sexta-feira, 10 de junho de 2011

Executivo brasileiro já está entre os mais bem pagos do mundo

Mercado: Pesquisa mostra que, em alguns casos, remuneração de gestores no país supera média dos EUA e da Europa.
O real valorizado e o aquecimento do mercado brasileiro têm acentuado a curva de evolução salarial no país. De acordo com pesquisa de remuneração de executivos realizada pela consultoria Robert Walters, a aceleração é notável em áreas como a de finanças, onde o Brasil chega a superar, em alguns casos, a média de mercados como a Europa, os Estados Unidos e a China.
Segundo o diretor de operações Frédéric Ronflard, a maior "inflação salarial" é observada para os executivos com mais de dez anos de experiência, na chamada alta gerência. Já nos níveis de entrada, os salários continuam mais baixos em comparação com outros mercados. No caso de profissionais com experiência de até oito anos, porém, a remuneração é equivalente. "O problema é que os salários sobem muito rápido. Em cargos de liderança, o brasileiro se tornou caro demais", afirma.
Os chefes de tesouraria brasileiros, por exemplo, ganham mais que os executivos de Londres, Nova York, Xangai, Paris e Madri. Na posição de CFO e chefe de controladoria, o Brasil já supera os mercados espanhol, chinês e francês, mas a tendência é de que ultrapasse também outros países. "A controladoria ainda é uma área pouco desenvolvida no Brasil e deve crescer mais a partir deste ano", afirma Ronflard.
A pesquisa registrou também os salários de áreas como recursos humanos, onde a tendência de crescimento na remuneração se repete. O salário de um diretor de RH no país, por exemplo, varia de R$ 240 mil a R$ 455 mil por ano, de acordo com o grau de experiência do profissional. Essa mesma posição em Londres tem salários médios de R$ 363 mil e, em Xangai, de R$ 280 mil. "O RH está se tornando mais complexo e segmentado no Brasil, o que valoriza o profissional especializado. Ao mesmo tempo, faltam competências básicas, como conhecimento de idiomas."
Na área jurídica, Ronflard destaca o movimento de escritórios internacionais chegando ao país, o que provoca uma disputa por talentos com até cinco anos de experiência. Por outro lado, empresas de todos os setores também estão demandando profissionais para seus departamentos jurídicos. Nos dois casos, contudo, os salários não chegam a superar a média de outros mercados. "Existem muitos advogados no Brasil, mas poucos com o perfil desejado, conhecimento de idioma e boa formação. Somente aqueles que se destacam são mais bem remunerados", diz.
No setor tributário, a demanda por cargos como o de diretor, cujo salário no país varia de R$ 200 mil a R$ 345 mil por ano, tem aumentado. "Além de muito valorizado no mercado, esse profissional não pode ser substituído por um expatriado. É difícil fazer alguém que não é brasileiro entender o complexo sistema de impostos do país", afirma.
O diretor da Robert Walters explica que, mesmo com dificuldades pontuais, buscar expatriados tem sido uma solução mais barata para as empresas internacionais do que atrair um candidato local. "Trazer um estrangeiro com mulher e dois filhos pode ser mais vantajoso do que fazer uma oferta salarial para um brasileiro", revela.
Segundo ele, em determinados segmentos, o executivo só aceita mudar de emprego com 50% ou 60% de aumento, o que tem surpreendido os departamentos de recursos humanos das multinacionais.
Muitas organizações querem expandir seus negócios no Brasil para aproveitar esse bom momento, mas são prejudicadas pela visão imediatista dos executivos do país em relação aos salários. "Eles têm dificuldade em entender o conceito de salário anual. Para valorizar um pacote global, que inclui bônus e benefícios de longo prazo, é preciso ter uma ideia de permanência na empresa, a que o brasileiro não está acostumado."
Vívian Soares - De São Paulo -  Fonte: Jornal Valor Econômico

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:

Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!
Portanto, profissionalmente falando, e "pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm "boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem conseqüências
 Autor: Max Gehringer
Colaboraçao: Neide Carvalhêdo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dicas para você trabalhar com mais eficácia

