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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, VIATNT e AGUASHOW), Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Processo de Tomada de Decisão

Processo de tomada de decisão

O que um administrador faz é tomar decisões. No seu dia a dia, dentre suas outras funções e atividades secundárias, o que um gestor da pequena empresa faz é apurar as informações provenientes dos relatórios e identificar a melhor alternativa. 


O planejamento é crucial para uma decisão concisa e adequada, o que também não garante o acerto. Existirá sempre uma probabilidade de erro, e desta maneira o risco deve ser administrado da melhor maneira possível.

Em um contexto corporativo, muitos observam somente os seus objetivos/ metas para tomar suas decisões - o que é um procedimento aceitável, desde que se deseje administrar sempre com o foco no curto prazo, como um bombeiro ao apagar um incêndio. Os gestores devem se preocupar com o longo prazo, com decisões que irão render frutos no futuro, e desta maneira corroborem para relações mais lucrativas e projetos mais estáveis.


De acordo com Freitas, 2009, temos 4 regras primordiais para o processo decisório:


1. Tenha Vontade De Decidir;

2. Não Tome Decisões Desnecessárias; 

3. Procures Não Decidir Prematuramente; 

4. Evite Chegar a Uma Conclusão Tarde Demais.


Dessa maneira, identificamos que uma simples decisão de comprar ou não comprar um produto a vista ou a prazo pode prejudicar a organização. Internalizar tais questões e abranger toda a organização neste processo poderá facilitar o trabalho do administrador da pequena empresa, contudo a palavra final é sempre dele.


Além disso, decisões precoces demais podem prejudicar a organização. Talvez por revelar estratégias corporativas aos concorrentes, ou deixar vazar alguma informação sigilosa, tudo isso por se decidir comprar um determinado componente mais cedo, ou enviar os funcionários de férias coletivas no fim do ano sem planejamento.


Em contrapartida, decisões tomadas tarde demais podem prejudicar a organização. O gestor da pequena empresa deve estar antenado ao mercado para novas tecnologias e processos, e qual tendência de consumo ele está se dirigindo, por exemplo. Sem tais informações, pode ficar obsoleto no acirrado e concorrente mercado das pequenas empresas.


Questionamentos acerca de decisões baseadas na lucratividade

O administrador que objetiva somente o lucro de sua organização está com o que especialistas denominam de visão estratégica míope, ou seja, com dificuldades de estabelecer projetos de longo prazo. Para se colher bons frutos, o administrador deve plantar boas sementes na época correta, como contratar profissionais competentes, ter um produto de qualidade e se posicionar ativamente no mercado.



Tais decisões irão desencadear um processo de agregação de valor e maior entrada de recursos de maneira secundária, e com certeza serão mais lucrativos no longo prazo. Portanto, o administrador deve ponderar como tal processo deve ser construído, para que suas decisões sejam elaboradas em argumentos concretos.




E quando a decisão é errada?




Não existe a melhor decisão, e sim a decisão mais adequada para determinado contexto. Um administrador que decide demitir 40% dos funcionários pode ser taxado de hipócrita - o que muitos não sabem é que ele fez isso para salvar o emprego de outros 60%. Portanto, o processo decisório pode ser observado como controvérsia, se sua análise partir de ângulos diferentes. Ele será relativo, independente do administrador.



O principal fator que o administrador deve possuir é que ao acatar uma decisão, automaticamente se renuncia as demais. Mesmo que um fornecedor ofereça um novo contrato, ou um cliente dê uma segunda chance, não será a mesma situação, e também não teremos a chance de marcar uma "primeira impressão".


Desta maneira, caso a decisão seja uma que leve prejuízo a organização, o mais importante é identificar o que levou a esse erro e como podemos melhorar no longo prazo, aprender com ele. Manter a decisão pode ser amargo, mas se mostrar um administrador volátil e inconstante é pior ainda!


Vidência administrativa


A ciência não consegue prever o futuro. Inconsistências na economia provam isso de maneira mais eficaz ainda quando nos tratamos de finanças, sobretudo para pequenas empresas. Portanto, o que podemos estabelecer é um processo de estudo, para nos prevenir de prováveis prejuízos que podem vir a acontecer. De maneira similar, caso a economia no ramo têxtil vá mal, é de se esperar que a moda tenha um arrefecimento em suas vendas no período homônimo.


Contudo lembre-se, o mercado é uma caixa de surpresas. No momento em que se espera apurar um prejuízo, pode-se obter lucro. Tudo irá depender da gestão financeira da organização, e do destaque do seu produto no mercado.


Por:  Alisson de Souza Batista - http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos

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