quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Maioria dos jovens brasileiros divulga dados pessoais na rede

Comportamento: Pesquisa confirma que adolescentes compartilham até número de CPF.

A geração que dava seus primeiros passos quando a internet nascia, 15 anos atrás, ainda engatinha quando o assunto é privacidade no ambiente virtual. Uma pesquisa de mercado encomendada pela McAfee à TNS confirma o que já vem sendo alertado na imprensa: grande parte dos adolescentes brasileiros compartilha dados pessoais na rede com desconhecidos.
O estudo envolveu 400 internautas de 13 a 17 anos de todo o país e mostra que entre as informações divulgadas na rede por essa faixa etária estão dados como e-mail (48%), foto pessoal (33%), número do celular (22%), sobrenome (18%), endereço de casa (7%) e até CPF (4%).
As redes sociais são o principal veículo de divulgação desses dados. Segundo o levantamento, oito em cada dez adolescentes participam ativamente dessas mídias, sendo que 71% atualizam seus perfis frequentemente e 46% chegam a informar sua localização através desses sites.
José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee, alerta que esse comportamento amplia o risco da incidência de práticas como roubo de identidade e de senhas, infecções de PCs por arquivos criminosos e até mesmo falsos sequestros. "Com tantos dados disponíveis, os criminosos podem muitas vezes estabelecer todo o perfil e os hábitos de uma futura vítima", opina.
Apesar de os números apontarem o contrário, 79% dos adolescentes afirmam saber como manter a segurança ao navegar na internet. Em contrapartida, a pesquisa revela que 50% já tiveram seus computadores infectados; 25% tiveram informações pejorativas publicadas on-line e 20% tiveram senhas roubadas.
Para Alexandre Momma, diretor de atendimento da TNS, a familiaridade dos chamados nativos digitais com a tecnologia é responsável por essa falsa sensação de segurança: "Eles nasceram com a internet e entendem que podem resolver qualquer questão nesse ambiente, mas desconhecem muitas das ameaças."
Momma cita outro dado para reforçar a falta de conscientização do jovem brasileiro em sua relação com a rede. Segundo a pesquisa, 86% dos adolescentes baixam arquivos de música e vídeo a partir de sites gratuitos. Na maioria dos casos, esses endereços não têm qualquer tipo de controle sobre o conteúdo disponível, diz o diretor.
Como agravante desse contexto, a pesquisa mostra a dificuldade dos pais em controlar o que seus filhos acessam. Enquanto 88% dos jovens afirmaram que seus pais confiam no seu comportamento na rede, 39% dos adolescentes não contam o que fazem na internet e 53% disseram saber como esconder suas atividades on-line de seus responsáveis.
Para Sérgio Oliveira, gerente da área de Consumidor da McAfee Brasil, proibir os filhos de acessar a rede não é a melhor alternativa para os pais. "Hoje, há várias formas para se conectar à rede, e não apenas em casa", lembra ele.
O estudo indica a crescente variedade dos dispositivos de acesso à internet usados pelos jovens. O computador ainda é o meio preferido (89%), mas os laptops e celulares apresentaram um crescimento significativo, com 49% e 25%, respectivamente.
José Matias, da McAfee, acrescenta que a mobilidade tende a ampliar o desafio de conscientização dos adolescentes, já que os dispositivos móveis são vendidos apenas sob a ótica do entretenimento, sem que se crie uma cultura dos riscos associados ao seu uso, conclui o executivo.

Fonte: Valor Econômico - Moacir Drska




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Geração Y e o Empreendedorismo

Muito se diz a respeito da geração Y, que são íntegros, comprometidos, se mantêm atualizados, aprendem rápido e são inovadores, têm objetivos claros e definidos para uma ascensão profissional rápida.
A teoria muitas vezes gera belas histórias, mas para se alcançar esse objetivo, é necessário muito trabalho, doação e empenho, pois além de uma boa ideia, para que qualquer empreendimento alcance o sucesso e traga a tão sonhada ascensão profissional é fundamental aliar todas as características da geração Y a um bom planejamento.
Muitas vezes nós, jovens e empreendedores, que crescemos tão acostumados com a tecnologia, com vasto acesso a informação, temos por hábito colocar em prática nossas ideias inovadoras e acabamos deixando de lado o fator planejamento. Talvez por falta de experiência ou por ansiedade de ver resultados e atingir um rápido crescimento. A verdade é que o sucesso e a ascensão profissional somente serão alcançados com a combinação de todas as características da geração Y e de alguns conceitos que parecem não perder a validade, como planejamento, estudo de mercado, entendimento de oportunidades e ameaças, estratégias de ação e velocidade em contornar problemas.
O desafio está em aproveitar as características que a geração Y possui, com conceitos que, sabidamente, funcionam. Isso inclui qualificação acadêmica que, de certa maneira, em alguns casos, acaba compensando a falta de experiência.
A mensagem que muitas vezes fica é que basta ser jovem, motivado e ter uma ótima ideia, enquanto o que a prática nos mostra que é fundamental unir tudo isso a uma boa gestão, que necessariamente deve ser embasada em conceitos e cases de sucesso.

