quarta-feira, 16 de março de 2011

História da Administração

Desde os primórdios da humanidade, o homem associou-se a outros para conseguir, por meio do esforço conjunto, atingir determinados objetivos. Desse esforço conjunto, surgiram empresas rudimentares, que remontam à época dos assírios, babilônios, fenícios etc. Porém, a história da administração é relativamente recente, e surgiu com o aparecimento da grande empresa. O fenômeno que provocou o aparecimento da grande empresa e da moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776. A aplicação da máquina a vapor no processo de produção provocou um enorme surto de industrialização que se estendeu rapidamente a toda a Europa e Estados Unidos.

A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas:

1) Primeira fase, de 1780 a 1860
É a revolução do carvão (como principal fonte de energia) e do ferro (como principal matéria-prima). Começa com a introdução da máquina de fiar, no tear hidráulico e, posteriormente, do tear mecânico, do descaroçador de algodão, provocando a mecanização das oficinas e da agricultura. O trabalho do homem, do animal e da roda d'água é substituído pelo trabalho da máquina, surgindo o sistema fabril: o antigo artesão transforma-se no operário e a pequena oficina patronal sede lugar à fabrica e à usina. As novas oportunidades de trabalho provocam migrações e conseqüente urbanização ao redor de centros industriais. Há uma revolução nos meios de transportes e comunicações: surge a navegação a vapor, a locomotiva a
vapor, o telégrafo e o telefone. É o início do capitalismo.

2) Segunda fase, de 1860 a 1914
É a revolução da eletricidade e derivados do petróleo (como as novas fontes de energia) e do aço (como a nova matéria-prima). É a introdução definitiva do maquinário automático e da especialização do operário. Há uma intensa transformação dos meios de transporte e nas comunicações: surge a estrada de ferro, o automóvel, o avião, o telégrafo sem fio, o rádio. O capitalismo financeiro consolida-se e surgem as grandes organizações multinacionais (como a Standard Oil, a General Electric, a Westinghouse, a Siemens, a Dupont, a United States Steel etc.)
Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a moderna administração surgiu em resposta a duas conseqüências provocadas pela Revolução Industrial, a saber :
a. Crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvisação
b. Necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face àintensa concorrência e competição no mercado.

A Moderna Administração
A moderna administração quando dois engenheiros publicaram suas experiências.
Um era americano, Frederick Winslow Taylor (1856-1915) que veio a desenvolver a chamada Escola da Administração Científica, com a preocupação de aumentar a eficiência da indústria por meio da racionalização do trabalho dos operários. O outro engenheiro era francês, Henri Fayol (1841-1925) que veio a desenvolver a chamada Escola Clássica da Administração, com a preocupação de aumentar a eficiência da empresa por meio de sua organização e da aplicação de princípios gerais de administração. Embora esses precursores da administração jamais se tenham comunicado entre si e seus pontos de vista sejam diferentes, até mesmo opostos, o certo é que suas idéias se complementam, razão pela qual suas teorias dominaram as cinco primeiras décadas deste século no panorama da administração das empresas. Taylor - Escola da Administração Científica = Organização do Trabalho de cada operário. Fayol - Escola Clássica da Administração = Organização da Empresa como um todo.
A partir desses dois pioneiros, a história da administração moderna pode ser assim resumida:
a) Teoria da Administração Científica: desenvolvida por engenheiros americanos, seguidores de Taylor. Preocupavam-se principalmente com a organização das tarefas, isto é, com a racionalização do trabalho dos operários.
b) Teoria Clássica da Administração: desenvolvidas por seguidores de Fayol. Preocupava-se principalmente com a estrutura organizacional da empresa, com a departamentalização e com o processo administrativo. Recentemente, a Escola Clássica reapareceu com Peter Drucker e a chamada Escola Neoclássica, preocupada com a administração por objetivos.
c) Teoria das Relações Humanas: desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos. Preocupada principalmente com as pessoas, com os grupos sociais e com a organização informal. Mais recentemente, esta escola ressurgiu com novas idéias, com o nome de Teoria do Comportamento Organizacional, preocupada mais com o comportamento global da empresa do que propriamente com o comportamento de
pessoas ou de grupos sociais tomados isoladamente.
d) Teoria Estruturalista: desenvolvida a partir de 1950. Preocupada em integrar todas as teorias das diferentes escolas acima e numeradas. A Escola Estruturalista teve início com a teoria da burocracia com Max Weber.
e) Teoria de Sistemas: desenvolvida a partir de 1970. Passou a abordar a empresa como um sistema aberto em contínua interação com o meio ambiente que o envolve.
f) Teoria da Contingência: desenvolvida no final da década de 70, sob a influência da Teoria de Sistemas. Para essa teoria, a empresa e a sua administração são variáveis dependentes do que ocorre no ambiente externo, isto é, à medida que o meio- ambiente muda, também ocorrem mudanças na empresa e na sua administração como conseqüência. Isto significa que na administração tudo é relativo e nada é absoluto. Para a teoria da contingência tudo o que ocorre na empresa depende da situação e do ambiente externo.

