QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Como Mudar de Profissão aos 40 anos?


O receio de colocar em risco a estabilidade financeira e profissional muitas vezes acaba adiando essa mudança. Mas nunca é tarde para encarar o desafio. 

Confira algumas dicas

Mudanças, sejam elas na vida pessoal ou profissional, são sempre difíceis. A decisão de mudar de carreira, por exemplo, é muitas vezes adiada ou desconsiderada por fatores como a segurança, estabilidade e a comodidade oferecidas pela profissão exercida. 
Essas questões costumam pesar ainda mais quando o dilema surge depois dos 40 anos, período da vida em que grandes transformações passam a ser encaradas com mais cautela.
O primeiro passo para quem pensa em mudar de carreira aos 40 anos é investir algum tempo em autoconhecimento e reflexão. 
Este processo deve ser aprofundado e levantar questões que ajudem a definir o propósito final desta atitude, os benefícios e prejuízos da mudança, assim como as dificuldades que poderão surgir nesta nova etapa.
É preciso pensar nas suas principais competências e imaginar como seria essa nova carreira. 

Se o motivo da mudança for apenas insatisfação com as atribuições do dia a dia de trabalho, o cansaço da rotina ou problemas com a empresa é melhor repensar. Tais problemas poderão estar presentes em qualquer outra atividade.
Depois deste trabalho de base que ajudará a reforçar as convicções, a confiança e a segurança necessárias para tomar a decisão, é hora de se dedicar a parte prática e funcional da mudança. 
Para encarar uma nova carreira, é preciso adquirir novos conhecimentos, reaprender processos e se familiarizar com as exigências e funções da profissão. Nesta etapa, todo investimento em aprendizado – cursos, workshops e troca de experiências com profissionais da área – valerá a pena.

Outro ponto importante nesta transição é a readequação das expectativas. 
Quem decide começar uma nova carreira, independente da idade, deve ter a consciência de que será necessário, muitas vezes, dar alguns passos para trás até que se consiga algum crescimento. 
Isso porque, trata-se de um universo diferente, com outras demandas e particularidades, onde seus conhecimentos prévios podem não ter grande peso. Portanto, não tenha receio em aceitar cargos inferiores para começar.
Por fim, tenha em mente que você sempre poderá voltar para a sua antiga área caso não dê certo. Ter este ponto de apoio e essa segurança garante uma força extra para encarar o desafio.
Copiado: http://www.mundocarreira.com.br

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Como Criar uma Startup em 10 passos

Começar um negócio demanda tempo, organização, esforço, paixão e ousadia. Entretanto para criar uma startup , esses elementos precisam ser mais intensos, por não se tratar de uma empresa comum.

10 Lições Essenciais para Criar uma Startup:

Existem características que diferem as startups dos negócios tradicionais. A mais evidente é a grande potencialidade de desenvolvimento. O modelo tem de ser inovador. E deve ser escalável, ou seja, conseguir se adaptar ao aumento rápido da operação sem prejudicar a rentabilidade.

1. FOCALIZE NA IDEIA

Antes de colocar o negócio em prática, é importante saber se a sua ideia é original. Deve saber ouvir opiniões. Saber se o mercado é amplo para ajudar a identificar o tamanho do público em potencial definindo, assim, a possibilidade de desenvolvimento da empresa. Deve-se também analisar se o seu modelo é simples de ser reproduzido, pois se for, você corre o risco de ter seu mercado atacado por vários novos empreendedores. Nesse momento surge a dúvida, da para abrir uma empresa com pouco dinheiro

2. FAÇA O MODELO CRESCER

O jeito como você executa e reformula a sua ideia é mais importante que a ideia em si. É preciso avaliar tanto os consumidores quanto a concorrência, para poder incorporar as necessidades dos clientes, que não são atendidas pelos competidores, ao produto ou serviço de maneira inovadora. Evolua constantemente o seu negócio, assim você poderá se destacar da concorrência que ficarem estacionadas em ideias antigas.

3. DESCUBRA O QUE O MERCADO DESEJA

Duas coisas que você precisa saber: quais são os públicos potenciais e o que eles querem, fazendo isso você determina a capacidade de crescimento do negócio. Você deve saber se a sua ideia funciona e atende o que as pessoas querem, para conseguir isso você precisa ter feedbacks constantes dos seus consumidores, ou até mesmo uma pesquisa de mercado para validar se existem clientes para seu produto.

