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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Os Precursores da Gestão Empresarial Americana

 Quem Eram os Mestres em Gestão Empresarial no Início do Século 20? 

Que Modelos Eram Seguidos? 

Que Empresas Contribuíram Para a Gestão Empresarial?

No início do século XX os grandes fabricantes de automóveis da Europa como a Renault, a Citroën e a Peugeot cultivavam o fordismo como “modelo de produção”.

As cadeias de produção fordista também foram empregadas na indústria aeronáutica, ferroviária, na construção elétrica e no setor alimentício.

No início de 1920 a cidade de Paris recebeu o congresso da Organização Científica do Trabalho e a Du Pont – fabricante de fertilizantes e produtos de consumo – acabou destronando a Ford Motors do pódio das empresas modernas.

Pela primeira vez as funções da sede de uma empresa foram separadas das funções dos departamentos e, a partir desse momento, a direção das organizações passou a fixar os objetivos para os outros setores.
Além disso, a direção das empresas também passou a coordenar as atividades dos demais departamentos e a servir de árbitro entre eles. As filiais obtiveram maior responsabilidade operacional e passaram a gozar de grande autonomia.

  • Porém, em 1923 os americanos reagiram ao predomínio europeu, quando Henri Ford lançou seu primeiro livro nos ensinando a reduzir o preço, estender as operações industriais e a melhorar o produto final. 
  • Por volta de 1930 Dale Carnegie – considerado o pai dos guias de autodesenvolvimento – também lançou seu livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, o qual vendeu 15 milhões de cópias à época.

Levada pelo turbilhão da Du Pont, a General Motors – segundo fabricante americano de automóveis – foi reestruturada com o mesmo esquema; ou seja, 95% das decisões passaram a pertencer aos diretores das divisões.

O presidente da GM – Alfred Sloan – observou o fosso existente entre uma sociedade com gostos diversificados e um produto de massa e, dessa forma, surpreendeu a Henry Ford segmentando o mercado e propondo um modelo para cada consumidor, “de acordo com os seus meios e necessidades” – dizia ele.
A produção, a distribuição, os preços e a publicidade se adaptaram a esta estratégia voltada para o cliente, que deixou fora de moda o “carro de uniforme preto” fabricado pela Ford.

Dessa forma, Sloan venceu jogando com a “procura”, enquanto Ford liderava uma política de “oferta”.  Constatava-se mais tarde que o automóvel seria o berço das grandes inovações da Gestão Empresarial do século e, de certa forma, a mãe de todas as indústrias — até chegar à informática, com a sua nova visão do mundo.

Em meados dos anos 30, o processo de produção taylorista começou a ser contestado, pois a cadeia de produção favorecia somente à produtividade e, além de não ser flexível, ignorava o homem, abatendo cada vez mais a moral dos operários

Elton Mayo – psicólogo e professor em Harvard – conduziu uma série de experiências científicas que o levaram a esta conclusão: - “o simples fato de se interessarem por eles dá aos trabalhadores certa motivação”.

À “lógica do sentimento” passou a se opor à “lógica dos custos e da eficácia” e a corrente das “relações humanas no trabalho” passou a ter a sua fonte ilustrada também por outros estudiosos do “comportamento humano no trabalho”.

As teorias das relações humanas no trabalho – desenvolvidas por estudiosos como Abraham Maslow, Chris Argyris e Douglas McGregor – passaram a contestar o taylorismo, embora durante a II Guerra Mundial quando era imprescindível produzir rapidamente armas ou veículos  o taylorismo ainda era o sistema triunfador, por exemplo, com os “liberty ships”.

Os “liberty ships” eram navios cargueiros fabricados em cadeia a partir de 1942 (um navio a cada 15 horas) e que iriam garantir a logística no desembarque aliado na Normandia.

Graças a eles, a operação do dia D não apenas derrubou Hitler, mas demonstrou também aos europeus – até então considerados os “mestres” na Gestão Empresarial – a superioridade da organização americana.

Fonte: http://www.qualidadebrasil.com.br - 
Julio Cesar S. Santos

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