Guilherme Pizzini - Diretor e sócio fundador do Olho no Click, portal de leilão virtual. http://www.olhonoclick.com.br/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO....

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários.
Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.
Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante... Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer.
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz.
Caso contrário, chegarão aos 5561 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"
(MAX GEHRINGER)




Igreja de São Benedito. Pedreiras/MA

Igreja de São Benedito. Pedreiras/MA
Criada em 11 de maio de 1940, a paróquia de São Benedito de Pedreiras é hoje uma das principais da diocese de Bacabal/Ma. Atualmente, é administrada pelos padres Wagner Pereira e Valdenício Antonio.

Festejo de São Benedito 2010 acontecerá entre os dias 19 a 28 de novembro em Pedreiras - MA





SAUDADES DA MINHA INFÂNCIA EM PEDREIRAS...

Já subi esta escaria muitas vezes para a missa das 5 horas da tarde de domingo,caso contrario meus pais não financiavam o cinema, o famoso Cine Pedreiras....

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Geração Z: quem são os consumidores do futuro?

Nascidos junto à tecnologia, eles mostram-se mais exigentes, inquietos e querem marcas sustentáveis
Muito já se falou sobre a geração Y. Agora chegou a vez da Z. Formado por crianças e adolescentes – futuros consumidores – esse grupo já desenha algumas tendências que devem despertar a atenção do mercado. Mantendo algumas características dos jovens da Y, a Z aparece cada vez mais preocupada com a sustentabilidade e disposta a não pagar por produtos e serviços que podem ser encontrados gratuitamente na internet.
O conceito de gerações, antes muito utilizado pela área de recursos humanos, ganha importância também no mercado. Mesmo não sendo possível rotular pessoas apenas de acordo com a sua faixa etária, a definição pode facilitar o conhecimento e o desenvolvimento da estratégia das empresas. Semelhantes à Y, a Geração Z também é inquieta, menos fiel às marcas e acostumada a fazer tarefas múltiplas. A diferença, no entanto, é que a nova geração tem todas as características de forma mais acentuada, pois se desenvolveu junto com os avanços tecnológicos mais recentes.
"A geração Z já nasceu com o joystick, o controle remoto e o celular no berço, enquanto a Y viu isso acontecer. Se a Y quer as coisas rápidas, a Z muito mais, ela não sabe o que é o mundo sem tecnologia", aponta Paulo Carramenha (foto), Diretor Presidente da GFK CR Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Consumidor menos previsível
Em relação à idade, a geração Y é formada por jovens de 20 a 30 anos e a Z por crianças e adolescentes de até 17 anos, enquanto a X é composta por adultos de 30 a 45 anos. Em sua maioria, a X nasceu após acontecimentos como a chegada do homem à lua e viu surgir o videocassete e o computador pessoal, mas passou por um momento de instabilidade financeira, o que não aconteceu com os jovens da Y, muito mais inseridos no mercado de consumo.
A Y, além de ter se desenvolvido numa época de prosperidade econômica, também testemunhou grandes avanços tecnológicos, como a internet, o que fez com que crescessem estimulados por atividades e realizando tarefas múltiplas. As características, entretanto, não são suficientes para definir um grupo de pessoas, que sofrem diversas influências sociais, culturais e econômicas que acabam por refletir no comportamento.
"Cada vez mais fica claro que o consumidor é menos previsível do que era no passado. Estamos tentando entender o tempo todo o que mudou. Antes de serem de gerações diferentes, esses consumidores são também pessoas, com necessidades, expectativas e valores que vão além da idade ou do ano de nascimento", diz Carramenha.
Jovens não querem pagar por conteúdo
Cabe ao Marketing, então, selecionar segmentos de pessoas que tenham um comportamento de consumo semelhante. "As gerações estão ficando cada vez mais próximas. Se eu falar da X, por exemplo, sempre existiu um pé atrás em relação à compra pela internet. Mas com o desenvolvimento do serviço, hoje essas pessoas estão mais confiantes na hora de comprar", explica Ana Barbieri (foto), Professora do curso "Cultura Jovem: as gerações X, Y e Z", do CIC ESPM – Centro de Inovação e Criatividade, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para as empresas é essencial entender uma característica fundamental da geração Y e, principalmente, da Z: eles querem pagar cada vez menos por produtos e conteúdo. Fazer downloads gratuitos de músicas, filmes e livros é um hábito comum a esses consumidores, que não pagam por isso com a mesma frequência que a geração X.
"O que eles mais compram são produtos relacionados à moda e à tecnologia, especialmente celular. Além disso, apesar dos jovens da geração Z ainda não estarem inseridos no mercado de consumo, eles influenciam os pais na hora da compra, fazem pesquisa na internet e vão à loja física", aponta Ana.
Sustentabilidade e marcas transparentes
