QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Machismo em Entrevistas de Empregos

Sim, está na moda falar disso. 
Está na moda porque as mulheres cansaram de se calar e resolveram mostrar que é difícil pacas ser mulher e que em todos os lugares da sociedade nós sofremos preconceito. 
Todos mesmo, mas principalmente no mercado de trabalho.
No final do ano passado, comecei uma busca por emprego e fui indicada por uma amiga em uma vaga em uma empresa internacional bem grande. Fui lá querendo a vaga e, claro, querendo causar uma boa impressão.
A entrevista foi quase uma sabatina, duas horas falando da minha experiência profissional e de todos os lugares que já trabalhei detalhadamente. Acho ótimo. 
Até que em determinado momento ela me perguntou duas coisas que ela não perguntaria para um homem.

  1. Você é casada?
  2. Você quer ter filhos logo?
Tudo bem perguntar status civil, não faz muita diferença no meu trabalho, mas não me ofende de forma alguma. 
Agora qual seria a relevância da empresa para essa pergunta? Questionar se mulheres de 30 e poucos anos querem virar mães e esquecer da carreira, ou se querem pensar na carreira em primeiro lugar? 
Como se só houvesse essas duas opções.
Tenho uma amiga pessoal que tem uma empresa e ela confessou que não contratou uma mulher super competente porque ela tinha 30 e poucos anos e era recém casada. “Tá na cara que ela só quer uma carteira assinada para ter filho”. 
Detalhe é que essa minha amiga tem filhos e mesmo assim, não consegue ter a empatia de ajudar uma profissional a moldar sua carreira.
Sim, você pode ser mãe e super competente e você pode não ser e continuar sendo super competente. Uma coisa não muda a outra.
Em uma sociedade que dá cinco dias corridos para o homem na licença maternidade, e que mães são vistas como um empecilho para uma empresa, continuo achando que é sim machismo perguntar se você quer ter filhos em uma entrevista de emprego e que meu erro foi não ter respondido à altura para a gerente de RH. 
Não, eu não tenho planos de trabalhar em uma empresa machista. 
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