QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A Competitividade

A preocupação constante do empresário moderno é oferecer sempre produtos e serviços com altos índices de qualidade. Ser competitivo é ter qualidade nos produtos e/ou serviços, e bons preços. O parâmetro para saber se uma empresa tem competitividade instaura-se no confronto com outras empresas similares existentes em diferentes regiões.
Com o mercado cada vez mais aberto, outras empresas com produtos iguais, mas com melhores condições de preço e qualidade, podem, a qualquer momento, vir a competir numa determinada região. Não basta pensar somente no mercado regional. É importante a empresa ter qualidade no âmbito nacional. Portanto é preciso cada vez mais ter "qualidade total" e estar preparado para a competição global.
  • Fatores que determinam a competitividade
A tendência das empresas é de personalizar cada vez mais os seus produtos, dirigindo-os para segmentos específicos do mercado – os "nichos" – e isto requer uma comunicação mais aberta com o cliente, utilizando conceitos e linguagem que o cliente conhece. Ou seja, ela tem que ser direta e ajustada ao seu público-alvo. A responsabilidade social na preservação do meio ambiente, e os próprios efeitos do consumo de seus produtos na saúde de seus clientes também são fatores que revelam a competitividade, e sem dúvida terão peso nas decisões do empresário.
Pensar nas parcerias, franquias e terceirizações são algumas das formas mais frequentes de manter a competitividade. Aliado a tudo isso, praticar permanentemente os "padrões de qualidade e conformidade". E primar pela retidão de princípios em suas relações com os seus públicos interno e externo. É a prática da ÉTICA acima de tudo.
A responsabilidade social do empresário é cobrada em termos de oferecer produtos e serviços com qualidade e bons preços, buscar novas formas de relação com o governo e a sociedade, pagar impostos e contribuições, manter funcionários registrados com salários justos. Em síntese, podemos afirmar que a competitividade deve ser entendida como sendo a capacidade da empresa gerar lucros ou maior lucro, pelo maior período de tempo possível, neutralizando as ameaças dos seus concorrentes. É ter "foco no cliente e no mercado"!
  • Conhecer o ambiente interno
Parafraseando o filósofo que disse, "conhece-te a ti mesmo", recomendamos como primeiro mandamento de uma administração competitiva a reflexão sobre sua própria empresa. Isto é, fotografia e radiografia ampliadas, em todos os ângulos, em cores e com a animação e o dinamismo reais, exemplificando a forma como o empresário vê sua empresa, e como ele respira e transpira com ela em relação ao mercado (clientes, fornecedores e concorrentes). Conhecer o ambiente interno da empresa e avaliar o que ocorre no ambiente externo é o primeiro passo a ser dado.
No que tange ao âmbito interno, é preciso conhecer as FORÇAS (pontos fortes) e as DEBILIDADES (pontos fracos.
Forças São os pontos fortes, ou seja, as situações internas controláveis pela empresa, atividade ou setor, que favorecem a sua ação frente às Oportunidades e Ameaças. É preciso saber explorá-las. É preciso saber como "tirar proveito"
Alguns exemplos:
* estratégia de marketing bem definida;
* conquista da fidelidade da clientela;
* comunicação eficaz com o mercado; imagem positiva da empresa;
* mix de marketing claro, quanto ao produto ou serviço, preço, propaganda, promoção e distribuição;
* tecnologia atual;
* localização adequada;
* parceria com fornecedores;
* programa de qualidade total efetiva e ênfase na produtividade;
* operação com capital próprio e uso eficiente do capital de terceiros;
* reinvestir os lucros;
* baixa imobilização de capital;
* endividamento sob controle;
* capitalização da empresa;
* estrutura societária sem conflitos, com sócios dedicados;
* gestão inovadora nos negócios;
* estilo gerencial participativo; equipe altamente motivada e envolvida com os objetivos e metas da empresa.
Debilidades – São os pontos fracos, ou seja, as situações internas controláveis pela empresa, atividade ou setor, que desfavorecem a competitividade frente às oportunidades e ameaças. É necessário corrigir e melhorar com muito profissionalismo e não permitindo que as emoções e as vaidades encubram deficiências.
Alguns exemplos como referência:
* falta de experiência empresarial anterior;
* falta de competência gerencial;
* desconhecimento do mercado e desconhecimento do produto;
* falta de qualidade nos produtos ou serviços;
* localização inadequada do imóvel, por questão de economia – aluguel mais barato;
* relação conturbada com fornecedores e clientes;
* tecnologia superada;
* imobilização excessiva em ativo fixo, e/ou estoques;
* política equivocada de créditos aos clientes; inadimplência;
* falta de controle de despesas e gestão financeira;
* estrutura organizacional centralizada;
* ausência de sistema de planejamento e informações gerenciais;
* influências negativas do ambiente, como vícios de usos e costumes devem ser ampla e constantemente avaliados e consequentemente extirpados da empresa;
* valores e preconceitos do empresário, como times de futebol, preferências por partidos políticos, cor, origem ou religião, superstições, música, fragrâncias e tonalidades, não podem contagiar a Pessoa Jurídica.
Conhecer o ambiente externo
Quanto ao ambiente externo, é necessário conhecer quais são as AMEAÇAS e as OPORTUNIDADES que estão rondando o seu negócio. É estar atento ao que ocorre no "mundo lá fora".
Ameaças – São os riscos provenientes do meio externo, que criam obstáculos à ação da empresa, atividade ou setor e devem ser neutralizados.
Oportunidades – São possibilidades do meio externo à empresa, atividade ou setor, que favorecem a sua ação, se forem aproveitadas durante sua vigência. Dessa forma, o empresário poderá visualizar o que pode interferir positiva ou negativamente em seus negócios, e aí sim passar para a fase mais nobre dentro do conceito da administração de negócios, que é PLANEJAR.
Planejamento – É o processo que leva ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações, visando à consecução de determinados objetivos.
Planejamento Estratégico
É o processo que visa determinar, em termos de futuro, os objetivos e metas da empresa. Assim como desenvolver padrões e políticas por meio das quais os objetivos serão alcançados, sempre baseados em informações do ambiente interno e externo. Sugere-se isto para empresas existentes, servindo como um guia para o redirecionamento empresarial e avaliação de oportunidades. Exemplo: a empresa estará presente apenas no mercado regional? Irá concentrar esforços para competir no mercado internacional? De que forma? Irá desenvolver novos produtos? Qual estrutura necessária? Investimentos em novos equipamentos?
Objetivo – Demonstrar a importância do Planejamento Estratégico, e propor um esboço simplificado de como se estrutura tal instrumento, como a seguir:
a) Estabelecimento de objetivos e metas – O ponto de partida no Planejamento Estratégico é a definição, de forma clara, de quais são os objetivos e metas a serem atingidos e em que tempo. Objetivos são os resultados que a empresa pretende atingir como um todo, dentro de um prazo previamente estipulado.
Exemplos:
* aumentar em 30% a produção do produto "X" nos meses de julho até dezembro;
* ampliar as vendas do produto "Y" em 20% no mercado nacional, durante o próximo ano;
* consolidar uma imagem de liderança tecnológica, junto aos clientes e à concorrência nacional, num prazo máximo de 5 anos.
Os objetivos e metas podem ser delineados para curto, médio e longo prazos.
b) Análise dos recursos – Todo empreendimento exige a aplicação de recursos e nesta fase o empresário deverá analisar o que dispõe e o que precisará dispor para atingir os objetivos definidos. Torna-se imperioso avaliar cuidadosamente os recursos humanos, tecnológicos, materiais, financeiros. É decidir sobre o que tenho e o que deverei ter para chegar aos meus objetivos.
c) Estratégias – São as definições dos meios a serem seguidos para se atingir os objetivos. Representam as opções / alternativas escolhidas para operacionalizar estes objetivos.
Exemplos:
1o. objetivo: aumentar em 30% a produção do produto "X" nos meses de julho até dezembro. Estratégia:
* contratar pessoal temporário;
* trabalhar em 2 turnos (diurno e noturno;
* terceirizar parte da produção.
2o. objetivo: ampliar as vendas do produto "Y" em 20% no mercado nacional, durante o próximo ano. Estratégia:
* diversificar clientes;
* colocar o produto no mercado do Norte e Nordeste do país;
* contratar representantes comerciais nas capitais dos Estados do Norte e Nordeste do país.
3o. objetivo: consolidar uma imagem de liderança tecnológica junto aos clientes e a concorrência nacional, num prazo máximo de 5 anos. 