Outra tendência que já se desenha entre os indivíduos da Y – e deve ficar ainda mais relevante na Z – é o apelo por produtos e serviços sustentáveis. "Os jovens estão mais preocupados com o meio ambiente e com causas sociais, mais do que a geração anterior, que é muito consumista. Eles querem escolher melhor, saber que a marca contribui para a sustentabilidade e para buscar o consumo consciente", diz Carramenha, da GFK.
A transparência das marcas também é um atributo muito valorizado pelos jovens da geração Y. "As marcas que souberem entregar conteúdo para esse consumidor se darão bem. As empresas que querem se comunicar com o jovem têm que fazer algo que eles gostem e que também esteja ligado à marca. As companhias devem ser verdadeiras e conhecer os consumidores", ressalta Ana, da ESPM.
A estratégia vale também para a geração Z, que representa os consumidores de amanhã das empresas. É preciso que as marcas mantenham um diálogo desde agora para manter um vínculo forte e um relacionamento estreito no futuro. É o que faz a Oi, trabalhando plataformas que falam diretamente com esse público.
Conexão com os jovens de espírito
A marca que surgiu há oito anos conta hoje com investimentos em música, moda, esportes e cultura. Um dos canais mais fortes da empresa é a Oi FM. A rádio presente em 10 cidades é um dos principais exemplos de como a operadora de telefonia consegue se conectar aos jovens e fortalecer sua marca entre consumidores, sem esquecer dos prospects.
"A Oi surgiu com a preocupação de ser uma marca voltada para pessoas de espírito jovem. Essa forma de comunicar visa definir a identidade da marca. Medimos o sucesso da Oi a partir da relação emocional que as pessoas têm com ela", diz Flavia da Justa (foto), Diretora de Comunicação de Mercado da Oi, em entrevista ao Mundo do Marketing.
O foco da Oi nos "jovens de espírito" prova que, muito mais do que uma divisão por faixa etária, é necessário entender os consumidores e seus estilos de vida. "As pessoas querem continuar jovens. As marcas devem trabalhar os estilos de vida. Hoje não há uma grande massa para que as empresas falem tudo igual. Não dá para dizer que uma pessoa de 30 anos seja muito diferente de uma de 25", acredita Ana.
Entender as diferenças entre as gerações ajuda na construção da estratégia das empresas, mas não se pode deixar de lado o perfil de cada consumidor. "O mais importante é perceber que, independentemente de idade e geração, os consumidores são pessoas. As marcas se relacionam com seres humanos", aponta o executivo da GFK.
Por Sylvia de Sá, Mundo do Marketing - Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conhecimento x Competência

Para pensar: “Você só pode tropeçar se estiver andando”  Roberto Goizueta

Quando você pensa em um profissional competente, o que lhe vem à mente? Que características essa pessoa possui que a tornam um(a) profissional de destaque? Ao falarmos sobre competências, o termo mais conhecido e que melhor sintetiza seu significado é o famoso CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes). De volta ao questionamento anterior, o que lhe vem à mente ao pensar em um(a) profissional competente? Alguém com muito conhecimento, bastante habilidade ou muita atitude?
Hoje, somos expostos a novas informações e a novos conhecimentos a cada instante, e por inúmeras fontes: jornais, revistas, TV, sites, e-mails, redes de relacionamento, etc. Diante desse cenário, deixo mais uma pergunta: o conhecimento se transforma em competência de maneira automática?
Costumo dizer que a atitude é o que nos faz desenvolver a habilidade sobre um conhecimento adquirido. Isso significa que não basta dominar um determinado assunto ou ser profundo conhecedor de um tema em especial se, ao ser submetido a situações em que esse conhecimento precise ser colocado em prática, não concretizá-lo. Nesse contexto, não houve o “A” de atitude nem a materialização/entrega de competência.
Significa que o conhecimento tácito, aquele que está em nossas mentes, só se transforma em competência quando é explicitado, posto em prática e vivenciado de forma real. Para fazer uma analogia com uma questão prática do nosso dia a dia, dou um exemplo: muitos de nós dirigimos automóveis e, para obter a carteira de habilitação, foi necessária a realização de exames teórico e prático.
Agora, pense no momento em que você se preparou para os exames realizados e foi aprovado(a). Após essa breve reflexão, deixo mais uma pergunta: a aprovação nos exames teórico e prático para a obtenção da licença para dirigir garante que você seja um(a) motorista preparado(a) para enfrentar o trânsito caótico de nossas cidades? Há um ditado popular que ouvi muitas vezes e que confesso ser partidário: “Uma coisa é ter a habilitação, outra é saber dirigir”.
Pense sobre isto: conhecimento não é competência. Competência, em sua essência, só existe quando somamos seus três pilares – conhecimento, habilidades e atitudes (CHA). Portanto, adquira conhecimentos e desenvolva habilidades por meio de suas atitudes ou tenha atitude para desenvolver habilidades sobre os conhecimentos que adquiriu.
Euclides Júnior é consultor da Leme Consultoria.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

