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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, VIATNT e AGUASHOW), Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Trump venceu, e o Trumpismo merece mais atenção.

O mundo acordou frustrado e aterrorizado com a vitória do Donald Trump. Afinal, a reação das bolsas e os comentários nas redes sociais indicam ser um desastre a vitória de alguém tão polêmico, misógino, xenófobo e radical na maior potência do planeta. 
Mas, apesar da imensa torcida contrária e do maciço apoio das celebridades e da mídia em geral, não podemos apenas desprezar e criticar os milhões de votos que ele recebeu em praticamente todos os estados da federação.

Foi uma vitória dos Republicanos com sinalização muito clara de que um enorme fenômeno social está ocorrendo e merece nossa atenção. A população parece ter cansado da ditadura do politicamente correto, da defesa exagerada das minorias e de que a visão mais socializante e paternalista do estado deve prevalecer sobre a meritocracia e defesa dos direitos individuais. E isso começa a ser questionado.
Em nenhum momento podemos afirmar que Donald Trump representa genuinamente tudo isso. Mas foi apenas um catalisador de todos os descontentes com os caminhos, crenças e regras que a sociedade está a nos impor.
Parece haver um cansaço dos políticos, da burocracia, do inchaço da máquina pública, do aumento de impostos e da existência do Estado pelo Estado. Estão fartos de uma cultura que tudo idealiza e pouco realiza. Ninguém pode ser contra a ajuda humanitária aos refugiados ou ao direito das minorias, mas trata-se de uma disputa entre os que estão preocupados com o fim do mês contra aqueles que se preocupam apenas com o fim do mundo. E sem a preocupação com o fim de mês, o fim do mundo pode chegar mais rápido.

Por isso, a essas pessoas que votaram no Trump devemos somar os vitoriosos do Brexit e dos que rejeitaram o acordo de paz na Colômbia. Podemos pensar que não há correlação entre esses fatos isolados pelo tempo e pela distância geográfica, mas na verdade tem tudo a ver.
Esse despertar da maioria silenciosa, que estava anestesiada frente à hegemonia cultural e valorização exacerbada dos Millenials em detrimento da Geração X e Baby Boomers pode ter algo de positivo. A reação dos Nacionalistas contra os Globalistas deve ser vista como representação de uma reação pendular que transforma o atual equilíbrio de forças e, por isso, merece uma avaliação profunda por todos nós que atuamos em comunicação. Republicanos venceram, democratas perderam e, por mais difícil que seja para milhões de pessoas entender e aceitar o resultado, isso é Democracia. E a Democracia, essa sim, precisa vencer sempre.

Em resumo, a vitória do Trump pode não ter sido boa para o mundo e para uma grande parte da população americana, mas a ascensão do Trumpismo, e o grito dos calados por mais atenção, deve ser encarada como positiva pois cabe a todos nós buscarmos a equidistância salutar das pressões contrárias que regem a nossa história. É assim que vamos manter a nossa nau seguindo em frente.
Por: Valter Longo - https://www.linkedin.com/pulse

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