sábado, 31 de julho de 2010

Transforme-se em um líder referência

Veja as características indispensáveis para uma liderança de sucesso e o novo perfil desse profissional.
Carisma e inteligência são qualidades frequentemente associadas ao perfil de grandes líderes. Segundo o senso comum, quem não dispõe desses atributos tende a se sair mal nos cargos de comando.
 Nos últimos anos, porém, os gestores de pessoas e responsáveis pelos processos de recrutamento passaram a elencar outras qualidades tão desejáveis quanto estas nos profissionais que contratam para ocupar cargos de gerência e até de direção.
 Mais do que "senso de autoridade", o mercado de hoje valoriza o profissional flexível, que se adapta às características do grupo e, dessa forma, evita choques desnecessários. Em vez de se impor o tempo todo, ele conquista o apreço dos colegas, desperta o desejo de cooperação e fortalece a unidade da equipe.
 Também está claro que não adianta o líder ter um altíssimo quociente de inteligência e não ser capaz de interagir com o restante do time. Mais do que uma mente brilhante, ele precisa ter a chamada "inteligência emocional", imprescindível para a construção de bons relacionamentos.
 Diante dessa nova abordagem, deixa de fazer sentido o delineamento de um único "perfil de liderança" – o que se busca, na realidade, é a pessoa certa para estar à frente de cada grupo, com suas peculiaridades e natureza específica.
Mas, se não é um conjunto de características específicas, o que, afinal, torna uma pessoa talhada para a liderança?
Estudos conduzidos pelo professor Glenn Rowe, da Faculty of Business Administration da Memorial University of Newfoundland (Canadá), indicam que líderes eficazes são indivíduos que, por um lado, personificam as características do grupo, e, por outro, têm qualidades que os diferenciam positivamente de seus pares. Em outras palavras, é importante que um líder tenha afinidades que lhe permitam criar uma espécie de sinergia com a equipe, pois essa empatia profunda se traduzirá em cumplicidade, companheirismo e, consequentemente, em trabalhos executados com mais entusiasmo e eficiência. Por outro lado, o líder eficaz deve ter talentos que o façam merecer sua posição de destaque – e estes devem ser muito bem evidenciados, para que não passem despercebidos por aqueles que estão sob seu comando.

Marcelo Gonçalves - sócio-diretor da BDO, quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O estilo gerencial do Administrador

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores. Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.
Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.
Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades. Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente, que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.
Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, "vocês não entendem nada de engenharia e advocacia". Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.
Provavelmente nos definiriam de "imediatistas", preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas que não param de escrever no New York Times. Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para "ontem", vivem dizendo que "o ótimo é o inimigo do bom", que precisamos mais de "acabativa" e não de iniciativa.
A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados. Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!
Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP. Basicamente, a função do administrador é não permitir que problemas se acumulem.
Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa. Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.
Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época Adam Smith, de fato não havia muitos problemas "acumulados", e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela "Mão Visível" do administrador, como apontaria 200 anos depois seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.
Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração. Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida. Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.
Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc. Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.
Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem. Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter. O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.
É tão óbvio esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira. Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.
Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate. Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.
Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista. Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa. Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.
Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior. Ele é simplesmente necessário.
Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior. Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.
Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais. Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.
Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que não foi solucionado por anos a fio. Quando vejo acusarem administradores e empresários de "imediatistas", que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.
Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

Fonte: Stephen Kanitz /www.administradores.com

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sem escapatória: nenhuma empresa consegue fugir das redes sociais

Especialista afirma que todas as empresas estão nas redes sociais, diretamente ou indiretamente, por tanto, monitorar informações é fundamental. Entenda!

Grandes estudiosos sobre marketing no mundo já destacaram ou destacam a importância de inserir a empresa nas redes de relacionamentos existentes, principalmente, nas redes sociais pela internet. Essa corrente, chamada web 2.0, ganhou ainda mais força depois do sucesso de sites como Orkut, Facebook e Twitter. 
Uma recente pesquisa inédita feita pelo Ibope apontou que cerca de 87% dos internautas brasileiros utilizam pelo menos uma rede social. Nesse contexto, uma das principais justificativas para a inclusão das empresas nas redes sociais é a interação direta com os clientes, sabendo assim, se o produto oferecido está sendo bem aceito ou não pelo consumidor. Dessa forma, é possível adaptar as melhores estratégias no negócio para atender o público-alvo com mais qualidade e eficiência. 

