QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A SUA VIDA DIGITAL É UMA MENTIRA REAL

Se a nossa alma é digital e a nossa estrutura cognitiva foi alterada, isso afetou diretamente a nossa forma de se relacionar com as pessoas e com o mundo. 

Quantos amigos nós temos hoje no Instagram e Facebook? 

Destes, quanto conhecemos pessoalmente?

Quantos segundos são necessários para responder uma mensagem de Whatsapp? 

O quão paciente ficamos com a demora? 

Quais os significados que cada emoticon utilizado no ambiente digital possui?
Uma nova interação social foi estabelecida e estamos assimilando e nos moldando a ela. O sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, contou em uma de suas entrevistas uma situação engraçada e instigante que compartilho abaixo:  
"Um viciado em facebook me confessou - não confessou, mas de fato gabou-se que havia feito 500 amigos em um dia. 

Minha resposta foi: - eu tenho 86 anos, mas não tenho 500 amigos. Eu não consegui isso! 

Então, provavelmente, quando ele diz 'amigo', e eu digo 'amigo', não queremos dizer a mesma coisa, são coisas diferentes. Quando eu era jovem, eu não tinha o conceito de redes, eu tinha o conceito de laços humanos, comunidades. Esse tipo de coisa, mas não de redes.”
O que Bauman colocou neste trecho da sua fala é que talvez, estejamos relativizando alguns conceitos importantes, como amizade, amores e valores.

Quando falamos de relacionamento, falamos antes de tudo de pertencimento social. As comunidades nos precedem, pois nascemos em uma e recebemos influencias dela. Da mesma forma, existem redes, que ao contrário das comunidades, são feitas e mantida viva por duas atividades diferentes: conectar e desconectar. Um exemplo prático disso são namoros e amizades liquidas, frágeis, que se desfazem tão facilmente. A atratividade desse novo tipo de amizade, está exatamente aí: que é tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas, para a sociologia baumaniano, o maior atrativo é a facilidade de se desconectar.
Para a Jornalista Nice de Paula, as conexões, textos e ideias são tão sedutoras quanto à aparência física nas ações reais. Pessoas se tornaram fakes de sua própria essência para que assim consigam estabelecer as relações que, na vida real, possuem dificuldades de realizar. Hoje somos carne, osso e pixel, escondidos atrás de avatares e filtros de fotos do Instagram, para que fantasmas próprios sejam invocados, enfrentados e eliminados ali mesmo, por meio de conexões virtuais que permitem ilusões, não tão óbvias, sobre o que realmente são tais medos. Ser e estar se tornaram distantes dentro de realidades co-existentes: virtual e real.
Voltando para os laços, o digital nos permitiu conceituar duas existências: (1) Laços fortes, que são pessoas que estão ao nosso lado no dia-a-dia, como família, parentes, amigos íntimos e colegas de trabalho e (2) laços fracos, que são aqueles que raramente temos contato, que a muitos anos deixaram de fazer parte da nossa vida ou que só conhecemos no ambiente virtual.
Pare hoje e se pergunte, quantos dos seus “amigos” que você tem são reais? Quantos destes conhecem as suas conexões emocionais e não apenas a sua vida virtual?
Por: Fernando Coelho - https://www.administradores.com.br/

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os Papeis do Auditor e do Auditado...

No processo de avaliação, através de Auditorias, podem ser detectadas pelo Auditor a ocorrência de falhas relacionadas aos processos ou produtos. 

Ou seja, o não atendimento a um requisito, norma ou expectativas dos Clientes ou das Empresas, relacionadas aos processos ou produtos, que são denominadas tecnicamente de Não Conformidades.

