segunda-feira, 15 de novembro de 2010

As 5 lições de Jim Collins, tido por muitos como o sucessor de Peter Drucker

Um dos mais respeitados pensadores do management mundial da atualidade revela lições para bons modelos de Administração...

Jim Collins


Ter o reconhecimento mundial da comunidade do Management e da Administração não é tarefa das mais fáceis. Imagina, então, ser considerado por muitos o sucessor do grande maestro da Administração contemporânea. Jim Collins foi o "cara" que alcançou esse status e hoje é um dos mais respeitados pensadores do mundo management da atualidade, tido por muitos como o herdeiro de Peter Drucker.
 Suas ideias e ideais já pararam em 3,5 milhões de livros vendidos em 29 idiomas diferentes. Em palestra no HSM ExpoManagement 2010, Jim Collins revelou algumas lições de bons modelos de Administração e cases de grandes empresas duradouras que conseguiram um desempenho superior ao longo do tempo. Veja as cinco grandes lições de Collins.
 Lição 1 - Cuidado com o declínio
 Jim Collins destaca que as grandes responsáveis pelo declínio de uma organização são as próprias empresas. "Algumas empresas caem ou sobem e isso não é questão das circunstâncias, é questão da escolha consciente e disciplina", afirma.
 Collins destaca que existem cinco estágios do declínio e que é preciso ficar atento a eles:
 - Estágio 1: O excesso de confiança proveniente do sucesso
- Estágio 2: A busca indisciplinada por mais (escala, crescimento, "aplausos"...)
- Estágio 3: A negação dos riscos e perigos
- Estágio 4: A luta desesperada pela salvação
- Estágio 5: A entrega à irrelevância ou à morte

 Lição 2 – Seja um "líder nível 5"
Um dos elementos que fazem com que uma empresa deixe de ser boa para ser excelente é a liderança. Para Collins, essa liderança deve ser baseada em tomadas de decisões corajosas, buscar fazer o melhor possível e, principalmente, ter humildade. "O ingrediente mágico entre os grandes CEOs não está em sua genialidade ou competência, mas em sua humildade e boa-vontade", explica.
 Jim Collins afirma que essas pessoas são consideradas os "líderes nível 5" e possuem as qualidades dos níveis anteriores.

  • Nível 1: reúne as capacidades individuais. 
  • Nível 2: as de equipe.
  • Nível 3: as de administração
  • Nível 4: reúne habilidades de liderança: capacidade de comandar, dar direção, mobilizar e transformar um grupo.
 Lição 3 – Não fique arrogante com o sucesso
 A queda das empresas, muitas vezes, está na continuidade do modelo de gestão. Muitas empresas quando chegam ao sucesso mantêm o formato que lhes deu bons resultados e se acomodam, ou seja, não buscam inovar ou trazer algo diferente que agregue à empresa. "É preciso manter a empolgação, a auto-estima, criatividade e intensidade, mesmo quando tiver sucesso. Se as pessoas perdem isso, há possibilidade de declínio", afirma Collins.
 De acordo com Collins, foi assim que a Johnson & Johnson e a Page conseguiram se manter em mais de 100 anos de mercado.
Lição 4 – Não desmotive seus funcionários
 Jim Collins explica que é comum ouvir que é preciso motivar os funcionários da empresa. Mas, através de pesquisas em diversas organizações pelo mundo, ele constatou que as características dos funcionários contratados recentemente já indicam um grau de motivação natural nesses profissionais.
 Collins afirma, então, que a questão central não está na motivação desses funcionários, mas em não desmotivá-los. O guru diz que isso é possível quando a empresa está aberta a novas sugestões, encara outros projetos e dá as ferramentas necessárias para o andamento do trabalho.
 Lição 5 – Escolha as pessoas certas
 "A habilidade executiva número um é escolher as pessoas certas e colocá-las nas posições certas", afirma Collins. Ele destaca que ter uma equipe comprometida com a empresa e ocupando os cargos ideais aumentam drasticamente as chances de o empreendimento dar certo.
 Collins indica que existem algumas características para saber se a empresa contratou o profissional certo. Entre elas estão:
  •  pessoas certas se encaixam nos valores da corporação;
  •  pessoas certas não precisam ser gerenciadas de perto;
  •  pessoas certas compreendem que não tem emprego, mas sim responsabilidade;
  •  Elas fazem 100% do que realmente se propõe a fazer;
  •  Elas têm uma enorme paixão pela empresa e pelo trabalho que exercem.
Jim Collins = É o mais respeitado pensador do mundo de management da atualidade e considerado o sucessor de Peter Drucker. Jim Collins escreveu quatro livros – incluindo o clássico Built to Last, que registra 3,5 milhões de cópias vendidas em 29 idiomas e até hoje figura em listas de best-sellers. 


Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

Motivação: necessário para a empresa, fundamental para o profissional

Motivação está em toda parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas sendo capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso

Vivemos na era do conhecimento e da valorização humana. Independente do porte ou da área de atuação está cada vez mais claro que empresas são feitas por pessoas e que é preciso valorizá-las. De nada adianta um produto muito bem elaborado tecnicamente, com uma engenharia de ponta, se, na hora da venda ou de um contato com o consumidor, o colaborador não souber valorizar e transmitir para o consumidor final toda a inovação do produto.

Para conseguir profissionais empenhados, além de muito treinamento, é preciso estratégias direcionadas para o incentivo e o reconhecimento da capacidade individual e da integração entre em equipes. Com profissionais motivados, todos ganham: o próprio colaborador, o ambiente de trabalho e os resultados da companhia.

Ao contrário do muitos podem imaginar, as campanhas de motivação não são ações isoladas. Elas estão em toda a parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas. Trata-se de um mundo silencioso capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso. Porém, para ser de fato eficaz e atingir o resultado alcançado, é necessário o engajamento das duas partes envolvidas: empresas e profissionais.

A iniciativa deve e precisava vir do mundo corporativo. Mesmo em pequenas empresas, é simples e fácil organizar ações direcionadas à motivação. Vale ressaltar que, mais importante do que uma grande recompensa final, esta a necessidade de criação de uma cultura de reconhecimento dentro da corporação. As campanhas refletem os valores da companhia e ajudam a reforçar junto a todos os colaboradores o comprometimento da empresa com o reconhecimento profissional.

A primeira etapa para uma campanha de motivação bem sucedida é a definição de metas que sejam factíveis, porém não tão fáceis que possam ser consideradas banais. As metas servem para guiar o colaborador. Cada profissional precisa e deve saber para onde caminha a empresa e qual a sua importância para ajudá-la nesta trajetória. As metas sinalizam a direção para onde todos devem olhar.

Com metas claras e bem definidas, é possível direcionar a campanha e canalizar todos os esforços para alcançá-las. Claro que o salário mensal já é o grande motivador dos colaboradores. Porém, se há uma campanha ou uma meta específica que se deseja atingir, nada mais válido que haver uma recompensa pelo empenho extra e pelo engajamento do profissional. Em todas as companhias e nas mais diferentes atividades, os profissionais querem e precisam se sentir parte do processo. As ações de reconhecimento exercem esta função e ajudam a criar no colaborador a sensação de que se trata de uma prática da companhia.

Por outro lado, de nada adianta a iniciativa da empresa se o colaborador não estiver disposto a participar. O engajamento e o interesse são individuais. O que a companhia precisa fazer é descobrir o que, de fato, ajuda a motivar a sua equipe. Mesmo para profissionais de vendas, onde os maiores interesses estão nas comissões financeiras, é possível criar campanhas lúdicas que envolvam os profissionais em uma nova atmosfera. O necessário é identificar estas oportunidades e demonstrar que a companhia, independente do porte e do setor, está atenta às necessidades e ao bom desempenho dos seus profissionais e sempre irá criar maneiras diferentes e criativas de reconhecer o trabalho desempenhado.

É como se, a cada momento, as empresas buscassem maneiras diferentes de dizer três expressões mágicas: "Você consegue"; "Parabéns" e "Muito Obrigado". Na era do reconhecimento humano, buscar formas criativas de se expressar e conquistar o próprio colaborador deve fazer parte de toda a companhia que busca a excelência em sua área de negócio.