  •   Anote suas idéias. Não confie na sua memória.
  • Estabeleça prioridades antes de começar o dia de trabalho.
  • Use suas horas de alta produtividade para projetos prioritários.
  • Trabalhe nos projetos longos em estágios separados.
  • Não agende coisas demais. Deixe algum tempo livre todo dia.
  • Concentre-se em um item de cada vez.
  • Faça interrupções. Levante-se e caminhe pela sala.
  • Estique os braços. Coma fora da sua mesa de trabalho.
  • Estabeleça um lugar para tudo. Catalogue e arquive.
  • Mantenha sua papelada em dia.
  • Limite as visitas e os telefonemas.
  • Coloque coisas em todas as cadeiras próximas para que as visitas inesperadas tenham de ficar de pé.
  • Quando receber telefonema de alguém que gosta de conversar, pergunte com delicadeza o que ele deseja e avise que só pode lhe dar uns minutos de atenção.
  • Tire da sua mesa todos os papéis com os quais não está trabalhando para evitar misturar ou perder alguma coisa.
  • Cuide de cada folha de papel apenas uma vez.
Fonte: www.isaacmartins.com.br

Administração de materiais é também fator de lucratividade para empresas

Segundo dados da pesquisa Supply Chain Benchmarking Study 2007, divulgada pelo Centro de Estudo em Logística, empresas que otimizam a gestão de seus estoques conseguem diminuir entre 40% e 65% o tempo de seus ciclos financeiros. Resultado: a disponibilidade de capital chega 2 a 3 meses mais cedo em relação às outras empresas.

Em tempos de alta competitividade e redução das margens de lucros, a administração de materiais é o grande diferencial de pequenas, médias e grandes empresas. A lógica é simples: quanto mais rápido as empresas obtêm dinheiro de suas vendas e quanto menor for seu estoque imobilizado, mais rapidamente poderão reinvestir em matérias-primas, operações ou melhorias em suas plantas.
A eficiência do setor de estoque também prevê a eliminação dos excessos sem que isto comprometa a disponibilidade da matéria-prima para as empresas. É o que afirma o técnico de suprimentos sênior da ArcelorMittal, Luciano Vargas:
“A administração de materiais é considerado de extrema importância para os nossos negócios e a ausência de administração ali se relaciona diretamente com prejuízos financeiros, desacordos perante os nossos prazos e com a baixa qualidade do produto final”, alerta.
Desde a década de 80, a administração de materiais vem sendo gradativamente incorporada pelos gestores de micros a grandes empresas. “É importante observar que a administração de materiais tem ganhado cada vez mais o status de ‘estratégico’ em uma empresa. Não existe mais espaço para os modelos de gestão aplicados antigamente, onde o setor era visto como operacional e de valor secundário”, afirma o analista de Planejamento e Materiais da V&M do Brasil, Hedison Damasceno.
Para a especialista em Logística Aplicada e instrutora do Ietec, Hilda Brasil, é importante que empresas e profissionais busquem conhecimentos teóricos e práticos que os possibilitem desenvolver, de forma eficaz, a administração de materiais: “Hoje, contamos com metodologias e técnicas para a organização e otimização da área de estoque, tanto sob a ótica operacional quanto financeira”, afirma a instrutora.
http://www.techoje.com.br - Comunicação Ietec

segunda-feira, 6 de junho de 2011

LOGÍSTICA HOSPITALAR

Logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa . Ela passou por diversas fases na história do seu desenvolvimento. O período que antecede os anos 50 estava adormecido, havia assim uma fragmentação na administração de atividades dentro da logística, ou seja, as atividades que deveriam ser gerenciadas pela área logística estavam nas mãos de outras áreas, como é o caso do transporte que era de responsabilidade da área de produção, bem como o controle dos estoques que ficavam sobre o controle de marketing ou finanças, ou seja, não havia setores definidos. A Logística Militar foi um grande marco para o aperfeiçoamento das atividades logísticas no mundo, segundo Ballou (1993, p. 29): “A atividade logística militar na segunda guerra mundial foi o início para muitos dos conceitos logísticos utilizados atualmente”. Já no período posterior aos anos 50 até os anos 70 foi um período importante para o desenvolvimento das práticas logísticas, bem como nas teorias, onde as definições e conceitos foram fomentados pela segunda guerra mundial proporcionando o crescimento econômico substancialmente e melhoria na produtividade.
Após os anos 80 a logística teve um desenvolvimento revolucionário, empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização, a quebra nas barreiras comerciais proporcionou um aumento significativo na produção de bens e serviços favorecendo na valorização das atividades logísticas. Os serviços logísticos nos hospitais tomaram rumo a partir desse período, apesar de já estarem executando funções logísticas anteriores, porém a história da logística hospitalar está dividida em três fases, e no inicio dos anos 80 não era tratada com seriedade, pois os orçamentos eram fixos e a visão de lucratividade não existia. Ela ganhou forças após a quebra das barreiras comerciais, onde os hospitais ganharam características empresariais que até então eram assistenciais. A busca pela fidelização dos clientes e diferencial competitivo no mercado era cada vez mais acirrado, direcionando os hospitais na busca contínua de melhores processos que visassem otimizar custos.
Inicialmente a atenção dos hospitais estava voltada ao atendimento do paciente, não havia interesse em investir em gerenciamento na cadeia de suprimento, pois os hospitais estavam focados na assistência médica. Nos anos 80 com o surgimento da crise mundial, iniciou a busca pelo diferencial competitivo no mercado como forma de atrair clientes e fidelizá-los, pois nesta época os hospitais já tinham características empresariais, deste modo a preocupação com os setores envolvidos com suprimentos aumentou. Atualmente, o gestor tornou-se um profissional qualificado, especializado, e vem buscando melhores ferramentas, nas quais auxiliarão na tomada de decisão, visando à melhoria nos processos e redução dos custos.
 LOGÍSTICA HOSPITALAR: Ana Paula Santana de Miranda em http://www.webartigos.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Treinamento via celular: vai pegar?