Fonte: CD-Cursos, Simone Ribeiro de Carvalho

domingo, 13 de março de 2011

Lei de MURPHY - Leis são leis!

LEI DA PROCURA INDIRETA:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.
2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando. 

LEI DA TELEFONIA:
1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone. 

LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:
Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você. 

LEI DA GRAVIDADE:
Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação. 

LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:
80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu. 

LEI DA QUEDA LIVRE:
1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete. 

LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
A fila do lado sempre anda mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida. 

LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual. 

LEI DO ESPARADRAPO:
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai. 

LEI DA VIDA:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda. 

LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

AUTOR DESCONHECIDO

Brasil – Conquistas e desafios

Desde criança a nossa geração e as anteriores ouviam dizer que o Brasil é o país do futuro. O futuro finalmente chegou e hoje o Brasil é o país do presente.
A implantação do plano real estabilizou a economia brasileira deixando para trás o período hiper-inflacionário e de alta vulnerabilidade externa e preparou o Brasil para entrar em um novo ciclo econômico de crescimento sustentável, inflação controlada, melhoria nas contas públicas e de distribuição de renda.
Isso foi possível graças ao tripé política monetária, cambial e fiscal. A implantação do sistema de metas para inflação, o uso dos instrumentos de política monetária disponíveis pelo banco central (determinação da taxa básica de juros, compulsório e redesconto), a política cambial de taxa flutuante (que permite a geração de superávit comercial e aumento de reservas cambiais) e a política fiscal austera (possibilitando a geração do superávit primário e melhorias no balanço de pagamentos) foram as diretrizes de toda a política econômica bem sucedida dos últimos anos.
Paralelamente, importantes conquistas foram feitas nos últimos anos. Dentre elas, o aumento, a diversificação e as conquistas de novos mercados através de uma política externa colaborativa e multilateral em diversas frentes, a redução da vulnerabilidade externa através de políticas creditícias expansivas em momentos de crises internacionais (como em 2008) gerando liquidez e demanda doméstica e contribuindo para a manutenção de um ambiente de confiança aos empresários e administradores brasileiros, a mudança do status de devedor a credor do FMI, a ascensão ao status de grau de investimento pelas agencias de rating dentre outras.
Não há dúvidas que os empresários e administradores de empresas trabalham hoje em um ambiente de confiança, otimismo e principalmente previsibilidade.
Os fundamentos econômicos estão mais fortes; a inflação está controlada, nossa dívida soberana em relação ao PIB caiu e melhorou de perfil (desindexou- se), os mercados estão mais regulamentados e sob supervisão da autoridade monetária a fim de evitar que crises internacionais que certamente ocorrerão nos afetem como no passado, temos reservas elevadas que funcionam como uma barreira a tais crises apesar de seu alto custo de manutenção e a desigualdade social que apesar de ainda enorme está com viés de melhoria em função das políticas sociais de transferência de renda recentemente implementadas. A atividade econômica está a todo vapor com crescimento sustentável do PIB baseado em geração de empregos formais, aumento na renda e no crédito.
Em breve e principalmente devido à indústria petrolífera, o uso do termo “economia emergente” não nos servirá mais, tamanho a diversificação, força e atratividade de capital produtivo e especulativo daeconomia brasileira.
Apesar das conquistas, o novo governo se depara com muitos desafios. É notável que apesar da recente melhoria nas contas públicas, há um inchaço nos gastos públicos (manutenção da máquina e folha de pagamentos dos servidores) maquiado pelo aumento da arrecadação oriundo da formalização da economia e da criação de novos postos de trabalho. É consenso de que uma reforma fiscal deve ser prioritária na agenda e as diretrizes orçamentárias já começaram a ser revistas com o recente corte de 50 bilhões no orçamento. A erradicação da pobreza também deverá ser priorizada e não deve ficar somente na retórica da nova administração. Trinta e dois milhões de brasileiros saíram da linha da miséria e foram alçados à condição de novos consumidores pelo último governo, porém ainda há cerca de 20 milhões abaixo dessa linha segundo o Instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA).
Além da reforma tributária, há ainda a previdenciária, a administrativa e a reforma política que avançaram muito pouco nos últimos anos, já que quem as vota é quem delas se beneficia e pode deixar de fazê-lo caso as mesmas se desengavetem.
A política monetária precisa continuar firme e severa para que o dragão da inflação outrora adormecido (e que abriu um dos olhos recentemente) não desperte de vez e em contrapartida os juros precisam cair através de cortes homeopáticos.
Há ainda que se avançar muito em termos de infra-estrutura. Nossos portos são rasos para padrões internacionais de comércio exterior e detêm índices inaceitáveis de tempo de carga e descarga, nossos aeroportos estão sucateados, e as ferrovias e rodovias em péssimo estado. É preciso que o plano de aceleração do crescimento (PAC) que até agora efetivamente foi executado em apenas 40% do previsto reforme e modernize a planta atual eliminando os gargalos e crie novos meios para o escoamento dos bens e serviços que crescem 7,5% ao ano.
As conquistas e desafios são muitos e a importância e o papel dos administradores de empresas e gestores eleva-se cada vez mais já que o processo de tomada de decisão dentro das empresas impacta não somente na produtividade, mas diretamente na qualidade de vida e no bem estar social das pessoas.
Henrique Bello Martins Ferreira - Graduado em Administração de Empresas pela PUC-RJ e MBA em Economia e Finanças pela FGV-RJ. por Sobre Administração

terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns Jovens Mulheres...

Parabéns jovens Mulheres...referenciamos vocês todos os dias...obrigado por existirem...sempre seremos uns eternos e dependentes apaixonados por vocês...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pausa para Carnaval

Jovens...
Neste momento estou no Uruguay e domingo indo para a Argentina....retorno a São Luis somente dia 12/03.
Bom carnaval para todos...Muita Calma Nesta Hora....
Abraços

