quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Informação falsa em currículo pode se tornar crime

Por Karla Santana Mamona - InfoMoney

 
Um Projeto de Lei (nº 6561/09) que tramita na Câmara dos Deputados estabelece pena de dois meses a dois anos de detenção para quem inserir informações falsas no currículo.
 Segundo a proposta, será enquadrado nesta conduta quem falsificar currículo para satisfazer interesse pessoal, causar danos a terceiros ou habilitar alguém a obter cargo, emprego ou qualquer outra vantagem.

 Punição específica

 Para o autor do projeto, deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), ele é necessário pois os currículos têm sido alvos constantes de falsificação para obtenção de vantagens indevidas ou para causar prejuízos a terceiro.

 Ele afirma ainda que atualmente, no Código Penal, não está prevista punição específica para falsificação em currículos. O código estabelece penas para falsidade documental, com reclusão de um a cinco anos para quem falsificar documento particular.
 O projeto deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da casa.
 Currículo
 Com a possibilidade dessa nova lei, a elaboração do currículo deve ser levada ainda mais a sério. Para isso, confira algumas dicas, elaboradas pela gerente de Treinamento do Nube, Carmen Alonso:

  •  Dados Pessoais - Coloque seus dados pessoais no início do currículo para facilitar sua identificação. Não é necessário colocar número de documentos ou referências pessoais, a não ser que a empresa solicite.
  • Objetivo - Indique somente uma área de interesse. Se houver mais de uma, faça mais de um currículo com objetivos diferentes.
  • Qualificações - Destaque no máximo quatro qualificações adquiridas em experiências de trabalho. Outras habilidades poderão ser mostradas durante o processo seletivo.
  • Formação Acadêmica - Ordene sua atual ou última graduação para a primeira. Obedeça a ordem: curso, instituição de ensino, ano de conclusão ou ano de início e término. O nível técnico ou ensino médio devem ser colocados apenas quando forem relacionados à formação atual ou à área de interesse.
  • Experiências Profissionais - Coloque o nome da empresa e o período em que trabalhou. Informações sobre a empresa mostram que você se preocupou em informar quem analisa o currículo.
  • Atividades Realizadas - Seja objetivo quando for descrever suas experiências.
  • Idiomas - Especifique qual o nível de fluência. Experiência de intercâmbio são valorizadas, portanto, se houver, coloque-as.
  • Inclua os treinamento e cursos realizados que tiverem relação com a futura área de atuação.
  • Atividades Complementares - Valorize atividades que você exerceu no meio acadêmico.

 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Perigo dos cursos sequenciais e tecnólogos

Tiago Pires
Com o término do ensino médio, muitos jovens agora decidem que curso superior escolher. As faculdades e universidades de todo o Brasil expandiram seus pólos educacionais, aumentaram seu quadro de vagas em cada curso, criaram novos cursos e novas tendências de ensino superior.

Uma dessas novas tendências de ensino é o sistema de curso na modalidade seqüencial ou de formação específica, que visa ampliar os conhecimentos, mas não pode ser considerado como uma graduação. Os cursos seqüenciais ou de formação específica são definidos por “campo do saber”, enquanto que os cursos tradicionais são oferecidos por área do conhecimento e suas habilitações. Portanto, essa modalidade de ensino não deve ser entendida como atalho para uma graduação.

Em todo o Brasil, várias instituições particulares e/ou públicas de ensino superior oferecem cursos de formação específica. Jovens sentem-se atraídos pela “facilidade” de terminarem seus estudos em tempo estimado de dois anos. Mas deve-se ter cuidado, pois esses cursos não são reconhecidos pela legislação brasileira como profissão. Dentre eles, destacam-se dois, o de gestão em marketing e o de gestão empresarial, esse último é o mais procurado por jovens, em vista de substituir o diploma de administração.

Muitos egressos desses dois cursos tentam usufruir das “habilidades” adquiridas, mas são impedidos por uma lei federal. A lei 4.769/65 não dá a possibilidade de registro profissional para os ex-alunos ou formandos do curso de gestão. O Conselho Regional de Administração (CRA) é o responsável por essa fiscalização.