Estratégia:
* implantar sistema de qualidade;
* obter certificação da ISO 9000;
* modernizar a fábrica em termos de máquinas e equipamentos;
* redefinir os processos de produção.
d) Plano de ação – Um plano de ação deverá conter os seguintes pontos:
* objetivo: descrição do objetivo a ser alcançado;
* estratégia: relacionar todas as estratégias que estão relacionadas ao objetivo citado;
* ação: mencionar cada uma das ações que deverão ser adotadas para implementar as estratégias;
* tempo/prazo: especificar o período de duração de cada uma das ações a serem desenvolvidas através de um cronograma de ações;
* responsabilidade: definir quem é o principal responsável pela implementação/execução de cada uma das ações estabelecidas;
* recursos necessários: identificar quais os recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros necessários para a consecução de cada uma das ações estabelecidas.
d) Avaliação – São as "medições" realizadas através dos controles operacionais, que avaliam os resultados das ações executadas em conformidade com o planejado.
e) Revisão e atualização – É preciso passar da intenção à ação, pois planos somente no papel não são de grande valia. É preciso executá-los para se atingir os objetivos. Os planos não são e não podem ser inalteráveis ou inflexíveis. Portanto, havendo mudanças nas premissas e nas condições previstas, é preciso ser rápido e rever tudo o que foi planejado. É importante atualizá-los, para adaptar-se às novas mudanças e/ou exigências do mercado.
Autor: Consultoria Sebrae-SP - http://www.sebraesp.com.br/

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