado.
Este resultado, ou a chamada Missão poderia ser consignado como: PESSOAS APTAS às necessidades da organização! Este é o objetivo.
A área de treinamento treina, ou desenvolve suas atividades para alcançar este resultado. Porém, na prática utiliza-se, com freqüência o indicador de “homens/horas/treinamento” para medir o resultado de treinamento quando se está medindo, apenas, o seu esforço, ou seja, a sua eficiência no desenvolvimento da ação, mas não a sua eficácia.
Afinal, qual foi o resultado desse esforço em treinamento?

Para ficar mais claro vamos a outro exemplo:

Qual a Missão da área de manutenção de ar condicionado?
Mais uma vez a resposta natural seria: consertar ar condicionado, que é uma resposta também errada.

Consertar ar condicionado é o que a área de manutenção faz para alcançar a sua Missão que é: AR CONDICIONADO FUNCIONANDO!

O que isto quer dizer?
Isto quer dizer que se provoca um grande desvio na qualidade da contribuição das pessoas fortalecendo-se a atividade muitas vezes distanciada do objetivo. Freqüentemente a área de manutenção de ar condicionado é medida pelo tempo que gasta consertando ar condicionado quando deveria ser medida pelo tempo que não gasta consertando, ou seja, pelo tempo de funcionamento do equipamento.

Esta é a medida da sua eficácia. Percebam então o enorme dano que esta situação causa nos resultados individuais e globais das organizaçõesAo se privilegiar as medidas que acompanham o esforço da realização pode-se perder a relação com o resultado desse esforço. Em nome disso muitas realizações dentro das organizações são, o que costumamos chamar de “olhar o próprio umbigo”, perdendo-se a avaliação do nível de agregação de valor aos objetivos da organização.

E o que conta, cada vez mais, é exatamente o nível de agregação de valor de cada profissional, de cada departamento, de cada organização. Para isso é fundamental trabalhar-se com indicadores! E este viés, infelizmente, ocorre em diversas áreas das empresas provocando um enorme desvio nos resultados e na agregação de valor dessas áreas e, das pessoas que se esforçam para atender as expectativas para o desenvolvimento dos negócios.

Preciso reforçar que esta preocupação é função indelegável dos níveis de chefia das empresas! Apenas como lembrete: novos conceitos são importantes para a modernização e desenvolvimento dos negócios, mas de nada adianta se não praticamos (ou entendemos) sequer os antigos.

Por: Bernardo Leite Moreira Site: http://www.bernardoleite.com.br/

Nova Técnica Para Administração de Empresas

Pensamento Sistêmico e as Constelações Organizacionais,são assuntos que vêm sendo tratados ao longo dos últimos 50 anos e, atualmente, devido aos bons resultados das Constelações Sistêmicas, ganhou maior relevância pela possibilidade de ser utilizado nas empresas para solução de questões consideradas difíceis. Pesquisadores, estudiosos e autores de vários livros sobre o assunto trataram do Pensamento Sistêmico de forma diferenciada, porém, se reunirmos os textos originais de Bert Hellinger e de seu discípulo Guntard Weber, que desenvolveram o tema das Constelações Familiares, de Peter Senge, autor do famoso livro A Quinta Disciplina, de Otto Sharmer, autor da Teoria U, e dos autores Claude Rosselet e Georg Senoner, poderemos concluir que grandes problemas existentes nas empresas, de modo geral, resumem-se ao não aproveitamento das evidências proporcionadas pelos relacionamentos entre as pessoas e o aprofundamento de reflexões para encontrarmos suas soluções.

Os relacionamentos humanos dependem da sociedade em que fomos educados, da família e da formação escolar dos indivíduos. Entretanto, numa empresa é necessário que todos que ali interagem pautem seus comportamentos pelo conhecimento da Visão, Missão, Valores e Objetivos da Empresa, além do aprofundamento de reflexões psicológicas e sociológicas.

Este é um ponto fundamental que os leitores necessitam compreender e aceitar, mantendo o respeito pelas opiniões contrárias e o direito de liberdade individual, que precisarão ser tratados de maneira adequada para que sejam obtidos resultados satisfatórios para todos. Todavia, isto não é fácil de ser conseguido e deverá ser objetivado pelos dirigentes das empresas, como ponto estratégico fundamental. Neste artigo, resumimos a convergência de todos os autores citados e concluímos que os seguintes princípios devem ser considerados:

Primeiro Princípio:
Reconhecer que toda organização e seus elementos formam um só sistema e interagem continuamente, como células de um mesmo organismo.  Se uma célula está em descompasso com as outras, surgirão conflitos que desequilibrarão todo o sistema. É imprescindível, portanto, que todos estejam alinhados com os fatores da Visão, da Missão, e dos Princípios e Objetivos da organização. A integração de todos os envolvidos será conseguida se o alinhamento desses fatores forem comunicados logo no início dos relacionamentos e especialmente esclarecidos para os funcionários novos. Quaisquer discordâncias deverão ser esclarecidas a fim de evitar crescimento de problemas futuros.  Este é o Princípio do Pertencimento, isto é, Pertencer à Organização.

Segundo Princípio:
Os elementos pertencentes ao sistema deverão ter o reconhecimento de seu trabalho por meio de um plano de Cargos e Salários estruturado, com descrição das funções e compensação financeira reconhecida pela alta administração, que deve reconhecer e fomentar o rendimento e capacidades individuais de maneira adequada. Maior rendimento aumenta a disposição para comprometimento com o trabalho, e valorar as capacidades individuais facilita o acesso aos recursos. Este é o Princípio da Compensação.

Terceiro Princípio:
A hierarquia deverá estar formalizada e ser conhecida por todos os elementos pertencentes ao sistema. O fundador e aqueles que construíram a organização precisam ser reconhecidos. É o Princípio da Ordem.