Sueli Brusco - Diretora da SimGroup  www.administradores.com.br

sábado, 13 de novembro de 2010

Comprometimento, inovação e criatividade

Palavras que isoladas são apenas jargões do mundo dos negócios, mas que se associadas e interpretadas na realidade das organizações podem fazer a diferença. 
Vamos falar de três coisas muito importantes. Começando de trás para frente, o que é criatividade?
Em meio a várias definições, inclusive quocientes de inteligência e aspectos de habilidades múltiplas, resumo criatividade em liberdade ou liberdade de pensamento.
Porém, não basta você ser livre de amarras externas. Tem que se livrar dos bloqueios internos e isso nos leva ao segundo tópico essencial: inovação.
Quando pensamos em inovação, em geral, vêm à cabeça iPhones e outras tecnologias ‘ultramodernas’. Mas inovar é modificar, re-arranjar e, principalmente, melhorar. Isto é, podemos inovar em produtos, processos e até ideias. Certo, mas e o comprometimento? O que tem a ver? Tudo. Comprometimento é a base. E isso só se consegue com Liderança.
Na verdade, escrevo este artigo para tentar responder ao “diabinho” que fica martelando em nossas cabeças, como:

“minha equipe não tem comprometimento”;

“as pessoas não têm responsabilidade”;
“eu não consigo obter os resultados desejados”.
Recentemente, ouvi uma discussão em que as pessoas apresentavam as dificuldades de seus ambientes de trabalho. Variantes dos pensamentos acima eram o auge da conversa. Havíamos começado de trás para frente. Agora vamos recapitular, no sentido correto.
As organizações precisam de comprometimento das pessoas, colaboradores ou o como quiserem chamar. Porém, não são recursos humanos, são pessoas. E pessoa é indivíduo, ou seja, individual. Sem que todos “vistam a camisa”, o sucesso será muito mais difícil.
Afinal, já temos tantos problemas para lidar: mercado, concorrência, consumidores, tecnologias, processos, etc. Imagine ainda ter que lutar contra o atrito ou arrasto das pessoas que fazem parte do nosso time, mas que não estão comprometidas com os objetivos.
Só faltou um ponto crucial: por que eu me comprometeria com algum objetivo que não é meu? A resposta é que, no geral, eu não me comprometeria. É aqui que entra o “pulo do gato”. Se você quer pessoas comprometidas trabalhando com você, elas precisam conhecer os objetivos, concordar com eles e se sentirem parte do todo.
A primeira dificuldade é escolher os objetivos corretos. Muitas organizações estão perseguindo objetivos “estratégicos” errados e que as levarão para onde elas não querem ir. O segundo obstáculo é redigir objetivos simples, diretos e claros. Feito isso, ainda falta comunicá-los de maneira eficiente. Neste ponto, lembre-se: as pessoas são únicas. Portanto, obviamente, possuem necessidades diferentes.
Já ouviu falar em “gerenciar as expectativas das partes interessadas”? Conhecidas também como stakeholders. É um processo de gerenciamento de projetos, mas que tem aplicação geral em administração de pessoas. Você primeiro identifica os stakeholders, seus desejos, necessidades e expectativas; depois traça estratégias para persuadir e influenciar essas pessoas; e, por fim, coloca em prática. Um detalhe: são partes interessadas. Não são “juntos”, não é “todo” e não é grupo.
São partes diferentes e assim devem ser tratadas. Por falta de tempo, de conhecimento ou de “paciência”, temos uma tendência de categorizar tudo. Separamos em grupos e tratamos coisas ou pessoas diferentes como se fossem iguais.
O meu conselho é que você pense mais no que o outro quer. Se você deseja que ele se comprometa, mostre o que ele irá ganhar com isso. Não basta conhecer apenas a pirâmide de Maslow, você precisa ler pelo menos o Dale Carnegie.
O outro pode ser seu amigo, mas só irá se comprometer se você mostrar a ele o que ele tem a ganhar. E por falar em comprometimento, dê uma olhada na figura abaixo para ter uma idéia melhor.
E a inovação? Ficou pelo caminho, perdeu-se neste artigo? Não. A inovação é um processo que depende muito de pessoas comprometidas, compromissadas e engajadas. Se você quer produtos novos, serviços melhores, reestruturação, melhoria de processos e aumento de eficiência, invista nas pessoas. Elas serão criativas se sentirem liberdade (externa e interna) para ousar, elas precisam de apoio e elas querem ser ouvidas.
“No momento em que você se compromete, o Universo se reúne para ajudá-lo.” (Goethe)
E eu acrescentaria: no momento em que você compromete ou conseguem que se comprometam as outras pessoas, o céu é o limite. Esqueça as desculpas. O recado está dado.
Mário Henrique Trentim (Diretor da iPM Consult – Consultoria Inteligente. O Executivo também é membro voluntário do PMI Chapter Pernambuco)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Maioria dos jovens brasileiros divulga dados pessoais na rede

Comportamento: Pesquisa confirma que adolescentes compartilham até número de CPF.