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como funciona nossa atenção

A atenção é geralmente definida como a habilidade de selecionar e focar uma coisa, ideia ou tarefa enquanto filtramos o que se passa ao nosso redor. Atenção é a função que nosso cérebro possui de alocar corretamente nossos recursos de processamento. Mas o que poucos sabem é que existem diversas formas de se manter a atenção e que elas podem ser classificadas por tipos. Neste texto, vamos desmistificar os mais usuais.
Um dos tipos de atenção que mais usamos em nosso cotidiano é a “atenção concentrada”, também descrita como “atentividade”, que é nossa habilidade de se concentrar em algo enquanto excluímos outras coisas à nossa volta, por exemplo: quando estamos estudando ou dirigindo.
Outro formato muito corriqueiro é a “atenção sustentada”, que representa a habilidade de manter uma resposta estável durante uma atividade incessante e repetitiva. Ou seja, ela nos permite manter o foco em uma tarefa por um período de tempo contínuo sem ser distraído, como se manter atento durante uma longa reunião.
Sabe quando você consegue “selecionar” em que presta atenção? Nesses casos, você está usando a “atenção seletiva”. Ela se refere ao ato consciente de se concentrar e evitar distrações de estímulos tanto externos, como barulhos, quanto internos, como pensamentos desnecessários. Um bom exemplo de “atenção seletiva” é conseguir se concentrar na voz do professor em uma sala de aula lotada e barulhenta.
Outro formato de atenção que usamos constantemente é a “atenção alternada”. Quando você muda o foco da atenção ou alterna entre tarefas que tenham diferentes níveis de exigência de compreensão, você está praticando “atenção alternada”. Um exemplo é ler uma receita e depois a executar.
Cada vez mais frenquente nos tempos modernos, principalmente na juventude ligada em tecnologia, está a “atenção dividida”. Também conhecida como multitarefa, é quando desenvolvemos nossa habilidade de responder simultaneamente a múltiplas tarefas. Quando processamos duas ou mais respostas ou reagimos a duas ou mais demandas diferentes simultaneamente, nós utilizamos nossa “atenção dividida”.
Há diversos exemplos em nosso cotidiano para comprová-la, como verificar e-mail enquanto participa de uma reunião, dirigir ouvindo música ou conversando e assim por diante. Na verdade, o que fazemos é alternar rapidamente entre as tarefas, dando a impressão de executá-las de forma simultânea.
Como qualquer uma de nossas habilidades cognitivas, nossa atenção melhora com a prática. Desenvolvê-la nos ajuda a processar informações com maior eficácia. Por isso, pratique constantemente treinamentos cerebrais para fortalecer sua concentração.

Exercite seu cérebro e o mantenha afiado!

Ricardo Marchesan é sócio-fundador do Cérebro Melhor, empresa especializada em treinamento cerebral por meio de jogos on-line.

Tempo de Oportunidades para a Carreira

Uma economia em franco crescimento combinada com a escassez de profissionais qualificados no mercado tem contribuído para o grande número de promoções internas que estão acontecendo nas organizações brasileiras desde o ano passado.
