QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

APRENDENDO A DESAPRENDER

Você já percebeu como as crianças conseguem perceber coisas que normalmente não vemos? 
Quem é pai sabe o que digo. Uma vez fui surpreendido quando passeava de carro com a minha filha, de apenas dois anos, quando subitamente ela apontou o dedo à frente e disse: ‘Olha o McDonald’s!’ Estranhei porque não tinha nenhum McDonald’s onde estávamos, imaginei que ela estivesse com fome. Mas então olhei adiante e lá na frente, quase no final da avenida, descobri o famoso ‘M’ estilizado em amarelo, tão pequeno e indistinto no meio de tantas outras imagens que fiquei orgulhoso da capacidade de percepção da minha filha: ‘Puxa, como ela é observadora e atenta a detalhes!’.
Talvez o que eu não havia entendido na hora é que aquele símbolo era uma das poucas coisas que faziam sentido no mundo dela, tão limitado ainda em termos de compreensão do mundo à sua volta. Para ela, os edifícios, os outros automóveis, as placas, outdoors, pessoas na rua, e outros estímulos visuais não possuem qualquer significado no seu pequeno mundo, mas aqueles dois arcos amarelos fazem. 
Aquele símbolo traz a lembrança de experiências e vivências passadas na sua ainda curta vida. Nós adultos, não vamos ter a mesma facilidade para identificar aquele símbolo porque ele faz tanto sentido para nós quanto os demais estímulos que competem pela sua atenção. O logotipo é apenas mais um dos inúmeros outros símbolos, cartazes, imagens, sinais e referências que compõem a paisagem.
Imagine agora que este logotipo represente uma oportunidade de negócio em meio a uma enorme quantidade de fatos, dados, ocorrências, problemas, informações e outros estímulos com que somos diariamente bombardeados. Assim como minha filha, algumas pessoas possuem a invejável capacidade de perceber o que ninguém percebe e identificar esta oportunidade. 
Esta oportunidade não precisa ser, necessariamente, um negócio inovador, pode ser uma melhoria no produto, um novo modo de fazer algo, um jeito diferente de lidar com um problema ou uma nova abordagem sobre um determinado mercado. De uma forma ou de outra, trata-se de algo diferente e com valor, que qualquer um poderia ver, mas não vê. 
Quando alguém aproveita a oportunidade identificada, os outros pensam ‘Mas que idéia legal! Porque não pensei nisto antes?’ É, às vezes é surpreendente como algumas idéias são simples.
Uma das coisas que explicam este talento para identificar oportunidades é ilustrada pelo exemplo da criança que enxerga o ‘M’ do McDonald’s. Oportunidades possuem um significado especial para quem está ligado e atento. Quando algo interessa muito o empreendedor, qualquer fonte de informação que tenha alguma relação, ainda que remota, com o assunto de interesse, ganha um destaque especial em meio ao caos do excesso de informações ao qual somos expostos.
Se você estiver pensando em montar um negócio de comércio exterior, seus olhos se voltam imediatamente para uma noticia sobre câmbio no meio de todas as manchetes do jornal. Se você quer montar uma pet shop, começa a reparar em qualquer animal e seu dono que aparece na rua. Você já reparou que, logo depois que você compra um carro novo, tem a impressão que há muito mais carros parecidos com o seu nas ruas do que antes? Parece uma grande coincidência, mas na verdade, é apenas o seu filtro interno que faz com que o mesmo modelo de carro ganhe uma relevância e destaque especial e chame mais a sua atenção do que seria normal.
Da mesma forma, uma das coisas que dificultam nossa capacidade de identificar oportunidades é a visão estreita sobre as possibilidades. Conceitos, definições, pressupostos, ‘o jeito certo’, regras e normas, podem ser ótimos para definir os limites sobre o que é possível e o que não é possível, mas limitam também nossa capacidade criativa.
Toda e qualquer nova informação que recebemos precisa se ‘encaixar’ em um contexto pré-existente que faz parte de todo o conhecimento que adquirimos. Desta forma, todos os estímulos que recebemos fazem tanto sentido para nós quanto o ‘M’ do McDonald’s, pois tudo pode ser contextualizado diante de nosso conhecimento prévio sobre cada um dos estímulos que competem pela sua atenção juntamente com o logotipo da lanchonete. 
Além disso, mesmo que o logotipo seja percebido, ele também será interpretado dentro do nosso contexto prévio e acabamos não vendo a oportunidade que existe por trás do sinal. Livrando-se dos paradigmas existentes, os dois arcos dourados podem significar qualquer coisa e nos remeter a uma amplitude de idéias totalmente diferentes das que conhecemos.
Para sair desta armadilha, precisamos nos isentar destas influências. Pode parecer contraditório, num mundo em que todos buscam estar mais e mais informados, eu sugerir que nos livremos de conceitos prévios e desta contextualização inequívoca, mas esta é a essência do pensamento criativo.
Precisamos aprender a desaprender. Esta é a nova competência exigida do empreendedor. Quanto mais experiente, informado e detentor de conhecimentos, maior a necessidade dele desaprender para conseguir enxergar o diferente, e muitas vezes, óbvio! Esqueça o que aprendeu e limpe a mente para poder repensar as coisas com outros pontos de vista, outros enfoques, outras abordagem. Não use paradigmas já existentes, crie novos.
Conheço uma parábola, contada pelo especialista em criatividade, Roger Von Oech, que se encaixa bem nesta idéia. Um dia, um jovem que queria receber os ensinamentos de um conhecido mestre zen recebeu dele o convite para vir à sua casa. Os dois conversaram um pouco e o mestre lhe ofereceu uma xícara de chá. 
O jovem aceitou e o mestre serviu seu futuro discípulo. A xícara se encheu, mas ele continuou servindo. A xícara transbordou e o chá foi se derramando pelo chão. Vendo isso o discípulo disse: ‘Mestre, mestre, pare! O chá está derramando!’. O mestre parou e lhe disse: ‘Muito bem, meu caro jovem. Assim como esta xícara, sua mente está repleta de verdades imutáveis. Nada do que eu lhe ensinar ficará em sua xícara e só se fará transbordar, inutilmente. Para receber meus ensinamentos você precisará primeiro esvaziar a sua xícara. Só assim você estará com a mente limpa para assimilar o novo e o diferente’.
Por - http://www.superempreendedores.com/

