QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

EM 2018... SIMPLES ASSIM...

EXAGERE NESTES TALENTOS...



EXPULSE ESTES INIMIGOS...



CONTRATE ESTES ACORDOS...



“Que 2018 seja Repleto de Muita Saúde, Alegria e Paz… E Junto dos Amigos Sempre. Obrigado pela Parceria, Continuo Contando com Todos Vocês! 
Feliz Ano Novo!”

JORGENCA


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Que é o Terceiro Setor?

O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais. 
O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais. 
Com a falência do Estado, o setor privado começou a ajudar nas questões sociais, através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Ou seja, o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.

Os principais personagens do terceiro setor são:

Fundações 
São as instituições que financiam o terceiro setor, fazendo doações às entidades beneficentes. No Brasil, temos também as fundações mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios.

Temos poucas fundações no Brasil. Depois de 5 anos, o GIFE - Grupo de Instituições, Fundações e Empresas - com heróico esforço, conseguiu 66 fundações como parceiras. No entanto, muitas fundações no Brasil têm pouca atuação na área social.
Nos Estados Unidos já existem 40.000 fundações, sendo que a 10º colocada tem 10 bilhões de dólares de patrimônio. Nossa maior fundação tem 1 bilhão.


Devido à inflação, seqüestros de dinheiro e congelamentos, a maioria de nossas fundações não tem fundos. Vivem de doações anuais das empresas que as constituíram. Em épocas de recessão, estas doações minguam, justamente quando os problemas sociais aumentam.


O conceito de fundação é, justamente, o de acumular fundos nos anos bons para poder usá-los nos anos ruins. A Fundação Bradesco é um dos raros exemplos de fundação com fundos.

Tamanho 
O terceiro setor possui 12 milhões de pessoas, entre gestores, voluntários, doadores e beneficiados de entidades beneficentes, além dos 45 milhões de jovens que vêem como sua missão ajudar o terceiro setor.

Uma pesquisa feita por nós revelou alguns números das 400 maiores entidades do Brasil no ano de 2000. Segundo esta pesquisa, o dispêndio social das 400 maiores entidades foi de R$ 1.971.000,00. Ao todo, elas possuem 86.894 funcionários, 400.933 voluntários.

Entidades Beneficentes
São as operadoras de fato, cuidam dos carentes, idosos, meninos de rua, drogados e alcoólatras, órfãos e mães solteiras; protegem testemunhas; ajudam a preservar o meio ambiente; educam jovens, velhos e adultos; profissionalizam; doam sangue, merenda, livros, sopão; atendem suicidas às quatro horas da manhã; dão suporte aos desamparados; cuidam de filhos de mães que trabalham; ensinam esportes; combatem a violência; promovem os direitos humanos e a cidadania; reabilitam vítimas de poliomelite; cuidam de cegos, surdos-mudos; enfim, fazem tudo.
São publicados números que vão desde 14.000 a 220.000 entidades existentes no Brasil, o que inclui escolas, associações de bairro e clubes sociais. Nosso estudo sobre as entidades que participaram do Guia da Filantropia, revela que as 400 Maiores Entidades representaram, praticamente, 90% da atividade do setor em 2001.

Fundos Comunitários 
Community Chests são muito comuns nos Estados Unidos. Em vez de cada empresa doar para uma entidade, todas as empresas doam para um Fundo Comunitário, sendo que os empresários avaliam, estabelecem prioridades, e administram efetivamente a distribuição do dinheiro. Um dos poucos fundos existente no Brasil, com resultados comprovados, é a FEAC, de Campinas.



Entidades Sem Fins Lucrativos 
Infelizmente, muitas entidades sem fins lucrativos são, na realidade, lucrativas ou atendem os interesses dos próprios usuários. Um clube esportivo, por exemplo, é  sem fins lucrativos, mas beneficia somente os seus respectivos sócios. Muitas escolas, universidades e hospitais eram no passado, sem fins lucrativos, somente no nome. Por isto, estes números chegam a 220.000.

O importante é diferenciar uma associação de bairro ou um clube que ajuda os próprios associados de uma entidade beneficente, que ajuda os carentes do bairro.

ONGs Organizações Não Governamentais 
Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente. Uma ONG que defenda os direitos da mulher, fazendo pressão sobre nossos deputados, está ajudando indiretamente todas as mulheres.

