QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Administração: Ontem, Hoje e Sempre

Em minha opinião a melhor definição do que é Administração é muito simples e é a seguinte:"Administração é a arte de obter resultados através das pessoas". Concluo que é por isso que ela é essencialmente humana, mesmo quando se utiliza das ciências exatas (matemática, estatística) e das tecnologias (computadores) para ser praticada.
Entendo que nossa atividade (dos Administradores) é anticontemplativa e que o Administrador efetivamente só se forma no campo, na ação dentro da arena onde as batalhas do dia-a-dia são travadas. Só se aprende de fato, através do exercício permanente dos princípios de Administração, da prática, do experimento, da ação, da vivência.
A formação acadêmica concede a habilitação para o exercício legal da profissão, assim como tantas outras (medicina, direito, engenharia, contabilidade etc.), mas é a prática que fortalece a destreza, desenvolve o conhecimento, aperfeiçoa as habilidades e lapida as atitudes, forjando e moldando o perfil do profissional dotando-o das competências essenciais para alcançar o sucesso profissional.
Somos definitivamente agentes de mudanças e lembrando Maquiavel que já disse que"Deve-se ter em mente que não há nada mais difícil de executar, nem de sucesso mais duvidoso, nem mais perigoso de conduzir, do que iniciar uma nova ordem das coisas", avalio que onosso mais profundo e complexo desafio quando na condução de pessoas é promover as mudanças que se fazem imperiosas nos comportamentos, comprometimentos e engajamentos destes para que os objetivos sejam plenamente atingidos.
Podemos e devemos "ensinar o elefante a dançar", como já escreveu James Belasco em sua obra famosa "Ensinando o Elefante a Dançar" (Editora Campus) e como relatou Louis V. Gerstner Jr., feito soberbamente retratado em seu livro "Quem disse que os Elefantes não Dançam?" (Editora Campus) Somos, sim, domadores de leões, treinadores de elefantes, malabaristas e equilibristas, para ficar apenas em algumas nobres e respeitáveis funções, no grande circo da vida empresarial.
Nós, os Administradores, sofremos os impactos das mutações sociais e da influência da sociedade nas empresas e no desempenho de nossas funções, estamos sendo permanentemente testados em nossa capacidade de adaptação. Foi assim nos anos 80, com as ações sindicais; nos anos 90, com a democratização do uso dos computadores e a tal da Reengenharia e está sendo assim neste século com a proliferação vertiginosa da Rede Internet e de seus fantásticos recursos que a torna, cada vez mais, um poderoso e democrático instrumento de mídia social.
Podemos afirmar que a Administração como função remonta às origens da própria humanidade; pois, não há como imaginarmos as construções das Pirâmides do Egito antigo, sem que houvesse um complexo processo de administração por trás destas magnificas construções, que resistem ao tempo e nos encantam até os dias atuais. 
Assim também encontramos a presença marcante da Administração nas Conquistas do Império Romano e nas Grandes Descobertas da Civilização na Idade Média. Impossíveis seriam as viagens para Índia, Ásia, Américas, sejam pelas esquadras portuguesas ou pelas espanholas, sem que por trás destas execuções não tivéssemos atividades de planejamento, organização e direção.
 Estas grandes conquistas nos levam, então, a concluir que Administração sempre existiu, só que de forma empírica, como parte de algo maior, visto que apenas a partir do início do Século XX é que a Administração começou a ser estudada, analisada e tratada de forma mais específica e com identidade própria, a partir dos estudos, observações, análises e conclusões de dois engenheiros que se tornaram conhecidos na história como os "pais" da Escola Clássica de Administração, que são Frederick W. Taylor (Estados Unidos, administração científica) e Henry Fayol (França, teoria clássica de administração) que publicaram suas primeiras conclusões por volta de 1910/15.
Em ambos os estudos, o enfoque predominante era a busca pela eficiência, produtividade e rentabilidade a serem atingidos com melhoria da administração dos recursos disponíveis pela empresa.
Sem dúvida nenhuma, antes ou depois do advento do modelo da Escola de Administração Científica, cujos principais e respeitáveis nomes foram Taylor e Fayol, que veio a ser um divisor de águas na história da Administração, tivemos grandes e inesquecíveis Administradores, que, não só deixaram seus nomes marcados indelevelmente na História da Humanidade, mas, que servem até hoje como exemplos de sucesso para todos nós.
Na minha lista particular de Administradores exemplares constam: Jesus Cristo; Alexandre, o Grande; Aníbal, o Conquistador; General Patton, General Eisenhower; o herói espanhol, Rodrigo Díaz de Vivar, mais conhecido por El Cid, o Campeador; Napoleão, Henry Ford, Akio Morita, Lee Iacocca, Alfred Sloan Jr, Jack Welch etc. Cada qual a seu tempo, cada qual a seu modo, se destacaram no que se propuseram a fazer e além de valorosos administradores, foram igualmente relevantes agentes de mudanças.
Dentre todos, destaco como o principal, o maior de todos, Jesus Cristo, que administrou a escassez, liderou multidões, cumpriu uma missão e atingiu um objetivo.
No campo doméstico, destaco como Administradores exemplares que devem ser vistos como modelos e estudados como paradigmas de sucesso no exercício da função, alguns nomes, como: Antonio Ermírio de Moraes, Ricardo Semler, Abílio Diniz, Chieko Aoki, Henrique Meirelles, Alain Belda e Carlos Ghosn, sendo que estes últimos três já marcaram presença nas listas dos principais executivos do mundo, no início deste século. São os que eu denomino de "Executivos de Classe Mundial".
E quem precisa de nós?
O mundo, o Brasil, os estados, as cidades, as empresas, as comunidades, as organizações sociais, enfim, todas as Instituições, sejam elas públicas ou privadas, que visem lucros ou não, necessitam de Administradores, profissionais formados, habilitados e instrumentalizados para o pleno exercício das quatro funções clássicas, que nos foram legadas pelo saudoso Peter Drucker, considerado o Papa da Administração: O Planejamento, a Organização, a Direção e o Controle.
Portanto, entendo que a Administração, esteve ontem, está hoje e estará sempre presente, à frente do desenvolvimento, da evolução e das grandes conquistas dos homens, sendo o grande e valioso instrumento ordenador dos relacionamentos interpessoais e estimulador do progresso da Humanidade.
Por: Adm. Prof. Ms. Sérgio Lopes - http://www.artigonal.com/

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