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu - Ric Elias - Legendado



Ric Elias tinha um assento na primeira fila no vôo 1549, o avião que pousou no rio Hudson, em Nova York em janeiro de 2009.

O que passou pela sua mente quando o avião desceu desgovernado? Ele conta sua história ao público pela primeira vez.

As 3 coisas que descobri quando meu avião caiu.

Ric é um sobrevivente de um acidente aéreo.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Como Profissionalizar o Negócio da Família?


Profissionalização não significa necessariamente trazer pessoas de fora da família para gerir a empresa. Também não significa desdonalizar a empresa, conforme diz Pedro Parente, a respeito de empresas familiares
Significa, sim, adotar processos profissionais com melhor referência para competir com o mercado.
O mercado não quer saber se a empresa é familiar ou não. O mercado quer ter o melhor dos produtos, dos serviços, a um preço justo, independentemente do posicionamento ou da base societária da empresa.
Profissionalizar a empresa é sair de uma abordagem doméstica para uma abordagem profissional. 

Muitas vezes a ambição de uma família ou de alguém da família pode ir além do aceitável, porém uma empresa que não cresce pode implicar em perder espaço no mercado. 

Performar acima da média, portanto, é absolutamente necessário.

A governança corporativa e familiar tem sido apontada como uma das saídas para a estruturação das empresas familiares, em especial fornecendo instrumentos de organização para os integrantes das famílias proprietárias e seus diferentes papéis.
As questões de profissionalização, sucesso e longevidade das empresas familiares são complexas e se repetem, em muitos casos.
É importante refletir sobre vários temas críticos, tais quais:
1 Contratei executivos adequados na hora certa?
2 Não é burocracia demais escrever regras sobre cada função, sobre quem pode ocupá-las e quando devem sair?
3 Que método eu devo utilizar para escolher conselheiros?
4 Como terei certeza de que os conselheiros independentes contratados darão uma efetiva contribuição à sociedade?
5 Por que devo remunerar um conselheiro com honorários proporcionalmente mais elevados do que os dos meus diretores executivos?
6 Minha empresa tem a minha cara?
7 Minha empresa tem a cara da minha família?
8 Se vendermos o negócio, como ficará a imagem da família? E a minha?
9 O que ganho praticando a chamada “boa” governança corporativa?
10 Existe, mesmo, uma boa razão para eu delegar ao conselho de administração a escolha do principal executivo da minha empresa?
11 Tenho mostrado disponibilidade para receber feedback?
12 O que fazer se eu perceber que o CEO que contratei é jogador e quer ocupar espaços vazios eventualmente deixados pelo conselho?
13 O que devo fazer com conselheiros invasivos?
14 Vale a pena fazer psicoterapia para rever meus papéis na empresa e na vida?
15 Estou excessivamente apegado a fatores como domínio, patrimônio, sentimentalismo e carisma?
16 Já parei para refletir sobre as tentativas frustradas de admitir sócios ou de abrir o capital?
17 Como um consultor que não conhece a mim, nem à minha família, poderá encontrar uma solução para nós?
18 Qual será minha utilidade para a empresa se eu deixar o cargo executivo e me tornar um representante externo?
As estruturas de gestão de governança corporativa e familiar são os instrumentos necessários para organizar as famílias empresárias e as empresas familiares, separando os fóruns de debate de forma adequada ao seu desenvolvimento, crescimento e à sua profissionalização. 
Por: Herbert Steinberg - http://exame.abril.com.br/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

VANTAGEM COMPETITIVA: O Que e Como?