Nos Estados Unidos, esta categoria é chamada também deAdvocacy Groups, isto é, organizações que lutam por uma causa. Lá, como aqui, elas são muito poderosas politicamente.

Empresas com Responsabilidade Social
A Responsabilidade Social, no fundo, é sempre do indivíduo, nunca de uma empresa jurídica, nem de um Estado impessoal. Caso contrário, as pessoas repassariam as suas responsabilidades às empresas e ao governo, ao invés de assumirem para si. Mesmo conscientes disso, vivem reclamando que os "outros" não resolvem os problemas sociais do Brasil.

Porém, algumas empresas vão além da sua verdadeira responsabilidade principal, que é fazer produtos seguros,
acessíveis, produzidos sem danos ambientais, e de estimular seus funcionários a serem mais responsáveis. O Instituto Ethos - organização sem fins lucrativos criado para promover a responsabilidade social nas empresas - foi um dos pioneiros nesta área.

Empresas Doadoras 
Uma pesquisa feita por nós revela que das 500 maiores empresas brasileiras, somente 100 são consideradas parceiras do terceiro setor. Das 250 empresas multinacionais que têm negócios no Brasil, somente 20 são admiradas. A maioria das empresas consideradas parceiras são pequenas e médias e são relativamente desconhecidas pelo grande público.




Elite Filantrópica 
Ao contrário de Ted Turner, Bill Gates e dos 54 bilionários que o Brasil possui, somente 2 são considerados bons parceiros do terceiro setor (Jorge Paulo Lehman e a família Ermírio de Moraes). A maioria dos doadores pessoas físicas são da classe média. Esta tendência continua na classe mais pobre. Quanto mais pobre, maior a porcentagem da renda doada como solidariedade.


Pessoas Físicas

No mundo inteiro, as empresas contribuem somente com 10% da verba filantrópica global, enquanto as pessoas físicas, notadamente da classe média, doam os 90% restantes. No Brasil, a nossa classe média doa, em média, 23 reais por ano, menos que 28% do total das doações. As fundações doam 40%, o governo repassa 26% e o resto vem de bingos beneficentes, leilões e eventos.


Imprensa 
Até 1995, a pouca cobertura que a Imprensa fazia sobre o terceiro setor era, normalmente, negativa. Com a descoberta de que a maioria das entidades é séria e, portanto, faz bom trabalhos, este setor ganhou respeitabilidade. Com isso, quadruplicou a centimetragem de notícias sobre o terceiro setor. A missão agora é transformar este novo interesse em cobertura constante.



Empresas Juniores Sociais
Nossas universidades pouco fizeram para o social, apesar de serem públicas. É raro encontrar um professor universitário assessorando uma ONG com seus conhecimentos. Nos últimos anos, os alunos criaram Empresas Juniores Sociais, nas quais os alunos das escolas de Administração ajudam entidades. Algumas das mais atuantes são a FEA-Júnior da USP, a Júnior Pública da FGV, e os ex-alunos do MBA da USP.

Por: Stephen Kanitz - www.kanitz.com.br

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

E-Social será Obrigatório em 2018. Sua Empresa está pronta?

A partir de janeiro de 2018 o e-social para empresas será obrigatório. Acontece que de acordo com os dados de pesquisas realizadas, cerca de 50% empresas brasileiras ainda não se adequaram à situação.
Se esse for o seu caso, é preciso ficar atento ao prazo e adotar as medidas necessárias, uma vez que entre os objetivos da implantação do novo sistema está o aumento da fiscalização por parte do Ministério do Trabalho, do Ministério da Fazenda e da Receita Federal.
O que é e-social?
Criado pela Caixa Econômica Federal, o INSS, o Ministério do Trabalho e a Receita Federal, o e-social surgiu com a finalidade de unificar as informações trabalhistas  relativas à contratação de empregados domésticos,  permitindo que os empregadores entreguem uma única declaração eletrônica com todas as informações necessárias.
Recentemente o projeto foi implantado também para as empresas e, a partir do mês de janeiro de 2018, a utilização  será  obrigatória. Isso significa facilidade para os empresários e aumento do controle para o governo, o qual conseguirá reduzir o impacto da sonegação.
Quais empresas deverão utilizar?
A  partir  de  janeiro  do ano  de  2018 a utilização será obrigatória para todas as empresas que tenham faturamento maior que R$ 78 milhões no ano de 2016.
Contudo, se o sistema obtiver êxito e o resultado for positivo, a partir de julho de 2018 a obrigação se estenderá para todas as empresas que funcionam no país.