A edição 2011 da Conferência Internacional da ASTD (American Society for Training and Development), realizada em Orlando, Estados Unidos, na semana passada, discutiu diversos aspectos e tendências para o setor de treinamentos corporativos.
Os temas poderiam ser divididos em três grupos:
* Temas sempre discutidos – aqueles que são abordados e apresentam conceitos consagrados em todas as edições da Conferência Internacional da ASTD;
* Temas de aprofundamento – focados em conceitos que já foram lançados em outras edições e aprimorados para aplicação prática e/ou começam a apresentar casos de sucesso;
* Temas inovadores – que apresentam novas tendências e/ou começam a apresentar aplicabilidade tangível.
Dentre os temas inovadores, o que mais se destacou foi o M-Learning – a utilização de dispositivos móveis para treinamento. O tema teve destaque especial na primeira sessão plenária, quando Tony Bingham, Presidente e CEO da ASTD, afirmou que o M-Learning inicia uma nova era que revolucionará os processos de aprendizado no mundo.
Não podemos deixar de reconhecer que outro tema intensamente discutido foi o uso de redes sociais em treinamento. Se elas já são usadas com essa finalidade, ainda há muitas dúvidas. Um aspecto é relevante na questão das redes sociais, entretanto: elas ganham cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas com o uso pessoal. Pode parecer bobagem, mas é este o fator que vai alavancar as plataformas de M-learning: o hábito de estar conectado onde quer que seja e de ter informação online.
Quem já tem um smartphone sabe exatamente o que é isso. É impossível ficar na fila do cinema e não navegar por alguns minutos, verificar o recebimento de e-mails ou postar uma mensagem no Twitter. O investimento em pacotes mensais de dados já está presente em muitos orçamentos familiares. A migração de pacotes de voz para voz +dados é muito promissora e alguns fatores colaboram para isso:
* As operadoras oferecem pacotes mais flexíveis para usuários de dados - no Canadá, já é possível adquirir um pacote de dados para ser compartilhado entre celular e tablet. No Brasil já são oferecidos pacotes que só geram fatura se forem utilizados;
* As classes emergentes ganham cada vez mais poder de consumo – o Brasil é destaque nesse assunto. Já temos mais de uma linha de celular por habitante e o uso de smartphones é crescente;
* Os jovens já nasceram conectados. A geração Y roda online. Navegação, informação, e atualização... Esse é o ritmo da vida dessa turma;
* A Apple existe e, inovadora, lança tentadores “brinquedos de gente grande” toda hora. Cada vez mais móveis e mais conectados. A Apple sai na frente, mas os outros fabricantes aproveitam e lançam seus dispositivos, ampliando a oferta ao mercado consumidor. A Motorola lançou o Xoom, tablet com plataforma Android 3.0 que permite o uso de aplicativos em Flash.
O hábito de uso desses dispositivos é o grande fator de promoção do M-Learning. Além do hábito, o acesso aos dispositivos móveis de última geração, com touch screen e sistemas de conexão à internet, facilita o investimento em plataformas de treinamento móveis. As pessoas poderão usar seus próprios recursos para receber informação quando quiserem. Como é viciante usar essa máquinas, se a empresa possuir uma plataforma de M-Learning,também poderá ser comum escolher participar de um treinamento quando estiver na fila do cinema, em vez de verificar os últimos e-mails.
Voltando que foi apresentado na última semana em Orlando, pudemos ver Bob Mosher falar sobre a utilização do M-Learning. Com muita propriedade, ele destacou que mobilidade em treinamento não é apenas vinculada a iPhone, iPad, tablets e smartphones. A mobilidade está na conexão dos “alunos” ao sistema de treinamento. Vale notebook, netbook e, até mesmo, telefone. Se as pessoas alcançam seu programa de treinamento de onde estiverem, é M-Learning.
Mosher foi além. Apresentou um novo conceito: o M-Support. Ele menciona que o processo de aprendizagem começa com um treinamento formal e que é preciso dar suporte continuamente. “Primeiro vem o treinamento, depois o aprendizado”, diz o palestrante. As pessoas, quando tomam contato com as informações pela primeira vez, devem estar em um ambiente de aquisição de conhecimento que deve contemplar um treinamento formal. Presencial, e-learning ou blended.
O momento de aprendizado ocorre quando as pessoas tentam lembrar ou aplicar o que viram no treinamento, ou quando as coisas não acontecem da forma esperada. É nesses casos que as pessoas vivenciam o treinamento. Quem deve estar presente nesse momento? O M-Support. Aí temos o mais poderoso uso dos recursos móveis: servir de base de consulta aos conceitos, práticas e processos colocados nos treinamentos. Informação online e just-in-time. Mais importante do que informação no momento certo será a possibilidade de ter qualquer informação (ou todas as informações) a qualquer momento e onde estiver. Mudou um procedimento? Lá está ele alcançando toda sua força de vendas e sendo aplicado imediatamente.
A conclusão é que o M-Learning chegou para ficar e o M-Support vai acelerar esse canal de aprendizado. Você vai entrar nessa ou pretende aposentar seu smartphone?