Considera-se que, mesmo seguidas as sugestões recomendadas acima, é inevitável o surgimento de entendimentos diversos conforme as operações se desenvolverem. Isto é natural e previsível, contudo, existem técnicas cada vez mais utilizadas em países desenvolvidos as quais sugerimos aos leitores conhecer e aplicar em suas empresas.

Constelações Sistêmicas Organizacionais Originalmente baseadas nas constelações sistêmicas familiares, a técnica passou a ser aplicada em empresas para solucionar questões sobre diversos assuntos, como: lançamento de um novo produto, entrada em novo mercado, interação entre departamentos, fusões e aquisições entre empresas diferentes, dispensa de empregados e outros temas.

O foco não está em resolver a questão, mas sim em encaminhar os planos de ação imediatos para superar o(s) problema (s). As respostas às seguintes perguntas são fundamentais:

a) Quais são as decisões que teremos que tomar, como equipe, para que a organização atinja seus objetivos?
b) Como nos posicionaremos melhor em nossa função para colaborar com a empresa? Estes trabalhos também são chamados de Constelações de Gestão Organizacional.

A seguir, explicaremos a metodologia:
1-Um elemento será o representante do cliente e apresentará a questão a ser trabalhada. Este poderá ser o dono da empresa, um sócio ou um diretor geral.
2- O processo é dirigido por um especialista nessas constelações que  denominamos de Facilitador.
3- A técnica escolhida, de acordo com o facilitador, poderá utilizar pessoas ou totens como representantes. A escolha dependerá do acordo com o facilitador.
4- Se utilizarmos pessoas, forma-se um grupo envolvido na questão a ser estudada, bem como outros integrantes convidados para a reunião e que poderão vir a participar do processo da constelação como representantes.
5- A todos será recomendado utilizar a sensibilidade física e não raciocínios lógicos. Se utilizarmos totens como representantes, o facilitador explicará a técnica ao cliente, conforme já citamos.
6- O Facilitador perguntará ao cliente: Qual a questão a ser tratada? Esclarecidas eventuais dúvidas, o Facilitador dará inicio à constelação.  Somente a prática facilitará melhor entendimento.

Organizações de aprendizagem

Para Peter Senge, uma organização pode ser “de aprendizagem”, isto é,  possibilita a aprendizagem porque está continuamente ampliando sua capacidade de criar o futuro. Senge afirma que o Pensamento Sistêmico difere do pensamento reinante na maioria das instituições em nossa sociedade, que são orientadas mais para controlar do que para aprender, recompensando o desempenho das pessoas em função de obediência a padrões estabelecidos e não seu desejo de aprender. Significa, em outras palavras, perceber o mundo como um conjunto integrado de acontecimentos e relações e é muito importante conhecer o todo antes de nele fazer qualquer intervenção, pois uma alteração num sistema afeta necessariamente a sua globalidade e as suas vizinhanças.

Em nossa opinião, as organizações de aprendizagem podem utilizar as constelações sistêmicas, uma vez que ambas as técnicas têm o mesmo objetivo, ou seja, utilizar o pensamento sistêmico em benefício das empresas.

Por: João Baptista Sundfeld http://www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 24 de maio de 2012