É importante destacar que a resolução garante que haverá um tratamento diferenciado para as empresas de   pequeno porte e determina, também, que não será obrigatório prestar informações relacionadas à saúde e a segurança do trabalhador durante os seis primeiros meses após o início da utilização do sistema pelos empregadores.
Como implantar o e-social para empresas?
Para começar a implantação, a primeira coisa que você precisa fazer é separar um tempo para ler todas as informações e todos os documentos oficiais que estiverem disponíveis no portal oficial do e-social. A Exatus Serviços Contábeis pode ser seu parceiro na implementação do e-social em sua empresa.
Na sequencia, providencie uma auditoria trabalhista para avaliar se os procedimentos seguidos pela sua empresa   estão de acordo com a legislação e aproveite para estabelecer novas regras e estratégias que visem melhoria no controle e efetividade no cumprimento das normas.
A partir daí,  faça  uma auditoria em todos os seus funcionários, inclusive os estagiários, e peça para que todos confiram os dados pessoais, para se certificar que não existem erros. Estes dados devem ser cruzados com os dados contidos nos sistemas do governo como por exemplo Receita Federal, INSS e Caixa Econômica Federal.
Lembre-se de conferir se a tributação em relação à RAT, FAP e CNAE preponderante está sendo realizada corretamente. Analise também todos os laudos referentes à saúde do trabalhador e à segurança do trabalho.
Qualquer falha encontrada deve ser solucionada antes do prazo para que você não tenha problemas com os órgãos fiscalizadores.
Para as adequações tenha o máximo de atenção e seja cauteloso. O e-social para empresas, na medida em  que você   se  adaptar,   poderá ser um facilitador para a sua rotina e certamente vai reduzir  o tempo gasto com as obrigações assessórias. No entanto o processo de implementação deverá ser extremamente criterioso, uma vez que este será o momento de revisão de todo o seu banco de dados.
Copiado: http://www.exatusassessoria.com.br

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

9 Péssimos Hábitos que você Precisa Largar

Todos temos alguns hábitos que não deveríamos ter. Pode ser por falta de atenção, um descuido, mas em algum momento nós vamos nos pegar propagando um mau hábito.
Jeff Hope, colunista do Inc, lembra: pessoas bem sucedidas não deixam seus padrões serem comprometidos. "Elas não descansam por menos do que esperam conseguir e não colocam suas vidas no piloto automático", afirma.
Sucesso só vem com vontade e realização. Então, viva dessa forma. Veja 9 hábitos que pessoas de sucesso não têm e que você precisa largar imediatamente:

1 - Deixar o passado ditar o futuro

Nós todos temos limitações. Todos temos desafios. Todos cometemos erros. A chave é não se prender a isso, mas aprender com isso. "Falar parece mais fácil que fazer, mas tudo depende apenas de perspectiva", diz Hope. "Cometa erros: quando algo der errado, transforme em oportunidade de aprender algo que você não sabia, especialmente sobre você", explica ele.

2 - Fazer fofoca

Em alguns momentos é difícil resistir. Descobrir os motivos de uma decisão ou de uma atitude, descobrir o que alguém vai fazer nesta semana ou saber se existe algum caso no ambiente de trabalho. Porém, a pessoa que está sempre fofocando sobre outros também está fofocando sobre sim.
Na próxima vez em que você perceber que está prestes a falar algo sobre outra pessoa, pare para pensar se você diria isso a ela. Quando começarem a falar de outra pessoa, saia do ambiente. Não se preocupe em perder o respeito do fofoqueiro: pessoas fofoqueiras não respeitam ninguém.

3 - Dizer sempre sim

Recusar um pedido de colegas, clientes ou até amigos é realmente difícil. Mas raramente dizer não vai ser tão ruim quanto você está esperando. De acordo com Jeff, muitas pessoas vão entender sua reposta, e caso não entendam, você precisa se perguntar se realmente se importa com o que aquela pessoa pensa.