Os principais serviços oferecidos por gestores empresarias e gestores de marketing da nossa cidade são: consultoria empresarial, relatórios, laudos, estudos, análises, gerência média ou direção superior, funções e atribuições de um bacharel em administração detentor de um registro, o exercício dessas atribuições por um tecnólogo pode ser considerado como exercício ilegal da profissão, tendo o mesmo que pagar uma multa de até 50% sob o valor do salário mínimo vigente. Por isso todo cuidado é pouco na escolha do curso superior que se pretende seguir, na dúvida a melhor alternativa é escolher um curso na modalidade de bacharel ou licenciatura, evitando assim frustrações futuras.

Tiago Pires é estudante do sétimo período em Administração pela Faculdade Aiec. É Assistente Comercial da Sotreq S/A.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Qualidade...

"Na qualidade não vale o maior, mas o melhor; não o extenso, mas o intenso; não o violento, mas o envolvente; não a pressão, mas a impregnação".

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Lembranças da minha infância em Pedreiras MA

A importância da Logística para as Empresas Brasileiras


Atualmente as Empresas Brasileiras vivem um momento extremamente desafiador. Este novo cenário é caracterizado pela busca por maior competitividade, maior desenvolvimento tecnológico, maior oferta de produtos e serviços adequados às expectativas dos Clientes e maior desenvolvimento e motivação de seu capital intelectual (seus recursos humanos).

Para superar estes desafios, algumas Empresas buscam tomar ações voltadas para redução de custos de uma forma isolada (através da eliminação de posições em seu quadro de colaboradores, eliminação do cafezinho, controle de ligações telefônicas e outras tão conhecidas). Estas ações, às vezes se fazem necessárias, no entanto, quando tomadas de forma isolada, não garantem o resultado desejado.

Por outro lado, temos Empresas que enxergam a Logística como uma estratégia competitiva bastante eficaz. Estas Empresas planejam e coordenam suas ações gerenciais de uma forma integrada, avaliando todo o processo desde o Fornecimento da Matéria Prima até a certeza de que o Cliente teve suas necessidades e expectativas atendidas pelo produto ou serviço entregue.
O resultado é a superação dos desafios apresentados e conseqüentemente um melhor posicionamento no mercado.

Como pontos centrais da Logística podemos destacar:
  • Visão integrada e sistêmica de todos os processos da Empresa. A ausência deste conceito faz com que cada área / departamento da empresa pense e trabalhe de forma isolada. Isto gera conflitos internos por poder e faz com que os maiores concorrentes de uma empresa estejam dentro dela mesma;
  • Fazer com que as "coisas" (materiais e informações) se movimentem o mais rápido possível, conseguindo assim otimizar os investimentos em ativos (estoques);
  • Enxergar toda a cadeia de suprimentos como parte importante do seu processo. Seus Fornecedores, Colaboradores, Comunidade e Clientes são como elos de uma corrente e estão intimamente interligados. Por isso, devemos sempre avaliar se suas necessidades e expectativas estão sendo plenamente atendidas;
  • O Planejamento (Estratégico, Tático e Operacional) e a constante Avaliação de Desempenho, por meio de indicadores, são ferramentas gerenciais essenciais para o desenvolvimento de um bom sistema logístico;
  • O uso de sistemas de informação (ERP, WMS, TMS ...) que forneçam suporte as decisões que precisam ser cada vez mais velozes e em um ambiente de incertezas e competição muito grande;
  • O aumento da colaboração entre Fornecedor e Consumidor através do compartilhamento de informações relevantes para o nível de serviço desejado.

Hélio Meirim, Administrador, Mestrando em Administração possui especializações em Logística, Marketing,

Quero agradecer a todos que estão me seguindo neste BLOG

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pequenas empresas respondem por dois terços dos novos empregos, diz Ipea

As pequenas empresas foram as principais responsáveis pela criação de empregos em dez anos -- entre 1989 a 2008. A cada três ocupações abertas no setor privado não agrícola, duas foram em pequenas empresas com até dez funcionários, mostra pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento aponta que, em 2008, os empregados em pequenos negócios representavam 27,1% do total de trabalhadores assalariados do país. Já os empregadores correspondiam por 78% do total de empresários e postos de trabalho por conta própria.