Guilherme Baldacci - sócio-diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza
Fonte: Portal Gouvêa de Souza

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Gestão de Mudanças - 13 Sugestões

Essas técnicas – em grande parte – não são aplicáveis aos processos adotados pela reengenharia. Esta parte do princípio de que é preciso estruturar primeiramente métodos, técnicas e processos de trabalho, e só então envolver diretamente as pessoas remanescentes que nelas irão trabalhar. A qualidade total – na qual as técnicas sugeridas neste artigo melhor se inserem – parte do princípio inverso: começa por sensibilizar e envolver as pessoas, para depois modificar processos e estruturas organizacionais.
1. Primeiramente estabeleça o real objetivo da mudança.
Infelizmente não é pequeno o número de empresas que primeiramente efetuam uma série de mudanças, sem terem claramente definido o que realmente pretendem com isso, e só depois se dão conta do desperdício de tempo, trabalho e dinheiro, pois o retorno do esforço despendido acabou sendo mínimo. Primeiramente defina os objetivos: enxugar custos, agilizar serviços, melhorar a qualidade, implantar nova tecnologia, descentralizar decisões, ampliar participação no mercado, são apenas algumas das possibilidades entre tantas outras. Poderão também ser vários objetivos simultâneos, o que exigirá também maior esforço de planejamento e implantação e provavelmente mais verba.
2. Planeje a mudança.
Agora defina especificamente o que será mudado, quando acontecerá (data de início e fim), onde ocorrerá (em que serviço, setor, departamento, diretoria), quem executará e quem será afetado, quanto custará.
3. Faça contato com as pessoas-chave.
Pessoas-chave são aquelas que, de uma forma ou de outra, podem ajudar ou influenciar positiva ou negativamente o processo de mudança. Podem ser consultores que o orientarão e auxiliarão no planejamento e implantação das mudanças. Neste caso, você terá de trabalhar em total sintonia com eles em todas as fases, além de se envolver plenamente e concordar com as ações a serem adotadas. Se não for assim surpresas desagradáveis poderão ocorrer durante e após a implantação.Outras pessoas-chave são: diretores (eles têm papel decisivo), gerentes, supervisores, encarregados, líderes formais e informais de grupos, especialistas e técnicos de grandes conhecimentos em suas áreas. Estes poderão ajudá-lo ou dinamitar sua idéia de mudança. Faça previamente reuniões individuais com cada um deles e venda-lhes sua idéia em particular. Peça-lhes sugestões, envolva-os, torne-os comprometidos com o seu projeto. Dessa forma terá poderosos aliados, pois foram consultados previamente por você inserindo em seu plano as sugestões e recomendações dadas por eles.
4. Ouça e envolva as pessoas.
Sempre que possível e desejável, ouça as pessoas que estarão diretamente envolvidas com as mudanças. São em geral os técnicos, especialistas, pessoal operacional: melhor do que ninguém, eles podem sugerir modificações em rotinas, processos, métodos, além de alertar para dificuldades e problemas, pois vivem essas situações diariamente. Nas empresas às quais presto consultoria, tenho observado que muitas das modificações proveitosas – que acabaram redundando em economia substancial, melhoria de qualidade, agilização e racionalização de processos – foram resultado de sugestões do pessoal operacional, que antes nunca tinha sido ouvido. Além disso, saber que a suas sugestões foram acatadas e implantadas criam um maior senso de comprometimento e envolvimento por parte deles, por sentirem que contribuíram com a mudança.
5. Promova reuniões.