"O grande objetivo da educação não é o conhecimento, mas a ação."
Herbert Spencer

O que é vantagem competitiva
O que é um diferencial?
Diferencial é tudo aquilo que faz com que algo ou alguém fique diferente.
Vantagem competitiva ou diferencial competitivo é uma ou um conjunto de características que permitem a uma empresa diferenciar-se, por entregar mais valor aos seus clientes, em comparação aos seus concorrentes e sob o ponto de vista dos clientes.

Como a vantagem competitiva é algo que torna a sua empresa - ou você - diferente para melhor, aos olhos dos seus clientes, também é conhecida como diferencial competitivo.

Ou seja:
VANTAGEM COMPETITIVA, ou diferencial competitivo, para um dado segmento de mercado, é a razão pela qual os seus clientes escolhem a oferta da sua empresa, e não a dos seus concorrentes, exatamente porque sua oferta tem algo - a vantagem competitiva - que eles buscam e é única ou melhor do que a oferta dos concorrentes.
Ou resumindo:
VANTAGEM COMPETITIVA é o que faz com que a sua oferta seja a escolhida pelos seus clientes e clientes potenciais, dentre todas as ofertas disponíveis no seu mercado de atuação.
A VANTAGEM COMPETITIVA é sempre relativa
Você, com certeza já ouviu falar que"isto" ou "aquilo" é uma vantagem competitiva, por exemplo:
- atendimento como vantagem competitiva;
- o conhecimento como vantagem competetiva;
- a criatividade como vantagem competitiva;
- inovaçào como vantagem competitiva.
Estas são meras possibilidades. 

Não há nada que seja, a priori, uma vantagem competitiva.
  • As vantagens competitivas somente serão vantagens e competitivas quando e se ajudarem a estabelecer uma oferta com características que forneçam razões para os seus clientes escolherem a sua oferta, e não a oferta dos seus concorrentes.
  • Vantagem competitiva é sempre uma posição relativa dentro do seu mercado ou segmento de atuação.

Se os seus concorrentes têm bom atendimento, bom atendimento não é vantagem competitiva, é obrigação.

Se os seus concorrentes usam o conhecimento para criar ofertas de valor para o cliente, o uso de conhecimento é uma obrigação para a sua empresa competir no mercado, não uma vantagem competitiva.
Vantagem competitiva é sempre algo que realça a sua oferta sobre a oferta dos concorrentes. Por isso, relativa.
Os tipos de VANTAGEM COMPETITIVA
Há duas maneiras de se ter uma vantagem competitiva: ser único (a melhor) ou ser diferente (a mais comum).
  • Relevância,
  • Reconhecimento, 
  • Receptividade, 
  • Responsividade e 
  • Relacionamento.
 5Rs, o Reconhecimento é que trata da vantagem competitiva.

O "Reconhecimento" refere-se a você ter um serviço único ou diferente para os seus clientes, refere-se a você produzir um serviço ou produto com características que levem o cliente a comprar de você e não dos concorrentes. Então "Reconhecimento" e vantagem competitiva têm o mesmo conceito.
Mas o que caracteriza uma vantagem competitiva?
As características das VANTAGENS COMPETITIVAS:
Qualquer vantagem competitiva deve ter as seguintes características:
1. A vantagem competitiva precisa ter valor para os clientes. 
Não basta ser diferente ou único, essa diferença ou unicidade precisa ser desejada, buscada, almejada pelos seus clientes. Uma vantagem competitiva que não agregue valor para os clientes, que eles não tenham interesse, não é vantagem competitiva, é desperdício!
2. A vantagem competitiva não pode ter outras vantagens competitivas substitutas disponíveis prontamente aos concorrentes. 
Se os concorrentes não podem copiar a vantagem competitiva, mas podem substituí-la, então o impacto dessa vantagem é neutralizado.
3. A empresa precisa ter os recursos e a capacidade para fornecer a vantagem competitiva para os clientes de forma constante e consistente. 
Se a empresa não possui os recursos, ou não tem algumas capacidades necessárias, a vantagem competitiva terá vida curta. Fará com que a empresa invista e perca os recursos na tentativa de desenvolver essavantagem competitiva.
4. A vantagem competitiva precisa ser sustentável. 
Se a vantagem competitiva não puder ser sustentada ao longo do tempo, se ela puder facilmente ser copiada pela concorrência, então a vantagem competitiva não dura e a empresa não obtêm vantagens no seu mercado de atuação.