O Ipea mostra ainda que, em 2008, a renda média dos ocupados nestes estabelecimentos foi de R$ 902,10, sendo R$ 633,03 para os empregados assalariados, de R$ 2.607 para empregadores e R$ 807,34 para trabalhadores por conta própria.

Contudo, somente 29,4% do total de vagas em negócios com até dez trabalhadores tinham alguma proteção pela atual legislação trabalhista. Entre os ocupados por conta própria, apenas 16,7% estavam amparados pela lei. Já entre os assalariados o percentual foi maior, de 40,8%, e entre os empregadores ficou em 55,8%.

Segundo o estudo, "a presença de ocupações precárias e de baixa remuneração continua a ser um dos problemas estruturais que atingem os pequenos negócios no Brasil".

Dentro dos pequenos empreendimentos, 18,7 milhões eram trabalhadores por conta própria (48,7%), 16,5 milhões eram empregados assalariados (43%) e 3,2 milhões eram empregadores (8,3%).

Em relação a jornada de trabalho, 15,4 milhões (40,3%) trabalhavam mais de 44 horas por semana. Já no quesito escolaridade, apenas 10,8% dos ocupados tinham ensino superior, completo ou incompleto. A maioria possuía ensino fundamental, 48,2%, e outros 41% estavam no ensino médio.

Sobre as perspectivas para os próximos anos, o Ipea aponta que até 2020 há possibilidade de geração de 19,3 milhões de ocupações no setor não agrícola, sendo que mais da metade será nos pequenos empreendimentos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u689377.shtml

É proibido proibir as Redes Sociais nas empresas

 Um líder olha para o lado e vê aquele funcionário conversando pelo MSN com outro colega e logo pensa: “Preciso bloquear isso na empresa!”. De fato, se olharmos apenas para um lado, o MSN pode até tirar um pouco a produtividade dos profissionais, paralisando a atividade deles para trocar piadinhas sobre o chefe, enviar dicas de jogos e até receber links daquela mulher fantástica! Mas você pode resolver isso estabelecendo uma política de rastreio das mensagens indesejáveis que circulam internamente por ele. Só de mencionar esta idéia os funcionários com certeza terão mais cuidado com o que digitam. Mas visto por outro lado o MSN também traz alguns benefícios: agilidade nas comunicações internas e externas, dicas para aquela ferramenta freeware útil para o trabalho interno da empresa, dicas de links para novas idéias para aquela campanha publicitária e etc. Todos os líderes já pensaram em algum momento coibir a comunicação externa pela internet dos seus funcionários. É melhor estudar mais o assunto antes de cometer este crime.

O mundo mudou radicalmente, e estamos diante de uma nova forma de gerir as empresas e as pessoas. Os jovens que se formam hoje já vêm para o mercado com DNA digital. Ou seja, quase todos eles têm uma visão de mundo dentro da internet, como buscar informações ou se apoiar em estratégias rápidas para solucionar problemas usando a web como ferramenta. É como se eles tivessem nascido com a internet debaixo do braço. O comportamento desta nova geração que está chegando ao mercado de trabalho também vem com um comportamento diferente. Eles aderem radicalmente a ondas, modas ou idéias malucas com uma facilidade incrível. Lembram da idéia de andar no metrô apenas com as roupas de baixo? Posso citar aqui dezenas de outras que apareceram há pouco tempo. É como se eles precisassem que uma nova revolução nascesse todos os dias. Cabe aos líderes abrir espaço para algumas destas “revoluções de um dia só”, mas procurando ter pulso para que eles assumam a devida responsabilidade pelas consequências. Antes que as empresas pensem em estudar ou bloquear o uso do Twitter, é bem provavel que ele já seja uma ferramenta comum na empresa. Por isso sua empresa já pode estar refém desta situação. Está na hora de você correr para não ficar para trás.

