QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Um comentário:

  1. Lindo o poema!! É uma grande reflexão sobre o amor e a dor, muitas das vezes enxergamos o lado ruim das coisas, dos finais...Não percebemos que há certas coisas na vida que acontecem em momentos, segundos e instantes e que se acabam para que se tornem eternas...inesquecíveis!
    Sempre sofremos, mas sofremos porque queremos sofrer, porque nos entregamos a dor...ela é inevitável, mas é possível supera-la sem sofrer, às vezes pergunto-me: é possível amar e não sofrer???
    Acho que é que todos desejam, descobrir...descobrir uma fórmula de amar e ser eternamente feliz...
    Acredito que para conseguir não sofrer, é preciso aprender a ver as coisas boas, viver cada momento, sem desperdiçar nenhum segundo, para que quando aquele momento acabar e sua alma
    estiver com dor, possa ver o lado bom daquele momento, ou até da finalização daquele acontecimento, pois se algo é retirado de nós, com certeza DEUS sabe porque; então devemos aprender a viver mais, e nos iludirmos menos!!
    Só assim, a dor passará a ser inevitável e o sofrimento opcional!!!!
    Um grande abraço.

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