KAIZEN: Um processo de melhoria contínua nas empresas


Kaizen surgiu no início da década de 50, no Japão, por necessidade e não por opção. As empresas japonesas necessitavam crescer, porém não tinham dinheiro e tão pouco o governo japonês podia emprestar. Não podemos esquecer que o Japão tinha perdido a II Guerra mundial, seu país estava arruinado, as empresas japonesas tinham que ter produtos com boa qualidade e com preço competitivo e, o pior, não tinham máquinas sofisticadas ou automáticas, como tinham os Americanos. Os japoneses, para poderem ser competitivos, tinham que ser mais criativos do que os demais países na área da produção.
A teoria clássica de administração de Taylor ajudou os japoneses a criarem o KaizenEm julho de 1950, o governo japonês, em conjunto com a organização União Japonesa de Cientistas e Engenheiros, JUSE Japanese Union of Scientists and Engineers, convidou o Americano W. E. Deming para fazer várias palestras, em 8 dias, sobre Controle Estatístico da Qualidade. Para Willian Edwards Deming, (1900 a 1993), o objetivo do administrador é otimizar o sistema como um todo.  Deming sempre empregou a harmonia, importância da constante pesquisa em projeto, produção e vendas, para que a empresa possa atender as necessidades do mercado e do cliente com produtos de melhor qualidade. “Quando o dinheiro é um fator crítico, a inovação é cara. Kaizen, por outro lado, enfatiza os esforços humanos, moral, comunicação, treinamento, trabalho em equipe, envolvimento e autodisciplina – uma abordagem de baixo custo à melhoria”. Masaaki Imai (2007).
O método Kaizen é muito mais do que um processo de melhoria contínua, é uma crença na qual a criatividade das pessoas persegue as condições ideais de um processo, mesmo que este objetivo nunca seja alcançado. Temos 5 elementos fundamentais:        a) trabalhar em equipe; b) disciplina pessoal; c) constantes sugestões de melhorias; d) eliminação de desperdícios; e)Kaizen deve tornar o trabalho mais fácil para as pessoas.
Após muita disciplina e dedicação, as empresas japonesas, no início da década de 70, começam a mostrar sua evolução na produtividade, qualidade, eficiência, e vários estudiosos, empresários e jornalistas começam a acompanhar esta evolução. Conforme Masaaki Imai (2005): “Eles dedicaram muita atenção a algumas das práticas exclusivas de administração do Japão, entre elas o sistema de emprego vitalício, os salários baseados no tempo de serviço e os sindicatos nas empresas”.
Kaizen ignifica melhoria contínua, ou seja, cada vez que se repete uma tarefa, esta tarefa deverá ser feita com melhora de qualidade e com menor tempo do que a vez anterior, pois estamos apreendendo com a repetibilidade do processo. No Japão, a palavra Kaizen significa: Kai = mudar e zen = o melhor, e ela é empregada para várias situações, não somente na empresa, mas também na escola, na sociedade e na vida familiar.
A principal pessoa que divulgou a filosofia Kaizen no ocidente foi o Professor Masaaki Imai, fundador do Instituto Kaizen. Masaaki Imai nasceu no Japão, em Tókio, em 1930, e em 1955 se formou na Universidade de Tokyo. Além de ter escrito vários livros sobre o assunto, entre eles,Kaizen, the key to Japan’s Competitive Sucess (podemos traduzir ao português como: Kaizen, a chave do sucesso das companhias Japonesas), no início dos anos 50, Masaaki Imai trabalhou nos Estados Unidos, no Japan Productivity Center, na cidade de Washington, onde acompanhava delegações de japoneses que visitavam as principais empresas americanas para aprender o segredo da produtividade americana. Em 1986, fundou o Instituto Kaizen e, nesse mesmo ano, publicou o livro Kaizen, the key to Japan’s Competitive success. O sucesso dessa publicação foi tão grande que o livro foi traduzido para 14 idiomas.
Kaizen tem como objetivo a melhoria contínua do processo; melhorando constantemente o processo, a empresa terá menor custo e, como conseqüência, maior lucro. O desperdício,mudá em japones, em todas as formas, é muito combatido pela filosofia Kaizen.
Kaizen não é uma reengenharia, Kaizen significa melhorias contínuas, envolvendo todas as pessoas da empresa, desde o presidente até o operário. A filosofia Kaizen afirma que devemos fazer constantes melhorias, seja em nossa vida, no trabalho, na sociedade e em nosso próprio lar.
Ele é um processo de origem japonesa, com sistema incremental, ou seja, contínua e gradual. Tem como princípio que a vida merece uma constante melhoria  portanto, na vida em geral (pessoal, familiar, social e no trabalho). Podemos simplificar o pensamento Kaizen como: “Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje” (de autor desconhecido). Para Kaizen,é sempre possível fazer melhor. Como conceito dentro de uma empresa, deveríamos ter, no mínimo, uma melhoria implantada por dia. Os elementos-chaves para o sistema Kaizeneficientes são:
  • a) qualidade em tudo que se faz;
  • b) esforço e dedicação;
  • c) envolvimento de todos os funcionários da empresa, desde o presidente até o operador de máquinas;
  • d) vontade de mudar e de vencer; e) comprometimento.

Sucesso do sistema Kaizen



É parte da estratégia do Kaizen que nenhum dia deve passar sem algum tipo de melhoria ter sido implantada dentro da empresa. O melhor sistema do mundo só trará resultado se as pessoas que estão envolvidas tiverem interesse em que o mesmo tenha êxito. O envolvimento total, desde a diretoria até o operador de máquina, é fundamental para o êxito do Kaizen. Além do envolvimento total de todos os níveis da empresa, é necessário o comprometimento de todos para com o processo, com as metas e com os resultados. Toda empresa busca aumento da lucratividade e aumento da participação em seu mercado, Marketing Share, e para isso ela deve ter missão, visão e objetivos, bem como prover aos funcionários um trabalho e uma convivência de forma equilibrada e prazerosa. Isso porque trabalhando e vivendo de forma equilibrada e satisfatória, é possível aumentar a produtividade e melhorar a qualidade.
Clima agradável de trabalhar é necessário que todos os funcionários tenham bom relacionamento e harmonia entre eles; não é admissível a diferença entre funcionários. De acordo com o artigo publicado em 15 de Agosto de 2006, pelo Dr. Koiti Egushi, denominado, “Os 5S da administração Japonesa”, comenta-se com grande propriedade sobre a filosofia japonesa da harmonia: “Desde a remota era dos primeiros samurais em torno dos anos 700, conforme relata Ferri de Barros, os japoneses, pela forte influência da cultura Chinesa e principalmente, Lao Tse e Confúcio, promovem o espírito, WA, a harmonia. Harmonia em tudo. Harmonia entre os desiguais, harmonia entre os contrários. Harmonia entre o bem e o mal. Harmonia entre o a alegria e a tristeza. Harmonia entre o bem-aventurado e o desgraçado. Sobretudo entre pessoas”.
Partindo do objetivo de que dentro da empresa devemos ter no mínimo uma melhoria implantada por dia, podemos afirmar que esta metodologia traz resultados qualitativamente e quantitativamente, com custo baixo e em prazo de tempo curto, tendo como consequência a melhoria da qualidade do serviço ou produto e o aumento da lucratividade da empresa. 

A História da Administração


A história da Administração iniciou-se num tempo muito remoto, mais precisamente no ano 5.000 a .C, na Suméria, quando os antigos sumerianos procuravam melhorar a maneira de resolver seus problemas práticos, exercitando assim a arte de administrar.

Depois no Egito, Ptolomeu dimensionou um sistema econômico planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração pública sistemática e organizada. Em seguida, na China de 500 a.C, a necessidade de adotar um sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com seus oito regulamentos e as Regras de Administração Pública de Confúcio exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração.

Apontam-se, ainda, outras raízes históricas. As instituições otomanas, pela forma como eram administrados seus grandes feudos. Os prelados católicos, já na Idade Média, destacando-se como administradores natos. A Alemanha e a Áustria, de 1550 a 1700, através do aparecimento de um grupo de professores e administradores públicos chamados os fiscalistas ou cameralistas. Os mercantilistas ou fisiocratas franceses, que valorizavam a riqueza física e o Estado, pois ao lado das reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática, especialmente no setor público.