4. CRIE UM MODELO DE NEGÓCIOS LUCRATIVO

modelo de negócios canvas explicado nesse artigo é muito importante para definir os processos, ou seja, a maneira como a startup vai ganhar dinheiro com seu produto ou serviço. Ele faz toda a diferença para quem quer criar uma startup e torná-la rentável, pois com ele podemos entender como a sua empresa irá crescer, onde pode chegar e quanto pode ganhar através de 9 tópicos.

  • Proposição de valor:
  • Segmentos de clientes:
  • Atividades chave:
  • Parcerias estratégicas:
  • Fontes de receita:
  • Estrutura de custos:
  • Recursos principais:
  • Canais de comunicação e distribuição:
  • Relacionamento com o cliente:
5. PENSE GRANDE

Startups devem pensar globalmente. Muitos empreendedores ainda se agarram ao pensamento de que internacionalização é um próximo estágio do negócio, mas se a sua empresa tem uma solução mundial, considerar o mundo como sua área de negócios traz vantagens, como atrair a atenção de investidores. Portanto, ideias globais são mais interessantes na hora de pensar em como criar uma startup.

6. ESTUDE E SEJA INTERDISCIPLINAR

Empenho é um termo quase indissociável de empreendedorismo. Para uma empresa funcionar, a pessoa tem de saber administrar o negócio. Significa saber conceitos essenciais de administraçãofinanças e marketing. Aprender na prática é correr riscos desnecessários, estude com antecedência e prepare-se para a gestão para startups e pequenas empresas.

7. MONTE UM PLANO DE NEGÓCIOS PARA CRIAR UMA STARTUP

Depois de concluir todas as etapas acima, chega a hora de montar o seu plano de negócios. Você pode pensar que um plano de negócios pode, supostamente, ir de encontro com os novos formatos de planejamento estratégico, já que uma das premissas das startups é inovar.
No entanto, um plano de negócios pode, sim, ajudar a criar uma startup. Os pontos chaves são rapidez e flexibilidade. Sob esse conceito, você não precisa ficar preso ao plano de negócios. Um plano detalhado pode funcionar como um processo de autoconhecimento.

8. NETWORKING

Um bom negócio pode ser alavancado pela rede de contatos. Com o plano de negócios criado, fica mais fácil apresentar as ideias e conseguir colaboração ou mesmo sócios. Espaços como eventos de empreendedorismo e tecnologias ou até mesmo escritórios compartilhados de co-working e incubadoras, vêm se tornando verdadeiros catalisadores de empreendedorismo ao reunir em um mesmo local ideias e pessoas das mais diferentes formações. 

9. NEGOCIE INVESTIMENTOS

Hoje em dia ficou mais fácil entrar em contato com investidores, pode ser feito até por e-mail, site e telefone. E, em alguns casos, os próprios fundos de investidores vão atrás das startups para fechar parcerias. Mas não se engane, você terá que ir atrás de investidores também. Existem também Bancos de investimentos, que focam suas atividades exclusivamente no financiamento do desenvolvimento de empresas e ajudam quem quer criar uma startup, como por exemplo o BTG Pactual.

10. MANTENHA-SE ATUALIZADO

Em um ambiente tão competitivo, em que concorrentes podem surgir a qualquer momento, a velocidade com a qual o empreendedor consegue corrigir as direções de seu negócio determina quão longe o empreendimento pode chegar. Um modelo que funciona hoje pode estar ultrapassado em questão de meses. O ponto essencial é manter o foco na inovação e ideação e ter força de mudar, coloque a mão na massa e evolua o seu negócio, pois criar uma startup lucrativa é um trabalho diário.
Copiado: http://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/empreendedorismo

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Os Desafios de Ser Mãe e Trabalhar Fora