"Quando você responde não, a sensação ruim dura pouco tempo. Aceitar realizar algo que você não quer fazer vai lhe fazer se sentir mal por um longo tempo. Pessoas bem sucedidas praticam o 'não'. Elas se tornam muito boas no assunto: sabem que isso permite criar o foco para realizar o que é realmente necessário e importante", escreve Hope.

4 - Interromper as pessoas

Quando você interrompe alguém, o que você realmente está dizendo é "eu não estou pensando no que você está dizendo, eu escuto pensando no que quero dizer e o que eu quero dizer é tão importante que você precisa ouvir agora", segundo Jeff.

5 - Andar sempre atrasado

Todos nós, em algum momento, ficamos sobrecarregados. E acabamos nos atrasando. E isso deixa as outras pessoas furiosas: "Sempre que você se atrasa, outras pessoas entendem - com razão - que você acredita que o seu tempo é mais importante que o delas, o que, óbvio, destrói suas chances de criar bons relacionamentos pessoais ou profissionais", diz Hope.
Estar atrasado é uma escolha, você se deixa atrasar. Comece o dia mais cedo. Pessoas bem sucedidas são as primeiras a chegar, e não perdem o tempo que passam esperando pelas pessoas que se atrasam.

6 - Guardar ressentimentos

"Guardar ressentimento é como beber veneno e esperar que seus inimigos morram", disse Nelson Mandela. O mesmo vale para a inveja, ódios ou sentimentos negativos para qualquer outra pessoa.

7 - Achar que não tem tempo

"Todo mundo conhece alguém que parece fazer mais coisa que todas as outras pessoas. Como conseguem? Eles não deve ter vida, certo? Na verdade, eles têm uma ótima vida: descobriram o que é importante e estão trabalhando nisso. Descubra o que é importante para você. Afaste tudo o que não for. Então, faça acontecer", aconselha Hope.

O dia tem 24 horas para todos, e a única diferença é como esse tempo é utilizado.

8 - Viver mudando para se encaixar nos padrões

As pessoas não gostam de nós pelo que vestimos, pelo carro que dirigimos ou pela casa em que moramos. As pessoas não gostam de nós pelos nossos títulos, também. "Tudo isso são apenas 'coisas' e, apesar de outras pessoas na verdade gostarem dessas 'coisas', não significa que elas gostam de você", revela Hope. "Pessoas bem sucedidas decidiram simplesmente ser quem elas realmente são", completa Jeff.

9 - Ter medo de fazer o que é importante

O medo é natural ao ser humano. Temos medo do que não conseguimos mudar, do que pode ou não acontecer, de como os outros vão perceber qualquer atitude. Não deixe seus medos impedirem você de realizar algo. Seja lá o que planeja, sejá lá o que imagina, comece hoje. Comece agora, se possível. Tome o primeiro passo.
Copiado: http://www.administradores.com.br

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Mentalidade de Sucesso


Copiado: https://www.linkedin.com/in/daniela-junqueira-polizzi-

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Como a Técnica em Administração Larissa Macedo se tornou Anitta

Aos 16 anos, Larissa Macedo, recém-formada na escola estadual Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) com o diploma de técnica em Administração, venceu um processo seletivo de estágio na Vale. 
A concorrência era acirrada, cinco mil candidatos disputando cinco vagas. Ao finalizar o período de estágio, a empresa quis contratá-la e, apesar de ter aceitado no início, a jovem decidiu seguir o caminho incerto da música. 
Foi o dia que Larissa resolveu administrar a carreira de Anitta.
    
Não se engane, Larissa e a funkeira Anitta, que tem conquistado público brasileiro, são a mesma pessoa. O nome Anitta foi inspirado na personagem de Mel Lisboa, da minissérie ‘Presença de Anita’ (2001). E essa não foi a única “inspiração” que levou a Anitta ao topo das paradas brasileiras. E começou pelo nome a estratégia chave que vem norteando todo o processo em torno da marca "Anitta": benchmarking.
Em suas apresentações, videoclipes e coreografias, a brasileira agrega o estilo das cantoras de pop americanas, como Selena Gomez. Seu clipe ‘Meiga e Abusada’ foi gravado em Las Vegas e dirigido por Blake Farber,  produtor nova-iorquino que já trabalhou com Beyoncé e Alicia Keys. 
Uma matéria da Forbes chegou a questionar se Anitta poderia se tornar a próxima Rihanna e conquistar um espaço global, assim  como a colombiana Shakira.  

