segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Seu chefe nas redes sociais: como lidar?

 Comportamentos de proximidade entre colaboradores e gestores são cada vez mais comuns, diz especialista
 
Ter os colegas de trabalho nas redes sociais é comum. Mas quando o seu líder quer lhe seguir no Twitter ou ser seu amigo no Orkut ou Facebook, como lidar? Nas redes sociais, não existem regras consolidadas. O que vale é o bom senso, afirma a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Rercursos Humanos, Thais Pontin.
Para ela, comportamentos de proximidade entre colaboradores e gestores são cada vez mais comuns. Daí o fato de o líder querer fazer parte da vida social e virtual dos seus colaboradores. "É preciso observar o contexto, pois dependendo do grau de relacionamento entre o chefe e o subordinado, essa proximidade fora da empresa é comum", diz.
Contudo, com o mercado aquecido, e ainda que a relação entre líder e colaborador seja boa, sempre há certa desconfiança por parte dos profissionais quando o assunto é o chefe nas redes. "O receio do profissional existe, mas acaba sendo mais mito, sem muito fundamento", afirma Thais.
Seu chefe quer ser seu amigo
Recusar o pedido nas redes gera um mal estar desnecessário. E não adianta demorar a aceitar, a menos que você, de fato, não utilize as ferramentas. Para Thais, a tendência é que esses pedidos sejam mais recorrentes. E isso é saudável, pois ajuda a criar uma relação mais próxima com o líder. E essa proximidade só ajuda a resolver problemas mais rápido. Sem contar no networking.

E agora: aceitar ou não?
(Imagem: Administradores.com.br)

"Acredito que é possível estabelecer um ponto mais próximo sem grandes problemas", afirma. Para ela, não é preciso muito para isso. "Demonstrar insatisfação e denegrir a imagem da empresa não pode", diz. Isso porque, na avaliação de Thais, comportamentos como esse prejudicam a sua imagem como profissional, pois nem só o líder está lendo esse tipo de comentário.
E quando um desabafo gera um desconforto? "É importante o líder saber separar o pessoal do profissional nas redes", diz Thais. "Mas não acredito que chefes utilizem as redes para repreender o funcionário", considera.
É importante o líder saber separar o pessoal do profissional nas redes (Istockphoto)
Para Thais, se tanto o profissional como o líder souberem estabelecer essa linha de separação, as redes sociais só ajudarão. "Redes sociais são algo particular, mas o ideal é manter o bom senso e uma postura no que você diz", completa. E isso vale não só no mundo virtual, mas no real também.
Camila F. de Mendonça , Infomoney - www.administradores.com.br/

sábado, 29 de janeiro de 2011

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?  (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...,estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade
Luís Fernando Veríssimo - Escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo. É o escritor que mais vende livros no Brasil

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Seja difícil de imitar

Empresas únicas, marcas singulares que fazem a diferença, criam mercados e mantêm a lealdade dos seus consumidores
O Guaraná Antarctica tem um sabor inigualável. O "Old Mother Owl" (Velha Mãe Coruja) mais conhecido como Omo, rende mais? Não sei, nunca fiz o teste. E o que dizer de um carro Ferrari ou da moto Harley-Davidson? E quem nunca usou um bandaid - band (faixa, em inglês) por causa do pedaço de esparadrapo e aid (socorro, ajuda) - que desde 1947 nos socorre em pequenos ferimentos? E a experiência de jogar no Nintendo Wii ou no PlayStation 3?

Empresas únicas, marcas singulares que fazem a diferença, criam mercados e mantêm a lealdade dos seus consumidores.
Em uma época onde se fala tanto em crescimento sustentável, ecologia e respeito ao consumidor fica cada vez mais difícil ser diferente ou fazer a diferença, mas creio que independente do tamanho da sua empresa ou área de atuação você pode sim crescer e ser reconhecido. Como? Sendo difícil de imitar.
Os consultores norte-americanos Alexander Kandybin e Surbhee Gorver listaram alguns pontos que podem fazer efetivamente a diferença para uma empresa conquistar o mercado. Já adianto que a ideia não é ter todos simultaneamente, mas trabalhar forte para ser referência em pelo menos dois ou três dos pontos citados pode ser questão de sobrevivência.
Ser o único a oferecer uma determinada tecnologia é algo raro e que dura pouco, pois rapidamente a concorrência copia ou faz melhor