Desde o início do ano passado as redes sociais caíram nas graças do mercado de internet brasileiro. O Brasil já se tornou um campo de testes ideal para novas ferramentas e tecnologias de redes sociais. Depois do crescimento do orkut, veio o Facebook crescendo em larga escala, e logo depois o twitter em um ritmo bem mais acelerado. A história do índice de crescimento no uso do MSN, Orkut e até o Facebook não chegam perto do que está acontecendo. Até junho do ano passado apenas 15% do mercado, estava conectado no “Twitter”. Ele já havia crescido 70% nos meses anteriores. Para se ter uma noção, até junho de 2009 apenas 2% dos usuários do serviço vinha do Brasil. Agora respondemos por 8,8%, ou o segundo maior mercado de uso da ferramenta no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (segundo estudo da Sysomos, divulgado pela revista IDGNow). Isso significa que ultrapassamos mais de 9 milhões de usuários do serviço no Brasil, um crescimento espetacular chegando quase a 25% dos internautas brasileiros. Isso significa que é natural esperar que o índice de uso cresça quase na totalidade do mercado de usuários da internet no Brasil e no mundo. E por isso mesmo, as empresas precisam olhar para as redes sociais como a ferramenta web de 2010. As redes sociais na internet representam mais uma oportunidade de negócios para um empreendedor ou empresa. E são justamente o uso destas novidades que podem fazer uma empresa ser mais atraente que outra. Mas o que fazer então?

Primeiro jamais pense em bloquear ou limitar o uso do Twitter na empresa. Se você fizer isso você quase que estará bloqueando o acesso à internet. Imagine os prejuízos que isso pode causar! Você estará fechando os olhos e o futuro da sua empresa. Seus profissionais precisam de informação para continuar evoluindo ou simplesmente ajudar seu negócio a permanecer no mercado. O Twitter é uma imensa ferramenta, muito poderosa em todos os sentidos. É preciso montar uma estratégia que abranda a divulgação de informações internas, externas até o marketing virtual.

No caso das informações internas você pode estabelecer um perfil geral por departamento e analisar se isso precisa ser privativo ou não. No caso de novas propostas ou informações externas você pode ou criar novos perfis para cada uma ou estabelecer um perfil por produto. Tudo vai depender do objetivo. O fato é que você deve pensar o que pode sair ou não sobre a empresa na internet de origem interna. As lideranças devem conversar com suas equipes internas e estabelecer uma política. Cuidado ao postar mensagens! É preciso lembrar que as redes sociais divagam notícias muito mais rapidamente que qualquer spam ou marketing pela TV. As pessoas em geral talvez não fiquem 8 horas por dia ligadas na TV, mas estarão muito mais conectadas daqui para frente na internet do que antes. E isso significa que uma mensagem mal colocada pode chegar a milhões de usuários em questão de minutos. Por isso a equipe interna deve pensar bastante se vale a pena ter algum acompanhamento interno para aquele perfil estratégico. Tudo deve ser analisado caso a caso.

No caso do marketing virtual através das redes sociais ofereça um benefício para seu cliente ter interesse em acompanhá-lo pela internet, seja pelo Facebook ou pelo twitter. Cada ramo de negócio vai exigir uma estratégia diferente, desde fornecer informações e dicas importantes até descontos em produtos aos seguidores. A qualidade e a necessidade das mensagens vai definir se seu cliente vai ou não segui-lo. Estabeleça uma frequência de divulgação das informações de forma que seu cliente se acostume com elas, mas assuma isso como definitivo, pois ele vai te cobrar se notar que as informações não estão mais chegando.

Não é fácil para as empresas e para seus líderes acompanhar as novidades com a velocidade que elas ocorrem hoje. Com certeza proibir o acesso às redes sociais não será a solução, será sua pior alternativa. Censurar a busca de novos caminhos vai limitar sua busca pelo crescimento e pelas inovações.

Por Márdel Vinicius de Faria Cardoso: tem 43 anos. É Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG. Pós-Graduado no MIT-Master Information Tecnology pela FIAP-SP.