O hit intitulado o “Show das Poderosas” atingiu mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, seu álbum vendeu mais de 120 mil cópias e seu cachê por show chega a custar R$ 60 mil. Em números, Anitta é um sucesso empresarial. “O cachê ainda está longe do que cobra Ivete Sangalo, porém, sua idade e apelo musical semelhante ao de Shakira aumentam suas chances de se tornar uma estrela internacional. Diferente de Sangalo, Anitta fala inglês com fluência, uma habilidade necessária para conquistar o público americano”, afirmou a Forbes.
“Nós ainda temos uma longa estrada para seguir no Brasil, mas uma carreira internacional é certamente um sonho que vale a pena perseguir”, declarou a diretora de marketing de Anitta, Priscilla Lemgrumber para a Forbes. Na mesma entrevista, Lembrumber confirmou que a cantora já estaria estudando música e teatro a fim de se preparar para uma carreira internacional.   
Críticos da cantora destacam seu “embranquecimento”, uma fuga de identidade musical que a levou do funk para o pop e a falta de criatividade de sua equipe, que “copiaria” o trabalho das divas americanas. Anitta nega, entretanto as semelhanças entre sua performance e a de Beyoncé são evidentes.

Apesar das polêmicas envolvendo sua carreira, Anitta só está utilizando uma estratégia de marketing que é responsável por fabricar celebridades desde a década de 60. Na época, a gravadora Motown foi responsável por difundir a música negra pelo Estados Unidos, um país ainda assolado pela segregação racial, criando um estilo para talentos como Diana Ross, Marvin Gaye, Stevie Wonder e Michael Jackson.
A Motown mostrou como se é possível produzir um artista e fazê-lo alcançar o sucesso. Já Anitta, está comprovando que as estratégias de marketing ainda são capazes de criar muitas estrelas. 


Por: Agatha Justino - http://www.administradores.com.br

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Neuromarketing: Entenda o Cérebro do Consumidor

O e-commerce levou as marcas aos consumidores sem que eles tivessem de sair de casa. O mobile colocou-as em seus bolsos. O neuromarketing promete uma viagem para dentro da cabeça do consumidor. Resultado da junção de técnicas de marketing com estudos neurocientíficos, o mecanismo compromete-se a ajudar companhias a entender melhor o comportamento de seu público-alvo.
Em qualquer campanha de marketing é preciso estudar o consumidor, entender suas preferências e moldar estratégias em cima desses resultados. Porém, diferentemente das técnicas convencionais, o neuromarketing vai além das respostas articuladas. 
Ele faz uso de exames da medicina neurológica para analisar reações inconscientes e gerar resultados mais esclarecedores. Com a técnica, é possível detectar os impactos emocionais sobre o cliente no momento da escolha de um produto.
Esses dados dão às marcas a oportunidade de criar estratégias personalizadas. Por isso, há cada vez mais empresas se especializando no segmento no Brasil e no mundo. Grandes companhias como Google, McDonald’s e Microsoft já arriscam tímidas campanhas de neuromarketing.
Para avaliar o potencial da prática para o mercado, a Revista W conversou com especialistas e estudiosos em neuromarketing para apresentar a técnica e seus usos.
  • Ciência
O neuromarketing é a junção da ciência com o marketing. Tem como base os estudos dos processos cerebrais e as mudanças ocorridas durante as tomadas de decisão. A técnica que identifica áreas do cérebro envolvidas no processo de compra e aceitação de uma marca é a aposta dos especialistas para prever o comportamento do consumidor. Billy Nascimento é sócio-fundador da Forebrain, primeira empresa brasileira focada em soluções de pesquisas em neurociência de consumo. O especialista diz que 90% de toda informação que chega ao sentido humano é processada de maneira inconsciente. Em muitos casos não é possível verbalizar as reações a respeito do conteúdo.

