QUEM SOU EU

Minha foto

Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Demagogia Corporativa

Transformemos os discursos da sociedade e das empresas em práticas efetivas e não será necessária nenhuma outra reforma ou revolução para atingirmos justiça social.
As empresas são um reflexo da sociedade e uma amostra da diversidade de caráter, intenções, valores e comportamentos da vida cotidiana.
Transformemos os discursos da sociedade e das empresas em práticas efetivas e não será necessária nenhuma outra reforma ou revolução para atingirmos justiça social.
Se em uma empresa 50% dos discursos forem transformados em práticas efetivas, ela seguramente, estará em breve no rol das melhores para se trabalhar e entre as mais produtivas e competitivas do mercado. Tudo isso sem comprometer a qualidade de vida de seus colaboradores!
O que nos impede de viver melhor dentro e fora das empresas é a demagogia!
Ouvimos o discurso da inclusão, mas basta uma observação atenta para notarmos que o número de trabalhadores com necessidades especiais trabalhando nas empresas é exatamente igual ao número estabelecido por lei. É óbvio que isto não é uma coincidência, mas sim a clara confirmação que a inclusão é, infelizmente, puramente demagógica, salvo raras e honrosas exceções.
Apenas a título de informação, uma pessoa surda possui uma produtividade muito acima da média das demais. Primeiro porque seu grau de concentração é incrivelmente superior e o de distração mínimo, segundo porque valorizam demais a oportunidade escassa de trabalho e comprometem-se em níveis raramente vistos.
Diante do já muito preconizado discurso da meritocracia, olhamos ao redor, e encontramos uma enorme quantidade de pessoas nitidamente omissas e não pertinentes a seus cargos, valendo-se do trabalho de equipes competentes que conseguem resultados apesar da ausência de liderança.
E por falar em meritocracia, não vamos encontrar muitas empresas onde estar acima da média de produtividade e resultado signifique promoção e reconhecimento. Normalmente nossa competência acaba como sentença de perpetuação da situação atual sob o discurso que não se encontra ninguém que possa substituir-nos (este alguém foi demitido no downsizing).
A maioria de nós patrocina a lucratividade do negócio com a exaustão da nossa própria energia vital. Afinal, com o downsizing, as empresas realocaram a sobrecarga de trabalho para um número, agora menor, de colaboradores. Basta experimentar sairmos de férias e checar o caos que nos aguarda em nosso retorno. Neste contexto, não há política de qualidade de vida que possa suprir tamanhos desgastes.
Temos ainda o demagógico empowerment que continua sendo um belo discurso democrático nas mãos da "ditadura adormecida". O poder, de fato, teria chegado às pontas se os feudos não o impedissem e se as "pontas" tivessem verdadeiramente sido preparadas e apoiadas para lidar com ele.
O que dizer então da responsabilidade social?
Vemos empresas que destinam verbas para tais ações, sem jamais, acompanhar o destino de cada real proporcionado, sem visitar as instituições beneficiadas e colaborar na efetiva gestão dos recursos, sem estimular o voluntariado dando exemplos a partir dos mais altos cargos. Onde está a responsabilidade?
Muitas vezes, o que vemos é a habilidade do "Marketing Social" maquiado pela demagogia da responsabilidade social. Responsabilidade implica atenção, dedicação e acompanhamento.
Precisamos ter a coragem de enfrentar inteligentemente este sistema de manutenção retórico desenvolvido pela sociedade e refletido nas empresas.
Digo inteligentemente porque não precisamos de mártires, afinal, eles morrem sempre antes de ver seus objetivos concretizados. Precisamos de estrategistas! Estrategistas da reforma das pessoas e das organizações. Pessoas que saibam contribuir sem ser excluídas do sistema, sem deixar vaga uma importante tribuna em prol da evolução da sociedade.
Vamos decretar individualmente o fim da demagogia. Faremos isso deixando de ser coniventes com ela, colocando nossos valores através da linguagem eloquente do exemplo e da argumentação baseada em fatos. Devemos utilizar exemplos honestos e inspirados e não discursos inflamados e contundentes, porém ingênuos.
Sabemos que a mesmice e a retórica vão resistir e que somente com mente crítica, bom senso e UMA INCRÍVEL HABILIDADE POLITICA INTERPESSOAL poderemos obter êxito em nossa silenciosa revolução em favor da vida e do ser humano.
Precisamos provar que nossos valores não são somente idealismos utópicos e, portanto, mais um tipo de demagogia. Vamos nos preparar para provar que o que estamos propondo não é somente bom para as pessoas, mas veja só: também é bom para o negócio!
E se é bom para as pessoas e para os negócios, é bom para o país - e isto não é demagogia, é apenas o fruto de uma lógica simples que qualquer aluno de matemática do ensino médio pode compreender:
Se A implica B, e, B implica C, então existe uma relação direta entre A e C, como queremos demonstrar!

Carlos Hilsdorf - www.carloshilsdorf.com.br
Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero.

Nenhum comentário:

Postar um comentário