Ser mulher no século XXI é um grande desafio. Moldadas para o sucesso profissional, as mulheres de hoje, que estão entre os 25 – 40 anos, vivem um grande “batalha”  quando a questão é maternidade. 
Voltadas a inúmeras cobranças pessoais e até mesmo por parte da sociedade, as mulheres hoje buscam cada vez mais o aperfeiçoamento profissional, ocupam grandes e importantes cargos, são vistas onde há alguns anos atrás eram posições ocupadas somente ou preferencialmente por homens: supervisão, gerencia e cargos executivos de grandes multinacionais são ocupados por mulheres eficientes e eficazes. 
E, nesse turbilhão de afazeres, metas a cumprir, prazos de entrega e carreiras promissoras, onde encontrar espaço para ter um filho.
Um filho requer tempo, dedicação, preparo físico e emocional. A gestação precisa ser segura e se possível tranquila, precisamos acreditar que o ser gerado recebe tudo o que se passa com essa mulher desde o útero.
  Por que estou falando disso? Porque, grande parte das mulheres hoje prorrogam a gestação para concluir essa ou aquela meta, porque estão prestes a receber uma promoção, porque sonham com este ou aquele cargo. Mas, será que isso a deixará completa como um ser que tem questões não apenas profissionais, mas também pessoais?
Ao engravidar, grande parte dessas mulheres evita contar para seus chefes e equipe, como se algo de errado houvesse nessa situação. E por que isso? Talvez pela cobrança do momento certo para a gravidez? E qual seria esse momento? Num local onde grandes e desafiadoras metas necessitam diariamente serem alcançadas, esse dia ideal talvez não existisse nunca.
A mulher precisa estar preparada para vivenciar a maternidade, precisa saber que tudo será diferente, mas, que isso não irá mudar sua capacidade profissional. O grande problema é que a maternidade transforma a mulher e não existe um preparo prévio para que ela saiba encarar de forma equilibrada esse turbilhão de emoções e mudanças que estão por vir.

Antes do nascimento do filho, normalmente, criamos várias teorias que parecem práticas e seguras, muitas delas, com base na experiência de familiares e amigos próximos.  A grande maioria envolvendo o que iremos fazer com nosso filho após a licença maternidade – se vamos deixar com uma babá de confiança, com os avós, em um berçário… Enfim, o grande problema é que toda essa teoria se perde ao nascer a criança e ao nos depararmos com um amor INCONDICIONA (é claro que não falo de 100% das mulheres, existem sim exceções).
O problema agora é que essa mulher, uma profissional altamente competente, que trabalha com metas e vibra a cada conquista profissional, que conversa abertamente com seu parceiro sobre a profissão e recebe apoio até porque em conjunto estão programando a próxima viagem do casal, se vê dentro de casa por meses, 4 ou 6, dependendo da empresa, passando a ter um convívio intenso e dedicando seu tempo praticamente exclusivo ao filho. Reforço, aquela mulher que se arrumava todos os dias, tinha uma sociabilidade fantástica e compartilhava de decisões e alcance de metas, está em casa há 4 ou 6 meses focada em cuidar de seu filho.
E eu pergunto: Como está o preparo dessa mulher para sua reinserção no mercado de trabalho? Como ela é acolhida ao retornar? O cargo dela evidentemente já foi ocupado por alguém nesse período, mas, ela voltará a ocupa-lo?  É possível pensar num reposicionamento? Existem tratativas diferenciadas para que ela se mantenha segura e torne seu trabalho eficaz? Para aquelas que mantém aleitamento materno exclusivo, como lidar com o retorno ao trabalho? E terão que fazer desmame precoce?
Enfim, milhares são os questionamentos e isso gera desconforto, ansiedade, sensação de ameaça e o resultado disso na metade dos casos é o desligamento do ambiente de trabalho, conforme evidenciam diversas pesquisas.
Acredito que precisamos trabalhar essas mulheres muito antes do nascimento do filho, trabalhar em conjunto com a empresa e assegurar equilíbrio para essa gestação, parto, pós-parto e retorno ao trabalho.