É aí que a neurociência entra em ação: ela utiliza métodos e tecnologias para estudar as reações não conscientes dos consumidores. “A técnica pode ser aplicada para estudo da experiência de consumo de produtos, design de embalagens, usabilidade de plataformas digitais”, diz Nascimento.
Nas formas tradicionais de pesquisas de marketing, os profissionais da área baseiam-se em respostas articuladas a respeito do que os consumidores acharam, sentiram ou lembram sobre o produto. Já com o neuromarketing é possível avaliar as sensações inconscientes no momento exato em que o consumidor experimenta algo.
“O intuito principal do neuromarketing é penetrar no cérebro humano para fazê-lo baixar as barreiras psicológicas e persuadi-lo a aceitar marcas, produtos e ideias”, comenta Rafael Baltresca, consultor da BrainWave , especializada em neuromarketing. Ele analisa o comportamento reativo, emotivo e sensorial do consumidor para fortalecer campanhas de merchansiging, divulgações, entre outros.

Neuromarketing é tão poderoso que seu uso pode ir além de estratégias de venda e reposicionamento de uma marca. “É possível utilizá-lo em qualquer parte do dia, desde influenciar seu chefe a te dar um aumento até seu filho a comer legumes”, diz Ricardo Perez, que também atua na BrainWave.
Baltresca comenta que a prática, em sua raiz, trata-se de mudança perceptiva. Sua função é propor alterações na forma de interação entre as empresas e seus clientes para criar um ambiente de maior confiança e influência. “Com isso, aumento de vendas, fidelidade e melhora nas negociações são alcançados com ações muitas vezes mais assertivas que simples técnicas de marketing”, completa.
Outro de seus objetivos envolve identificar o impacto emocional que certo produto, serviço, marca ou canal tem sobre os consumidores. “Ao identificar essa característica, é possível selecionar um formato de mídia e desenvolvimento de comunicação que as pessoas lembrem melhor”, diz Bruno Souza, pós-graduado em gestão de marca e fundador da Startup 101, empresa que auxilia empreendedores durante o início de seu negócio.
Além disso, fica mais fácil entender e atender necessidades e expectativas do cliente para desenvolver melhor os aspectos da comercialização – canais de planejamento, posicionamento, segmentação. “O fato é que não importa tanto o que se tem a oferecer, mas o impacto emocional de como se comunica”, diz Souza.
  • Técnicas
O neuromarketing faz uso de técnicas neurométricas, biométricas e comportamentais derivadas da neurociência.

Nascimento explica que as neurométricas estudam as respostas geradas diretamente do cérebro, como o eletroencefalograma e a ressonância magnética. O primeiro exame consiste em colocar uma série de eletrodos na cabeça de uma pessoa para descobrir em quais áreas do cérebro está ocorrendo maior atividade dependendo do estímulo. Enquanto o segundo oferece imagens dessa atividade cerebral durante a realização da tarefa. As técnicas biométricas calculam a atividade indireta do cérebro por meio de reações corpóreas como batimentos cardíacos e suor. E os testes comportamentais visam entender respostas explícitas dos voluntários por experimentos.
  • Estratégias
Qualquer tipo de ação de comunicação exige estudo prévio a respeito do comportamento do consumidor. “Os mercados são formados por pessoas. Mesmo no B2B (transações entre companhias) estamos comunicando para seres humanos, e não empresas”, diz Daniel Chohfi, publicitário especializado em marketing digital e tecnologia.

Souza lembra que o comportamento do público-alvo é fator primário de influência para tomada de uma decisão e início de uma campanha de marketing. “Com isso, é mais fácil satisfazer as necessidades e desejos que não tenham sido preenchidos e, assim, ocupar novos nichos”, diz Souza.
Chohfi comenta que o mercado está em um momento privilegiado para entender o pensamento do consumidor em razão da internet. “Agora, é possível captar as necessidades e distribuir conteúdo feito sob medida de uma maneira nunca vista antes na comunicação”, acredita o publicitário. Após captar o perfil do cliente, as ações fundamentadas pela ciência podem finalmente ser aplicadas.
Perez diz que o neuromarketing pode ser usado de forma básica em táticas que façam a junção de teorias científicas com práticas comuns à empresa. Por outro lado, ele comenta que as consultorias mais aprofundadas, que fazem uso de observação e realização de experiências comportamentais, podem fortalecer as estratégias.
Baltresca alerta que antes de qualquer método científico, a ética ainda deve continuar vindo em primeiro lugar. “O neuromarketing é uma ferramenta poderosíssima de persuasão e, se usada de qualquer jeito, pode causar problemas de todos os tipos e tamanhos.”