Definido o plano e ouvidas as pessoas, chegou a hora de promover reuniões com todo o corpo funcional envolvido.Poderá ser uma única reunião com todo o pessoal, ou várias reuniões com um número menor de pessoas: como achar melhor ou as circunstâncias permitirem. Nessa ocasião deverá ser apresentado o plano definitivo de mudança. O plano de mudança elaborado na sugestão 2 será aqui explicado em detalhes à platéia: objetivo da mudança, o que será alterado, quando, onde, custos, quem coordenará e quem será afetado pela mudança. Inclua na apresentação alguns outros itens se julgar necessário, desde que sejam relevantes para a situação. Para melhor exposição didática você poderá utilizar retroprojetor, flip-chart, videocassete, slides de powerpoint, multimídia ou algum outro apoio audiovisual. Geralmente causam um impacto muito favorável, desde que você saiba como e quando utilizá-los. Após a apresentação, deixe espaço para esclarecimento de dúvidas e mesmo eventuais sugestões, se elas se mostrarem pertinentes. Faça saber a todos que o plano recebeu valiosa contribuição de muitos colegas presentes, que enriqueceram o seu conteúdo.
6. Implante.
Por ocasião da implantação, siga os passos previstos no plano em todos os seus detalhes. A implantação poderá começar em uma área específica (uma determinada diretoria, gerência ou supervisão) ou em um serviço específico (processo, rotina, equipamento) e gradualmente se estender a toda organização, ou então iniciar simultaneamente em todas as áreas e serviços, algo que certamente já foi previsto antes. Quanto mais abrangente a mudança, mais complexa e difícil ela se torna. Por isso, se por algum motivo não puder realizá-la de uma só vez, implante-a aos poucos, por área ou serviço. A vantagem é que você poderá corrigir falhas antes de efetivar a implantação em outras áreas.A desvantagem é que você prolongará por mais tempo o processo de mudança e poderá gerar maior ansiedade e tensão entre os colaboradores. Cabe a você definir a melhor opção.
7. Treine.
Se promover reuniões é importante para sensibilizar e conscientizar o pessoal da Necessidade da mudança, o treinamento, por outro lado, é um dos fatores-chave de sucesso de toda a operação. Ele é o elo que leva à abertura para um novo comportamento e auxilia decisivamente no alcance dos novos padrões estipulados.
Por treinamento não estou apenas me referindo ao realizado em sala de aula, mas também a outros tipos igualmente importantes, como treinamento on-the-job (no próprio local de trabalho), estágios, palestras sobre o assunto, leitura de material, reuniões de discussão, enfim, tudo aquilo que possa contribuir de maneira prática e efetiva para a implantação da mudança. Fique atento ao momento do treinamento: alguns talvez tenham de ser feito antes mesmo da mudança efetivamente iniciar, como o domínio de um novo equipamento ou processo, outros até mesmo depois dela, como o reforço de conhecimento (know-how) ou reajustes de objetivos. O treinamento continuado – isto é, antes, durante e após a mudança - é a melhor forma de garantir uma transição eficaz do antigo para o novo.
8. Acompanhe e oriente.
Acompanhamentos constantes e regulares, principalmente no início, permitem identificar sem demora dificuldades e pontos de estrangulamento que venham a ocorrer durante o processo. Na maioria das vezes, são facilmente corrigíveis, se houver pronta atuação sobre o problema. Importante também é que os gestores da mudança (coordenadores) bem como os técnicos responsáveis por ela estejam acessíveis a qualquer momento para orientar e prestar as informações necessárias.
9.Avalie.
Por avaliar, entendem-se aqui os mecanismos de controle que permitem analisar os resultados alcançados num certo período de tempo. Em se tratando de mudanças, o prazo ideal para estabelecer avaliações é a cada sete ou quinze dias. Caso haja discrepâncias entre o previsto no plano e o efetivamente realizado, a avaliação deverá mostrar isso, fornecendo subsídios que permitam redirecionar ações ou atuar mais enfaticamente em determinados setores buscando corrigir o erro. Cada ação planejada de mudança exigirá uma Folha de Acompanhamento específica para aquele caso.
Anote o nome projeto e o que será feito. Ponha o nome do Coordenador responsável pelo projeto como um todo (gestor).
