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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Treinamento via celular: vai pegar?

A edição 2011 da Conferência Internacional da ASTD (American Society for Training and Development), realizada em Orlando, Estados Unidos, na semana passada, discutiu diversos aspectos e tendências para o setor de treinamentos corporativos.
Os temas poderiam ser divididos em três grupos:
* Temas sempre discutidos – aqueles que são abordados e apresentam conceitos consagrados em todas as edições da Conferência Internacional da ASTD;
* Temas de aprofundamento – focados em conceitos que já foram lançados em outras edições e aprimorados para aplicação prática e/ou começam a apresentar casos de sucesso;
* Temas inovadores – que apresentam novas tendências e/ou começam a apresentar aplicabilidade tangível.
Dentre os temas inovadores, o que mais se destacou foi o M-Learning – a utilização de dispositivos móveis para treinamento. O tema teve destaque especial na primeira sessão plenária, quando Tony Bingham, Presidente e CEO da ASTD, afirmou que o M-Learning inicia uma nova era que revolucionará os processos de aprendizado no mundo.
Não podemos deixar de reconhecer que outro tema intensamente discutido foi o uso de redes sociais em treinamento. Se elas já são usadas com essa finalidade, ainda há muitas dúvidas. Um aspecto é relevante na questão das redes sociais, entretanto: elas ganham cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas com o uso pessoal. Pode parecer bobagem, mas é este o fator que vai alavancar as plataformas de M-learning: o hábito de estar conectado onde quer que seja e de ter informação online.
Quem já tem um smartphone sabe exatamente o que é isso. É impossível ficar na fila do cinema e não navegar por alguns minutos, verificar o recebimento de e-mails ou postar uma mensagem no Twitter. O investimento em pacotes mensais de dados já está presente em muitos orçamentos familiares. A migração de pacotes de voz para voz +dados é muito promissora e alguns fatores colaboram para isso:
* As operadoras oferecem pacotes mais flexíveis para usuários de dados - no Canadá, já é possível adquirir um pacote de dados para ser compartilhado entre celular e tablet. No Brasil já são oferecidos pacotes que só geram fatura se forem utilizados;
* As classes emergentes ganham cada vez mais poder de consumo – o Brasil é destaque nesse assunto. Já temos mais de uma linha de celular por habitante e o uso de smartphones é crescente;
* Os jovens já nasceram conectados. A geração Y roda online. Navegação, informação, e atualização... Esse é o ritmo da vida dessa turma;
* A Apple existe e, inovadora, lança tentadores “brinquedos de gente grande” toda hora. Cada vez mais móveis e mais conectados. A Apple sai na frente, mas os outros fabricantes aproveitam e lançam seus dispositivos, ampliando a oferta ao mercado consumidor. A Motorola lançou o Xoom, tablet com plataforma Android 3.0 que permite o uso de aplicativos em Flash.
O hábito de uso desses dispositivos é o grande fator de promoção do M-Learning. Além do hábito, o acesso aos dispositivos móveis de última geração, com touch screen e sistemas de conexão à internet, facilita o investimento em plataformas de treinamento móveis. As pessoas poderão usar seus próprios recursos para receber informação quando quiserem. Como é viciante usar essa máquinas, se a empresa possuir uma plataforma de M-Learning,também poderá ser comum escolher participar de um treinamento quando estiver na fila do cinema, em vez de verificar os últimos e-mails.
Voltando que foi apresentado na última semana em Orlando, pudemos ver Bob Mosher falar sobre a utilização do M-Learning. Com muita propriedade, ele destacou que mobilidade em treinamento não é apenas vinculada a iPhone, iPad, tablets e smartphones. A mobilidade está na conexão dos “alunos” ao sistema de treinamento. Vale notebook, netbook e, até mesmo, telefone. Se as pessoas alcançam seu programa de treinamento de onde estiverem, é M-Learning.
Mosher foi além. Apresentou um novo conceito: o M-Support. Ele menciona que o processo de aprendizagem começa com um treinamento formal e que é preciso dar suporte continuamente. “Primeiro vem o treinamento, depois o aprendizado”, diz o palestrante. As pessoas, quando tomam contato com as informações pela primeira vez, devem estar em um ambiente de aquisição de conhecimento que deve contemplar um treinamento formal. Presencial, e-learning ou blended.
O momento de aprendizado ocorre quando as pessoas tentam lembrar ou aplicar o que viram no treinamento, ou quando as coisas não acontecem da forma esperada. É nesses casos que as pessoas vivenciam o treinamento. Quem deve estar presente nesse momento? O M-Support. Aí temos o mais poderoso uso dos recursos móveis: servir de base de consulta aos conceitos, práticas e processos colocados nos treinamentos. Informação online e just-in-time. Mais importante do que informação no momento certo será a possibilidade de ter qualquer informação (ou todas as informações) a qualquer momento e onde estiver. Mudou um procedimento? Lá está ele alcançando toda sua força de vendas e sendo aplicado imediatamente.
A conclusão é que o M-Learning chegou para ficar e o M-Support vai acelerar esse canal de aprendizado. Você vai entrar nessa ou pretende aposentar seu smartphone?

Guilherme Baldacci - sócio-diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza
Fonte: Portal Gouvêa de Souza

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