Só que muitas empresas ainda fogem desse tipo interação e preferem não criar contas nesses sites para evitar uma exposição errada ou alguma informação que possa prejudicar a imagem da empresa. Mas, de acordo com o especialista em WEB 2.0 Roberto Sirotsky, diretor de Novos Negócios da 3YZ, essas organizações esquecem que a internet é dinâmica e altamente interativa, por isso, ninguém fica de fora das redes sociais. 

"Muitas vezes, essas organizações acreditam que ao não criarem um perfil nas redes sociais conseguem manter-se fora deste mundo virtual. Entretanto, todas as empresas e marcas estão presentes nas novas mídias, seja com perfil próprio ou por meio de comentários de consumidores", destaca Sirotsky. 
Monitorar
Já que estar nas redes sociais é uma realidade, direta ou indiretamente, monitorar as informações sobre a empresa se tornou imprescindível. "Atualmente, muito mais importante do que estar inserido nesses canais é monitorar o que é dito a respeito de determinada marca ou empresa para ter o embasamento necessário para definir a estratégia de atuação nas redes sociais", declara Roberto Sirotsky. 
De acordo com o especialista, diversas empresas e marqueteiro do ambiente virtual já entenderam a importância do monitoramento nessas redes para o uso comercial. "Com o monitoramento, as empresas podem acompanhar o que o seu público-alvo está elogiando ou reclamando. E com a análise destas informações evitarem uma crise ou se aproximar do seu cliente", diz o executivo. 
Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sustentabilidade ou o fim do negócio

Quando a maioria das pessoas vêem a palavra "recursos", pensam imediatamente nos recursos naturais. Mas para prosperar as empresas precisam, na verdade, de três tipos de recursos: o ambiental (por exemplo, recursos naturais), social (incluindo funcionários, clientes e boa vontade da sociedade em geral) e econômico (dinheiro).
Na verdade, esses três fatores incluem uma definição comum de sustentabilidade empresarial: aumentar a rentabilidade a curto e longo prazo se utilizando de uma gestão holística dos riscos econômicos, sociais e ambientais e as oportunidades.
Esta definição é importante, tanto em tempos de recessão quanto de crescimento econômico, porque os principais impulsionadores da sustentabilidade não se alteram. Os três fatores têm sido o propulsor do sucesso nos negócios desde que a humanidade passou a se empenhar em empreendimentos empresariais.
Embora a sustentabilidade possa parecer contrária à doutrina de maximização do lucro da gestão de uma empresa, este conceito de criação de processos de negócios sustentáveis é cada vez mais visto como uma chave para o sucesso a longo prazo.
As empresas podem trabalhar em direção à sustentabilidade de muitas maneiras, mas para serem verdadeiramente eficazes, as iniciativas de sustentabilidade não podem ficar isoladas. Elas devem transformar a organização como um todo. Isso requer esforços individuais e coordenados de diversos segmentos da sociedade.
Ao incorporar a sustentabilidade como parte integrante da estratégia corporativa, é imperativo ter uma visão clara de negócio em um nível que seja muito superior a simplesmente cumprir com os regulamentos. Se você está embarcando em um novo plano de sustentabilidade ou mesmo fazendo ajustes em planos que já estão em seguimento, os quatro passos a seguir podem ajudá-lo a obter maiores impactos a partir de seus esforços:
1. Avalie o seu plano de organização e como você pode incorporar a sustentabilidade de uma forma estratégica e holística.
2. Meça suas atividades empresariais. Defina uma linha base de suas atividades atuais para que você saiba quando e onde você está melhorando.
3. Tome atitude. Ponha seu plano em prática e avalie cada passo do caminho. Isto inclui o envolvimento dos trabalhadores em programas de engajamento que façam deles parte do esforço.
4. Monitorar e ajustar seu plano constantemente. Aprenda com sua experiência e procure meios adicionais para alcançar a sustentabilidade em toda a sua organização e ecossistema.
CFA, 21/07/2010 Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pensamento do Dia

"Antes de começar, é preciso um plano, e depois de planejar, é preciso execução imediata."