O papel do auditor é identificar as fontes que podem gerar uma não conformidade. Entre as principais delas, estão:
  • Falhas no atendimento aos requisitos de normas, 
  • Especificações técnicas e documentos de referência,
  • Relacionados aos processos,
  • Áreas, 
  • Serviços ou Produtos.
Erros no atendimento aos requisitos de documentos do Sistema de Gestão.
  • Documentos e dados técnicos insuficientes,
  •  Incompletos ou com erros,
  •  Que possam impedir a demonstração clara da conformidade esperada para produtos e atividades.
Inadequação de materiais e equipamentos especificados que possam interferir nos objetivos esperados, desempenho seu controle de processos.

Falhas na concepção, instalação e montagem dos projetos.

Como tratar essas falhas?
Primeiramente, o auditor precisa identificar o problema e levantar as informações sobre;
  • O que foi afetado?
  • Onde ele aconteceu?
  • Quando foi descoberto esse problema?
A partir daí, o auditor deve registrar as evidências objetivas relativas ao problema detectado, listando documentos, materiais, registros, itens e qualquer outra informação relevante ao processo, área, serviço ou produto, onde a não conformidade foi identificada.

O passo seguinte deve ser a comunicação da não conformidade ao auditado. Uma vez, ciente da Não conformidade, o Auditado deverá iniciar as análises de causas e os processos para correções e ações corretivas.

Tanto o auditor, quanto o auditado, devem ter em mente que as não conformidades não têm caráter punitivo. Elas são abertas para os processos e não para pessoas.

 Devem ser vistas pelo auditor e pela organização como grandes oportunidades de melhoria.



O relatório de não conformidade

Todas essas informações, relacionadas às falhas identificadas farão parte de um relatório de não conformidade que o auditor deve preencher. 

Este relatório deve ser baseado em:
  • Fatos, 
  • Evidências e 
  • Referências aos requisitos não atendidos.
É importante notar que a abertura desse relatório deverá levar em conta a autonomia e independência atribuída ao auditor e o conjunto de normas utilizadas na avaliação. 

Existem normas de Gestão, como:
  • Qualidade, 
  • Ambiental, 
  • Segurança e Saúde, 
  • Segurança de Alimentos, 
Entre outras, que já possuem requisitos para tratativa de não conformidades.

Por: Buerau Veritas Blog ( http://blog.bvtreinamento.com )

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nomadismo Digital: O Futuro do Trabalho


Há vinte anos, um executivo japonês chamado Tsugio Makimoto previu uma revolução. Em seu livro “Digital Nomad“, lançado no ano de 1997 em parceria com David Manners e praticamente ignorado pelo público e pela crítica, Makimoto escreveu num trecho quase premonitório que redes sem fio de alta velocidade e dispositivos móveis de baixo custo quebrarão o vínculo entre ocupação e localização“.

Dez anos depois, em 2007, a ideia de nomadismo digital ressurge no best-seller Trabalhe 4 Horas por Semana“, do autor Tim Ferriss. Numa mistura de lifehacks e ideias de novos modelos de negócios, Ferriss pintou uma imagem glamurosa — a começar pelo título — de renda automatizada e do velho sonho de se viajar o mundo enquanto se ganha dinheiro.

Nem Makimoto, nem Ferriss, contudo, previram que o impacto da Transformação Digital em nossas vidas, pessoais e profissionais, seria tão grande e evoluiria tão rapidamente.

Smartphones, aplicativos, redes sociais, economia compartilhada e serviços sob demanda simplificaram de tal maneira o modo como vivemos e trabalhamos que, em 2017, as fronteiras geográficas já não são mais um problema e o nomadismo digital já é uma realidade para milhares de jovens ao redor do mundo — e o sonho de consumo de tantos outros milhões.

Os autores também não poderiam prever que todo um ecossistema seria criado por e para nômades digitais. Espaços de coworking e cafés voltados para profissionais que trabalham de forma remota estão cada vez mais em alta ao redor do mundo.

O sudeste asiático, impulsionado pela bela e exótica Tailândia, tornou-se um centro mundial de nômades digitais. Basicamente, jovens adultos de todo o mundo transformaram cidades paradisíacas e até então desconhecidas, como Chang Mai, em suas estações de trabalho.