A mulher pode e deve manter sua vida profissional após a maternidade, mas, deve entender que as coisas jamais serão como antes. É necessário saber dividir, gerenciar o tempo, ou melhor, otimizar o tempo. Não podemos vestir a todo o momento a capa de mulher-maravilha que faz tudo. É necessário gerenciar, confiar e saber delegar; sim é importante pedir ajuda e aceitar essa ajuda seja da babá, do berçário, da família ou do parceiro.
Mas, o mais importante é lembrar que os filhos crescem e que futuramente você não poderá culpá-los de ter “largado” sua promissora carreira e é preciso compreender que ele irá ocupar espaço em sua vida, mas, não sua vida como um todo.
Precisamos trabalhar melhor a maternidade dentro do ambiente empresarial. É possível ser uma ótima mãe e uma funcionária eficaz![
Por Raquel Vasques Escobar - http://www.macetesdemae.com

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

DO VIRTUAL PARA O MUNDO REAL

Definitivamente a internet mudou o conceito de contato, amizade, namoro e aquisição de conhecimento, além de também ter mexido com o conceito de tempo. As pessoas com menos de 30 ou 35 anos podem ter uma vaga lembrança de como eram suas vidas antes da internet, mas certamente as que são um pouco mais velhas que isso conheceram situações e sentimentos que a geração atual sequer pode imaginar.

Escrever uma carta era algo solene, exigia um ritual. Era preciso comprar envelope, selos, sentar-se à mesa ou à escrivaninha e, artesanalmente, falar sobre as novidades, sobre o estado de saúde, enviar notícias dos amigos e parentes. E depois, é claro, ir ao correio e postar a carta. 

Lá do outro lado, na outra cidade ou país, estava o destinatário, ansioso por notícias. Quando a carta chegava - geralmente em uma semana - as notícias ainda eram frescas. Enviar flores exigia também tempo, disposição e um carinho especial para se locomover até a floricultura, escolher o buquê e pagar a entrega, que geralmente só era possível se a outra pessoa morasse no mesmo bairro ou cidade.
:É claro que as facilidades da internet são maravilhosas porque quase tudo acontece praticamente em tempo real:  falar com elas sem gastar com telefonemas, escrever emails (as antigas cartas...), enviar documentos, pagar contas e mandar flores e presentes praticamente sem sair do lugar. Podemos conhecer museus, parques, cidades inteiras, fazer cursos, assistir a jogos, filmes e trabalhar, às vezes tudo ao mesmo tempo, bastando mudar de tela.
A internet é algo mágico, tão mágico que para muitos é possível até sentir o estado de ânimo do interlocutor. Ela é quase a máquina de teletransporte! Mas quem passa horas, dias, semanas a fio ao computador, acaba esquecendo que no mundo real estão os cheiros, a brisa, o calor do sol, o contato da pele do amigo no abraço longo, o perfume das flores escolhidas com carinho, o verde vivo das árvores, a vibração da torcida no estádio e o som ao vivo da banda predileta.