Na evolução histórica da administração, duas instituições se destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares.

A Igreja Católica Romana pode ser considerada a organização formal mais eficiente da civilização ocidental.

Através dos séculos vem mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre os comportamentos das pessoas, seus fiéis.

As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas empresas da atualidade. O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial.

A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt, em1776. A aplicação da máquina a vapor no processo de produção provocou um enorme surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda a Europa e Estados Unidos.

A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas: a primeira fase de 1780 a 1860. É a revolução do carvão, como principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A segunda fase de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade e derivados do petróleo, como as novas fontes de energia, e do aço, como a nova matéria-prima. Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a moderna administração surgiu em resposta a duas consequências provocadas pela Revolução Industrial, a saber:
a) crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvisação;

b) necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado.


Difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.

Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano, apresentando os princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência.

Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos "de máxima produção a mínimo custo", seguindo os princípios da seleção científica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da supervisão e da ênfase na eficiência. Nas considerações da Administração Científica de Taylor, a organização é comparada com uma máquina, que segue um projeto pré-definido; o salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários; a organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado; a qualificação do funcionário passa a ser supérflua em consequência da divisão de tarefas que são executadas de maneira repetitiva e monótona e finalmente, a administração científica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas.

Em 1911, Taylor publicou o livro considerado como a "biblia" dos organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que tornou-se um best-seller no mundo inteiro. Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagaram uma "febre" de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do TQC (Total Quality Control), ocorrido ao longo do pós-guerra.

As propostas básicas de Taylor: planejamento, padronização, especialização, controle e remuneração trouxeram decorrências sociais e culturais da sua aplicação, pois representaram a total alienação das equipes de trabalho e da solidariedade grupal, fortes e vivazes no tempo da produção artesanal. Apesar das decorrências negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de Taylor acarretaram, não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.

Paralelamente aos estudos de Taylor, Henri Fayol que era francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da Administração Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados Unidos. O ataso na difusão generalizada das idéias de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze) princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor.

As 05 (cinco) funções precípuas da gerência administrativa como: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar, o já conhecido e exaustivamente estudado nas escolas de administração -PCOCC - são os fundamentos da Teoria Clássica defendida por Fayol. Esta Teoria considera: a obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a manipulação dos trabalhadores, que semelhante à Administração Científica, desenvolvia princípios que buscavam explorar os trabalhadores.

Traçando-se um paralelo entre a Administração Científica e a Administração Clássica, conclui-se que enquanto Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol a estudava privilegiando as tarefas da organização. A ênfase dada pelo primeiro era sobre a adoção de métodos racionais e padronizados e máxima divisão de tarefas enquanto o segundo enfatizava a estrutura formal de empresa e a adoção de princípios administrativos pelos altos escalões.

Na história da evolução da Administração não se pode esquecer a valiosa contribuição de Elton George Mayo, o criador da TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos e mais recentemente, com novas idéias, com o nome de Teoria do Comportamento Organizacional. Ela foi, basicamente, o movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração, com ênfase centrada nas PESSOAS. Teve como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a administração, o desenvolvimento das chamadas ciências humanas(psicologia e sociologia), as idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin e as conclusões do Experimento de Hawthorne, já bastante estudado e discutido nas escolas de administração. Em 1932, quando a experiência foi suspensa, estavam delineados os princípios básicos da Escola de Relações Humanas, tais como: o nível de produção como resultante da integração social; o comportamento social do empregado; a formação de grupos informais; as relações interpessoais; a importância do conteúdo do cargo e a ênfase nos aspectos emocionais. 

A partir de 1950 foi desenvolvida a Teoria Estruturalista, preocupada em integrar todas as teorias das diferentes escolas acima enumeradas, que teve início com a Teoria da Burocracia de Max Weber, que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins), para que se obtenha o máximo de eficiência.

Convém citar ainda, a Teoria de Sistemas desenvolvida a partir de 1970, que passou a abordar a empresa como um sistema aberto em contínua interação com o meio ambiente que o envolve e a Teoria da Contingência, desenvolvida no final da década de 1970. Para essa teoria a empresa e sua administração sã variáveis dependentes do que ocorre no ambiente externo, isto é, a medida que o meio ambiente muda, também ocorrem mudanças na empresa e na sua administração como consequência.

Assim sendo, os princípios fundamentais das Teorias de Taylor, Fayol, Mayo e Weber foram e serão sempre os pilares da evolução e do desenvolvimento da ciência da Administração e que têm motivado e impulsionado os estudos, pesquisas,trabalhos e obras dos seus seguidores até os nossos dias.

É importante conhecer a história da Administração no Brasil e os precursores da luta de torná-la reconhecida. A história da Administração iniciou-se em 1931, com a fundação do Instituto da Organização Racional do Trabalho - IDORT, que contava com o Professor Roberto Mange, suíço naturalizado, na sua direção técnica.

Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo do Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP, foi fundado pelo Dr. Luiz Simões Lopes. Por este órgão foi criada a Escola de Serviço Público que enviava técnicos de administração aos Estados Unidos para a realização de cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese. Os conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes especialistas, no seu retôrno ao país, fez deles pioneiros da Administração no Brasil, como profissão. Novamente sob orientação do Dr. Luiz Simões Lopes, em 1944, foi criada a Fundação Getúlio Vargas, mantenedora da EASP - Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Junto com o DASP, foi criado um cargo exclusivo de Técnico em Administração (hoje Administrador).