E este não é um estilo de vida limitado para poucos sortudos. Essa Transformação Digital que rompeu totalmente as fronteiras geográficas, além de oferecer a possibilidade de que algumas funções sejam desempenhadas hoje de forma remota, ainda criou empregos que não existiam 10 anos atrás — e deve criar muito mais nos próximos anos: um estudo recente da Dell projetou que, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.


Mas, o que é preciso para se tornar um nômade digital?
Bom, além da obrigatoriedade de acesso à internet e da materialização da teoria de Makimoto, para vivenciar o nomadismo digital como carreira você precisa de algumas outras coisas.

Passaporte
Essa parte é um pouco óbvia, mas é sempre bom lembrar.
Solicitar um passaporte é fácil. Você pode fazer isso no site da Polícia Federal. O problema está nos vistos de entrada para alguns países. O Brasil possui acordos bilaterais com quase todos os territórios reconhecidos pela ONU e é possível que um brasileiro entre sem a necessidade de visto em 153 países, porém, alguns destinos famosos como Estados Unidos e Japão não constam na lista. Para conseguir o visto de entrada para estes países, você deve procurar suas respectivas embaixadas no Brasil.

Uma vantagem dos nômades digitais é que, como esses profissionais levam seu trabalho na mochila — só precisam de um notebook e internet —, não é necessário visto de trabalho. Você só deve ficar atento ao período de validade do visto de turista (varia de 3 à 6 meses, dependendo do país).

Dinheiro
Ok, este item é ainda mais óbvio, mas o que talvez você não saiba é que não é necessário muito dinheiro para ser um nômade digital.
Explico com um hack prático.

Primeiro: esqueça agências de viagem.
Dito isso e partindo do princípio de que você já trabalha de forma remota e não há a necessidade de tirar férias para poder viajar, te aconselho a fazer o download de algum aplicativo que monitore promoções de passagem aéreas — ó a Transformação Digital aí novamente.

Eu utilizo o app do Melhores Destinos. Este ano já comprei passagens para México (R$ 600,00), Coreia do Sul (R$ 1.500,00) e Argentina (R$ 1.200,00) — todos os preços de ida e volta, saindo de Florianópolis (SC) — graças as notificações do aplicativo.

As hospedagens também podem ser reservadas pelo celular. O Airbnb é o aplicativo mais famoso com essa finalidade.

Os países do sudeste asiático são os favoritos dos nômades digitais não apenas por causa de suas belezas naturais: o custo de vida é baixíssimo. Então dê valor ao seu dinheiro! Escolha um destino onde a conversão da moeda valha a pena e seja feliz vivendo o sonho do nomadismo digital!

Conhecimento
Habilidades linguísticas são fundamentais para quem quer seguir esse estilo de vida. E não basta falar bem: é necessário ler e escrever bem. De preferência em mais de um idioma — incluindo o seu nativo, ok?

Além disso, você precisará de algumas habilidades digitais — independente de você ser um nômade que faz freelas ou trabalhe de forma remota para alguma empresa, acostume-se com nomes como WordPress, MailChimp, Slack ou Trello.

Tempo
Tim Ferriss é um ponto fora da curva. Não pense que você ficará milionário da noite pro dia trabalhando de forma remota. A verdade é que a grande maioria das pessoas que vive nesse estilo de vida não procura a felicidade no dinheiro: a ideia é encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Não precisar esperar a aposentadoria para curtir a vida, saca?

O ponto é que, mesmo assim, pelo menos no começo, você não encontrará esse equilíbrio. Pelo contrário, você terá que trabalhar duro para pagar as contas das suas viagens e do seu negócio — caso tenha um.
Nem todos podem se dar ao luxo de investir várias e várias horas de trabalho na construção de um estilo de vida — especialmente se você tiver filhos. Por isso, tão fundamental quanto o dinheiro, o tempo é um ativo importantíssimo para os nômades digitais.

