QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Faturamento X Gestão

Como dizia minha avó, não se deve confundir alhos com bugalhos. É mais ou menos isso que fazem muitos empresários ao misturarem faturamento com recebimento. E esta confusão pode ser fatal para os negócios.

Em meus treinamentos sempre pergunto aos participantes, o que tira dinheiro das empresas, e a resposta vem facilmente: despesas fixas (água, energia, telefone, aluguel, salários e encargos) as variáveis (impostos, comissões). Portanto este conceito é mais ou menos solidificado e não trás grandes problemas.

Mas quando a pergunta é: O que coloca dinheiro na empresa? É ai que as coisas começam a se complicar, porque fatalmente vem a resposta: –FATURAMENTO.
Ledo engano, faturamento não coloca dinheiro na empresa, faturamento é apenas uma expectativa de recebimento, que é o que coloca efetivamente dinheiro na empresa.

Estranhamente a grande preocupação da maioria dos empresários é com o faturamento, tanto é que se vende em 7, 8, 9 e até em 10 vezes, além de em muitas ocasiões não se preocupar com a qualidade do crédito concedido, fazendo a venda sem ao menos consultar os órgãos de proteção ao crédito.

Além disso, é necessário se considerar que além do prazo dado para o recebimento, corre-se o risco deste valor do faturamento não ser recebido na data, ou de nem ser recebido, pois existe o FATOR INADIMPLÊNCIA que muitos se esquecem.

Esta confusão acaba levando muitas empresas a se socorrerem de créditos bancários para honrar seus compromissos, uma vez que na maioria dos casos os pagamentos acabam tendo um prazo menor para serem honrados dos que os recebimentos, esta defasagem provoca um buraco no caixa que tem que ser coberto de alguma forma, e na maioria das vezes é com crédito bancário na forma de capital de giro ou de antecipação de recebíveis.

Não se deve esquecer que qualquer uma destas formas de compensação do fluxo de caixa tem custos, e estes custos não são baixos, e dificilmente se consegue repassá-los aos preços cobrados.

Portanto é necessário focar também no recebimento e não apenas no faturamento. Vendas saudáveis, com consulta aos órgãos de proteção ao crédito, vendas com emissão de nota fiscal e comprovante de entrega, com assinatura de contrato e nota promissória, se for o caso. Enfim resguardar-se na forma da lei, para que tenha segurança na venda. Além disso, vendas com prazos menores procurando adequar o seu prazo de recebimento ao prazo de pagamento dos seus fornecedores, e no caso de venda a prazo procurar repassar estas vendas para uma financeira, que pague o valor a vista e fique com o risco do crédito.

Entender que faturamento não quer dizer recebimento, que faturamento não significa dinheiro em Caixa, que é melhor muitas vezes abrir mão de uma venda ruim e ficar com a mercadoria para que ela possa ser utilizada numa venda saudável é uma prática muito melhor do que simplesmente vender por vender. Metas de faturamento são simples de serem batidas, o ideal são metas de faturamento saudáveis com recebimentos e lucratividade.

Mudar esse foco é muito difícil, mas é um trabalho diário que o empresário deve fazer; transformar faturamento em resultado este deve ser o objetivo.

Fonte: http://mrfranca.site.com.br/ Marcos Roberto Rodrigues

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