JORGENCA: Nostagia... meus 15 anos... em Brasilia ...

JORGENCA: Nostagia... meus 15 anos... em Brasilia ...

O perigo dos chefes egocêntricos

O que fazer se você trabalha com um chefe egocêntrico, arrogante ou com vaidade exacerbada? Como lidar com um chefe que rouba o crédito de sua ideia, reduz sua autoestima ou reprova seus projetos, negando a promoção para um novo cargo ou delegando para outros seu projeto mais sonhado?

Chefes inseguros e egocêntricos podem prejudicar os subordinados, principalmente os melhores talentos, envenenar o clima organizacional e comprometer os resultados da empresa. Em geral, executivos com esse perfil ofuscam o brilho dos profissionais mais talentosos porque, de forma maquiavélica ou mesmo inconsciente, enxergam neles uma grande ameaça a seu poder. Na vida real, as situações em que o ego e a vaidade das chefias se sobrepõem ao brilho dos melhores profissionais são muito comuns, mesmo na era em que a liderança, trabalho em equipe e retenção de talentos são palavras de ordem numa organização.
 Maturidade emocional não é requisito para alguém se tornar chefe. Não é a regra, mas, muitas vezes, pessoas mais disciplinadas, dedicadas e inteligentes, ou aquelas que souberam conquistar posições graças à habilidade de lidar com a intrincada teia política da empresa, são exatamente aquelas que menos desenvolveram equilíbrio emocional ideal. Aliás, em algumas empresas, ser egocêntrico é quase um requisito para progredir na vida profissional.
Mas o que fazer se você trabalha com um chefe egocêntrico, arrogante ou com vaidade exacerbada? Como lidar com um chefe que rouba o crédito de sua ideia, reduz sua autoestima ou reprova seus projetos, negando a promoção para um novo cargo ou delegando para outros seu projeto mais sonhado?
 Dou vários conselhos no meu livro "Erre Mais". Primeiro, não confronte um chefe inseguro em público; isso pode ser extremamente perigoso, pois aguça ainda mais a sua insegurança. Fale sobre suas ideias reservadamente com ele antes de discuti-las em público. Também é inteligente compartilhar o mérito de suas melhores ideias com ele – aí, sim, em público –, solicitando sua opinião. Agindo assim, você estará tornando-o um aliado, e não um inimigo. Pessoas inseguras e egocêntricas costumam se sentir muito sozinhas e podem, portanto, valorizar uma atitude aliada.
 Um erro frequente é tentar conquistar esse tipo de executivo com elogios exagerados. Ele não é bobo e pode se sentir manipulado. E, muito importante, respeite a própria dignidade e não permita que ninguém o maltrate, nem em público nem a portas fechadas. Quando um chefe egocêntrico torna-se inconveniente ou desrespeitoso, fale com ele primeiro, mas, se necessário, procure outros aliados dentro da organização, até falando com o chefe do próprio chefe nas situações limite.
 Um bom ambiente, liderado por um profissional que saiba conduzir com maestria sua equipe, é fator-chave para aumentar a coesão interna, garantir a retenção dos talentos e melhores índices de produtividade. De maneira geral, manter a linha de comunicação sem ruídos é um passo importante para o entendimento e a integração da equipe.
 Relacionamentos em geral são complicados e ninguém tem a garantia de que encontrará, no próximo emprego, um chefe dos sonhos. Portanto, antes de se demitir por causa de um chefe inseguro ou egocêntrico, aposte suas fichas na melhora da comunicação e do relacionamento. Afinal, muitas vezes o emprego atual é a melhor oportunidade de crescimento de uma carreira.

Marcelo Mariaca - presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.