Concluindo
Não se trata de férias eternas. Não se trata de largar tudo e viajar por aí. Se trata de aproveitar as “redes sem fio de alta velocidade e os dispositivos móveis de baixo custo” para desempenhar o seu trabalho remotamente.

A verdadeira liberdade, sonho de consumo dos nômade digitais ao redor do mundo, reside na possibilidade de viajar sem limites, horários ou datas pré-determinadas, ao mesmo tempo em que se é capaz de viver e trabalhar em qualquer lugar do mundo. Para a maioria, esse é o objetivo final — o pináculo da vida.

 Por: 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tomada de Decisão nas Organizações

A tomada de decisão é um processo responsável pela escolha da melhor solução para um problema ou oportunidade. Dependendo do contexto, o processo decisório é considerado difícil e uma vez feito poderá ocasionar em consequências positivas ou negativas.
A tomada de decisões está relacionada, muitas vezes, com os nossos valores e, também, com parte daquilo que conhecemos ou do que experimentamos. Sempre, o ser humano teve que decidir, ora por questões complexas, ora mais simples. E, conforme o contexto, dar a devida importância ou não para saber qual medida tomar.
Durante muito tempo, o processo decisório tem recebido definições de diversos autores e parte desses conceitos têm obedecido aspectos racionais, políticos, organizacionais, psicológicos e intuitivos. Na Escola Clássica ou Racional (1910 a 1950) esse processo recebeu mais atenção com relação ao seu estudo. Apesar do processo decisório, na Teoria Clássica da Administração, no início do século XX, não ter sido tão expressivo, mais tarde, uma revolução nas comunicações permitiu que a tomada de decisão fosse feita de forma rápida e valorizada.
A partir de vários conhecimentos e experiências, o processo decisório pode ser um facilitador na tomada de decisões. A palavra decisão, vem do latim dis caedere “dis”, parar, interromperfora e "caedere" cindir, cortar, cujo significado é “deixar fluir” ou "cortar fora". Ao decidir, retiramos algo que está nos atrapalhando e ficamos com o que é importante. Atualmente, com a globalização, as decisões humanas receberam um novo pensamento, um pensar de forma geral, utilizando a informação e a comunicação para facilitar o processo.

Atores do Processo Decisório

Todas as atividades que envolvem o planejamento precisam passar por um processo cuidadoso. Nos ambientes organizacionais existem várias atividades em que o gestor deve tomar as decisões corretas, ao longo do processo. O indivíduo responsável por tomar decisões pode ser um governador, o presidente da organização, um diretor técnico de uma escola, ou grupos, como entidades, conselhos de ministros, comitês, juri, etc. Estes são conhecidos como os atores do processo decisório que irão avaliar e se basear nos valores do sistema que está inserido.
Juntamente com os atores estão todos aqueles que sofrem as consequências das decisões. Tanto para organizações públicas, quanto para privadas existem processos que envolvem o planejamento de projetos que necessitam do processo decisório para evitar possíveis problemas futuros e garantir a eficácia na decisão.
 Etapas do Processo Decisório
Em Administração, Herbert Simon, um economista americano, foi um dos precursores da Teoria das Decisões. Sua teoria foi  capaz de explicar sobre o comportamento humano dentro das organizaçõs, no livro O Comportamento Administrativo. Ele enfatizou também que, as organizações são sistemas de decisões e de acordo com a Teoria Comportamental, cada funcionário dentro de uma organização participa da tomada de decisões individuais sobre determinado assunto na empresa, sempre considerando os critérios racionais e buscando resultados futuros.
Existem teóricos que se baseiam na tomada de decisão por várias perspectivas, mas conforme os estudos de diversos autores sobre o tema, as organizações seguem os seguintes passos:
  1. Expor o problema;
  2. Fazer um esqueleto do problema e relacionar suas partes, afim de construir um modelo;
  3. Montar o problema de forma técnica;
  4. Fazer uma simulação ou teste do modelo e as possíveis soluções;
  5. Determinar e delimitar uma forma de controle sobre a situação;
  6. Colocar em prática a melhor solução dentro da organização.
Os teóricos Koontz e O`Donnell, entendem a tomada de decisões como parte do planejamento administrativo.  Já Chiavenatodelimita e explica que o processo decisório deve ser o foco do administrador. A cada dia as teorias sobre o processo decisório evoluem e novas perspectivas surgem para descobrir o melhor método para a tomada de decisões.