Registre a data de início e término do projeto. Estabeleça as etapas, que nada mais são que as ações necessárias para a concretização do projeto. Nomeie uma pessoa responsável é pela consecução de cada etapa. Poderá eventualmente ser a mesma pessoa para todas as etapas ou diferentes pessoas – dependendo do que será feito em cada etapa -, como um gerente, um técnico ou especialista. Defina então o início e fim cada etapa; logo, a duração do projeto todo será a soma da duração de todas as etapas.
Abra também um campo para Observações, que são anotações sobre o andamento das ações, como conclusão da etapa no prazo previsto, atrasos, dificuldades, mudanças de ações etc.
10. Esteja atento às resistências.
Tanto chefes de qualquer nível hierárquico como os demais funcionários podem resistir, abertamente ou não, às mudanças. Existem muitas causas, porém todas, ou quase todas, são de origem psicológica. As principais causas são:
a. Insegurança. É o medo de trocar o certo pelo duvidoso. Ou seja, o colaborador tem receio de mudar o trabalho que ele já conhece e domina por algo novo e diferente, que poderá ameaçar tudo o que ele já conquistou. Isso se aplica em quaisquer situações, tais como mudanças de métodos de trabalho, novos processos de gerenciamento, novo local de trabalho, novo layout, novo cargo ou função a assumir, novos processos de produção, novo sistema de vendas, novo equipamento, otimização e racionalização organizacional, enxugamento de estrutura.
b. Desconforto e tensão. Ainda que a pessoa esteja devidamente treinada para a mudança, no início – e durante um certo tempo – ela poderá sentir algum desconforto, pois a novidade ainda não se incorporou ao seu pensamento e modo de agir, podendo isso ocasionar um comportamento de tensão e nervosismo.
c. Bloqueio. Não estou aqui me referindo ao bloqueio consciente e premeditado, como boicote, sabotagem ou operação tartaruga, onde a intenção é prejudicar ou mesmo invalidar uma mudança. Este aliás é um risco passível de ocorrer,se a mudança for mal planejada ou mal implantada. Neste caso deverão ser adotadas as medidas disciplinares cabíveis ao fato. Mas aqui, especificamente, estou falando do bloqueio psicológico.Ocorre quando as pessoas que sofrerão a mudança não conseguem assimilar e acompanhar a nova situação devido ao medo e tensão, mesmo que estejam empenhadas e convencidas da necessidade da modificação.
Mudanças podem gerar atritos, insatisfações profundas e desmotivação. A forma de contornar essas resistências é seguir as sugestões previamente citadas.
11.Cobre as mudanças.
A ausência da atitude de cobrança é responsável por muitos fracassos em gestão de mudanças. Realizam-se, muitas vezes, todos os passos seqüenciais, adotam-se as técnicas certas, mas, na hora de cobrar, isto é, de agir com espírito de firmeza e perseverança – além de lembrar aos envolvidos o seu comprometimento com as mudanças propostas -, tudo isso é esquecido e o entusiasmo inicial dá lugar,aos poucos, ao esmorecimento e à falta de convicção. Todos deverão estar continuamente imbuídos do espírito de mudança e cobrar, de si mesmos, os resultados.
A mudança deve ser democrática na decisão, mas autocrática na fase de implantação.
Isto é, na fase de planejamento, ouça os outros; por ocasião da implantação, use de autocracia ou a mudança não se concretizará, pelo excesso de palpites e achismos das pessoas que preconizam catástrofes ou são adeptas do afrouxamento do processo.
Isso não significa que você não possa ou não deva mudar algo que esteja dando errado durante a implantação. Faça alterações sem hesitar, se necessário. Entretanto, é importante nunca perder de vista o objetivo final, e nisso você terá de ser irredutível e manter a cadência até a última etapa.
12. Em que tipo você se enquadra ?
Grosso modo, os chefes podem ser enquadrados em três tipos básicos quanto às mudanças: o negativo, o neutro e o positivo. O gerente do tipo negativo é semelhante ao dinossauro. Como esse réptil, o gerente-dinossauro não reage aos novos estímulos do meio ambiente – perdendo sua competitividade -, não se adapta às novas circunstâncias e não tem capacidade inovadora. Ele prefere viver no passado e relembrar as grandes conquistas de outrora. A sobrevivência dele é de curto prazo e conseqüentemente acabará extinto, como o seu colega dinossauro.