Veja bem quantas horas por semana você economiza não precisando ir ao banco, por exemplo. Mas o que você faz com o tempo que gastaria se locomovendo ou na fila? Fica em joguinhos de internet ou em sites de relacionamento? Continua navegando sem muito rumo ou propósito?
É evidente que a internet é muito sedutora, milhares de profissionais se especializam todos os dias para capturar a atenção dos navegantes e, por ser sedutora, inovadora e criativa, fica-se sempre à espera de mais: mais imagens, mais notícias, mais conversa, mais fotos, e não necessariamente isso tudo tem um propósito definido. É a informação pela informação, não importando se vai ou não fazer diferença em nossas vidas, se vai acrescentar mais conhecimento que sabedoria, se vai nos tornar pessoas melhores ou nos preencher de bytes e nos esvaziar de emoções vividas em primeira pessoa. Por que enquanto nos divertimos com quem faz acontecer, deixamos de viver o que poderia nos fazer mais sensíveis e participativos.
Pois fica aqui a sugestão para quem não sabe ou não se lembra mais o que está perdendo quando vive a maior parte do tempo nas tramas da rede:
  1. Marque um encontro real com o grupo que conheceu na internet, deixe que ouçam sua voz e permita-se rir ao vivo com aqueles com quem troca ideias virtualmente.
  2. Experimente escrever uma carta e peça que alguém faça o mesmo para você. Use papel e caneta, coloque ali a sua letra (você ainda lembra da sua letra?) e suas emoções. Veja qual é a sensação de receber do correio algo que não seja uma conta para pagar ou um folheto de propaganda.
  3. Faça uma visita à casa de um amigo ou parente, coloque os assuntos em dia tomando um cafezinho real com aquela pessoa que você só fala por telefone ou pela internet.
  4. Vá pessoalmente (e não virtualmente) a um museu, sinta a emoção de ver ao vivo as obras de arte que você já viu na tela do computador.
  5. Vá ao zoológico ou ao aquário de sua cidade conhecer o real tamanho dos animais, suas cores vibrantes, os sons que emitem e seus movimentos.
  6. Faça passeios na natureza e tire suas próprias fotos ao invés de conhecer os lugares só pelas fotos que os outros tiraram. Veja as mudanças das cores do dia, da temperatura... Olhe o céu anoitecendo, curta o encanto de um pôr de sol.
  • Convide os amigos para vocês estudarem juntos ou para formar um grupo de estudos de interesse comum, ao invés de apenas comentarem pela internet sobre o que leram. Pode ser um momento agradável, de troca de conhecimento e informação, com pausa para um lanche e para relaxar, interagindo de forma mais dinâmica e corporal, e não apenas mental.
Essas são algumas das muitas coisas que você pode fazer quando abandona o mundo virtual por algumas horas no dia ou num fim de semana inteiro, para se dedicar àquela parte da vida que se comunica com calor. Além de arejar a mente, você protagoniza os fatos, está "lá" de verdade, se indignando, se emocionando e observando, além de fazer e ter história para contar.
Não resta dúvida de que a internet passou a ser fundamental no nosso dia-a-dia, afinal você está lendo esse artigo numa página virtual. Mas ela deve ser um meio, e não um fim em si mesma. A vida acontece com muito mais intensidade e possibilidades quando estamos nela de corpo presente.
Por: CELIA LIMA / - www.personare.com.br

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Hackearam seu Cérebro para te Viciar no seu Smartphone!


Desenvolvedores de aplicativos utilizam técnicas de psicologia para nos fazer usar o celular de forma mais frequente, conheça as táticas que uso para evitar estas armadilhas e contra-hackear meu cérebro, tomando de volta o controle de quando e como uso o smartphone.
Se um aplicativo tem uma bolinha vermelha com um número de avisos importantes ainda não verificados, o fato de eu saber que isso é um truque para chamar minha atenção não faz com que eu seja imune à vontade de clicar, para descobrir quais são os avisos. Arrastar a timeline do Instagram para baixo – ativando a animação de “carregando” e depois mostrando posts surpresa inéditos –, é um truque de engajamento também, possivelmente com os mesmos efeitos do vício em caça-níqueis, e mesmo sabendo disso, arrastar o dedo pra baixo no instagram tem em mim o mesmo efeito viciante que numa pessoa que não está ciente de tal armadinha. Citando Kahneman (Thinking, Fast and Slow)o meu Sistema 1 responde de forma padrão aos estímulos que funcionam para tantas outras pessoas.
O fato de eu conhecer técnicas para aumento de enjagamento em apps e redes sociais não me faz imune aos efeitos viciantes de tais métodos. Para retomar o controle de como eu uso o smartphone, resolvi aplicar meu conhecimento para contra-hackear meu cérebro e neutralizar, ou pelo menos amenizar, as estratégias usadas por designers e programadores para me manter viciado em seus apps.
O principal modelo de negócios para aplicativos e redes sociais é baseado em engajamento dos usuários; com uso frequente do serviço, de preferência várias vezes por dia e por muitas horas, as empresas de tecnologia conseguem coletar dados sobre cada indivíduo, segmentar anúncios, ofertas de produtos e serviços, além de vender esta análise de comportamento para anunciantes usarem em outros canais, como TV e correspondências físicas. Este novo mercado é chamado de “Economia da Atenção”, que trata a atenção humana como uma commodity escassa, como café ou petróleo; uma busca por “attention economy” vai revelar muito conteúdo sobre o assunto.
Na Economia da Atenção há um incentivo aos designers e programadores para que usem técnicas com o objetivo de aumentar o engajamento dos usuários com seus apps, e como em todo incentivo de mercado, às vezes boas intenções iniciais podem desandar para resultados questionáveis.
Normalmente, os executivos e CEOs de empresas de tecnologia, como Google, Twitter, Facebook, estão devidamente engajados no discurso criado por eles mesmos que propõe “melhorar o mundo”, a ponto de não tomar atitudes práticas para usar eticamente os recursos de retenção das pessoas em seus ambientes virtuais. Os designers e programadores, alguns níveis abaixo dos executivos, no entanto, são bem menos sensíveis ao discurso corporativo, e mais críticos aos efeitos práticos das técnicas de retenção empregadas. Este cenário tem feito com que cada vez mais profissionais de tecnologia adotem uma postura crítica em relação às armadilhas cognitivas usadas para melhorar os indicadores de apps e redes sociais na economia da atenção; alguns destes profissionais inclusive abandonam redes sociais, limitam seu próprio uso de internet e educam seus filhos em escolas sem gadgets (smartphones, tablets, laptop) mesmo no coração do Vale do Silício.
Estes profissionais que agora estão resistindo ao vício em smartphones e redes sociais, como Tristan HarrisLoren Brichter e Justin Rosenstein, trabalharam no Google, Facebook, Twitter, implementando algumas das estratégias de captura de atenção, como a atualização de conteúdo ao deslizar a tela para baixo, o ícone vermelho de notificações, o botão de curtir (like).
O recurso de deslizar a tela para baixo para atualizar o conteúdo é especialmente interessante de ser analisado: este gesto funciona de maneira muito similar à máquinas caça-níqueis de cassinos – onde você aposta uma pequena quantidade de dinheiro, puxa uma alavanca para baixo e aguarda o resultado surpresa –no caso dos smartphones, a surpresa é a aleatoriedade dos novos posts, que podem ser o prêmio de uma foto muito interessante de um fotógrafo muito talentoso, uma imagem desagradável de um amigo na balada, com a lente suja de digitais e em baixa luminosidade, ou mais um anúncio segmentado de acordo com seus dados e comportamento, tentando te vender um par de tênis que você já comprou semana passada, mas a oferta continua te perseguindo. No caso dos cassinos, esta armadilha é tão viciante que há programas para auxílio de jogadores compulsivos.