Para você trabalhar com o "Reconhecimento": diferencial ou vantagem competitiva, são necessários quatro passos a serem praticados sempre, continuamente:
1º - Fique de olho na concorrência.
Para ter e manter uma vantagem competitiva você precisa ser único ou diferente. Para você ter essa garantia fique de olhos bem abertos sobre os concorrentes. Se possível, tenha amigos ou conhecidos de confiança que sejam clientes dos seus mais importantes concorrentes para detectar antecipadamente possíveis diferenciações, cópias ou substituições que estejam sendo preparadas por eles.
2º - Faça a diferença.
Só há três maneiras de sua empresa atuar e se manter no mercado:
- copiar,
- inovar ou 
- revolucionar.
A cópia é o que os seus concorrentes tentam fazer com a sua vantagem competitiva.
Quando você atua na inovação, na melhoria contínua do seu diferencial, você busca manter a distância dos seus concorrentes, ou ampliar esta distância.
Se você é único na sua oferta ao mercado, se só você oferta esse serviço ou produto, ou característica destes, é porque você foi um revolucionário. Após a sua revolução você pode melhorar continuamente o seu serviço e cair na inovação, ou providenciar uma nova revolução (difícil, mas desejável).
3º - Bote a boca no mundo.
Já que você tem "Reconhecimento" no mercado por ser único ou diferente, por você ter uma vantagem competitiva, anuncie, divulgue, publique, faça das tripas coração, mas faça chegar ao ouvido, ao âmago do seu cliente potencial que você tem esse bendito diferencial.
Faça com que o seu público alvo saiba, experimente, veja, saboreie, absorva, vibre, mate o desejo com a sua vantagem competitiva, com esse diferencial que você tem, que é a razão da escolha dos seus clientes por você.
Ponha o seu bloco na rua e anuncie aos quatro ventos, sem vergonha de ser feliz e sem medo do sucesso.
4º - Cumpra o prometido.
Cuide para que o anunciado seja entregue. SEMPRE! Como disse Yoda, no filme "O Império Contra-Ataca":
- "Tentar! Isso não existe. Só existe fazer ou não fazer!"
Isso pode significar ficar de olho em tecnologia e conhecimento, personificados nos seus empregados. E também na prevenção do erro (indesejado, mas inevitável), e os respectivos procedimentos na sua ocorrência, devem estar estabelecidos e constantemente atualizados.

Copiado: http://www.merkatus.com.br/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Modelos de E-commerce – Conheça as Diversas Denominações

Quando falamos em modelos de e-commerce estamos no referindo às diversas configurações possíveis em uma atividade de venda pela Internet.
Uma atividade comercial pela internet pode pode ser estruturada com base em diversos modelos de negócios no e-commerce, em função principalmente do tipo de relação entre as partes compradora e vendedora.
É importante conhecer detalhes sobre os modelos de e-commerce para que você possa estruturar o seu planejamento em função das características próprias de cada um desses modelos.

Os modelos de e-commerce com origem nas empresas

Business to Business  – Modelo B2B

O modelo de comércio eletrônico Business to Business ou B2B como também é conhecido, tem como principal característica a relação comercial entre duas empresas. Um volume bastante significativo do comércio eletrônico mundial é feito nesta modalidade.
As transações no modelo B2B, em sua grande maioria, se dão através de  redes privadas partilhadas entre duas empresas ou mais empresas. É uma prática que possibilita ganhos de produtividade e elimina intermediadores.

Business to Consumer – Modelo B2C

O modelo de e-commerce Business to Consumer, também conhecido como B2C, é o mais conhecido do grande público e envolve a venda direta dos fabricantes e distribuidores ao consumidor final.
As grandes lojas virtuais como Submarino, Netshoes, Extra e outras são exemplos clássicos desse modelo de e-commerce. No Brasil é o segmento que cresce de forma mais acelerada em função do ingressos de pequenos e médios empresários

Business to Employee – Modelo B2E

Os diferentes modelos de e-commerce

Por último, temos o modelo Business  to Employee, onde as empresas criam plataformas de e-commerce, geralmente no formato intranet, para oferecer produtos e serviços para seus funcionários com preços diferenciados.

No Brasil temos um modelo de B2E muito interessante criado pela PREVI, fundação dos funcionários do Banco do Brasil. O Clube de Benefícios da PREVI, através de uma rede de parcerias, oferece diversos produtos e serviços ao seu corpo de funcionários com preços significativamente menores do que os praticados no mercado aberto.

Modelos de e-commerce com origem nos consumidores

O segundo grupo de modelos de e-commerce é o que tem como origem do interesse de venda o próprio consumidor.

Consumer to Business – Modelo C2B

Esse modelo de e-commerce é justamente o contrário do modelo B2C. No modeloC2B, são os consumidores que ofertam seus produtos e serviços para as empresas. Ainda é um modelo pouco utilizado no Brasil, mas em outros países é um grande mercado.
Por aqui, o destaque para ecommerce no modelo Consumer to Business fica por conta dos sites de oferta de serviços freelancer como o Freela e o We Do Logos.

