QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A Administração e o Jogo dos Sete Erros.

Se você entrar em uma reunião a fim de buscar culpados e passar três horas discutindo sem identificar quem está errado, o errado é você!

A prática do gerenciamento de equipes é uma escola de formação que ensina ou deveria ensinar aos líderes, à humildade, a coerção, a tolerância. Ninguém está sempre certo e nem sempre errado. 

Se algum gerente que você conhece lhe disser que sempre está com a razão, das duas uma: ou é um mentiroso ou nunca gerenciou pessoas como deveria.

As empresas, mesmo as familiares, têm interesses específicos, objetivos que devem ser atingidos no quotidiano, de forma a garantir a sua sobrevivência. É por isto que necessitam ser administradas profissionalmente. Alguns Gerentes, se é que posso tratá-los assim, no exercício das suas funções cuidam dos seus a fazeres como se estivessem arrumando o quintal da sua própria casa, atropelando tudo e a todos, enterrando recursos e deixando rastro de desânimo, antipatia, descrédito e desconfiança em suas equipes de trabalho.

No fundo são pessoas inseguras que deram a sorte de encontrar alguém que lhes puxassem pelas mãos e lhe renderam a oportunidade de crescimento na carreira. Entretanto, não introjectaram a oportunidade e perderam o trem desse aprendizado que passou e eles ficaram sentados na estação.
  • As empresas alimentam famílias. Quantas bocas um empregado representa no trabalho?
  • Responda a essa pergunta olhando para si mesmo. Quantas bocas dependem do seu salário?
  • Quantos são aqueles que estão sob a sua dependência para vestir, ir ao médico, estudar etc? 
Não há como eu saber exatamente o tamanho do seu cabedal de dependentes, mas posso por meio da coleta de dados estatísticos consagrados, atribuir que a família brasileira é constituída de pelo menos o casal e dois filhos em média, ou seja, neste exemplo, há três dependendo de um, no mínimo.

As pessoas muitas vezes “engolem sapos” por colocarem à frente os seus dependentes, pois todos conhecem as dificuldades em conseguir um novo emprego hoje em dia. Optam por “irem levando” as ingerências cometidas por seus gestores. As Organizações por serem o principal elemento de sustentação da família, assume personalidade sagrada para o trabalhador, por isto, tratando-as assim, enquanto Gerentes, Coordenadores, Supervisores e Monitores, devemos procurar não cair na tentação de cometer algum dos Sete Pecados sobre os quais passaremos a expor mais adiante: Os Sete Pecados na Gestão

1) Miopia Organizacional: Agir como os três macacos: Não ver, não ouvir, não falar. Não ver as potencialidades multidisciplinares que estão a sua disposição, alocando cada talento no lugar certo, a fim de extrair todas as suas potencialidades; Não ouvir mais os especialistas, pois neles estão depositadas as práticas laborais que melhor atendem ao princípio, meio e fim das tarefas que lhe cabem; Não falar, não agradecer, não elogiar, não reconhecer em público os agentes que influenciam positivamente os resultados alcançados.

2) Soberba Profissional: Pensar e agir como se fosse o dono da verdade. Assumir posições radicais esquivando-se das consequências, principalmente se os resultados não agradarem aos seus superiores ou pares, imputando a outrem a responsabilidade da implantação das suas equivocadas orientações. Se deu certo, foi ele. Se deu errado, foi outra pessoa! Escolhem como seus substitutos pessoas sem expressão, influência ou competência de modo a não se sentirem ameaçados.

3) Avareza: Especialisar-se em fazer economia “burra” o tempo todo! Segurar as verbas o ano inteiro, para que no final dele, sair procurando o que comprar de modo a garantir o mesmo orçamento no exercício seguinte e continuar agindo do mesmo jeito. Não viabilizar cursos ou viagens na forma de prêmios para aqueles que se destacaram na sua equipe, aliás, somente abrem a mão para os que fizerem a políticas de seus bons amigos. Aos amigos do Rei tudo. Aos “inimigos”, a Lei!

4) Centralização: Não confiar a ninguém a condução de tarefas principalmente as nobres, aquelas que podem estar sendo observadas por seus superiores hierárquicos. Mantém tudo sobre a égide dos seus olhos. Acumulam tarefas não importando a sua expressão. Vivem sem tempo para tudo e para todos. Torna-se uma pessoa estressada, sem brilho e se concretam no exercício das suas funções. Jamais serão mais do que são, ao contrário disso, são candidatos potenciais a perderem seu “status” nas suas organizações.

5) Improbidade: Tratada aqui em sentido mais amplo, vem a ser a ação ou omissão do Administrador que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições. Está relacionada à Ética Profissional. Incorrer neste Pecado é por sob a terra o aprendizado de toda uma vida, é soterrar o caráter, ferindo mortalmente as leis sociais.

6) Ganância: Na sua escola só aprendeu a conjugar verbos na primeira pessoa do singular. Eu faço, Eu decido, Eu resolvo; e na terceira pessoa do singular também: Ele errou, Ele desobedeceu, Ele fracassou. Só pensa em si próprio. Assumir os grandes feitos, as tacadas de mestre, capitalizando prestígio e valores somente para si. Os brindes de final de ano vão para a gaveta ou fundo do seu armário. Em primeiro lugar vem ELE, em segundo ELE e em terceiro ELE.
As equipes o veem como nuvens que cobrem o céu nos finais de semana. Rezam para que passem rápido, que vão embora o mais depressa possível. São pessoas inconvenientes, intransigentes e arrogantes. As organizações competitivas não toleram pessoas assim. 

7) Luxuria: Não tem garrafa fazia pra vender. Não entendem de nada, não conhecem nada, não sabem de nada! São como no dito popular, “um zero à esquerda”, no entanto são dotados de uma prepotência invejada até no inferno! Parecem pombos passeando pelos corredores. Sempre concordam ou discordam das ideias dos seus superiores numa rapidez impressionante. Incapazes de tomarem posição sobre qualquer assunto custam a decidir até onde sentar num restaurante, é capaz de comer em pé se alguém não lhe escolher a mesa.
São pessoas que agem como bolas. Rolam para o lado que pender a política das empresas onde laboram.

É minha gente. Sete Pecados que se somam a muitos outros sete já relacionados por outros pesquisadores e autores de Artigos Técnicos assim como eu. Enfim, cabe a vocês que me acompanham através do Site do Conselho Regional de Administração do estado de Sergipe – CRA-SE, julgar a pertinência ou não de evitarmos cair na tentação de algum deles. Que Deus esteja sempre por nós e nos livre de trabalhar com Gerentes que os adotem. Se isto acontecer numa empresa, até o inferno irá parecer um lugar melhor para se trabalhar!

 Por: Adm. José Mauro Alvim Machado - http://www.crase.org.br/ 

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