Sentia-se então a necessidade de institucionalização urgente da profissão do Administrador, como forma de preservar o mercado de trabalho para os que já atuavam na Administração Pública e para os egressos daquelas escolas, bem como, defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na maioria despreparadas.

No entanto, institucionalizar uma profissão não é tarefa fácil e a estratégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA - Associação Brasileira de Técnicos de Administração, em 19 de Novembro de 1960, que tinha como símbolo o hexágono.

A entidade recém-criada começou a desenvolver esforços com vistas a preparação de um projeto de lei que institucionalizasse a administração. É de inteira justiça salientar aqui a inestimável colaboração do Professor Alberto Guerreiro Ramos, Técnico de Administração do DASP, na época Deputado Federal, para a aprovação do projeto. Guerreiro Ramos foi decisivamente apoiado pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que a reação de poderosas forças contrárias pugnava pelo veto. Afinal, com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a Lei nº 4769, foi sancionada em 09 de Setembro de 1965, pelo então Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco.

Para implantação da citada Lei, o Ministério do Trabalho nomeou uma Junta Federal presidida por Ibany da Cunha Ribeir, aliada à ABTA, presidida por A. Nogueira de Faria, que forneceu sua estrutura e seus recursos materiais e humanos, implantando assim os Conselhos Regionais de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Entre os que exerceram o cargo de Técnico de Administração no DASP, além dos acima mencionados, podemos citar Celso Furtado e Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários cargos naquela repartição pública, dentre eles o de Diretor Geral, em 1967 e 1968.

BELMIRO SIQUEIRA é o Patrono dos Administradores, título que lhe foi outorgado "pos-mortem" e dá nome ao concurso nacional anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: prêmio "BELMIRO SIQUEIRA DE ADMINISTRAÇÃO". Administrador, professor, consultor, assessor governamental, colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação. Autor de vários trabalhos sobre Administração, foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e Vice-Presidente do Conselho Federal de Administração - CFA, até 28 de Novembro de 1987, data de seu falecimento. Na ocasião encontrava-se no exercício da Presidência do CFA. Era mineiro de Ubá, nascido a 22 de Outubro de 1921.

Torna-se imperativo, nesta oportunidade, exaltar a valiosa, decisiva e importante contribuição do Administrador Belmiro Siqueira. cujo talento, profissionalismo e dedicação à nossa categoria ficarão para sempre registrados nos anais da história da Administração, no Brasil. Os profissionais de administração eram denominados, na época, de Técnicos de Administração, o que transmitia uma conotação de formação escolar de nível médio.

Mais de 02 anos após a publicação dessa Lei ela foi regulamentada através do Decreto 61.934, de 22 de setembro de 1967. Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional: o CFTA – Conselho Federal de Técnicos de Administração, com a missão de trabalhar pela afirmação da existência e fixação da profissão de Administrador no macro-sistema sócio-jurídico-econômico nacional.

Começaram a ser criados outros Conselhos Regionais nas diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema CFA/CRA's, com a finalidade de difundir e consolidar a missão do órgão maior (CFTA) da categoria, com abrangência e autonomia nas diversas regiões da Unidade Federativa. Coincidindo com o 20° aniversário da criação da profissão de Administrador, por força da Lei Federal n°735, de 13 de junho de 1985, foi mudada a denominação de Técnico de Administração para ADMINISTRADOR, após uma vibrante campanha em 1983, coordenada pelo CRA-SP, que levou ao Ministério do Trabalho as reivindicações de todas as instituições do País ligadas ao campo da administração: universidades, faculdades, associações profissionais, sindicatos, além de milhares de assinaturas de profissionais e apoio de centena de Câmaras Municipais.

Inicia-se, assim, um novo tempo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da Administração, como Ciência e como Profissão. A tecnologia moderna aliada aos cientistas, pesquisadores e professores, com seus mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é necessário, proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contexto ou situação na vida das pessoas, das empresas e das entidades.Neste ano de 2005 a profissão de Administrador completa, oficialmente, 40 anos de sua criação no Brasil e no decorrer dessas quatro décadas é inegável o crescimento e o aperfeiçoamento das pessoas e instituições que estudam, ensinam, trabalham, dirigem ou fiscalizam a profissão do Administrador, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