A geração que dava seus primeiros passos quando a internet nascia, 15 anos atrás, ainda engatinha quando o assunto é privacidade no ambiente virtual. Uma pesquisa de mercado encomendada pela McAfee à TNS confirma o que já vem sendo alertado na imprensa: grande parte dos adolescentes brasileiros compartilha dados pessoais na rede com desconhecidos.
O estudo envolveu 400 internautas de 13 a 17 anos de todo o país e mostra que entre as informações divulgadas na rede por essa faixa etária estão dados como e-mail (48%), foto pessoal (33%), número do celular (22%), sobrenome (18%), endereço de casa (7%) e até CPF (4%).
As redes sociais são o principal veículo de divulgação desses dados. Segundo o levantamento, oito em cada dez adolescentes participam ativamente dessas mídias, sendo que 71% atualizam seus perfis frequentemente e 46% chegam a informar sua localização através desses sites.
José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee, alerta que esse comportamento amplia o risco da incidência de práticas como roubo de identidade e de senhas, infecções de PCs por arquivos criminosos e até mesmo falsos sequestros. "Com tantos dados disponíveis, os criminosos podem muitas vezes estabelecer todo o perfil e os hábitos de uma futura vítima", opina.
Apesar de os números apontarem o contrário, 79% dos adolescentes afirmam saber como manter a segurança ao navegar na internet. Em contrapartida, a pesquisa revela que 50% já tiveram seus computadores infectados; 25% tiveram informações pejorativas publicadas on-line e 20% tiveram senhas roubadas.
Para Alexandre Momma, diretor de atendimento da TNS, a familiaridade dos chamados nativos digitais com a tecnologia é responsável por essa falsa sensação de segurança: "Eles nasceram com a internet e entendem que podem resolver qualquer questão nesse ambiente, mas desconhecem muitas das ameaças."
Momma cita outro dado para reforçar a falta de conscientização do jovem brasileiro em sua relação com a rede. Segundo a pesquisa, 86% dos adolescentes baixam arquivos de música e vídeo a partir de sites gratuitos. Na maioria dos casos, esses endereços não têm qualquer tipo de controle sobre o conteúdo disponível, diz o diretor.
Como agravante desse contexto, a pesquisa mostra a dificuldade dos pais em controlar o que seus filhos acessam. Enquanto 88% dos jovens afirmaram que seus pais confiam no seu comportamento na rede, 39% dos adolescentes não contam o que fazem na internet e 53% disseram saber como esconder suas atividades on-line de seus responsáveis.
Para Sérgio Oliveira, gerente da área de Consumidor da McAfee Brasil, proibir os filhos de acessar a rede não é a melhor alternativa para os pais. "Hoje, há várias formas para se conectar à rede, e não apenas em casa", lembra ele.
O estudo indica a crescente variedade dos dispositivos de acesso à internet usados pelos jovens. O computador ainda é o meio preferido (89%), mas os laptops e celulares apresentaram um crescimento significativo, com 49% e 25%, respectivamente.
José Matias, da McAfee, acrescenta que a mobilidade tende a ampliar o desafio de conscientização dos adolescentes, já que os dispositivos móveis são vendidos apenas sob a ótica do entretenimento, sem que se crie uma cultura dos riscos associados ao seu uso, conclui o executivo.