No estado de São Paulo, por exemplo, segundo pesquisa conduzida pela consultoria Stautrh, 29% dos executivos entrevistados assumiram nos últimos meses uma nova posição na hierarquia das companhias nas quais trabalham. Número muito expressivo, pois pessoas que atuavam em cargos de menor expressão também tiveram que ser substituídas por outras, geralmente graças a promoções internas. Portanto, uma reação em cadeia que fez bem à carreira de muita gente.
Por outro lado, 69% dos profissionais procuraram oportunidades fora das empresas onde estão empregados atualmente e isto tem sido motivo de preocupação para organizações de médio e grande porte. Daí o porquê de inúmeros programas de retenção de talentos terem sido criados nos últimos meses visando impedir a evasão em massa, principalmente da chamada Geração Y.
Não é difícil fazer uma leitura do quadro. A solidez na economia leva as pessoas a arriscarem mais, já que as oportunidades aparecem a toda hora e se as coisas não derem certo sabem que haverá uma nova companhia disposta a contratar alguém qualificado.
É claro que isto não vale para todo mundo nem tampouco para qualquer posição hierárquica. Os profissionais com competências ancoradas em bons e consistentes resultados estão nadando de braçadas neste momento, mas jovens talentos também estão ascendendo mais rapidamente.
Outro dado da pesquisa é revelador: um em cada três entrevistados recebeu convites de empresas e consultorias de recrutamento para participar de processos de seleção. Como disse um cliente dias atrás, até aqueles que não pretendem mudar de emprego tem sido bastante assediados, já que as organizações estão brigando pelos mesmos profissionais.
Quadro perturbador para as empresas e que deve se intensificar ainda mais nos próximos anos caso se comprove a previsão de altas taxas de crescimento econômico do país sem programas de capacitação dos trabalhadores que sustentem a demanda esperada. O maior temor de grande parte do empresariado não é a concorrência dos produtos chineses, por exemplo, mas sim o apagão generalizado de profissionais que alguns setores da economia estão enfrentando desde já.
A boa notícia é que os melhores colaboradores realmente poderão empreender dentro das próprias organizações nas quais trabalham, já que os desafios tendem a ser cada vez maiores e sua importância tornou-se capital para o sucesso do negócio (qualquer que seja ele), isto é, alta empregabilidade combinada com realização na carreira.
Contudo, pouco adianta vislumbrar um belíssimo futuro sem que alguns passos sejam trilhados com sucesso no presente e haja o acompanhamento de dois importantes indicadores: o número de promoções de carreira conquistadas nos últimos cinco anos e o tempo médio que você leva até receber um novo convite para participar de processos seletivos em outras organizações.
As promoções internas demonstram a evolução na carreira e o reconhecimento da consistência do profissional em termos de resultados enquanto que os convites externos revelam o quanto alguém é visível no mercado e referência para aqueles que atuam na mesma área.
Fica a reflexão: este ano tem tudo para ser muito bom em termos de oportunidades para a carreira e você está preparado para aproveitá-las?
Wellington Moreira - Palestrante e consultor empresarial nas áreas de Desenvolvimento Gerencial e Gestão de Carreiras. Mestre em Administração de Empresas: www.caputconsultoria.com.br  .