De acordo com o “pai” da tomada de decisões, Simon define decisão como um processo de análise e escolha das alternativas que uma pessoa poderá definir, sendo parte do processo administrativo a tomada de decisões. Assim, nesse processo existem os seguintes elementos:
» Tomador de decisões – aquele que decide ou escolhe um conjunto de alternativas para a ação.

» Objetivos – que o tomador de decisões quer alcançar;

» Preferências – critérios usados na hora da escolha;

» Estratégia – planos de ação utilizados para atingir determinados objetivos, dependendo dos recursos que possui;

» Situação – compreensão do contexto e do ambiente que irá ser atingido pela sua decisão;

» Resultado – consequência da estratégia utilizada pelo tomador de decisões.
 Modelos de Tomada de Decisões:
Os modelos organizacionais que envolvem a tomada de decisões são importantes para entender quais suas características principais  e quais poderão se adaptar numa possível resolução de problema. Veja alguns deles:

  • Modelo Racional de Decisão

Também conhecido como Modelo Decisório Racional da Economia Clássica ou Burocrático é considerado o primeiro modelo de processo decisório e é caracterizado por elevar os objetivos da organização como um todo, levando em consideração as alternativas para atingir esses objetivos. Esse modelo é baseado num raciocínio técnico, em que o tomador de opinião se baseavam na lógica e na objetividade para a resolução de problemas.
É muito criticado por acreditar que o tomador de decisões possui toda a informação necessária para resolver o problema. As etapas desse modelo seriam: Identificar e definir o problema; Identificar as possíveis soluções; Selecionar e aplicar a solução escolhida.

  • Modelo da Racionalidade Limitada ou de Carnegie

É caracterizado pelo critério de que: não é possível conhecer todas as possibilidades para tomar uma decisão, por falta de recursos, informações e análise das mesmas. Esse modelo defende a tese de Herbert Simon, que a racionalidade é baseada no tomador de decisões e não existe uma racionalidade superior. Segundo o autor, as organizações são um sistema de decisões e cada indivíduo faz parte do processo de tomada de decisões.
Esse modelo entra em contradição com o modelo Decisório Racional da Economia Clássica ou Burocrático que se baseia em uma racionalidade absoluta. Esse modelo utiliza a racionalidade limitada e a heurística (fazer inovações imediatas para atingir metas).

  • Modelo Incrementalista 

É caracterizado pela praticidade e aliado a realidade que o cerca, esse modelo demonstra que o racionalismo é limitado e que é necessário focar nas informações essenciais para se resolver o problema.
Esse modelo foi criado por Lindblom e Quinn, em 1959, e mostra que não há somente uma decisão correta, mas várias outras que por meio de análises e testes podem se tornar a melhor decisão até alcançar o resultado esperado.

  • Modelo Desestruturado 

É caracterizado pela tomada de decisões estratégicas desestruturadas que são provenientes de problemas desconhecidos e de difícil resolução. No início da tomada de decisões o problema é desconhecido. Não se conhece alternativas e nem soluções para a resolução. Assim, o processo decisório é um pouco turbulento e sofre alterações quando os gestores enfrentam dificuldades no processo e buscam uma alternativa que se encaixe no contexto. Esse modelo foi proposto por Mintzberg e é aplicado quando o problema está em uma situação de incerteza extrema.