Fonte: Valor Econômico - Moacir Drska




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Geração Y e o Empreendedorismo

Muito se diz a respeito da geração Y, que são íntegros, comprometidos, se mantêm atualizados, aprendem rápido e são inovadores, têm objetivos claros e definidos para uma ascensão profissional rápida.
A teoria muitas vezes gera belas histórias, mas para se alcançar esse objetivo, é necessário muito trabalho, doação e empenho, pois além de uma boa ideia, para que qualquer empreendimento alcance o sucesso e traga a tão sonhada ascensão profissional é fundamental aliar todas as características da geração Y a um bom planejamento.
Muitas vezes nós, jovens e empreendedores, que crescemos tão acostumados com a tecnologia, com vasto acesso a informação, temos por hábito colocar em prática nossas ideias inovadoras e acabamos deixando de lado o fator planejamento. Talvez por falta de experiência ou por ansiedade de ver resultados e atingir um rápido crescimento. A verdade é que o sucesso e a ascensão profissional somente serão alcançados com a combinação de todas as características da geração Y e de alguns conceitos que parecem não perder a validade, como planejamento, estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas.
O desafio está em aproveitar as características que a geração Y possui, com conceitos que, sabidamente, funcionam. Isso inclui qualificação acadêmica que, de certa maneira, em alguns casos, acaba compensando a falta de experiência.
A mensagem que muitas vezes fica é que basta ser jovem, motivado e ter uma ótima ideia, enquanto o que a prática nos mostra que é fundamental unir tudo isso a uma boa gestão, que necessariamente deve ser embasada em conceitos e cases de sucesso.

Guilherme Pizzini - Diretor e sócio fundador do Olho no Click, portal de leilão virtual. http://www.olhonoclick.com.br/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO....

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários.
Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.
Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante... Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer.
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz.
Caso contrário, chegarão aos 5561 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"
(MAX GEHRINGER)




Igreja de São Benedito. Pedreiras/MA

Igreja de São Benedito. Pedreiras/MA
Criada em 11 de maio de 1940, a paróquia de São Benedito de Pedreiras é hoje uma das principais da diocese de Bacabal/Ma. Atualmente, é administrada pelos padres Wagner Pereira e Valdenício Antonio.

Festejo de São Benedito 2010 acontecerá entre os dias 19 a 28 de novembro em Pedreiras - MA





SAUDADES DA MINHA INFÂNCIA EM PEDREIRAS...

Já subi esta escaria muitas vezes para a missa das 5 horas da tarde de domingo,caso contrario meus pais não financiavam o cinema, o famoso Cine Pedreiras....

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Geração Z: quem são os consumidores do futuro?