Ser o único a oferecer uma determinada tecnologia é algo raro e que dura pouco, pois rapidamente a concorrência copia ou faz melhor (Imagem: iStockPhotos)
Ponto 1 - Tecnologia Ser o único a oferecer uma determinada tecnologia é algo raro e que dura pouco, pois rapidamente a concorrência copia ou faz melhor. Tentar se basear nesta estratégia exige alto investimento em inovação e pesquisa, mas que, dependendo do seu mercado, se faz necessário. O que jamais pode acontecer é sua empresa e produtos serem deficitários em tecnologia. O motivo: é morte certa em médio prazo. Além da tecnologia em produtos não podemos esquecer-nos de adotar a tecnologia em gestão. A diferença não deve estar só no que se produz, mas no modelo de negócio que possa trazer um diferencial no atendimento, distribuição, logística, escala ou custos operacionais menores do que a média do mercado.
Ponto 2 - BenefíciosDizem que 98% do processo de vendas se dá em conhecer as necessidades, sonhos ou desejos dos seus clientes. Os benefícios que a sua empresa oferece aos seus clientes estão adequados ao que ele necessita, sonha ou deseja? Benefício efetivo é aquele percebido pelo cliente como tal. Aquilo que ele efetivamente usa e que só a sua empresa oferece. Caso o concorrente ofereça também, deixa de ser uma vantagem e cai na faixa do senso comum. Veja a linha calorias zero dos refrigerantes. Alguém lançou primeiro, hoje todos tem.
Ponto 3 - Características únicasO que só o seu produto ou empresa faz de diferente? O que só você tem? Você vende commodity ou algo que vale a pena para o cliente pagar mais? O método de produção do que você vende torna seu produto único exatamente em quê? Esqueça o discurso da qualidade e mude para o da qualidade comprovada. Prove que seu produto é único por meio de testes comparativos, planilhas que demonstrem o quanto sua empresa pode ajudar em termos de produtividade, certificados de organismos reconhecidos, ou ainda melhor, depoimentos técnicos de clientes satisfeitos.
Ponto 4 - ExperiênciaA experiência de consumo envolve o aspecto emocional. A questão preço se torna de menor proporção pelo sentimento, sensação ou status que confere ao consumidor. As linhas de produtos gourmet são um bom exemplo como cafés, vinhos, cervejas. Posso citar também resorts, hotéis fazenda, aplicativos de informática, canais de TV fechados como de esportes, notícias ou filmes, entre milhares de outros exemplos que fazem a alegria dos aficionados por acesso ao que se há de melhor em determinado assunto. Neste ponto sua empresa precisa criar ou atender uma necessidade emocional dos seus clientes e assim manter uma relação de cumplicidade, fidelização e lealdade com o seu público.
Ponto 5 - Design e embalagemNeste caso, normalmente exige-se mudanças no processo de produção o que torne e garanta a sua empresa certo período de exclusividade no mercado. As novas latas de cerveja ou as garrafas litro foram durante um bom tempo encontradas por uma ou outra marca nas prateleiras dos supermercados. No mercado de cosméticos certas embalagens e design são verdadeiras obras de artes e difíceis de resistir à tentação de compra. Praticidade e beleza já são itens consagrados e agora a novidade é a exploração do olfato para estimular o consumidor a escolher o seu produto.
Agora é hora de refletir quais dos pontos acima se aplica ao seu mercado e a sua realidade organizacional e criar algum método para ser reconhecido como diferente. O seu cliente não irá se lembrar ou escolher a sua marca pelo fato de ser igual as demais, mas sim pelo valor que criou pelo seu desempenho ou experiência de consumo.
O ditado diz que quem ri por último ri melhor. Então vale a pena citar a famosa frase do lendário Bob Marley:
- Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.

Paulo Araújo
é escritor e conferencista. Administrador de Empresas, pós-graduado em Marketing e em Gestão pela Qualidade e Produtividade. http://www.pauloaraujo.com.br/

