QUEM SOU EU

Minha foto

Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Não Se Avalia Impunemente

Não tenham dúvidas, toda avaliação exige um comprometimento.
E esse comprometimento pode se traduzir por uma consideração simples: cumplicidade.
Avaliar coloca o avaliador no cenário da ação. Não se consegue ser observador, apenas. Nos tornamos parte. E o observador modifica o observado.
Esta é uma das principais razões da dificuldade em dar feedback!
Quando vamos dar um feedback podemos nos considerar em uma posição vantajosa. Afinal estamos avaliando o outro. Mas porque não nos sentimos assim?
Porque, ao avaliar, nos comprometemos com um posicionamento. E isso significa participar, tomar partido, escolher.
Como se não bastasse quando o feedback dirige-se á algo que precisa ser modificado percebemos que, de alguma forma, também estamos sendo avaliados. Afinal a gestão é nossa.
Outro aspecto importante é que a reação de quem recebe o feedback é terrivelmente humana. Isto é, reagimos ao que não nos agrada de forma a não aceitar, imediatamente.
Sim, isso é absolutamente comum. Quando a informação que recebemos não nos é muito simpática temos a resistência aos fatos para nos proteger quanto á desilusão ou fraqueza. Sim, a resistência é absolutamente necessária ao ser humano como garantia de equilíbrio e sanidade. Para aceitar necessidades de mudança temos que recorrer á reflexão e, eventualmente, outras percepções.
Por isso é importante recebermos feedback. Precisamos de outras percepções.
Até porque sem feedback não há desenvolvimento. Não podemos nos restringir ás nossas percepções, apenas.
Sempre reforço: “Qual é a nossa expectativa após a prova? A nota, lógico, isto é, o feedback”!
Isso quer dizer que dependemos do feedback para o nosso desenvolvimento. Não há desenvolvimento sem feedback. Este é mais um ponto de destaque na gestão. Toda liderança tem a responsabilidade de desenvolvimento de seus subordinados.
O que acontece apenas em nossa mente não é realidade! Algumas pessoas tem a ilusão de que controlam algo quando guardam para si informações importantes.
Ora, informações só são importantes porque assim as consideram as outras pessoas.
É como entendemos as boas ideias. Boas ideias só existem porque as pessoas a reconhecem.
Uma boa ideia dentro da gaveta é......nada! Não existe.
Para a avaliação o raciocínio é semelhante. Se avaliamos e não damos o feedback então não fizemos nada também.
Por isso avaliar é fundamental e o feedback é a garantia de que a avaliação teve alguma razão.
Sempre afirmamos que o feedback não é uma opinião. Não é apenas dizer que está ou não está bom. É necessário dizer o porquê não está bom. Isso é reorientação.
Mas, não se esqueçam. Não basta olhar para trás e dizer o que foi. É determinante entender o que será. Não podemos mudar o passado. Podemos usa-lo como referencial, mas temos que caminhar para a solução.
Por isso o feedforward, isto é, o olhar para o futuro. Como transformar a situação atual para uma oportunidade de melhores resultados. Ora, é para isso que avaliamos, para melhorar.
E, finalmente, isso é gerenciar.
Gerenciar é avaliar, sistematicamente, dar feedback para reorientar o processo e olhar o futuro para aproveitar as potencialidades de todos, a começar das nossas potencialidades.
Fonte:Bernardo Leite Moreira  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário