QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vamos Trabalhar em Equipe?


Um homem dirigia seu automóvel por uma dessas estradas de terra do interior. Como o caminho era ruim e havia chovido na noite passada, o motorista acabou com seu veículo atolado sem poder retirá-lo sozinho. 

Buscando socorro próximo dali, voltou com um sitiante que se propôs ajudá-lo acompanhado de uma mula. 

Atrelou o animal ao automóvel e em seguida começou a chamar a mula por diversos nomes:  

“Anda Estrela, anda Malhada, anda Branquinha, anda Mestiça!”. 

Com um puxão da única mula, o automóvel finalmente saiu do buraco. Inquieto com todos aqueles nomes para um só animal, o motorista perguntou ao sitiante porque ele havia feito aquilo. O homem, com aquele jeito simples, respondeu: 

“Óia moço, se a mula achasse que não teria ajuda ela nem tentava sair do lugar”.
Talvez a verdadeira alma de uma equipe esteja exatamente nesse curioso fato de cada um de seus membros perceber-se como parte de um conjunto que caminha em direção a um mesmo objetivo

Mesmo sendo indivíduos independentes, descobrem nesse trabalho compartilhado a força, o aprendizado e o apoio necessários para as idéias e iniciativas que cada um oferecerá com contribuição à meta comum. 

Mas, isso só acontece em equipes bem estruturadas, que pensam e se comportam como uma unidade, mesmo sabendo que cada integrante é único, com suas características e necessidades próprias.
O consultor inglês, Tony Cockerill, especialista na formação de líderes e equipes, corrobora isso ao afirmar:  
“A vida é bem mais fácil para quem trabalha ao lado de pessoas que aprecia, respeita e com as quais tem bom relacionamento. Do mesmo modo, é mais fácil ser bem-sucedido quando os colegas contam com habilidades complementares, e, assim, as limitações de uns são compensadas pelos talentos de outros. Em outras palavras, quanto maior a complementaridade entre os integrantes de uma equipe, maiores as possibilidades de êxito”.
Dentro de um mercado tão dinâmico, mutante e competitivo como o atual, o trabalho em equipe é um dos principais trunfos das organizações que querem vencer. 

Elas não podem mais desperdiçar seus ativos, em particular as pessoas que, quando trabalham em conjunto de forma harmônica e inteligente, conseguem produzir transformações vitais ao crescimento do negócio. Todavia, apesar de sua importância indiscutível, a criação de boas equipes ainda é uma das realidades mais difíceis de concretizar no mundo do trabalho. 

E por que essa contradição?
O problema principal é que não existe na maioria das empresas uma sintonia entre as metas determinadas pelos dirigentes e as metas individuais de seus empregados.

As pessoas só se tornam mais responsáveis e comprometidas quando percebem que fazem parte de algo que tem a ver com seus ideais particulares e suas aspirações. Caso contrário, só cumprem suas obrigações.
Cada integrante de um conjunto tem competências específicas e, no trabalho em equipe, o resultado deve ser a integração dessas especialidades, como numa orquestra. 

Para que isso aconteça, os profissionais devem sentir que são valorizados no que fazem, ter oportunidades de crescimento e ser encarados como sócios da organização, não apenas como meros prestadores de serviços. 

Daí que as metas devem ser avaliadas em equipe. É claro que assim é mais demorado, porque é preciso chegar a um ponto em que todos ou a maioria concordem. Todavia, depois de alcançar isso, implementar o que foi decidido é muito mais fácil e rápido do que quando as decisões vêm de cima para baixo. 

As lideranças de hoje não devem simplesmente mandar, mas sim co-mandar, praticando uma gestão participativa, criando canais de comunicação abertos e atuando como mediadoras nesse processo criativo de buscar soluções em conjunto para os problemas.
Equipes são grupos que evoluíram e uma verdadeira equipe deve funcionar como uma rede de competências, com nível de capacitação e informação o mais alinhado possível. 

Seu foco deve ser sempre o resultado, superando interesses particulares e preocupações subjetivas de hierarquia e poder. 

É assim como se alcança confiança mútua e esse envolvimento motivador em que uns torcem pelos outros. 

As pessoas precisam sentir-se à vontade unas com as outras, a ponto de conseguir mostrar sua vulnerabilidade e ter certeza de que seus pontos fracos jamais serão usados contra elas

Isso é maturidade e profundo respeito à individualidade de cada um. 

Nesse construtivo convívio diário e no alcance das metas em comum é onde vão se formando os reais valores de uma equipe, não só no trabalho, mas também e principalmente nos comportamentos e nas relações.

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