Compatibilizando gerações em ambientes corporativos

Atualmente o mercado de trabalho está polarizado entre duas gerações: a geração Y, representada por pessoas de até 29 anos de idade, e a geração X, com indivíduos entre 30 e 49 anos.
Esta é uma das constatações observadas na 26º Pesquisa Salarial e de Indicadores de Gestão, realizada anualmente pela Associação Serrana de Recursos Humanos (ARH Serrana). A pesquisa mostra que 47% dos trabalhadores pertencem à geração Y, 46% correspondem a geração X e outros 7% são da geração dos baby boomers, composta por trabalhadores com mais de 50 anos de idade. A pesquisa coletou mais de 40 mil formulários, envolvendo 120 empresas de diversos segmentos de atuação e diferentes portes, localizadas na região da serra gaúcha.
Com características específicas de comportamento diferentes em cada um destas gerações, não é difícil imaginar conflitos entre estes dois perfis de trabalhadores atuando lado a lado dentro de nossas empresas.
A forma de atuação da geração Y envolve ambientes agradáveis, pouca ou nenhuma formalização hierárquica. Querem liberdade para criar novas formas de execução das tarefas, se envolvem em várias iniciativas simultaneamente, querem dar sugestões e opinarem em outras áreas ou funções. Demonstram ansiedade em aprender, mas querem ser ouvidas. Nascidos já dentro do advento da internet, os jovens desta geração estão constantemente plugados seja no computador ou celular. Também esperam construir uma carreira que lhes dê mais conhecimento, melhores salários e mais prestígio.
Já a geração X trabalha dentro de padrões mais convencionais, têm grande respeito à hierarquias assim como preferem atividades que demandem mais o desempenho individual e menos o esforço do trabalho em grupo. Também se sentem à vontade quando lhes é dito o que e como fazer. Direcionam suas carreiras dentro da sua área de conhecimento e aprendizado já internalizado, em suma, a forma de trabalho se enquadra no pensamento linear e cartesiano.
Outro componente importante neste contexto é a forma de estruturação das empresas. A grande maioria das companhias está estruturada por departamentos ou setores e dentro destes, as atribuições estão separadas por cargos e funções, ou seja, há hierarquias e posições (funções) a serem preenchidos. Esta estrutura foi desenhada pelos antigos gestores que hoje pertencem à geração baby boomers e não a esta nova geração.
Neste cenário, as empresas estão tendo que lidar com modelos mentais e comportamentais distintos entre si. Estruturas organizacionais arquitetadas no século 19, parte de seus quadros pessoais com modelos do século 20 e a nova geração de pessoas com anseios do século 21.
Tendo consciência desta nova realidade há duas alternativas de encaminhamentos para conciliação entre gerações: a primeira diz respeito a área de Recursos Humanos. Cabe ao RH descobrir como compatibilizar estas diferentes formas de trabalhar e canalizá-lo para dentro das organizações. E a segunda alternativa e não menos importante, fazer com que a liderança esteja preparada para acolher e lidar com estes perfis em um mesmo local de trabalho.
As empresas que mais rapidamente encontrarem o equilíbrio nesta realidade, podem se considerar vencedoras. Não só pela significativa diminuição nos conflitos no ambiente de trabalho, bem como terão a vantagem adicional de reter estes novos profissionais, os quais estarão comandando nossas empresas em breve.
Marcos Antonio Pozzer - é vice-presidente da ARH Serrana e atual gerente de RH da Transportadora Plimor.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Como Conquistar uma Mulher

"Nos bailes de antigamente, as mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam."
Adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.
Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações:
1. Como cuidar bem da mulher
2. Planejar o rumo
3. Variar os passos e saber qual pé a companheira está
4. Prever o próximo passo
5. Segurar com firmeza
6. Orientar delicadamente o corpo da mulher

Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres, não que sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar.
Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress.
A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do futuro par.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar.
E a dança permite avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par.
Ela pode analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé.
Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile.
As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam.
Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.
Infelizmente, perdemos esse costume porque as feministas começaram a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher.
O som é tão elevado que nem dá para conversar. Os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.
Pior, hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre.
Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero.
Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher.
Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres.
Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.
Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.
Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados.
As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar.
Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.
Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia.
Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.

STEPHEN KANITZ - Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Consultor de empresas e conferencista.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Três conselhos...

1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.

• Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.

• Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...

3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

• Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois....

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em Deus... (mesmo que a vida, muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