O segundo tipo de gerente, o neutro, é parecido com o camaleão. Ambos têm uma certa capacidade de adaptação ao meio ambiente (o camaleão assume as mesmas cores do ambiente em que se encontra e ambos são dotados de uma certa dose de competitividade). Falta-lhes, no entanto, condições de inovação. O gerente-camaleão consegue sobreviver por algum tempo, mas, como não sabe inovar, futuramente acabará estagnado e superado na organização. O último tipo, o gerente positivo, é igual ao Homo Sapiens. Ele reage ao meio ambiente, é competitivo, adapta-se às circunstâncias quando a situação assim o exige e, acima de tudo, sabe inovar, criar e transformar. Este gerente é o que sobrevive a longo prazo nas organizações, já que adota a postura de constante autodesenvolvimento.
Se você fizer parte do time dos dinossauros, meus votos de feliz enterro. Se você for do tipo camaleão, ainda está em tempo de se curar. Porém adotar as atitudes do gerente positivo irá não apenas fazê-lo sobreviver, como também capitanear as mudanças em sua organização. A sugestão 12 é exatamente esta: seja um gerente asa-delta e sobrevoará comsegurança às tempestades provocadas pelas mudanças do mundo globalizado.
13. Cuidado com as mudanças que não são mudanças.
Muitas organizações realizam modificações acreditando serem mudanças. As modificações têm apenas caráter passageiro e restrito. As mudanças significam algo substancial, que alteram por completo não somente as rotinas mas, principalmente, os objetivos da empresa, o comportamento dos funcionários ou a forma de atuar no mercado, conforme o caso. As principais modificações camufladas de mudanças são:
a. Novos equipamentos. Muitas vezes é só isto: novo equipamento. Rotinas agilizadas, acesso rápido à informação, um melhor banco de dados, mas a forma de trabalhar e a mentalidade continuam tão tacanhas e obtusas quanto antes. O pior é que informatizam e agilizam a incompetência, podendo com isso fazer estragos muito maiores em menos tempo.
b. Troca de chefias. Faz-se um rodízio de chefias – migrando por vários setores da empresa – sob a alegação de que é preciso desenvolver nos gerentes uma visão global. Pode ser que acabe desenvolvendo neles uma visão panorâmica. E, em troca, a companhia perde em eficiência e eficácia, porque muitas vezes são necessários determinados conhecimentos técnico-gerenciais que o novo ocupante do cargo não tem e levará muito tempo para adquiri-los. O custo acaba se tornando maior do que o benefício. O rodízio gerencial traz resultados compensadores, mas é preciso saber como, quando e com quem fazê-lo, ou estará arriscando uma roleta-russa.
c. Alterações no organograma. É a pior de todas as modificações, uma verdadeira pérola de insensatez. São feitas alterações drásticas na estrutura da empresa, níveis intermediários são eliminados, pessoas despedidas ou realocadas, departamentos são enxugados, tudo para descobrir, após alguns meses,que as modificações em nada, ou pouco, influíram no rendimento da companhia. Pior ainda: o remédio quase mata o paciente em vez de curá-lo. Alterações na estrutura e no organograma de nada resolvem, se antes não forem definidos os novos objetivos e metas da organização, além de se investir na mudança de comportamento das pessoas, vale dizer, no envolvimento, reuniões e treinamento.
É por isso que tantas mudanças estruturais falham. Ocupam-se principalmente do supérfluo – do organograma e da descrição de cargos -, imaginado que só isso será suficiente para propiciar novo fôlego à organização. Esquecem, entretanto, do conteúdo: redefinição de objetivos, busca da qualidade, aumento de produtividade e maior competitividade.
E isso não se consegue mexendo apenas no organograma e na descrição de cargos.
A alteração estrutural será sempre a última das etapas, depois de ter sido definido o que fazer (objetivo). Só depois virá o como fazer, no qual um dos itens a ser trabalhado é o decantado organograma.