  • Modelo da Lata de Lixo

Conhecido também como Modelo da Decisão por Omissão é caracterizado pela tomada de decisões, na qual as soluções pensadas não são analisadas criteriosamente. Foi criado por Cohen, March e Olsen e, inicialmente, o problema não é analisado, mas as alternativas são delimitadas.

Esse modelo, segundo os autores, é utilizado em ambientes ambíguos, chamados de “anarquias organizadas”, assim a busca pelas soluções vem antes do problema existir, as pessoas buscam na “lata de lixo” os problemas para serem resolvidos.

  • Modelo Comportamentalista

Caracterizado pela tomada de decisão mais adequada e baseada no comportamento dos indivíduos dentro das organizações, os gestores devem prever o impacto de suas decisões sobre os indivíduos para evitar conflitos com os mesmos.
Algumas das características do modelo de Carnegie se encontram nesse modelo, como: as informações não são totalmente corretas, são limitadas, algumas alternativas são desconhecidas e o tomador de decisões deve escolher a alternativa mais aceitável. Nesse modelo o indivíduo é visto como homem administrativo, sendo que cada pessoa deve decidir, em todas as áreas da organização e essa decisão irá gerar ações ou comportamentos diferenciados.
Copiado: http://www.okconcursos.com.br/

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Por Que o Ano só “Começa” depois do Carnaval?

Tem a sensação de que as coisas só começam a funcionar depois do carnaval? Você não é o único. 
Veja dicas do que fazer para não deixar que esse artifício atrapalhe sua performance
Não é por acaso que todos temos a sensação de que o ano só começa depois do carnaval.
 O período pode até mudar, mas quase sempre o feriado da folia coincide com férias escolares, recesso político e uma sensação de que janeiro e fevereiro são meses praticamente “parados”. 
Perfeito para dar desculpas para adiar o inevitável: trabalho, estudo e muitas coisas para colocar em dia.
Ficar esperando o “carnaval passar”, no entanto, pode não ser a melhor estratégia para quem quer colocar a vida nos trilhos. E mesmo que seja uma questão cultural – na maior parte do país, muitos serviços não funcionam durante o controverso feriado – é preciso manter o foco mesmo durante o recesso. 
“Algumas pessoas também precisam de artifícios para começar o que realmente importa e usam o carnaval como desculpa para adiar seus compromissos”, diz a psicanalista Juliane Kravetz.

Ela salienta que é importante buscar o equilíbrio e não deixar que nada atrapalhe o início do que é preciso fazer, seja focar no trabalho, nos estudos, arrumar a casa, começar uma dieta, um novo projeto ou mesmo dar continuidade aos que já estão na planilha. 
“Tem gente que gosta muito o carnaval e não faz mais nada enquanto o feriado não termina. Já outra pessoas, não gostam e reclamam que nada acontece nessa época, mas também não fazem nada para mudar. Não dá para viver uma vida de excessos nem de restrição. É preciso equilíbrio”, ressalta Juliane.
O problema é lidar com muitos serviços parados que podem barrar o desejo e a necessidade de agir. Bancos em recesso, serviços de utilidade pública e o próprio comércio que pode ou não abrir, dependendo da decisão das empresas. 
É preciso ser firme para não deixar-se contaminar com o recesso e parar a própria vida. E no retorno do feriado, foco!  Nada de dar aquela esticadinha na semana, que teoricamente começaria apenas na quarta-feira.

