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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Twitter: desperdício de tempo ou troca de informações úteis?

O Twitter virou febre. Quem está fora não pode deixar de entrar, quem está dentro sabe que não deve sair. Poderosa ferramenta de troca de informações e de “networking”, o Twitter ganhou espaço por permitir que o conhecimento fosse compartilhado, ultrapassando fronteiras.

Criado há quatro anos, tem no Brasil, diz pesquisa, o segundo maior número de usuários no mundo, e celebridades como o apresentador Luciano Huck – primeiro brasileiro a conquistar um milhão de seguidores no país - e o presidente dos EUA, Barack Obama. Não só mudou os hábitos de comunicação, como impôs inúmeros desafios, um deles é o grau de retenção da informação transmitida.

Quanto a esse aspecto é preciso considerar que dado à característica do Twitter - 140 caracteres e uma avalanche de mensagens que a pessoa envia e recebe por dia -, o grau de retenção da informação é baixíssimo, é efêmero.

Sabem por quê? Pensem um pouco, quanto tempo dura a informação que você acaba de receber pelo Twitter? Certamente, dura até o próximo Twitter que você receberá em instantes. Simples assim. Então, é preciso olhar o Twitter sob essa perspectiva, de que ele é um transmissor de informação etérea, que tem prazo de validade curtíssimo.

Se as informações que circulam entre seus seguidores são descartáveis, restam as seguintes perguntas: (i) como absorver todo esse mar de conhecimento que logo será jogado no lixo ou deletado de nossas mentes? (ii) vale a pena o tempo que se dedica a ler e responder as mensagens?

Talvez a resposta esteja na brilhante sacada da colunista do jornal Financial Times, Lucy Kellaway, que admiro e tem seus artigos reproduzidos no Valor Econômico: “Cheguei à conclusão libertadora de que a maioria de nós não precisa lembrar-se de quase nada para fazer nossos trabalhos de forma competente, porque quase todas as informações podem ser encontradas com um clique de mouse na internet”.

Será que caminhamos para era da memória descartável? Apesar de me considerar um twitteiro de carteirinha, não posso deixar de questionar o tempo por vezes desperdiçado com a rápida troca de informações que circulam entre nós como um cometa que mal conseguimos enxergar.

É inegável o poder que as redes sociais têm sobre nós, mas ouso duvidar se realmente estamos preparados para aproveitar essa avalanche de informações que recebemos a cada segundo, muitas das quais acabam se perdendo no limbo em meio à enxurrada irresistível de twitters onde há de tudo: informação útil, bobagens, futilidades, desabafos, coisas de gosto duvidoso.

O desafio está lançado e levante a mão quem tem alguma solução.

Julio Sergio Cardozo:
Conferencista, consultor de empresas e professor livre-docente de controladoria & finanças.

2 comentários:

  1. O twitter, como qualquer outro meio de comunicação, pode ser usado de forma positiva ou negativa. Mais do que uma ferramenta de troca de informações, o twitter traz sinais claros sobre a nossa personalidade e comportamento e pode ser benéfico ou prejudicial à nossa imagem como indivíduos e como profissionais.

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