Consumer to Consumer – Modelo C2C

Neste modelo de comércio eletrônico a relação comercial se dá entre duas pessoas, geralmente através de uma plataforma de e-commerce que promove a intermediação da operação.
No Brasil, o pioneiro no modelo Consumer to Consumer foi o Mercado Livre e mais recentemente o Olx e Bom Negócio.
Agora que você já conhece os principais modelos de e-commerce e suas características, já pode escolher o seu e começar a elaboração do plano de negócios para seu e-commerce.
Copiado: http://www.guiadeecommerce.com.br/

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

COMO O CLIMA ORGANIZACIONAL INTERFERE NA SAÚDE DO COLABORADOR

Da junção do ambiente físico com o clima organizacional chegamos à qualidade de vida no trabalho. A lógica é a mesma da vida cotidiana: se vivemos num ambiente saudável e cultivamos emoções positivas temos qualidade de vida.
A diferença primordial é que em casa, com sua família e amigos o maior responsável pela nossa qualidade de vida somos nós mesmos. Se eu não dedico um tempo para uma caminhada diária – ou qualquer outra atividade física – o responsável sou eu, se eu durmo em um colchão ruim pensando que a compra de outro é um gasto desnecessário a culpa também é exclusivamente minha.
Entretanto, na empresa o grande responsável por promover o bem-estar é a própria empresa. Por isso, meu querido leitor, saiba que você tem o poder de contribuir para a evolução de cada pessoa que trabalha com você. 
Lembre-se que só com saúde e bem-estar é possível conduzir de forma plena a evolução de cada um de nós e das organizações. Colabore para o bem-estar coletivo!

CLIMA ORGANIZACIONAL E SAÚDE NO TRABALHO

Para além da legislação vigente, é necessário que tratemos os colaboradores como um capital importante e essencial, em que a saúde é um bem irremediável, e no qual precisamos investir continuamente. O investimento em clima organizacional é um investimento no próprio processo produtivo da empresa.
No entanto, é preciso que essa medição de clima seja feita por completo e constantemente, de modo a identificar os pontos fortes e de melhoria. Digo isso porque as cadeiras e mesas podem ser absolutamente confortáveis, mas se a tensão das más relações de trabalho estiver “pesando” o clima, as dores lombares, articulares e de cabeça, com certeza, aparecerão.
A relação entre a mente e a saúde física é direta, quando estamos adoecidos fisicamente isso impacta diretamente em nosso corpo, do mesmo modo é quando nossa mente está em desequilíbrio, o que afeta nosso estado físico em cheio também.

AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO TRABALHO

Cuidar das relações interpessoais entre colegas e também entre os profissionais e seus gestores é essencial. As empresas são feitas de pessoas, os resultados são construídos por pessoas, sem a junção de seus conhecimentos, habilidades e experiências os objetivos e as metas não são alcançados e nem os projetos obtém o êxito almejado.
No dia a dia, os conflitos abalam a produtividade e, muitas vezes, interferem diretamente na autoestima e autoconfiança do trabalhador. Desmotivado nenhum profissional consegue entregar bons resultados ou se relacionar positivamente com seus pares e superiores. Pelo contrário, tende a disseminar o pessimismo e a contaminar os demais.
Por isso, podemos concluir que a qualidade de vida no trabalho está diretamente ligada a uma boa gestão do clima organizacional. Assim, as empresas em conjunto com seus profissionais devem buscar colaborar ativa e positivamente para que se encontre o equilíbrio nas relações interpessoais e assertividade na tomada de decisão e no alcance dos resultados.
E se você quer melhorar a qualidade do clima organizacional, leve o Coaching para sua empresa. Conheça oBusiness and Executive Coaching – BEC, a formação que vai levar a metodologia mais efetiva do mundo para a evolução contínua de sua organização.
Copiado: http://www.jrmcoaching.com.br/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A LESMA E AS DUAS PULGAS

Duas pulgas estavam conversando e uma disse para a outra:

– Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. 

Daí, nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas é zero. 

É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas no mundo: moscas voam. E elas tomaram a decisão de aprender a voar.

Contrataram uma mosca como consultora, e entraram num programa intensivo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

– Sabe? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro. Portanto, o nosso tempo de reação é menor do que a velocidade da coçada dele. Temos que aprender a fazer como as abelhas, que sugam e levantam voo rapidamente.


E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. Porque, como a primeira pulga explicou:

– Nossa bolsa para armazenar sangue é muito pequena, por isso temos que ficar sugando por muito tempo. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando adequadamente. Temos que aprender com os pernilongos como é que eles conseguem se alimentar com mais rapidez.

E um pernilongo lhes prestou uma consultoria sobre como incrementar o tamanho do abdômen. E as duas pulgas foram felizes. Por poucos minutos. Como tinham ficado muito maiores, sua aproximação era facilmente percebida pelo cachorro. E elas começaram a ser espantadas antes mesmo de conseguir pousar.

Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha dos velhos tempos:

– Ué, o que aconteceu com vocês? Vocês estão enormes! Fizeram plástica?

– Pois é, nós agora somos pulgas adaptadas aos grandes desafios do século XXI. Voamos ao invés de saltar, picamos rapidamente e podemos armazenar muito mais alimento.


– E por que é que vocês estão com essa cara de subnutridas?

– Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

– Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e saudável.

Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as duas pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:

– Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma consultoria?

– E quem disse que eu não tenho uma? Contratei uma lesma como consultora.