Para a coach de realização profissional Juliana Paes Garcia, não dá para esperar o momento perfeito para começar uma mudança ou retomar a rotina. 
“Se você sempre esperar o momento perfeito, o carnaval passar, o ano começar, o Brasil sair da crise, estará terceirizando a chance de felicidade a fatores externos a você”, enfatiza.
Juliana reforça que não existe momento idealpar dar um passo na direção do que se quer. Independente do carnaval ou de qualquer feriado. 
“Você é o responsável para construir a realidade que quer para si. Quando você se conscientiza disso, não dá vontade de esperar mais nenhum dia passar”
Nem o carnaval. Então arregace as mangas, que agora é hora, mesmo que a quarta-feira de cinzas ainda não permita levar as crianças para escola.

Por - KATIA MICHELLE http://www.gazetadopovo.com.br

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"COISA"...

   

Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que  é uma coisa boa de ler...


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. 

Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há"coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.



Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.



Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma..

coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer.Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisasno poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisacoisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas,para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisa se usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.

Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". 

 ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
Colaboração: Poetisa Elisa Lago
Publicado em 2011 neste Blog.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Como Estimular os Talentos a “Vestirem a Camisa” da Empresa?

Inúmeras vezes observamos gestores e até mesmo diretores de empresas diante com um dilema: como fazer os colaboradores vestirem a camisa da organização e, consequentemente, terem um melhor desempenho diante das necessidades do negócio? 
Essa questão não é simples de responder, pois envolve fatores que incluem desde indicadores como, por exemplo, o clima organizacional e o relacionamento entre lideres-liderados. 
Abaixo, listo algumas ações que podem ser aplicadas por empresas de qualquer segmento e porto, para estimular os talentos a abraçarem, de fato, a "bandeira" das companhias.

1. Contribuição - Deixe claro para os profissionais, de todos os níveis, o valor que cada um oferece para a obtenção de resultados para o negócio. Para isso, recorra aos canais de comunicação como impressos, murais, intranet etc.
2. Reconhecimento - Muitos profissionais entregam o melhor de si no dia a dia de trabalho, oferecem bons resultados. No entanto, a maioria se sente desestimulada porque não tem seu esforço reconhecido. Vale lembrar que nem sempre o reconhecimento vem através de uma gratificação. Não que um bônus deixe de ser bem-vindo, pelo contrário. Contudo, muitas vezes, uma conversa informal com a liderança pode ser valiosa, principalmente quando o gestor enfatiza a contribuição significativa do funcionário e agradece em nome da empresa.
3. Face a face - A contribuição da comunicação interna para estimular o funcionário a vestir a camisa da empresa é valiosa, mas precisa de reforço. Nesse momento, a comunicação "face a face" é um diferencial significativo. Por essa razão, estimule os gestores a promoverem reuniões periódicas, onde seja possível repassar informações sobre a empresa e abrir espaço para que os profissionais apresentem dúvidas sobre assuntos relacionados à organização.
4. Confiança - Um profissional só "veste a camisa" da empresa quando acredita nos valores e na missão corporativos. Caso algum boato surja nos corredores, antes de identificar a fonte que o gerou, a organização deve preocupar-se em desfazer os "ruídos". Se um dirigente de destaque foi desligado, por exemplo, e isso provocou preocupação nos demais profissionais, um informe oficial sobre a saída do executivo pode sem dúvida alguma evitar temores desnecessários.

