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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, VIATNT e AGUASHOW), Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

FLEXIBILIZAÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO


O assunto já virou pauta obrigatória em muitas empresas: flexibilizar a carga horária ou apostar na rotina tradicional? 

Há quem defenda que o melhor é trabalhar por entrega, ou seja, cobrar prazos e resultados, independentemente de quando o funcionário vai realizar. 

Mas tem os que preferem a versão chamada"bate ponto", que opta por manter o colaborador dentro da empresa tendo - ou não - projeto para ser executado.  

Flexibilização do horário de trabalho 

Qual o melhor e o pior? 
O presidente da consultoria Arquitetura Humana, Elmano Nigri diz que depende da cultura do negócio e das lideranças. Caso seja uma empresa com um perfil mais tradicional, vale o horário de trabalho. “Não podemos esquecer que existem leis trabalhistas que regulamentam e devem ser seguidas em ambos os casos”, reforça Nigri. As empresas mais novas e com líderes mais jovens estão percebendo que a flexibilidade na jornada de trabalho, em alguns casos até alternativos, permite bons resultados.

O executivo Wilson Campanholi é um exemplo de que para gerir uma empresa não existem fórmulas ou verdades absolutas. E o dia a dia, dividido em duas funções, faz com que ele consiga confirmar essa tese. Em parte do dia ele atua na Cotexo, empresa da qual é cofundador e diretor de negócios. A outra metade da agenda é ocupada pela Associação Campinas Startups, instituição sem fins lucrativos que oferece suporte em gestão para startups, da qual é presidente. Dois ambientes completamente diferentes e com estratégias de atuação também distintas.

Na Cotexo o ambiente é descontraído, porém com algum grau de tradição, mas isso não se confunde com falta de foco no trabalho. “As reuniões de planejamento e de acompanhamento precisam ser respeitadas e realizadas regularmente, pois isso dá o ritmo para a empresa”,revela Campanholi. O importante, para o executivo, é que, independentemente do horário que forem executadas, as atividades precisam ser feitas. “Os profissionais devem ter maturidade e saber se autogerenciar. E, claro, dependendo da função, é necessário, sim, uma regularidade maior nos horários por conta da atividade”, acrescenta. 

Já na Associação Campinas Startups, Campanholi precisa lidar com outro cenário. “Cada profissional e cada empreendedor que trabalha conosco doa seu tempo, e as tarefas são realizadas em horários alternativos”, diz.No caso de startups (empresas de base tecnológica iniciantes, também chamadas de empresas nascentes), como o recurso financeiro – e consequentemente de pessoal –, é escasso, o que precisa ser levado em conta é a estratégia de sobrevivência, e ficar de olho nas oportunidades que aparecem, para serem aproveitadas, se adaptando rapidamente ao que o mercado pede. Isso inclui trabalhar aos finais de semana, por exemplo.

Os exemplos de Wilson Campanholi mostram que o perfil da empresa é levado em conta na hora de decidir qual estratégia usar. Elmano Nigri, da Arquitetura Humana, diz que alguns setores, como o varejo, são necessários ter horários estabelecidos de forma fixa, até mesmo em função do horário de funcionamento das lojas. Em outras áreas vale por entrega de projetos e resultados, e isso depende mais do perfil do profissional. “O gestor precisa conhecer o perfil da sua equipe, o que só é possível por meio de um eficaz gerenciamento estratégico de pessoas”, lembra Nigri. Atualmente, existem ferramentas que ajudam os gestores a cruzarem o perfil da “cadeira”, ou seja, das competências técnicas para o exercício da função como perfil do profissional.

Para a diretora da Dom Graphein Consultoria, Luciana Boschi, em tempos de dificuldades de locomoção e deslocamento, as empresas estão buscando diversificar suas formas de contato. Dependendo do tipo de trabalho, o funcionário não precisa cumprir horário – pode trabalhar a distância ou em horário livre. Funções que dependem de inspiração e criação, como áreas de marketing, publicidade e propaganda, são mais indicadas para atuarem livremente. 

“Muitas empresas estão optando pelo horário flexível para evitar desgastes desnecessários entre gestores e colaboradores. Essa ação é uma opção para quem vive nos grandes centros urbanos e precisa de flexibilidade para administrar a vida pessoal e profissional”, exemplifica Luciana. 

COMO ACERTAR NA FLEXIBILIZAÇÃO  

Para utilizar o horário flexível de modo produtivo, é necessário que a empresa verifique de antemão como esse modelo impacta a organização, seus colegas, seus clientes, no exercício da sua função. O horário flexível pode afetar algumas rotinas. A função exercida pelo colaborador pode não ser adequada a esse modelo, já que pode afetar, por exemplo, o atendimento a clientes, a participação em reuniões na empresa, o relacionamento com o chefe, entre outros aspectos.

Hoje, áreas como Engenharia ou Tecnologia da Informação requerem profissionais que atuem por projetos. O problema é que muitas pessoas se perdem nessa flexibilidade. “É importante que o funcionário faça uma autoavaliação do desempenho profissional e verifique se tem perfil adequado para utilizar este formato de trabalho e se isto vai alterar sua produtividade. Em seguida, se preparar para fazer a transição no estilo de trabalho, que provavelmente afetará também sua família”, orienta Luciana.


Copiado: Revista Gestão & Negócios Edição Número 72.

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