Fonte: Adm. Lucinda Pimental Gomes . http://solucionatica1.blogspot.com.br

10 dicas para não perder tempo com as redes sociais


produtividade
A partir do dia 19 de julho, todos os celulares da área 11 passarão a ter nove dígitos. O motivo da mudança é o aumento da capacidade de números, que passará dos atuais 37 milhões para 90 milhões. Todo mundo sabe que ter e manter um celular está cada vez mais acessível hoje em dia e isso acaba se revelando nessa avalanche de aparelhos e linhas existentes.
A questão é que as pessoas estão perdendo o controle na forma de utilizar os aparelhos, especialmente os smartphones – com acesso a internet e redes sociais. Quem tem um, sabe da necessidade inconsciente e viciante de após sair uns 10 minutos para almoçar, clicar no botão Enviar/Receber para checar seus e-mails. Eu já me peguei fazendo isso diversas vezes, muitas pessoas já me falaram que fazem isso. Por que, se acabamos dever os e-mails? É o vício que a tecnologia gera.
Em meu novo livro "Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?", aponto como é chocante constatar quão conectadas estão as pessoas hoje em dia a seus smartphones, tablets, suas redes sociais, e-mail e toda essa tecnologia com a qual nos habituamos a viver. Vivemos conectados, mas será que estamos de fato conectados com o que verdadeiramente importa?
Pense no seu ambiente de trabalho, nas pessoas mais estressadas que se empenham durante longas jornadas. A maioria delas abdicou da vida pessoal, não consegue tempo para se dedicar a um esporte, nem a si mesma. Algumas até ganham dinheiro, mas não têm tempo para usá-lo em benefício próprio, vivem dependentes do e-mail, do smartphone, estão literalmente tão "conectadas" com essa vida de escravo que se desconectaram da vida real!
Em reuniões de famílias e amigos é fácil identificarmos uma ou duas pessoas completamente ausentes das conversas, mergulhadas em seu mundo particular de e-mails e mensagens. Até mesmo casais pouco se falam em seus encontros.
Utilizando como simbologia o filme Matrix, que tem tudo a ver com gestão de tempo, percebemos que muitas pessoas estão presas na Matriz da Vida, vivendo como se fossem robôs comandados por qualquer coisa além de sua própria vontade, que foi substituída pelo estresse e pela falta de sentido
E se você ainda não tem um smartphone, fique tranquilo, que isso é temporário. Os pesquisadores acreditam que até 2015 todos os celulares terão algum tipo de conexão com e-mail/internet.
Não podemos negar que o uso de smartphones, notebooks, netbooks etc. ajudou a aumentar a produtividade. Porém, podem nos fazer trabalhar muito mais, sem a metodologia certa! Método é mais importante que ferramenta. Nunca se esqueça disso!
Aproveitando, elenco abaixo 10 dicas para você não perder tempo com outro grande vilão nesse âmbito: as redes sociais.
1 – Seja seletivo nas suas redes – Quantidade de redes não é qualidade. Para que participar de redes sociais que não sejam relevantes? O ideal é focar nas principais redes onde seus amigos e interesses estão localizados. Eu por exemplo, uso apenas 4 redes (Facebook, LinkedIn, Twitter e Orkut -> nessa ordem de importância).
2 – Cancele e-mails de notificações – Todas as redes permitem configurar o aviso de recebimento de e-mails, o melhor é cancelar todos, assim você comanda a rede e acessa quando quiser, caso contrário vai ser difícil controlar a vontade de saber porque você foi "taggeado" na foto da sua amiga.
3 – Determine um foco nas redes – Quem tenta agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo se complica com um dos lados. Crie uma estratégia para cada rede que você tiver, por exemplo, se você for utilizar o twitter para fins profissionais, não misture com coisas pessoais. Muitas empresas utilizam as redes sociais na hora de contratar um profissional e vai pegar muito mal se houver fotos suas bêbado depois da balada. Mantenha coerência no perfil que você definir, com fotos, textos e comentários! Muita gente tem se queimado sem perceber por falta de estratégia!
4 – Determine horários – Eu não sou contra ver seu Facebook durante o horário de expediente, sou contra o abuso desse uso. Utilize seus horários antes ou após o expediente e seu horário de almoço para caso queira acessar as redes no trabalho para fins pessoais. Eu costumo ver e responder minhas redes no final do dia, em casa.
5 – Siga poucas pessoas, mas relevantes – Para que seguir gente que não tem nada a ver ou que o conteúdo se tornou irrelevante? Faça uma dieta de pessoas que você segue, repare nos próximos dias quem não tem agregado valor e simplesmente deixe de seguir esta pessoa.
6 – Utilize agregadores – Existem sites e softwares que permitem centralizar suas redes sociais ou atualizar a partir de um único post. Eu tenho utilizado o Tweetdeck que me permite atualizar meu Facebook, Twitter e Linkedin de uma só vez. Um site que vale a pena dar uma olhada é o http://www.threadsy.com/ que junta e-mails e suas redes em um só lugar.
7 – Seja relevante nas suas redes – As pessoas gostam de seguir pessoas que fornecem um conteúdo relevante, na medida certa e com periodicidade. Aquele chato que "twitta" muito de uma vez só, acaba perdendo seguidores. E o que "twitta" posts dizendo que acordou de mau humor também não agrega.
8 – Aproveite seu tempo de espera – Eu gosto muito de atualizar minhas redes quanto estou no aeroporto ou esperando para começar um evento. Aproveitar esse tempinho é muito válido desde que seu celular ou tablet estejam habilitados para tal. Existem centenas de softwares para esses dispositivos que mandam muito bem!
9 – Rede social não requer "real time answer" – Não sinta-se obrigado a responder uma mensagem na mesma hora que a pessoa te enviou. Se fosse urgente de verdade, ela encontraria outra forma de falar com você. Se você cria esse péssimo hábito de responder assim que chega, além de acostumar mal as pessoas, vai perder muito tempo desnecessariamente!
10 – Existe vida lá fora – Não é porque a vida social se tornou digital que você vai se esconder atrás de um computador em seus relacionamentos. É preciso reservar um tempo para estar junto com os amigos e família presencialmente!