Sêneca

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Logística : Supply Chain Management

 É uma ferramenta que, usando a Tecnologia da Informação (TI) possibilita à empresa gerenciar a cadeia de suprimentos com maior eficácia e eficiência, Nestes tempos modernos em que a exigência de consumo atingiu o limite extremo, o SCM permite...
É uma ferramenta que, usando a Tecnologia da Informação (TI) possibilita à empresa gerenciar a cadeia de suprimentos com maior eficácia e eficiência, Nestes tempos modernos em que a exigência de consumo atingiu o limite extremo, o SCM permite às empresas alcançarem melhores padrões de competitividade.
Algumas considerações
Em qualquer sociedade industrializada ou não, produtos devem ser movimentados fisicamente entre o local onde são produzidos e o local de consumo.
Exceto em culturas muito primitivas, na qual cada família satisfaz suas próprias necessidades domésticas, o processo de troca se transforma em pedra fundamental da atividade econômica.
Trocas acontecem quando existe uma discrepância entre quantidade, tipo e tempo dos produtos disponíveis e os produtos necessários. Se um número de indivíduos ou organizações dentro de uma sociedade tem um excedente de produtos que alguém precisa, tem-se a base para as trocas.
Canais se desenvolvem quando muitas trocas acontecem entre produtores e consumidores.
O alinhamento das empresas que trazem produtos ou serviços ao mercado tem sido chamado de cadeia de abastecimento/suprimentos - supply chain. E, um termo que tem crescido significativamente no uso e popularidade desde o final dos anos 80, embora considerável confusão exista sobre o que na realidade ele significa é o Supply Chain Management - SCM (gerenciamento da cadeia de abastecimento).
Muitas pessoas usam o termo como um substituto ou sinônimo para Logística. No entanto, a definição de Supply Chain Management é mais ampla do que o de Logística.
O conceito de Supply Chain Management surgiu como uma evolução natural do conceito de Logística. Enquanto a Logística representa uma integração interna de atividades, o Supply Chain Management representa sua integração externa, pois estende a coordenação dos fluxos de materiais e informações aos fornecedores e ao cliente final.
Assim, de acordo com o International Center for Competitive Excellence – University of North Caroline, 1994, SCM é a integração dos processos de negócios do usuário final através de fornecedores (originais) que fornecem produtos, serviços e informações e agregam valor para os consumidores.
Um número de importantes diferenças existe entre esta definição de SCM e a definição de Logística do CLM (Council of Logistic Management) – “Logística é o processo da cadeia de abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo de bens e serviços e as informações relativas, do ponto de origem ao ponto, de consumo de maneira eficiente e eficaz, buscando a satisfação das necessidades do cliente”.

Pode-se afirmar que o SCM é uma abordagem sistêmica, altamente interativa e complexa, requerendo a consideração simultânea de muitos trade-offs (representa uma troca compensatória entre alguns parâmetros como custos, tempo, etc) pois ele expande as fronteiras organizacionais e deve assim considerar, trade-offs dentro e entre as organizações no que diz respeito por exemplo a estoques: aonde inventários devem ser mantidos e onde atividades diversas devem ser desenvolvidas.
A natureza dinâmica do meio ambiente de negócios requer gerenciamento para avaliar e monitorar a performance da cadeia de suprimentos regular e freqüentemente. Quando as metas de performances não são alcançadas, o gerenciamento deve avaliar alternativas, possíveis para a cadeia de suprimentos e implementar mudanças.
Para reforçar o entendimento do que é SCM e o que é Logística, pode-se citar Bowersox (98) que afirma ser, o “supply chain um termo que considera uma seqüência de compradores ou vendedores trabalhando em conjunto para levar o produto da origem até a casa do consumidor” e, que a “Logística é o movimento de produtos e, da informação relativa a eles de um lugar a outro. Isto inclui transporte, armazenagem, movimentação de material, estoques e a informação inerente a tudo isto”. Em síntese o autor resume que “a Logística é a integração de todas estas partes de uma maneira seqüenciada, é algo que envolve a operação e o Supply Chain (e, por conseguinte seu gerenciamento) é uma estratégia, uma parte maior do negócio”.
E o que seria logística? Logística é a ciência de se fazer chegar o produto certo, na quantidade certa, no lugar certo, no tempo certo, nas condições estabelecidas e com o mínimo custo.

Fonte: Portal da Administração