Por isso, os consultores da BrainWave dão dicas de algumas perguntas que devem ser feitas antes de qualquer estratégia de marketing. Questões como “a ação é mentirosa?”, “traz vantagens apenas para um lado?” e “alguém será prejudicado?” devem ser pensadas. Se alguma das respostas for sim, a ação deve ser interrompida e reavaliada.
  • Redes sociais
Com o avanço da internet, as redes sociais tornaram-se uma ferramenta poderosa de análise do consumidor, feedback e persuasão. Chohfi diz que elas são significativas para o entendimento da audiência, pois “agora é possível observar o cliente de forma mais próxima e em larga escala”.

Souza dá o exemplo da aplicação em redes sociais como o Pinterest e o Instagram. “Nesses sites, o nosso cérebro reage mais rapidamente porque imagens influenciam nossa percepção de forma mais intensa”, diz. Segundo ele, isso acontece porque fotos transmitem a mensagem muito mais rapidamente que textos. Ao navegar pelas redes sociais é possível perceber como as pessoas gostam de oferecer suas opiniões pessoais, e essas informações não podem ser ignoradas. “Com o neuromarketing percebemos como o cérebro reage melhor a uma história do que a uma mensagem isolada”, diz o fundador da Startup 101.
Daí o sucesso de blogs e mídias sociais. Porém, mesmo a internet sendo considerada um trunfo e tanto para as campanhas de marketing, as mídias sociais não permitem explorar sentidos como o olfato, por exemplo. No entanto, Baltresca lembra que adaptações podem ser feitas. Segundo ele, a loja física pode usar o cheiro do público para atrair clientes, mas a web pode criar vídeos com representações da ida a esses estabelecimentos. Com isso, é possível fazer com que o consumidor tenha sensações similares às reais a partir da ação dos neurônios-espelho.

Copiado: http://revistaw.com.br

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

LUDISMO E NEOLUDISMO: Por que alguns odeiam a Tecnologia?

No dia a dia ouvimos e fazemos várias críticas à tecnologia. Em geral, podemos dizer que a civilização a aceita em sua vida – até porque sua presença cresce cada vez mais. Mas há grupos específicos de pessoas que se opõe radicalmente ao progresso tecnológico: são os neoludistas, que atualizaram um movimento do século 19, o ludismo.
Do dicionário de Oxford, um ludista é “um membro de qualquer grupo de trabalhadores ingleses que destruíam máquinas, principalmente em fábricas de algodão e lã, que eles acreditavam que estavam ameaçando seus trabalhos (1811-16)”. Outra definição, mais geral, que o dicionário dá: “uma pessoa que se opõe à crescente industrialização ou a uma nova tecnologia”.
No contexto da Revolução Industrial, as pessoas destruíam máquinas porque temiam ficar desempregadas. O tempo passou e o mercado se adaptou. No entanto, dois séculos depois, muitos ainda temem serem substituídos por tecnologias – muito mais sofisticadas, como robôs com inteligência artificial – além de apontarem novos problemas que não eram vistos antes.

Por que o ludismo ainda vive?

O ludismo recebeu seu nome de Ned Ludd,  personagem fictício que se tornou símbolo da destruição de máquinas. A etimologia demonstra o radicalismo dos seguidores do movimento: eles acreditam que a tecnologia precisa ser destruída.
Essas ideias não ficaram no passado tão remoto. 
Em 2012, um coletivo que se denominava anarquista e ecológico, o Il Silvestre, na Itália, escreveu uma carta aberta alegando autoria do ataque a Roberto Adinolfi, executivo do ramo nuclear. Em 2011, coletivos que se denominavam anarco-primitivistas atacaram Carlos Alberto Camacho Olguin, chefe de pesquisa em nanotecnologia na Universidade Politécnica do México. Um outro coletivo, chamado ITS, clamou a autoria de uma bomba caseira que explodiu no Instituto Monterey de Tecnologia.
Mas esses casos são relativamente incomuns. Normalmente o termo ludista ou neoludista é utilizado para descrever pessoas avessas à tecnologia, mesmo que não tenham atitudes radicais.