Técnicas que tenho usado para contra-hackear meu cérebro e controlar o uso de smartphone e redes sociais

  • Tela em preto e branco

Colocar a tela em tons de cinza foi a principal e mais eficaz mudança que fiz para controlar meu uso do smartphone e redes sociais. O uso de cores é um dos principais recursos aplicados para nos chamar atenção e elevar o engajamento com os dispositivos. A bolinha vermelha ao lado do app, a exclamação amarela com um aviso muito importante (não tão importante assim), o ícone verde ou azul clamando por um tap. Ao colocar a tela em preto e branco, contra-hackeei uma poderosa armadilha das empresas de tecnologia que frequentemente me prendia por horas.
  • 3 cliques para reativar as cores facilmente
Eu gosto muito de fotografia, frequentemente preciso ter as cores de volta para avaliar as fotos que tiro com o celular. Retornar para as configurações só para reativar as cores acabaria jogando contra mim, eu deixaria as cores sempre ativas com a desculpa de precisar delas para avaliar fotos. No entanto, o iOS tem um atalho de acessibilidade, 3 cliques no botão home, que você pode definir para ativar/reativar as cores (veja instruções exatas a partir de 5 minutos deste meu vídeo). Com este atalho fica fácil ativar as cores apenas quando preciso avaliar uma foto, ou assistir um vídeo, e retornar para o modo “livre de distrações” (sem cores) antes mesmo de voltar para a tela inicial com todas as suas cores e alertas chamativos.

  • Usar o celular em modo silencioso

Meu celular fica em silêncio a maior parte do tempo, assim não me interrompe caso eu esteja fazendo algo importante, e também não apita a cada nova notificação.

  • Desativar a maioria das notificações

Os alertas de novas curtidas, ou e-mail, frequentemente nos tiram de uma tarefa ou conversa presencial importante. Ao desativar a maioria das notificações, consigo controlar melhor meu tempo; sou eu que abro cada app para ver as novidades, não é o app que decide quando vou interagir com ele, eu decido.
  • Configure notificações apenas de pessoas, não de máquinas e sistemas
Uma boa linha-guia para controle de notificações é desativar alertas de máquinas e sistemas (redes sociais, email, player de música, lojas online) e deixar ativos apenas os avisos enviados por pessoas em canais prioritários, como mensagens e telefone.

