QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Somos Arredios à Mudanças!…ou Não?


Muitas vezes eu ouvi:

_ O ser humano não gosta de mudanças!

Se não gostássemos de mudanças ainda estaríamos em cavernas!


Olhe para trás… Olhe para os últimos 100 anos!

Ah tá! Então o ser humano não gosta de mudanças?!

O que ninguém gosta é de FALTA DE COMUNICAÇÃO!

Quando crianças, não gostávamos de ouvir um “não”. Na realidade não tinha nada a ver com o não, e sim com a falta de explicação do porquê não podíamos fazer isto ou aquilo…


E vou te contar um segredo…Ainda somos crianças!

Acredite, somos apenas “crianças” com mais experiências… crenças… limites… e derrotas…
Derrotas reais ou derrotas por não termos tentado…


Por isto temos a falsa impressão de gostarmos do “status quo”, ou seja, da zona de conforto…

Não é que gostamos da zona de conforto, não gostamos é de não saber onde a coisa vai dar!


Por isto, parece que desejamos manter o mesmo, quando nos deparamos com:

• uma nova maneira de fazer

• uma nova estratégia
• um novo programa de computador
• um novo relacionamento
• uma nova maneira de pensar
• uma nova forma de agir


Quantas pessoas passam por esta vida (e se me consta não conseguimos sentir outra, mesmo crendo na vida eterna…) e não tentam o diferente por falta de comunicação!


Comunicação interna ou externa!

Pense apenas em você, leitor, quantas vezes deixou de questionar-se e procurar como seria fazer algo diferente?

Em nossas empresas, quantas vezes obrigamos ou fomos obrigados a aceitar uma mudança e fomos arredios, por falta de explicações, opa, comunicações…

Lembro com requintes de detalhes quando disse para minha mãe que não iria mais à escola, logo nos primeiros meses.

Tinha uns 5 anos.

Ela brigou comigo? Não!
Ela me obrigou a ir? Não!
Ela disse todos os “benefícios” que seria eu ir para escola? Não!
(o que tem de palestrante ainda falando em vomitar benefícios em cima do cliente…tse, tse, tse)
E ela poderia… Ela era a chefe, ops, a mãe!
E eu um estagiário, ops, um pirralho de 5 anos!
_ O que ela fez Ricardo?! Conta logo!


O diálogo foi mais ou menos assim:

_Mãe, não vou mais à escola!

_ Por que Ricardo?
_ Eu não gosto da escola, prefiro ficar em casa!
_ Você não quer aprender a ler? (Ela sabia que eu adorava gibi, mesmo ainda sem saber ler. Ficava olhando as figuras e tentando entender as historinhas…)
_ Não! Não quero aprender a ler…
_ E quando você crescer vai trabalhar como? Se não souber ler…
_ Vou ser lixeiro! (Olha a crença já instalada num ser de 5 anos?! Eu já acreditava que ser lixeiro era algo para quem não tinha preparo algum!)
_ Ah tá… Que bom…!
Você sabia que para ser lixeiro precisa ler os nomes das ruas para pegar o lixo?
(aqui eu devo ter feito uma cara de: putz, me ferrei)


Lembro-me que a conversa terminou aqui e eu continuei a ir para escola!


Muitas vezes a oposição à mudança é simplesmente falta de comunicação!


Ricardo Ventura!

www.RICARDOVENTURA.com.br

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