Por Ernesto Artur Berg - http://www.portaldomarketing.com.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ambientes de Marketing: Cases de Sucesso e Fracasso

Quais São os Agentes Que Constituem um Ambientes de Marketing? Que Impactos Podem Causar as Mudanças Ocorridas nos Canais de Distribuição? E na Legislação? Em Que Medida a Tecnologia Afeta as Organizações?
Um ambiente de Marketing é constituído por agentes e forças relativamente fora do controle das organizações, os quais afetam diretamente seus negócios. Dessa forma, podemos dizer que um ambiente de Marketing está dividido em:
• Macroambiente: é formado pelas forças sociais como a demografia, a economia (do país ou internacional), a política, a tecnologia, a ecologia e o comportamento dos consumidores.
• Microambiente: é formado por forças mais próximas à organização como seus fornecedores, os consumidores, seus concorrentes, seus distribuidores e a legislação vigente.
Diante disso, é necessário que a corporação saiba reagir rapidamente aos acontecimentos ou antecipar-se a eles, uma vez que o ambiente em que ela está atuando oferece tanto ameaças quanto oportunidades às organizações.
Um dos melhores exemplos que ilustram uma mudança ambiental transformada em oportunidades foram as mudanças ocorridas nos Canais de Distribuição no Brasil.
No início dos anos 80 diversos varejistas brasileiros começaram a trabalhar com marcas próprias, onde algumas pequenas indústrias passaram a fabricar produtos exclusivamente com a marca dos varejistas. Eram produtos de qualidade, mais baratos que as marcas nacionais e que não apresentavam os custos da propaganda e da promoção de vendas.
Esses produtos passaram a ter um volume de vendas que não teria sido possível em outras situações, em função da inexistência de recursos financeiros para propaganda e promoção.
Outro exemplo de mudança no ambiente (Legislação e Economia) transformada em oportunidade foi registrado em 1967, quando o Brasil ainda vivia o Regime Militar e foi lançado o IOB (Informações Objetivas). Tratava-se de uma publicação jurídico-contábil que explicava detalhadamente o emaranhado de leis criadas pelos militares após a criação do novo Código Tributário e do FGTS.
Nos anos seguintes a economia brasileira engrenou, o PIB cresceu 10% ao ano e o “milagre econômico” também acabou empurrando o próprio IOB. (Revista Exame 06/02/1991).
Existem outras interferências ambientais que trazem impactos às empresas, as quais estão relacionadas ao ambiente tecnológico. As mudanças tecnológicas significam risco de antecipação pelos concorrentes e por isso as organizações precisam inovar constantemente para que seus produtos não se tornem defasados em relação aos concorrentes.
Podemos citar alguns casos de sucesso nas mudanças causadas pela tecnologia que impactaram as empresas como as bombas de combustíveis automáticas, as quais permitiram o atendimento self service. A conseqüência disso foi que o foco das empresas pode voltar-se às lojas de conveniências (24 horas), as quais aumentaram suas receitas com produtos de maior valor agregado.
A informatização das lojas varejistas facilitou o atendimento aos consumidores e a automação bancária eliminou a necessidade de acudir aos caixas, facilitando a conferência de saldos e extratos. Além disso, o uso da injeção eletrônica nos automóveis mudou o panorama das oficinas e alterou o perfil dos funcionários.
Em verdade, matérias-primas que antes eram tradicionalmente utilizadas por uma infinidade de produtos acabou não resistindo às mudanças tecnológicas. Um exemplo disso foi o tradicional queijo da marca Catupiry, cuja embalagem de madeira transformou-se em pote de plástico injetado a fim de atender às exigências do mercado internacional que exige embalagens de polipropileno. Além disso, esta nova embalagem pode ser levada ao microondas e é 30 % mais econômica que a tradicional.
Por outro lado, podemos citar um caso emblemático de fracasso nas mudanças causadas pela tecnologia que impactaram as empresas: _ o segmento brasileiro de brinquedos durante décadas foi liderado pela marca Estrela, a qual demorou a reagir a tecnologia e acabou perdendo a liderança de brinquedos eletrônicos para a Tec Toy.
Ambientes de Marketing: Cases de Sucesso e Fracasso - Julio Cesar Souza Santos : http://www.webartigos.com/