  • Apagar apps de redes sociais que você quer reduzir o uso

Recentemente apaguei os apps de Twitter (Tweetbot) e LinkedIn, app do Facebook eu já não tinha há tempos. Quando quero conferir estas redes sociais, eu uso pelo navegador. Sem o app instalado, forneço menos dados para estas redes sociais, que terão menos informação para me persuadir com publicidade; além de aumentar meu próprio esforço para interagir com tais serviços, reduzindo minha motivação para usar essas redes muitas vezes ao dia. Aumentar o seu “custo” é um importante recurso psicológico para controlar um hábito indesejado.

  • Desativar ou apagar a conta no Facebook

O Facebook absorve uma enorme quantidade de dados sobre mim, podendo sugerir opiniões, manipular meu consumo de conteúdo, induzir compras e até alterar meu crédito e preços de produtos e serviços que quero adquirir; além de me fazer perder muito tempo com conversas pouco produtivas e interações destrutivas com trolls. Estes foram alguns dos motivos que me levaram a desativar minha conta em junho de 2017. Veja o vídeo e entenda mais detalhes sobre esta decisão.

  • Acordar e não usar o celular imediatamente

Acordar e pegar o celular imediatamente parece ser um hábito muito comum. Com tal atitude, normalmente entramos em discussões improdutivas, somos expostos à notícias negativas e muitas vezes perdemos dezenas de minutos ou até horas antes de fazer qualquer coisa produtiva no dia.
Eu procuro fazer uma longa rotina matinal antes de desbloquear a tela do meu celular: tomo banho, organizo a casa, saio para passear com minhas cachorras e procuro checar o celular apenas enquanto estou com elas no parque. Muitas vezes, tento ouvir audiobooks ou podcasts em vez de abrir redes sociais logo no início da manhã.
Algumas pessoas preferem carregar o celular em outro cômodo da casa, como a cozinha, em vez do quarto, para evitar o hábito de acordar e pegar o smartphone.

  • Inbox Zero

Ao melhorar a produtividade de minhas comunicações profissionais, consigo ter mais tranquilidade para não checar o celular como um hábito. Há mais de 10 anos eu adotei o método Inbox Zero para deixar a caixa de entrada dos emails sempre vazia, sabendo assim que todas as comunicações urgentes e importantes estão endereçadas, reduzindo ansiedade.
O SaneBox prioriza automaticamente os meus emails, deixando na caixa de entrada apenas as mensagens potencialmente mais importantes, e colocando em caixas secundárias as comunicações menos urgentes ou desconhecidas, que podem ser endereçadas posteriormente; e o serviço pode ser facilmente treinado para priorizar/ignorar certos tipos de mensagens, se adaptando ao meu uso. Uso o SaneBox desde 2013 e recomendo para todos que estão se afogando em emails. 

O smartphone não é o inimigo, as redes sociais não são armadilhas, os designers e programadores não são os vilões

Não tenho dúvidas que o smartphone é uma ferramenta revolucionária, e que aumentar o engajamento das pessoas com apps pode melhorar a vida de muitos. Nos conectar com família e amigos que estão fisicamente distantes pode aumentar nosso bom humor e bem estar, nos ajudar a fazer atividades físicas pode melhorar nossa saúde física e mental e nos ajudar a economizar dinheiro. Otimizar o engajamento dos usuários com os apps é o trabalho dos designers e programadores, executar o modelo de negócios gerando lucro para as empresas de tecnologia é o próprio objetivo do capitalismo, que gerou estas empresas em primeiro lugar. Nada disso é uma surpresa.
Em minha opinião, smartphones e redes sociais são ferramentas, e, como tais, a ética e moral não estão nelas, mas no uso que fazemos delas, em como tais plataformas e produtos são projetados por designers e programadores. Nós, usuários, precisamos ter o controle sobre como e quando usamos o smartphone, não podemos ficar sujeitos aos comandos e armadilhas cognitivas de quem desenvolve tais tecnologias.
O objetivo deste artigo é te ajudar a retomar o controle sobre o uso do smartphone e redes sociais, espero ter sido claro neste ponto.
Copiado:  http://marcogomes.com/blog