Como o Google pode ajudar no dia-a-dia da sua empresa


O eterno dilema das empresas sempre foi como produzir mais, em menos tempo e com custo reduzido. Tentando resolver esta equação, métodos de trabalho e tecnologias foram criadas, erros e acertos forjaram as bases para os atual modelo de negócios.
Devido à crescente demanda e utilização dos serviços de Internet, empresas não são mais locais, ou seja, tem que estar aptas a fazer negócios com parceiros geograficamente distantes, se comunicando rapidamente, compartilhando informações e até mesmo falando outros idiomas.
A Google veio ajudar neste processo, oferecendo uma visão onde o que é importante para as empresas é o foco no negócio,  deixando para ela toda complicação tecnológica. Uma dessas ferramentas é, por exemplo, o Google Apps , que em essência é um conjunto de aplicações para automação de escritórios, contendo um email, uma agenda, um editor de texto, planilha eletrônica, editor de apresentação, editor de Sites e Vídeos, tudo rodando exclusivamente no sistema 100% Web chamado cloud computing.
Problemas comuns na maioria das empresas
  • Espaço de e-mail
  • Segurança
  • Licenças de Software
  • Custos com Updgrade de Software
  • Custo com infraestrutura e pessoal técnico dedicado à solução de e-mail
  • Treinamento de usuários para a solução de email
  • Indisponibilidade do acesso às informações
  • Auditoria
  • Multiplicidade de documentos
Como a Google pode ajudar a resolvê-los?
  • Espaço no e-mail de até 25Gb
  • Segurança Antivírus e AntiSpam, com varredura mundial
  • Custo da licença reduzido se comparado com outras soluções
  • Inovação contínua, sua empresa não paga mais por novos recursos adicionados
  • Custo com Infraestrutura e pessoal mínimo, em alguns casos desnecessário
  • Curva de aprendizado curta devido a facilidade de uso dos aplicativos
  • Programas de Backup de e-mail com auditoria integrada.
  • Através do compartilhamento reduz-se o número de documentos em circulação.
Todas essas funções permitem que as empresas trabalhem:
Com qualquer equipe
É cada vez mais comum que seus colaboradores venham a  produzir em conjunto com equipes mistas, ou seja, podem estar cooperando num projeto com colegas de outra unidade da empresa em outro país. Tarifas de DDD e DDI podem ser significativamente reduzidas pelo uso dos recursos de comunicação do Google Apps e até mesmo os problemas de comunicação no idioma serem minimizados com os aplicativos de tradução online.

Em qualquer lugar
Exige-se mobilidade, você não deve estar restrito apenas ao equipamento Desktop que a empresa reservou para você, seus trabalhos devem ser acessados  de qualquer equipamento e local onde haja uma conexão com a Internet. As ferramentas da Google são todas 100% Web.

Em qualquer momento
Com a melhoria do sinal de Internet e a  disseminação do uso de Smartphones, hoje não precisamos esperar para chegar ao escritório para dar resposta para um e-mail importante ou encaminhar uma proposta. É muito comum aos usuários responderem seus e-mails quando estão no trânsito.

Em qualquer dispositivo
A Google hoje oferece a possibilidade de acesso a todos os serviços do Google Apps no iPad e iPhone, Blackberry e Smartphones e Tablets com sistema Android. Resumindo, possibilidade de conectividade total ampliando ainda mais o conceito de conectividade/mobilidade.

Por- Silvio Rocha, Especialista em Google Apps - http://www.saiadolugar.com.br/

quarta-feira, 23 de maio de 2012

PDCA, BSC, GDP são apenas modismos ou realmente funcionam?


Nas últimas décadas no mundo empresarial tem surgido diversos métodos com suas siglas que muitas organizações dizem que usam para impressionar no mercado. Essas metodologias realmente funcionam ou é apenas Marketing? O uso dessas metodologias tem efeito significativo no alavancamento de desempenho da organização quando utilizadas de forma simultâneas.
O que significam as siglas BSC, GPD e PDCA?
BSC significa Balanced Scorecard. O BSC é uma metodologia para medir e gerir a performance da sua organização de forma estratégica que são baseadas em 04 (quatro) perspectivas dentre elas. (vide figura 1) : 
  • financeira;
  • clientes internos e externos;
  • processos internos;
  • aprendizado e crescimento organizacional.
Figura 1 – Visão geral do BSC desenvolvido por Kaplan e Norton
O PDCA é um método de soluções de problemas vastamente divulgado após a Segunda Guerra por Deming na reconstrução do Japão depois de 1945. Nas duas últimas décadas do Século XX seu uso foi amplamente realizado no Brasil com resultados sustentáveis em relação a organizações que não usavam o método descrito.  Ele se baseia em 4 fases de fácil assimilação com 8 etapas (vide Figura 2):
  • P – Estabelecer metas e medidas para alcançá-las;
  • D – Capacitar pessoas e executar o plano;
  • C – Verificar os resultados em relação ás metas;
  • A - Agir conforme os resultados.
Figura 2 – Visão geral do PDCA (das fases e etapas) que foi desenvolvido por Stewart na década de 20 do século XX.
O gerenciamento pelas Diretrizes (GPD) é uma metodologia que visa garantir a sobrevivência da empresa à competição através da visão estratégica estabelecida com base na análise do sistema empresa-ambiente e nas crenças e valores da empresa e através do direcionamento da prática do controle da qualidade por todas as pessoas da empresa segundo aquela visão estratégica, segundo Falconi (vide figura 2).
Figura 3 – Visão geral do GPD
Como integrar as 03 (três) metodologias na gestão da sua organização? A resposta para essa pergunta é complexa. Vale uma pequena reflexão a esse respeito, pois muitos no passado diziam que essas três metodologias eram excludentes. Nos dias de hoje, elas podem conviver harmoniosamente considerando algumas interfaces.
Tabela 1 – Interfaces entre as três metodologias.
Na tabela 1 e na figura 4 percebem-se quais são essas interfaces entre as metodologias.
Portanto, a maturidade de organização irá exigir um modelo híbrido de gestão com diversas metodologias para garantir uma aceleração de desempenho sustentável ao longo dos anos.

