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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 12 de março de 2015

Nunca, Nunca, Nunca Desista!

Em seu fantástico livro Feitas para durar, uma das conclusões obtidas por James Collins e Jerry Porras foi a seguinte: a sorte favorece os que são persistentes. Segundo os autores, das 100 empresas citadas no livro, apenas três tinham uma grande ideia: a GE, a Ford e a Johnson [_e_] Johnson.
Empresas como a Motorola, Procter [_e_] Gamble, Hewlett-Packard, Walt Disney e Boeing, por exemplo, eram lideradas por visionários que tinham pouca noção de administração, planejamento, fluxo de caixa etc. e nenhum capital para levar o negócio adiante.
Desmistificando os mitos – O mito da grande ideia
Bill Hewlett e Dave Packard decidiram primeiro abrir a empresa e depois resolver o que ela faria. Nas palavras de Hewlett, eles eram oportunistas e faziam qualquer coisa que pudesse gerar alguns trocados sem qualquer plano para desenvolver a empresa.
Diferente da HP, A Texas Instrument, tinha suas raízes num conceito inicial muito bem-sucedido e seus fundadores formaram a empresa para explorar uma grande oportunidade tecnológica e mercadológica específica na época, ou seja, a TI começou com uma grande ideia, a HP não.
Da mesma forma, quando Masaru Ibuka fundou a Sony, em agosto de 1945, ele não tinha nenhuma ideia específica de produto. Ibuka e seus sete funcionários fizeram uma sessão de brainstorming – depois de abrir a empresa – para decidir quais seriam os seus produtos.
Eles consideraram várias possibilidades, desde sopa adocicada de creme de feijão, até miniaturas de equipamentos de golfe e réguas de cálculo. A primeira tentativa de produto da Sony, uma simples panela elétrica para fazer arroz, não funcionava e o seu primeiro produto significativo – um toca-fitas – fracassou no mercado.
Por outro lado, o fundador da Kenwood, ao contrário de Ibuka na Sony, segundo os autores, tinha uma categoria específica de produtos em mente e a empresa sempre foi uma especialista pioneira em tecnologia de áudio, portanto, as chances de sucesso eram muito maiores.
O terceiro e último exemplo deste artigo vem da Boeing. O primeiro avião de Bill Boeing foi um fracasso, o que levou por água abaixo todas as suas tentativas na área marítima. A empresa enfrentou tantas dificuldades nos primeiros anos de operação que acabou fabricando móveis para se manter até recuperar sua vocação original.
Ao contrário da Boeing, a Aircraft teve um enorme sucesso inicial com seu primeiro avião, projetado para ser o primeiro avião da história a fazer uma viagem sem escalas de costa-a-costa e levar mais carga do que o seu próprio peso. Diferente de Bill Boeing, Douglas Aircraft nunca precisou fabricar móveis para manter a empresa funcionando.
Desmistificando os mitos – O mito do grande líder carismático
Collins e Porras não encontraram, por meio de pesquisas, nenhuma evidência de que um grande líder é a variável distintiva durante as etapas críticas de formação das empresas visionárias, portanto, a teoria do grande líder foi descartada.
William McKnight, da 3M – Mineração e Manufatura de Minnesota -, começou a trabalhar em 1907 como um mero guardalivros assistente e foi promovido a contador de custos e a gerente de vendas antes de se tornar gerente geral.
Das quase cinquenta referencias encontradas pelos autores sobre McKnight na história da empresa, ele era apenas descrito como um homem gentil, de fala mansa, bom ouvinte, humilde, modesto, um pouco condescendente, discreto, quieto, solícito e sério.
Masaru Ibuka, da Sony, tinha a reputação de ser reservado, solícito e também introspectivo. Os senhores Procter e Gamble eram pessoas formais, cerimoniosas, corretas e reservadas. Com relação a Jack Welch, por exemplo, pode-se afirmar tudo sobre ele, menos o fato de que se tratava de um líder carismático.
Principais conclusões mencionadas no livro
1. Esperar por uma grande ideia pode ser uma péssima ideia. Ao todo, apenas três das empresas visionárias começaram com um produto ou serviço específico, inovador e altamente bem-sucedido – uma “grande ideia”: a Johnson [_e_] Johnson, a General Electric e a Ford. O restante não passava, na sua grande maioria, de um bando de aventureiros.
2. Se você for um líder perfeito e carismático, ótimo, mas se não for, também não há problema, você está em boa companhia junto às pessoas que criaram empresas como a 3M, a P[_e_]G, a Sony, a Boeing, a HP e a Merck. Nada má essa turminha.
3. A sorte favorece os que são persistentes, portanto, na maioria dos casos citados no livro, a empresa em si foi a criação mais importante. Esta simples verdade, segundo Collins e Porras, é a base fundamental dos criadores de empresas bem-sucedidas. Os criadores de empresas visionárias eram pessoas altamente persistentes e seguiam à risca o seguinte lema: nunca, nunca, nunca desista.
O que isso tem a ver com você?
Se você passar a vida esperando por uma grande ideia, jamais conseguirá abrir uma empresa e colocar suas ideias atuais em prática. Em vez de admirar os empresários que você gosta, inspire-se neles e tire as ideias do papel. Não é possível ser um deles apenas lendo sobre eles.
Na pesquisa realizada por Collins e Porras, quem ganhou a longa corrida para o sucesso foram as tartarugas e não as lebres, ou seja, não há nenhum problema em pensar grande, começar devagar e crescer rápido. O maior problema sempre foi e sempre será não começar.
Todo mundo conhece um empreendedor ou empresário que, contrariando todos os prognósticos, conseguiu se dar bem e construir uma empresa de sucesso. Por vezes, você ainda costuma se perguntar: como é que esse cara conseguiu chegar aonde chegou?
É o caso de Eloy D’Avilla, fundador da Flytour, a maior operadora de pacotes turísticos do Brasil. A história dele é um livro aberto. Digite no Google a frase “passei muita fome” e será remetido a uma entrevista concedida por ele há algum tempo para a Revista Exame. Leia e se emocione. Como é que ele conseguiu chegar aonde chegou?
  • Por fim, baseado em tudo o que foi dito, mais o que você leu, a única conclusão que poderá chegar será esta: a sorte favorece os que são persistentes, portanto, nunca, nunca, nunca desista!
Pense nisso e empreenda mais e melhor!
Por: Jerônimo Mendes  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

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