– Hã? O que lesmas têm a ver com pulgas?

– Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês. Mas ao invés de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse bem a situação e me sugerisse a melhor solução. 

E ela ficou ali três dias, quietinha, só observando o cachorro, tomando notas e pensando. E então a lesma me deu o diagnóstico da consultoria: "Você não precisa fazer nada radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, uma 'grande mudança' é apenas uma simples questão de reposicionamento".

– E isso quer dizer o quê?

– O que a lesma me sugeriu fazer: "Sente-se no cocuruto do cachorro. É o único lugar que ele não consegue alcançar com a pata".

Moral

Muitas vezes, queremos fazer mudanças radicais em nossa vida, achando ser a solução dos nossos problemas... mas pequenas mudanças em nosso comportamento já dão resultados incríveis.

Copiado: http://profamarins.blogspot.com.br/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Administração: Ontem, Hoje e Sempre

Em minha opinião a melhor definição do que é Administração é muito simples e é a seguinte:"Administração é a arte de obter resultados através das pessoas". Concluo que é por isso que ela é essencialmente humana, mesmo quando se utiliza das ciências exatas (matemática, estatística) e das tecnologias (computadores) para ser praticada.
Entendo que nossa atividade (dos Administradores) é anticontemplativa e que o Administrador efetivamente só se forma no campo, na ação dentro da arena onde as batalhas do dia-a-dia são travadas. Só se aprende de fato, através do exercício permanente dos princípios de Administração, da prática, do experimento, da ação, da vivência.
A formação acadêmica concede a habilitação para o exercício legal da profissão, assim como tantas outras (medicina, direito, engenharia, contabilidade etc.), mas é a prática que fortalece a destreza, desenvolve o conhecimento, aperfeiçoa as habilidades e lapida as atitudes, forjando e moldando o perfil do profissional dotando-o das competências essenciais para alcançar o sucesso profissional.
Somos definitivamente agentes de mudanças e lembrando Maquiavel que já disse que"Deve-se ter em mente que não há nada mais difícil de executar, nem de sucesso mais duvidoso, nem mais perigoso de conduzir, do que iniciar uma nova ordem das coisas", avalio que onosso mais profundo e complexo desafio quando na condução de pessoas é promover as mudanças que se fazem imperiosas nos comportamentos, comprometimentos e engajamentos destes para que os objetivos sejam plenamente atingidos.
Podemos e devemos "ensinar o elefante a dançar", como já escreveu James Belasco em sua obra famosa "Ensinando o Elefante a Dançar" (Editora Campus) e como relatou Louis V. Gerstner Jr., feito soberbamente retratado em seu livro "Quem disse que os Elefantes não Dançam?" (Editora Campus) Somos, sim, domadores de leões, treinadores de elefantes, malabaristas e equilibristas, para ficar apenas em algumas nobres e respeitáveis funções, no grande circo da vida empresarial.
Nós, os Administradores, sofremos os impactos das mutações sociais e da influência da sociedade nas empresas e no desempenho de nossas funções, estamos sendo permanentemente testados em nossa capacidade de adaptação. Foi assim nos anos 80, com as ações sindicais; nos anos 90, com a democratização do uso dos computadores e a tal da Reengenharia e está sendo assim neste século com a proliferação vertiginosa da Rede Internet e de seus fantásticos recursos que a torna, cada vez mais, um poderoso e democrático instrumento de mídia social.
Podemos afirmar que a Administração como função remonta às origens da própria humanidade; pois, não há como imaginarmos as construções das Pirâmides do Egito antigo, sem que houvesse um complexo processo de administração por trás destas magnificas construções, que resistem ao tempo e nos encantam até os dias atuais. 
Assim também encontramos a presença marcante da Administração nas Conquistas do Império Romano e nas Grandes Descobertas da Civilização na Idade Média. Impossíveis seriam as viagens para Índia, Ásia, Américas, sejam pelas esquadras portuguesas ou pelas espanholas, sem que por trás destas execuções não tivéssemos atividades de planejamento, organização e direção.
 Estas grandes conquistas nos levam, então, a concluir que Administração sempre existiu, só que de forma empírica, como parte de algo maior, visto que apenas a partir do início do Século XX é que a Administração começou a ser estudada, analisada e tratada de forma mais específica e com identidade própria, a partir dos estudos, observações, análises e conclusões de dois engenheiros que se tornaram conhecidos na história como os "pais" da Escola Clássica de Administração, que são Frederick W. Taylor (Estados Unidos, administração científica) e Henry Fayol (França, teoria clássica de administração) que publicaram suas primeiras conclusões por volta de 1910/15.
Em ambos os estudos, o enfoque predominante era a busca pela eficiência, produtividade e rentabilidade a serem atingidos com melhoria da administração dos recursos disponíveis pela empresa.
Sem dúvida nenhuma, antes ou depois do advento do modelo da Escola de Administração Científica, cujos principais e respeitáveis nomes foram Taylor e Fayol, que veio a ser um divisor de águas na história da Administração, tivemos grandes e inesquecíveis Administradores, que, não só deixaram seus nomes marcados indelevelmente na História da Humanidade, mas, que servem até hoje como exemplos de sucesso para todos nós.
Na minha lista particular de Administradores exemplares constam: Jesus Cristo; Alexandre, o Grande; Aníbal, o Conquistador; General Patton, General Eisenhower; o herói espanhol, Rodrigo Díaz de Vivar, mais conhecido por El Cid, o Campeador; Napoleão, Henry Ford, Akio Morita, Lee Iacocca, Alfred Sloan Jr, Jack Welch etc. Cada qual a seu tempo, cada qual a seu modo, se destacaram no que se propuseram a fazer e além de valorosos administradores, foram igualmente relevantes agentes de mudanças.
Dentre todos, destaco como o principal, o maior de todos, Jesus Cristo, que administrou a escassez, liderou multidões, cumpriu uma missão e atingiu um objetivo.
No campo doméstico, destaco como Administradores exemplares que devem ser vistos como modelos e estudados como paradigmas de sucesso no exercício da função, alguns nomes, como: Antonio Ermírio de Moraes, Ricardo Semler, Abílio Diniz, Chieko Aoki, Henrique Meirelles, Alain Belda e Carlos Ghosn, sendo que estes últimos três já marcaram presença nas listas dos principais executivos do mundo, no início deste século. São os que eu denomino de "Executivos de Classe Mundial".
E quem precisa de nós?
O mundo, o Brasil, os estados, as cidades, as empresas, as comunidades, as organizações sociais, enfim, todas as Instituições, sejam elas públicas ou privadas, que visem lucros ou não, necessitam de Administradores, profissionais formados, habilitados e instrumentalizados para o pleno exercício das quatro funções clássicas, que nos foram legadas pelo saudoso Peter Drucker, considerado o Papa da Administração: O Planejamento, a Organização, a Direção e o Controle.
Portanto, entendo que a Administração, esteve ontem, está hoje e estará sempre presente, à frente do desenvolvimento, da evolução e das grandes conquistas dos homens, sendo o grande e valioso instrumento ordenador dos relacionamentos interpessoais e estimulador do progresso da Humanidade.
Por: Adm. Prof. Ms. Sérgio Lopes - http://www.artigonal.com/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Administração Pública e Arbitragem: pode haver limite para a publicidade?

Qualquer curso ou livro introdutório de arbitragem traz consigo uma seção com o tema das vantagens da arbitragem
Não é incomum que listem-se como vantagens da arbitragem a neutralidade, a expertise dos árbitros, a maior celeridade do processo (que diminui os custos associados ao litígio no tempo), a flexibilidade do procedimento e sua confidencialidade. 
É bem verdade que estas são características que ajudaram no desenvolvimento da arbitragem comercial no Brasil e no mundo.
Particularmente, a confidencialidade, tema deste post, é vista como um elemento importante do processo arbitral por permitir às empresas que limitem a exposição de sua atividade em processos litigiosos[i]. Até poucos anos atrás era comum, especialmente no Brasil, que se vissem regulamentos de arbitragem que indicavam que o processo arbitral seria confidencial (ou sigiloso), sem qualquer ressalva[ii].
Talvez esta característica fosse uma das razões pelas quais, por anos, criticou-se a utilização da arbitragem por entes da administração pública – afinal de contas, um dos princípios constitucionais que informam a administração pública brasileira é a publicidade (art. 37 da Constituição Federal). É bem verdade que, em rigor, a confidencialidade não poderia ser considerada um óbice para a administração pública participar de arbitragens, até porque os próprios regulamentos permitiam às partes afastar esta regra e realizar um procedimento não confidencial.
Em 2015, a Lei 13.129/15, que modificou a Lei 9.307/96, introduziu regra específica indicando que a arbitragem com entes da administração pública deverá respeitar o princípio da publicidade (parágrafo 3o do Art. 2o da Lei 9.307). Pretendia a regra sanar, de uma vez por todas, as dúvidas sobre a publicidade de procedimentos arbitrais envolvendo a administração pública.
Minha provocação neste post é a de que esta regra, na verdade, traz uma falsa ideia de solução a este problema. O ditame da lei se limita a estipular que a arbitragem com ente da administração pública deve respeitar o princípio da publicidade. Ele não é claro ao estabelecer o exato escopo do que se deve entender por princípio da publicidade.
Seria a publicidade de procedimentos arbitrais igual à prevista no processo judicial? Se este for o caso, então, os tribunais arbitrais, as partes e as câmaras arbitrais talvez devam se preparar para franquear acesso aos autos do processo arbitral a quem quer que seja: cidadão, empresa, entidade não governamental, jornalistas, e por aí em diante. Junto com isto viria a obrigação de realizar as audiências em locais que permitissem a entrada de terceiros como espectadores, tal como é possível no processo judicial. No limite, não seria difícil imaginar uma arbitragem envolvendo, por exemplo, a Petrobras e seus acionistas, com a mesma cobertura midiática que a operação Lava a Jato tem hoje em dia.
Desconfio que esta abordagem não foi o que o legislador teve em mente ao indicar que a arbitragem deveria respeitar o princípio da publicidade. O conteúdo semântico da noção de princípio da publicidade certamente dá margem à criação de regras e procedimentos diferentes (e, porque não dizer, melhores) das previstas para o processo judicial brasileiro.
O motivo desta preocupação reside no fato de que o excesso de publicidade (particularmente midiático) pode também gerar efeitos perversos para um processo (seja ele arbitral ou judicial). Um julgador (seja ele um juiz ou árbitro) tem o dever de se manter neutro, independente e imparcial – faz parte da noção básica de devido processo legal, princípio basilar do estado democrático de direito. A excessiva ingerência pública sobre um determinado processo pode gerar o efeito perverso de contaminar um julgamento que deve se pautar pelo respeito a regras e procedimentos.