5. Liderança - Equipe só se torna realmente coesa quando tem à frente um gestor que conduz o leme e mostra aos seus liderados para onde eles estão indo, qual o destino que devem alcançar e mostrar alternativas que os façam atingir as metas desejadas. É um risco muito grande colocar um profissional para conduzir uma equipe, sem que este realmente tenha consciência do papel de gerir pessoas. Ser chefia não é sinônimo de liderança.
6. Desenvolvimento - Quantas pessoas têm sonhos inclusive profissionais, mas que nem sempre consegue realizá-los por falta de oportunidade? Isso é mais comum do que muitos dirigentes organizacionais imaginam e por vezes, o colaborador deseja desenvolver novas competências sejam técnicas ou comportamentais para ter chances de ascensão interna. Esse é o momento de refletir: sua empresa tem dado oportunidades de crescimento aos seus talentos?
7. Qualidade de Vida - Se antes existia a premissa de que apenas salários atraentes eram suficientes para fazer o colaborador "vestir a camisa" da empresa, hoje se observa uma mudança comportamental que ganhou espaço entre muitos talentos que fazem a diferença. Falamos sobre qualidade de vida. No mercado altamente competitivo observam-se pessoas já se desligaram de grandes corporações porque ultrapassaram seus limites e sentiram reflexos tanto na saúde física quanto mental. Por isso, não é mais surpresa ver um profissional migrar até a concorrência para ganhar um salário inferior, tudo em troca da melhoria da qualidade de vida. Ações em QVT, mesmo que sejam consideradas simples, precisam estar entre as prioridades de uma gestão.
8. Pesquisa de clima - Quando um time disputa uma partida, não importa a modalidade esportiva, os seus integrantes precisam de um diferencial de extrema importância para vencer o desafio que nesse caso é representado pelo adversário: MOTIVAÇÃO. Vale lembrar que a área de Recursos Humanos possui um recurso valioso para mensurar os índices de satisfação interna: a pesquisa de clima organizacional, uma vez que através dela é possível identificar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados e que podem gerar um quadro de insatisfação interna.

9. Feedback - É notório que organização alguma é sinônimo de entidade beneficente e que os profissionais que nela atuam precisam atender as expectativas do negócio. Para que uma bola de neve não se forme diante da performance dos talentos e esses ofereçam o melhor de si, é fundamental saber o que a empresa espera deles. O processo de feedback é uma ferramenta que permite ao gestor e ao liderado uma relação rica. Quem "veste a camisa" de um time, precisa conhecer as estratégias e as regras do jogo para entrar em "campo" e dar o melhor de si.
10. Metas realistas - A entrega de um profissional à empresa também depende da infraestrutura, das condições de trabalho que a organização oferece. É utopia acreditar que um talento dará o melhor de si, se ele não tiver o respaldo da empresa que possibilite o alcance ou a superação de metas. Cobrar que se tire leite de pedra, é uma "Missão Impossível" e apenas cai bem para o agente Ethan Hunt, interpretado pelo ator Tom Cruise consegue verdadeiros "milagres", graças à ajuda de muitos efeitos especiais e da rica criatividade do diretor cinematográfico.
Por: Patrícia Bispo - www.rh.com.br

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O Que São Dois Pesos e Duas Medidas

Dois pesos e duas medidas é uma expressão popular utilizada para indicar um ato injusto e desonesto, sem o uso de imparcialidade ou isenção de juízos pessoais.
Normalmente, está relacionada com situações similares que são tratadas de formas completamente diferentes, seguindo critérios aleatórios e a mercê da vontade das pessoas que as executam.
Muitas pessoas confundem a expressão “dois pesos e duas medidas” com “um peso e duas medidas”, pelo fato desta última aparentar ser mais lógica pelo ponto de vista da interpretação moderna da frase.
No entanto, a expressão oficial é “dois pesos e duas medidas”, registrada inicialmente na bíblia sagrada, no livro de Deuteronômio (25:13-16), que deu origem ao uso da expressão:
“Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor”.

Esta expressão é uma referência ao antigo sistema de medidas e pesagens, quando ainda não existia um método definitivo que padronizasse os pesos. Assim, cada pesagem e medida era feita de forma desigual, instituindo um roubo generalizado.
No âmbito jurídico, o ditado “dois pesos e duas medidas” deve ser totalmente abominado, mesmo que, informalmente, seja comumente aplicado.
Teoricamente, todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma perante a justiça, mas infelizmente as pessoas que detém maior poder social e econômico acabam por conseguir vantagens nos corriqueiros sistemas corruptos.  
Em inglês, a expressão “dois pesos e duas medidas” pode ser traduzida literalmente para two weigthts and two measures
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