QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 25 de março de 2014

Insegurança no Trabalho: Quem é o Vilão Desta História

Há uma coisa no jeito brasileiro de ser que atinge a todos os segmentos da sociedade: a visão sobre as conseqüências em detrimento da visão nas causas propriamente ditas.

Sinceramente não tenha ainda uma opinião formada para saber distinguir o quanto há nisso de falta de informação e o quanto faz parte de intencionalidade de alguns poucos que sempre atuam em causa própria. 

Infelizmente somos ainda um povo que não notou o quanto o bem comum deve estar acima dos interesses pessoais ou de certos segmentos e mesmo entre aqueles que se julgam detentores do direito de defender os direitos esta visão ainda é bastante obscura.

Disso tudo uma coisa é certa: a sociedade brasileira precisa saber e entender que quem paga a conta da falta de segurança é ele. Como em tudo em economia, não há mágica: é de nossos bolsos que o dinheiro sai, se não diretamente através dos impostos, com certeza indiretamente através dos custos embutidos em tudo que compramos. E entendendo isso talvez, a sociedade passe a prestar atenção em certos assuntos que hoje não estão em seu foco.

E quando me refiro a sociedade, obviamente estou falando de todos – em especial também dos empresários – muitos deles em alguns momentos iludidos pelas propostas de inovações muito bem elaboradas e apresentadas – mas com alguns detalhes embutidos que mereciam melhor atenção. Acima de tudo é preciso entender que o mundo tem tendências bastante interessantes. Uma destas tendências diz respeito a conscientização e politização dos chamados “clientes”.

Com certeza não passaremos mais uma década sem que isso chegue também a questão da rejeição pela empresa mutiladora – aliás assisti uma bela palestra sobre este tema dentro de uma instituição empresarial no ano que passou. Em pouco tempo com certeza o consumidor vai exigir mais do que um produto com qualidade e preço – vai exigir também um produto sem sangue – como hoje exige um produto sem violência com o meio ambiente. 

Pode parecer utopia – mas no futuro algumas empresas deixarão de existir porque mutilam e matam trabalhadores – ou mesmo – pela inviabilidade econômica causada pelas ações de ressarcimento devido aos danos causados aos seus empregados. 

Interessante dizer isso – em mundo globalizado, em tempos de concorrência acirrada e saber que ao mesmo tempo temos as bases de um modelo para fazer frente a isso estabelecida e algumas pessoas pensam em muda-lo. Não há como  explicar este retrocesso: qualquer estudioso do assunto prevenção ou mesmo

Prevencionista sabe do que estamos falando, entende a importância do Know How tupiniquim para o assunto. Os números reais das estatísticas de todo mundo – disponíveis na internet – mostram claramente o que falamos. Tal como em muitos outros assuntos precisamos passar a valorizar bem mais o que temos em nossa terra e deixarmos de lado a admiração por aquilo que supomos ou ouvimos falar.

Mais importante do que encontrarmos um vilão com certeza e tomarmos consciência que saúde e vida do trabalhador não é negócio e nem pode ser – afinal de contas as conseqüências não ficam restritas ao mundo empresarial. Portanto, o assunto merece regulamentação especifica e cuidados especiais – porque por mais que diga que a iniciativa privada vai assumir todos os ônus - na prática isso impossível.

É preciso também entender que prevenção de acidentes não é apenas problema da área de saúde – como alguns querem fazer crer – e que portanto – há necessidade implícita de multidisciplinariedade na atuação. É crucialmente e de forma urgente ficar claro – que mesmo com a determinação legal as coisas ainda não tem o desenho desejado e necessário e que portanto ainda não é hora de deixarmos este modelo de lado.

Fonte: Cosmo Palasio M. Junior - http://www.qualidadebrasil.com.br/

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