terça-feira, 1 de março de 2011

Equipes imbatíveis: os segredos para o sucesso do trabalho em conjunto

Profissionais trabalham melhor em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento. Saber delegar as responsabilidades corretas é o grande desafio do líder
Você se lembra quando foi a última vez em que saiu do trabalho com a mente limpa e sua lista de tarefas zerada? Bem, eu também não lembro. Na verdade, sonho com esse dia... logo depois de ter sonhado com meus afazeres.
Brincadeiras à parte, ultimamente tenho me dedicado mais à organização de meu tempo, tentando deixá-lo mais produtivo, tanto no que se refere aos assuntos profissionais quanto pessoais. Fico tremendamente frustrado quando olho para trás e vejo projetos importantes encostados. O dia-a-dia nos impõe urgências e tira nosso foco de atividades que, se realizadas, trariam um benefício muito maior a médio ou longo prazo. Isso ocorre tanto nos objetivos particulares, quanto nos profissionais e empresariais, com indivíduos, equipes ou famílias.
Investir no gerenciamento do tempo é o caminho para quem busca a produtividade. Entenda por produtividade ser eficiente, obter mais resultados em menos tempo, o que não significa necessariamente fazer mais em menos tempo. Poderíamos discutir algumas técnicas de organização pessoal, que certamente seriam muito importantes, mas neste artigo vou limitar-me à questão da produtividade em grupo. Mais especificamente, abordarei um tópico polêmico e difícil: a delegação de tarefas. Algo igualmente essencial para quem busca tornar-se eficiente.
Você possivelmente conhece a diferença entre um simples grupo e uma equipe. O primeiro é composto por pessoas trabalhando de modo independente. Não há interação produtiva, mas, no máximo, uma simples distribuição de afazeres. Elas não interagem buscando explorar suas diferenças, competências individuais e criar sinergia. Já em uma equipe, os membros são interdependentes. A interação busca otimizar resultados e o trabalho é distribuído de acordo com as competências individuais.
Equipes florescem em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento.
A estrada para transformar um grupo em uma equipe é composta por:
• Ambiente de inclusão e respeito à individualidade, diferenças culturais e diferentes conhecimentos técnicos;
• Um sistema ágil de trabalho que coloque ordem na produção, porém flexível de modo que permita inovações, exceções e melhorias. Ou seja, uma ferramenta, não um molde;
• Uma liderança baseada em confiança e valores propagados e verdadeiramente aceitos pelo grupo;
Tolerância a erros;
• Delegação de responsabilidades.
É necessário delegar sabiamente para que se atinja o máximo da eficiência de uma equipe. Aposto que você já sabe disso. Mas quando e por que delegar? Geralmente, delegamos quando:
• Estamos totalmente sobrecarregados;
• A tarefa nos é desagradável;
• Somos tecnicamente despreparados;
• Estamos inseguros;
• O resultado da tarefa traz riscos que não queremos assumir.
Como se pode notar, estes não são os melhores motivos para se delegar algo importante. Quando a delegação baseia-se nestes itens, ocorre a delegação de tarefas e não de responsabilidades. Para dar um passo em direção a solução, primeiramente, é importante entender a diferença monumental entre delegar responsabilidades e delegar tarefas.