Nascidos junto à tecnologia, eles mostram-se mais exigentes, inquietos e querem marcas sustentáveis
Muito já se falou sobre a geração Y. Agora chegou a vez da Z. Formado por crianças e adolescentes – futuros consumidores – esse grupo já desenha algumas tendências que devem despertar a atenção do mercado. Mantendo algumas características dos jovens da Y, a Z aparece cada vez mais preocupada com a sustentabilidade e disposta a não pagar por produtos e serviços que podem ser encontrados gratuitamente na internet.
O conceito de gerações, antes muito utilizado pela área de recursos humanos, ganha importância também no mercado. Mesmo não sendo possível rotular pessoas apenas de acordo com a sua faixa etária, a definição pode facilitar o conhecimento e o desenvolvimento da estratégia das empresas. Semelhantes à Y, a Geração Z também é inquieta, menos fiel às marcas e acostumada a fazer tarefas múltiplas. A diferença, no entanto, é que a nova geração tem todas as características de forma mais acentuada, pois se desenvolveu junto com os avanços tecnológicos mais recentes.
"A geração Z já nasceu com o joystick, o controle remoto e o celular no berço, enquanto a Y viu isso acontecer. Se a Y quer as coisas rápidas, a Z muito mais, ela não sabe o que é o mundo sem tecnologia", aponta Paulo Carramenha (foto), Diretor Presidente da GFK CR Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Consumidor menos previsível
Em relação à idade, a geração Y é formada por jovens de 20 a 30 anos e a Z por crianças e adolescentes de até 17 anos, enquanto a X é composta por adultos de 30 a 45 anos. Em sua maioria, a X nasceu após acontecimentos como a chegada do homem à lua e viu surgir o videocassete e o computador pessoal, mas passou por um momento de instabilidade financeira, o que não aconteceu com os jovens da Y, muito mais inseridos no mercado de consumo.
A Y, além de ter se desenvolvido numa época de prosperidade econômica, também testemunhou grandes avanços tecnológicos, como a internet, o que fez com que crescessem estimulados por atividades e realizando tarefas múltiplas. As características, entretanto, não são suficientes para definir um grupo de pessoas, que sofrem diversas influências sociais, culturais e econômicas que acabam por refletir no comportamento.
"Cada vez mais fica claro que o consumidor é menos previsível do que era no passado. Estamos tentando entender o tempo todo o que mudou. Antes de serem de gerações diferentes, esses consumidores são também pessoas, com necessidades, expectativas e valores que vão além da idade ou do ano de nascimento", diz Carramenha.
Jovens não querem pagar por conteúdo
Cabe ao Marketing, então, selecionar segmentos de pessoas que tenham um comportamento de consumo semelhante. "As gerações estão ficando cada vez mais próximas. Se eu falar da X, por exemplo, sempre existiu um pé atrás em relação à compra pela internet. Mas com o desenvolvimento do serviço, hoje essas pessoas estão mais confiantes na hora de comprar", explica Ana Barbieri (foto), Professora do curso "Cultura Jovem: as gerações X, Y e Z", do CIC ESPM – Centro de Inovação e Criatividade, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para as empresas é essencial entender uma característica fundamental da geração Y e, principalmente, da Z: eles querem pagar cada vez menos por produtos e conteúdo. Fazer downloads gratuitos de músicas, filmes e livros é um hábito comum a esses consumidores, que não pagam por isso com a mesma frequência que a geração X.
"O que eles mais compram são produtos relacionados à moda e à tecnologia, especialmente celular. Além disso, apesar dos jovens da geração Z ainda não estarem inseridos no mercado de consumo, eles influenciam os pais na hora da compra, fazem pesquisa na internet e vão à loja física", aponta Ana.
Sustentabilidade e marcas transparentes
Outra tendência que já se desenha entre os indivíduos da Y – e deve ficar ainda mais relevante na Z – é o apelo por produtos e serviços sustentáveis. "Os jovens estão mais preocupados com o meio ambiente e com causas sociais, mais do que a geração anterior, que é muito consumista. Eles querem escolher melhor, saber que a marca contribui para a sustentabilidade e para buscar o consumo consciente", diz Carramenha, da GFK.
A transparência das marcas também é um atributo muito valorizado pelos jovens da geração Y. "As marcas que souberem entregar conteúdo para esse consumidor se darão bem. As empresas que querem se comunicar com o jovem têm que fazer algo que eles gostem e que também esteja ligado à marca. As companhias devem ser verdadeiras e conhecer os consumidores", ressalta Ana, da ESPM.
A estratégia vale também para a geração Z, que representa os consumidores de amanhã das empresas. É preciso que as marcas mantenham um diálogo desde agora para manter um vínculo forte e um relacionamento estreito no futuro. É o que faz a Oi, trabalhando plataformas que falam diretamente com esse público.
Conexão com os jovens de espírito
A marca que surgiu há oito anos conta hoje com investimentos em música, moda, esportes e cultura. Um dos canais mais fortes da empresa é a Oi FM. A rádio presente em 10 cidades é um dos principais exemplos de como a operadora de telefonia consegue se conectar aos jovens e fortalecer sua marca entre consumidores, sem esquecer dos prospects.
"A Oi surgiu com a preocupação de ser uma marca voltada para pessoas de espírito jovem. Essa forma de comunicar visa definir a identidade da marca. Medimos o sucesso da Oi a partir da relação emocional que as pessoas têm com ela", diz Flavia da Justa (foto), Diretora de Comunicação de Mercado da Oi, em entrevista ao Mundo do Marketing.
O foco da Oi nos "jovens de espírito" prova que, muito mais do que uma divisão por faixa etária, é necessário entender os consumidores e seus estilos de vida. "As pessoas querem continuar jovens. As marcas devem trabalhar os estilos de vida. Hoje não há uma grande massa para que as empresas falem tudo igual. Não dá para dizer que uma pessoa de 30 anos seja muito diferente de uma de 25", acredita Ana.
Entender as diferenças entre as gerações ajuda na construção da estratégia das empresas, mas não se pode deixar de lado o perfil de cada consumidor. "O mais importante é perceber que, independentemente de idade e geração, os consumidores são pessoas. As marcas se relacionam com seres humanos", aponta o executivo da GFK.
Por Sylvia de Sá, Mundo do Marketing - Fonte: www.administradores.com.br