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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

"Spotlight" e os Ensinamentos Sobre Gestão

A 88ª edição do Oscar trouxe algumas surpresas, entre elas, a vitória de Spotlight como melhor filme. Na trama, baseada em fatos reais, um grupo de jornalistas de Boston (EUA) está imerso em uma investigação sobre abusos de crianças por padres católicos. O trabalho traz grandes aprendizados que podem ser aplicados na gestão das empresas.
O grupo de jornalistas do The Boston Globe realiza uma meticulosa apuração antes de divulgar suas reportagens. O levantamento sobre as denúncias pode durar meses e até anos, pois exige a confirmação dos fatos.

 Se traçarmos um paralelo com qualquer empresa no mercado, podemos compará-la, por exemplo, a um grupo de inovação. Da mesma forma que eles precisam apurar os fatos, cruzar informações e ter certeza de que estão no caminho correto, uma equipe necessita de tempo para desenvolver e executar algo novo. Testar os produtos e serviços, assim como saber qual a aceitação do mercado, antes de lançá-lo, é essencial.

Em Spotlight, os jornalistas levaram alguns anos levantando e checando as informações, consumindo tempo e recursos financeiros da empresa. Entretanto, a direção da companhia manteve o grupo ativo, mesmo sem geração de receita oriunda das matérias. 

Uma organização deve agir da mesma maneira: um projeto pode demorar tempo até ter um produto ou serviço que valha a pena ser lançado no mercado. Quem se compromete a ter um grupo de inovação ativo, precisam acreditar e investir no projeto para receber um retorno a longo prazo.
Outro aspecto interessante tratado no filme é a confidencialidade. Apenas poucas pessoas sabiam da investigação e, muitas vezes, excluir das reuniões outros “chefes” de departamento era necessário. Isso pode soar rude ou mal-educado, mas é um aspecto que precisa ser respeitado, pois, sem o sigilo, abre-se portas para os concorrentes. Tanto no filme como nas instituições, ser inovador é fundamental para ganhar market share.
Durante a trama, os jornalistas-investigadores perceberam que outra equipe estava próxima, porém, tiveram a agilidade para publicar suas matérias primeiro. Uma empresa precisa saber o momento certo para apresentar seu produto, avaliando o mercado que está inserido. 

Se a ação for realizada muito cedo, pode não causar o resultado esperado ou, se demorar, o concorrente pode fazê-lo na frente. Gerenciar essas expectativas e o timming certo é uma arte.

Outro ponto de reflexão sobre o mundo empresarial é a ética. No filme, o responsável pelo grupo de jornalistas deixou passar despercebido provas que envolviam a igreja. Ao descobrir a falha, o personagem levou o caso ao diretor. Esse, por sua vez, não rebaixou o funcionário, incentivou-o para que continuasse a investigação. Deve ser assim nas organizações. Ao invés de punir ou desestimular os colaboradores, procure incentivá-los na busca da melhoria contínua.

Por: Por Luiz Eduardo Teixeira Malta - http://www.fnq.org.br/

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