Quando você delega tarefas, está automaticamente tomando para si a responsabilidade de gerenciar o resultado do trabalho alheio, a fila de tarefas, as prioridades e o tempo do delegado. Sua equipe se torna um monte de "mãos burras" que você tem de comandar nos mínimos detalhes. Por conseqüência, você acaba por assumir centenas de pequenas tarefas que, por serem pequenas, dão mais trabalho para delegar do que para fazer. Ao delegar tarefas você está aumentando suas preocupações ao invés de diminuí-las.
Quando você delega responsabilidades, também delega o comprometimento com o resultado, a independência de definir prioridades e de gerenciar o tempo da forma que for necessário. Você dá autonomia a sua equipe e usufrui dela por inteiro, mãos, cérebros e corações. As pequenas tarefas são automaticamente assumidas pelo delegado. Obviamente, na posição de delegante, você ainda terá de reservar algum tempo para monitorar os resultados, mas certamente seu nível de preocupação será bem menor.
Delegar responsabilidades exige grande habilidade de comunicação e bom relacionamento. O delegante deve gerar o entendimento da importância e do resultado desejado, para então obter o compromisso do delegado. Para gerar o entendimento da importância e do resultado desejado, você necessitará de autoridade e confiança mutua. Estes são os ingredientes básicos de um verdadeiro líder.
Então, sabendo que não se deve delegar tarefas, mas sim responsabilidades, podemos identificar motivos melhores para delegar.
Delegue quando:
• Há alguém que dá maior importância ao assunto, vê um desafio, uma oportunidade de mostrar sua capacidade;
• Há alguém que tenha mais paixão pelo assunto, enxergando detalhes que, aos seus olhos, passariam despercebidos;
• Há alguém com capacidade técnica superior, que possa lidar com situações variadas daquele assunto.
Perceba que nesta segunda lista, o foco da análise está nas qualidades do delegado, enquanto na primeira, o foco está nas fragilidades do delegante. Para delegar inteligentemente, você deve realmente olhar para sua equipe.
Ao delegar, exponha a importância da tarefa em relação ao todo. Frise os resultados esperados, o que não pode ocorrer e as restrições de execução. Apresente os recursos que podem ser utilizados. Ensine como se deve fazer, mas deixe espaço para a criatividade e inovação. Por fim, defina rotinas de acompanhamento, conseqüências positivas e negativas em relação à obtenção dos resultados. Deste modo, você dá a liberdade necessária, respeita a inteligência e o coração do indivíduo e gera compromisso com o resultado.
Para delegar com eficiência, primeiramente, você deve fazê-lo com calma, em momento oportuno. Nada de sair distribuindo ordens de modo aleatório ou simplesmente ordenar listas, seja através de um caderno ou software. O contato humano, a atenção dedicada, o ensinar e o ouvir são suas armas para construir um relacionamento produtivo e saudável com sua equipe.
Grande parte dos conceitos deste artigo estão presentes no livro "7 hábitos de pessoas altamente eficazes", de Stephen R. Covey. Para quem busca aprofundar-se no assunto, recomendo esta leitura. Outro livro interessante é "A arte de fazer acontecer" de David Allen. Neste, o autor explica um método completo de organização pessoal. Em minha opinião, um livro complementa o outro, sendo extremamente válida a leitura de ambos.
Por: Daniel Rodrigo Bastreghi - www.dbastreghi.com