Esta dicotomia entre o dever de publicidade e o dever de resguardar a noção de devido processo legal já foi tema de alguns julgados internacionais envolvendo Estados, no âmbito do ICSID. Nos casos Abaclat e outros vs. República da Argentina (2010) e Biwater Gauff (Tanzania) Limited vs. Republica Unida da Tanzania (2008), os tribunais arbitrais consideraram que o dever de transparência não deve ser utilizado para exacerbar o caso a ponto de comprometer sua integridade.
É verdade que nestes dois casos os tribunais arbitrais não criaram um critério objetivo para delimitar o escopo da publicidade, mas estabeleceram um interessante juízo de ponderação que leva em consideração as circunstâncias políticas, jurídicas e a própria vontade das partes. É este juízo de ponderação que se sugere seja feito para preencher e compreender o conteúdo semântico da noção de princípio da publicidade, ao qual a Lei de Arbitragem brasileira faz referência.
Neste ponto, a noção de flexibilidade do procedimento arbitral permite que os tribunais arbitrais e as partes utilizem sua criatividade para atingir o objetivo legal de respeitar o princípio da publicidade e resguardar o procedimento arbitral. Certamente este é um exercício que deve ser realizado com base no caso concreto, mas é possível indicar algumas opções que poderiam ser utilizadas daqui em diante.
Em primeiro lugar, os atos processuais com efetivo conteúdo decisório devem ser públicos – este é o caso da(s) sentença(s) e de algumas ordens processuais (por exemplo, as que decidem pela existência de jurisdição e competência do tribunal arbitral). Em segundo lugar, parece perfeitamente lícito que o tribunal arbitral (a pedido de uma das partes ou mediante acordo delas) permita que ao menos alguns documentos sejam mantidos em estrita confidencialidade (como ocorre em alguns processos judiciais). Em terceiro lugar, as audiências podem ser públicas mediante a utilização de tecnologia de webstreaming, permitindo que terceiros a acompanhem e, ao mesmo tempo, resguardando a ordem de sua condução presencial[iii].
Em suma, ainda que seja compreensível a percepção de que a completa e irrestrita publicidade geraria mais confiança sobre a resolução de conflitos com a administração pública, não se pode permitir que esta mesma publicidade prejudique os objetivos do processo: resolver a lide de forma neutra, independente e imparcial. Em outras palavras, a retórica de atingimento do interesse público por meio de vasta publicidade deve ser interpretada cum grano salis. A arbitragem permite que as partes e os árbitros criem procedimentos diferentes dos tradicionalmente previstos no processo civil brasileiro, que concilie o dever geral de publicidade com o desenvolvimento de uma sadia política de Estado de resolver seus conflitos de forma eficiente, pragmática e justa.
Evidentemente, ainda ficam diversas dúvidas, particularmente sobre a forma de implementação de algumas das ideias aqui propostas: seria razoável exigir dos árbitros que dessem publicidade aos atos decisórios? É mais razoável que este dever incumba à parte integrante do Estado? As instituições arbitrais poderiam assumir algum papel na busca deste objetivo? Espera-se que este post (e os comentários a ele) possa ajudar na reflexão sobre o conteúdo semântico da noção de princípio da publicidade na arbitragem com entes da administração pública.
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[i] Imaginem uma disputa comercial entre duas empresas sobre um segredo industrial: não é do interesse de nenhuma das partes que o processo seja público e que os detalhes do segredo industrial sejam revelados publicamente.
[ii] Este era o caso, por exemplo dos regulamentos da Câmara de Comércio Brasil Canadá, de 1998 (item 9.8) e da Câmara de Arbitragem CIESP/FIESP, anterior a julho de 2013.
[iii] A tecnologia de webstreaming tem sido utilizada em procedimentos arbitrais do ICSID sujeitos às regras do NAFTA. A tecnologia permite a transmissão, via internet, em tempo real, do vídeo e áudio da audiência.
Por: Daniel Tavela Luís - http://www.cbar.org.br/