Com geração Y, diminuem as diferenças entre homens e mulheres na liderança

Poucas características podem ser atribuídas aos homens e às mulheres, distintamente
Mulheres e homens agem de maneira diferente quando lideram equipes. Para a consultora da Search Recursos Humanos, Lucila Yanaguita, essa percepção já está ultrapassada e, hoje, os líderes têm seu próprio estilo para liderar, independentemente do gênero. "Essa diferença diminuiu muito", afirma.
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As diferenças entre homens e mulheres na liderança não são tão perceptíveis hoje devido à geração / (Imagem: iStockPhoto)
Para ela, poucas características podem ser atribuídas aos homens e às mulheres, distintamente. "Os homens tendem a ser mais diretos e não se preocupam tanto com o conforto dos colaboradores ao fazer um feedback, por exemplo", afirma a consultora. "Já as mulheres tentam amenizar as situações, por meio de exemplos, e se preocupam mais com o conforto dos profissionais", avalia.
Mesmo essas características, no entanto, dependem da própria natureza dos gestores, de suas características pessoais.
Uma questão de geração
Para a especialista, as diferenças entre homens e mulheres na liderança não são tão perceptíveis hoje devido à geração. Aqueles que começam a ocupar cargos de chefia pertencem à geração Y - o que impacta na queda das diferenças de estilo, uma vez que tanto homens como mulheres dessa geração atuam no mercado praticamente de igual para igual, com foco nas competências.
"De uma maneira geral, essa geração não tem preocupação com hierarquia e possuem uma tendência de criar um estilo próprio", afirma Lucilia. Líderes de gerações anteriores, na avaliação da consultora, têm características mais marcantes, considerando os gêneros. Segundo ela, os homens das gerações anteriores são mais dominadores frente aos subordinados. E as mulheres mais maternais.
Lucila reforça que hoje, embora essas características tenham sido preservadas em menor grau, as diferenças entre homens e mulheres na liderança não são tão marcantes.
Competência
Para a consultora da Search, até a avaliação das equipes sobre a atuação dos seus líderes não leva em consideração o gênero, principalmente quando a liderança está nas mãos de uma mulher. "Os homens aprenderam a respeitar e admirar as mulheres", acredita Lucila.
Mesmo em uma equipe predominantemente formada por mulheres, na qual, na avaliação de Lucila, a competitividade é mais forte, essa diferenciação na liderança não existe mais. "O que o mercado está buscando hoje nos líderes é que eles sejam pessoas que inspirem", afirma. "Não basta mais ter apenas o domínio técnico, mas é preciso, também, saber trabalhar com pessoas". E isso serve para homens e mulheres.
Por Camila F. de Mendonça , InfoMoney -




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Inovação, Resiliência e Gestão Emocional

 Uma das coisas que todo mundo sabe é que o mundo das inovações e do empreender é repleto de altos e baixos, assim como períodos de euforia e até mesmo desespero. Quanto maior a ambição ou o grau de ruptura da inovação maior são as incertezas e as armadilhas. No caso de novos negócios os riscos são sistêmicos e nem sempre facilmente mapeados.
Vários livros sobre as estórias de grandes inovadores e empreendedores mostram como mudanças não convencionais seja nos paradigmas tecnológicos, seja em novos modelos de negócio não acontecem de forma rápida ou sem percalços no meio do caminho. Histórias fantasiosas podem dar a impressão que tudo aconteceu de forma linear segundo um processo decisório altamente analítico, algo como em uma matriz 2x2 ou mesmo 3x3 que algum professor ou consultor utiliza para contar os processos decisórios envolvidos na criação e inovação. Ledo engano!
Uma das coisas que venho observando tanto pessoalmente, como na fascinante literatura associada à estória das invenções, descobertas, inovadores e empreendedores é que os inovadores e empreendedores compartilham de uma resiliência muito acima da média. Bons executivos, bons gerentes e mesmo bons profissionais podem até ter muito destaque e serem mesmo muito mais efetivos quando tudo e todos remam a favor, quando o negócio principal é “milk the cow”, manter ou acelerar o crescimento orgânico ou fazer inovações incrementais.
Há momentos, no entanto, em que a vaca leiteira dos negócios já não vai sustentar toda a família. São aqueles momentos em que as ameaças ao core da empresa se avizinham por vários lados: novas tecnologias, novos concorrentes, mudanças na regulamentação, etc. É neste momento que os inovadores e empreendedores são ainda mais necessários. Mas a pergunta que é difícil de ser respondida é: será que os executivos que conduziram os negócios em tempos de vacas gordas são os mesmos para conduzir em tempos de vacas magras?
Vacas gordas, negócios estáveis e sem competição de peso são, no entanto, muito mais a exceção do que a regra. Inovar é necessário. Toda empresa precisa, na verdade, de líderes, em vários níveis e áreas que não se abatem com pequenas ou grandes derrotas, que tem certo grau de teimosia, que mantém sempre um outlook otimista (isto não quer dizer visão cega da realidade) e que sabem que desafios sejam técnicos ou de negócios podem e vão ser vencidos a partir da mobilização de mentes e corações de uma rede vigorosa de relacionamentos internos e externos. Os inovadores e empreendedores não são necessariamente mais inteligentes que a média de seus pares. Isto nunca ninguém conseguiu mostrar ou provar. Contudo, é evidente que eles dispõem de uma resiliência diferenciada, disciplina para chegar a seus objetivos e uma gestão emocional que lhes permite superar com elegância emocional os momentos mais duros de suas trajetórias.
Fonte: Portal Terra Forum