As Sete Regras do Feedback


Há uma prática convencional no mercado empresarial de se dar feedback após a tabulação dos dados da Avaliação de Desempenho. Evidente que a eficácia do feedback não se restringe á essa situação, mas há um dado consistente nesta constatação que precisamos aproveitar:
Feedback se deve dar após o levantamento / identificação de um fato, negativo ou positivo na performance do (s) nosso (s) subordinado.
Os dados da Avaliação de Desempenho são exatamente isso, ou seja, a identificação de dados negativos ou positivos da performance do subordinado, com o objetivo de REORIENTAR o profissional para melhorias de sua performance. Este ponto, o Reorientar, reafirma, portanto, a ocorrência indispensável de se traçar um Plano de Ação com seu subordinado para melhoria dos pontos identificados como restritivos e para fortalecimento dos pontos identificados como positivos no desempenho desse profissional.
Se não há o plano de ação não há feedback. Sem plano de ação o comentário é apenas uma advertência, ou se quiserem uma opinião ou uma bronca do chefe, sem vínculo com o processo de desenvolvimento – questão chave do feedback!
Dizer apenas: “não gostei” ou “não ficou bom” não pode ser considerado um feedback. É apenas a manifestação de uma opinião, mas não é um feedback. Para ser um feedback preciso dizer PORQUE não gostei ou PORQUE não ficou bom, orientando o melhor caminho!
O feedback requer, para se configurar como tal, uma reorientação para melhoria.
Mas, nos referimos, acima, que o feedback não se restringe á situação da Avaliação de Desempenho.
Feedback é uma ferramenta de gestão para todos os dias!
Nesse caso como proceder?
  1. Exerça o feedback logo após a ocorrência do fato. É fundamental que o subordinado relacione o feedback com o fato concreto realizado. Deixar passar muito tempo entre o fato e o feedback pode possibilitar que se levante hipóteses de que o chefe o está perseguindo ou que esta “usando” esse fato por outras razões e pode-se deixar de relacionar o fato com o desenvolvimento.
  2. Por outro lado analise o “clima” da situação. Se a situação estiver tensa aguarde acalmar. Pessoas em situação de tensão estão, como se costuma dizer, com “os nervos a flor da pele”, com alto índice de adrenalina. Aguarde um momento mais oportuno. Respeite e Você terá muito maior eficácia na sua ação de feedback.
  3. Complementarmente ao item anterior dê o feedback em particular. Não o faça na frente da equipe ou pior, na frente de profissionais de outras áreas. É particularmente danoso, principalmente para sua imagem de chefe. As pessoas não gostam de se verem expostas. Nestes casos é muito provável que seu subordinado não concorde (externa ou internamente) com a sua observação e o resultado será ainda pior. Uma frase muito antiga já dizia: “elogios em público, broncas em particular”!
  4. Se preferir provoque reuniões semanais ou quinzenais para atualizar o feedback de algumas ações / projetos. Transforme seu feedback em reuniões de orientação. Desta forma o feedback será cada vez mais aceito e desejado pela equipe.Experimente esta solução e Você poderá surpreender-se positivamente!
  5. Na ação de feedback VÁ DIRETO AO PONTO! Não comece dizendo: “Você está indo muito bem, MAS.....”. Não é necessário preparar a observação que pretende fazer. Preocupe-se, apenas, em concluir o feedback com uma observação encorajadora. Mostre confiança nos resultados. No mínimo sua intervenção procura evitar-se erros futuros.
  6. Se durante seu feedback o seu subordinado esquivar-se dando desculpas sobre outros aspectos como: falta de tempo, sobrecarga, desconhecimento, ou qualquer outro argumento não discuta esses pontos. Entenda e faça-o entender que essas situações são comuns nos dias de hoje, mas reforce o FATO. Quanto aos fatos não há argumentos. Você não está fazendo uma avaliação, está, apenas, constatando um FATO! Você pode até reconhecer as dificuldades apresentadas pelo seu subordinado como reais, e pode até trabalhar na minimização dessas dificuldades, mas o FATO existiu e precisa ser observado, corrigido e melhorado. Não caia na “armadilha” de discutir outros aspectos do trabalho esquecendo-se do objetivo principal. Afinal “porque estamos aqui”?
  7. A postura de quem dá um feedback FAZ TODA A DIFERENÇA! Se Você vai chamar a atenção para um erro cometido faça com que essa observação seja uma reorientação e não uma crucificação. Orientações e até broncas em voz baixa são muito mais intensas e consistentes. Faça-os perceber que sua intenção é, além de cumprir com sua missão de líder, orienta-los para melhorar, sempre. Esse é o verdadeiro objetivo do feedback – A EDUCAÇÃO.
Sem dúvida as dificuldades no exercício dessa ferramenta de enorme importância na função de chefia / liderança, não se encerram nas observações feitas. Sempre teremos outros problemas que não foram expostos aqui, mas essas sete regrinhas podem ajudar no desenvolvimento das equipes.
Para finalizar quero comentar um ponto que foi eleito, nas nossas pesquisas com gestores sobre o feedback, como uma das maiores dificuldades no exercício do feedback:  é quando os subordinados não concordam com nossas observações / avaliações.
Realmente quando há discrepância de opiniões a reunião fica tensa e a discussão acaba por transformar-se em um conflito de pontos de vista onde um dos lados terá que prevalecer.
Como evitar essa situação?
Um dos pontos chave para essa ocorrência é porque algumas vezes a avaliação apresentada é uma novidade para o subordinado (frequentemente ocorre nos casos em que o feedback se restringe á apresentação dos dados da Avaliação anual de Desempenho).
Este ponto, no entanto, pode ser administrável se a ocorrência do feedback for constante. É muito difícil, para qualquer pessoa, assimilar de pronto uma observação negativa sobre seu desempenho.
É necessário refletir e entender a situação para compreendê-la melhor, para aceita-la e corrigi-la. O ser humano não consegue corrigir uma dificuldade antes de aceita-la. Por isso o feedback constante previne situações de constrangimento e de surpresas desnecessárias.
Feedback é uma ferramenta gerencial. Seus resultados são fantásticos.
Ninguém consegue desenvolver sem feedback!
Pratiquem o feedback para melhoria de seus funcionários e equipes e Você e sua Empresa colherão os resultados.
Por - Bernardo Leite Moreira http://www.qualidadebrasil.com.br