Como é o novo ludismo

Em 1990 a autora Chellis Glendinning escreveu um manifesto neoludista dizendo que não é justo representar os antigos ludistas como meros vândalos que destruíam máquinas. É necessário compreender o contexto em que eles estavam inseridos, assim como também é necessário hoje.
Chellis defende que o neoludista não deve ser contra qualquer tecnologia. Mas que deve questioná-la sempre. Os neoludistas, segundo ela, são ativistas, trabalhadores, críticos sociais ou acadêmicos que questionam o culto indiscriminado e acrítico em relação à tecnologia.
Isso tudo, no entanto, como ela ressalta, não significa que os neoludistas sejam anti-tecnológicos. Pelo contrário, ela defende que pessoas conscientes devem desenvolver tecnologias para as pessoas, e que não atendam interesses escusos de empresas.


Ela ressalta ainda que é perigoso olhar para a tecnologia de uma perspectiva individual, algo do tipo “eu não conseguiria viver sem meu celular”, uma vez que é necessário questionar o impacto das tecnologias no coletivo e na sociedade.
Já em 1990 a autora alertava para os riscos das tecnologias nucleares e químicas, da engenharia genética, dos controles da televisão e da possibilidade de os computadores impedirem que as pessoas vivessem a vida de forma direta.
Kirkpatrick Sale é um acadêmico que há mais de 20 anos fez uma aposta com Kevin Kelly, fundador da revista Wired, uma das mais importantes sobre tecnologia, dizendo que em 2020 o mundo enfrentaria colapso econômico, com guerras entre ricos e pobres além de desastres ambientais.
Em entrevista à revista Forbes, Sale diz: “não sei se temos um movimento realmente ludista nos dias de hoje”. Segundo ele, nos anos 1990, quando os computadores ainda estavam ganhando espaço na sociedade, fazia mais sentido lutar contra eles. Hoje, que eles já se tornaram universais, não há mais como entrar nessa luta.

O neoludismo e o risco da automação dos empregos

Os novos ludistas podem criticar a tecnologia de diversas formas pelos mais variados motivos. Há uma gama de discussões e questionamentos em relação à tecnologia atual, dos vícios em games à superficialidade das relações em redes sociais digitais, passando pela ética da inteligência artificial e os impactos cognitivos da realidade virtual, que seria impossível abrange-las em um único texto. Mas há algo intenso que une os ludistas antigos aos novos: o temor de que as máquinas possam substituir o trabalho humano.
Se em 1811 os ludistas destruíam máquinas mecânicas com o medo de ficar sem emprego, eles mal podiam imaginar que quase 300 anos depois robôs seriam capazes de criar obras artísticas, vencer em jogos de xadrez ou mesmo realizar tarefas complexas dentro de fábricas.
Os novos ludistas, por sua vez, vivem em um mundo que está apenas no começo da sua automatização. Estamos presenciando a ascensão e evolução em velocidade exponencial da inteligência artificial, mas ainda há muito para acontecer.
Até 2020, 5 milhões de empregos serão substituídos por robôs em 15 nações desenvolvidas, segundo o Fórum Econômico Mundial; em países como Indonésia, Filipina, Tailândia e Vietnã quase 56% da força de trabalho será automatizada, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho; nos EUA, 47% dos empregos que existem hoje serão substituídos por máquinas, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford.
É claro que a automação começa pelos trabalhos mais simples, repetitivos, braçais, conhecidos como de colarinho branco. A consultoria McKinsey acredita que “Acomodações e Serviços de Comida”, Manufatura”, “Transporte e Armazenamento”, “Agricultura”, “Varejo” e “Mineração” são alguns dos setores que serão mais impactados. Ao todo, ela acredita que os robôs “roubarão” US$ 15 trilhões em salários.
O pesquisador Jaron Lanier, autor de “Who Owns the Future” e “You Are Not a Gadget”, conhecido crítico da tecnologia, diz que ela primeiro apaga limites entre trabalho e tempo livre (como acontece no home office ou com empregos liberais, sem horários certos), para depois dominar nosso trabalho e nos transformar em consumidores passivos e dependentes de processos automatizados.
O futuro não parece tão diferente do passado. Os novos ludistas parecem ter tantos motivos quanto os antigos para se preocuparem com a ascensão das máquinas. Os antigos, no entanto, lidavam com uma escala muito menor de tecnologia.
Há várias nuances no meio do caminho. Mas entre apocalípticos e integrados é necessário discutir cada vez mais a tecnologia, que, como avisava o cineasta Godfrey Reggio, nunca é neutra.
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